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segunda-feira, 28 de março de 2011

Teoria dos superpoderes (síndrome do Papaéu)

Uma coisa que me espanta muito é como as pessoas acreditam em superpoderes. Vivemos num mundo onde todos creem que nada lhes vai acontecer. São dementemente negligentes com corriqueiridades quotidianas.
Começo com o trânsito, e aqui cito dois exemplos clássicos. Praticamente todos que conheço, não utilizam o cinto de segurança no banco traseiro, mas concordam, em maioria, que é importante utilizá-lo no banco da frente. Ora, então vos pergunto. As pessoas do banco traseiro estão sujeitas a outro tipo de lei da física das que estão nos bancos da frente? Alguém já assistiu aos vídeos explicativos do que acontece em um acidente quando todos do carro estão acintados, a exceção de um único passageiro sentado atrás?
Essa pessoa funciona como uma arma e pode matar a todos, pois seu corpo é arremessado com violência contra todos os demais ocupantes do veículo. No final deste post, tem links de propagandas muito bem feitas mostrando de maneira magistral como ocorre.
O que não entendo é, se as pessoas sabem o quão importante é a vida, que o cinto praticamente não incomoda, então por que, afinal de contas, não o utilizam? E pior, muitas não utilizam nem nos bancos da frente.
Veja bem. Se todos hoje já sabem e entendem a importância disso para a segurança, então porque insistem em não fazê-lo? Quem não conhece ao menos um caso de alguém que foi salvo pelo uso do cinto?
Se você é suicida, kamikaze, masoquista ou qualquer outra forma de autoflagelo, então pense nos outros. Ao não utilizar o cinto, o que ocorre com quem está em seu carro? E com as pessoas fora de seu carro? Sim, pois seu corpo pode ser arremessado para fora.
Ok, aqui voltamos aos superpoderes, pois, você realmente acredita que nada lhe vai acontecer. Seus superpoderes realmente são super. Ninguém irá lhe bater, você não baterá em absolutamente nada ou ninguém, nenhuma eventualidade acontecerá enquanto está dirigindo.
Para os defensores de que o uso do cinto é prejudicial, argumento com estatísticas. Normalmente as pessoas que se acidentam e morrem devido ao uso do cinto, em mais de 95% dos casos, está relacionado ao mau uso desse. E em situações em que o cinto poderia atrapalhar, como um carro que capota e fica com as rodas para cima, dentro de um riacho, sendo bem específico, se o cinto não estivesse sendo utilizado, possivelmente ele não estaria consciente para reclamar do cinto ter travado ao tentar sair.
Ainda no trânsito, pergunto a todos os que bebem e dirigem: Você está psicologicamente preparado para, ao perder um milésimo de segundo de reflexo com a bebida, - e você vai perder, independente do pouco que bebeu - arcar com as conseqüências de um atropelamento a uma criança que displicentemente se coloca em frente ao seu carro abruptamente?
As pessoas simplesmente ignoram o fato de que, mesmo que andem devagar, e normalmente não o fazem, ou com cautela dobrada, o fato de se envolver em um acidente independe, muitas vezes, do condutor.
No entanto a perda de reflexo, mesmo que o álcool ingerido seja em pequena quantidade, acontece. Depois você se culpa por ter sido negligente e por ter acarretado o falecimento de um ente querido, um conhecido, ou mesmo uma pessoa estranha, uma criança. Nunca se sabe o que pode ocorrer, mas podem-se tomar medidas preventivas para evitar o pior.
Seus superpoderes não aliviarão sua culpa após ter ocorrido a fatalidade. Isso, é claro, se você ainda possuir capacidade mental de se culpar, ou pior, se ainda estiver vivo para contar a história. Pense bem. É um momento que pode despedaçar sua vida para sempre, e, possivelmente, de outras pessoas também.
Por último, e agora não de trânsito, falo sobre o sexo sem preservativo. O que diabos faz os "humanos" pensarem que “com eles não irá acontecer”? Qual a ”superinvisível” camada protetora de anticorpos ou anti-DST existente?
Conheço gente esclarecida que sabe todos os riscos do sexo sem proteção e ainda assim o faz. As pessoas negligentemente pensam que realmente não irá acontecer com elas. O raciocínio óbvio que ninguém faz é que o parceiro sexual também tem o mesmo pensamento e que o fato de estarem coitando sem a devida proteção prova a negligência do outro que com a mais absoluta certeza já é reincidente nessa prática. Com outra pessoa também negligente e assim por diante. Isso é, ululantemente um comportamento de risco.
E você ainda é estúpido o suficiente para dizer que confia? Depois de um tempo, as pessoas se acostumam e não muda nada, nem parece que há uma milimétrica capa filtrante entre os dois. O ser humano é adaptável. Ou esteja sempre com um preservativo no bolso, ou esteja preparado para perder boas oportunidades. A vida e a saúde valem muito mais do que uma transa inconsequente.
Vê bem. Não menosprezo a transa inconsequente. Acho sensacional, mas sou categórico ao afirmar que sexo algum compensa uma vida posta fora e anos de saúde frágil. Mesmo que AIDS não mate mais, a vida como portador desta, com certeza, não é fácil.
Se você não se ama e não se cuida, pense ao menos nas pessoas que você quer bem. Zele por quem lhe quer bem também. Agora, se você não está se importando com a própria vida ou a de qualquer outra pessoa, informo acintosa e agressivamente: FIQUE LONGE DE MIM E DOS MEUS, pois eu amo a mim, a minha vida e as pessoas que escolhi para a partilharem comigo.
E encerro endossando a promessa feita no twitter: Nunca mais coloco um cigarro na boca. Nem todo o prazer e regozijo proporcionados por todos os anos e momentos juntos do cigarro compensam um dia sequer do sofrimento que meu mano está passando no hospital devido ao câncer. Abalou minha estrutura.





@rjzucco

quarta-feira, 16 de março de 2011

Paixão


Já citei em outro post como acho a paixão adequadamente similar a um fenômeno da natureza. Mas pense um pouco a respeito. Quantas pessoas que você conhece já deram a definição perfeita? Todos acertam, todos têm a resposta, mas em nenhuma é completa. Não é completa talvez para você, mas para quem disse, é.
Acho bem curioso como todos têm conceitos diferentes de uma característica comum. As definições e opiniões obviamente estão atreladas a experiências anteriores. Seria a base onde se sustentam os argumentos. A minha definição, assim com o a dos demais, é peculiar e sustentada em minhas experiências de vida. Segue:
Paixão está atrelada a ousadia, atrevimento. Sentir as coisas de forma acelerada e diferente. Imagino a paixão como uma piscina gelada em dia quente onde quando se mergulha, sente-se a agua envolver o corpo todo, sente-se absolutamente tudo, dos dedos aos cabelos, o coração bate mais rápido, o sangue corre veloz nas veias, os pelos eriçam-se. O chão não está ali, tudo é leve e os movimentos do mergulho lembram a flutuação.
Mas além desse turbilhão de sensações causadas no corpo, há as implicações químicas. E essas são as que me fazem precisar de uma paixão para seguir adiante. Para viver. Preciso estar permanentemente apaixonado por algo, ou por alguém. Pode ser um trabalho, um desafio ou uma pessoa especial.
Sem paixão, não ouso, não me atrevo, e a falta de atrevimento e ousadia é uma das maiores falhas das pessoas. Apaixonado, acordo feliz, durmo pouco, sonho muito, passo o dia lépido, sinto os cheiros de tudo de forma mais tenaz, chego a, acreditem, sentir o cheiro de um perfume a mais de duas quadras de distância e sei exatamente quem está usando.
Sinto o sabor das coisas acentuadamente. Como um gole de chai. Muitos sabores, todos ao mesmo tempo, gerando a confusão mental do que é o que. Mesma confusão causada pela adrenalina que corre no sangue.
Confusão, nervosismo, felicidade, atrevimento, insegurança. Gosto de adrenalina na garganta, boca seca, insônia. Olhar para o celular o tempo inteiro aguardando um retorno, um sms, um sinal de vida.
A paixão, diferente do amor, é invasiva. A vontade de estar sempre junto de quem se está apaixonado, de sentir a pele, o cheiro, de tocar, beijar, lamber, morder. É uma necessidade estranha como se quiséssemos entrar dentro da pessoa, fazer parte dela. Dominar os pensamentos e mais, tomar conta da cabeça, fazer uma bagunça e continuar atordoando.
É andar de montanha russa, com todas as piruetas, os altos e baixos, o medo e o perigo, a incerteza. É viver a vida com intensidade, sem medo de se arrepender. Dar a cara à tapa, aproveitar os momentos. Curtir.
Paixão é falar dos sentimentos, mas acima de tudo, vive-los, senti-los. É vontade de viajar e mostrar os lugares de que gosta, conhecer lugares novos, finalmente ir aos pontos que sempre teve vontade, mas que faltava a companhia especial. Olhar pro céu e achar lindo, seja com lua, com estrelas, com nuvens ou relâmpagos. Molhar-se na chuva. Olhar nos olhos e enxergar exatamente o que se quer. Andar bobo, com sorriso aberto, sem qualquer motivo, e com todos os motivos. Perder turnos inteiros, dias, horas, semanas, meses; sem notar, sem se preocupar.
É desejo, lascívia, gula, gana, falta de comportamento, cavalo sem rédeas. Imprevisto, surpresa, instigação, desafio. Medo de gostar, ciência de que não deve ser feito. Tentação do proibido. Avanço de sinais.
É aquela musica que com toda a mágica e sem autorização, mete os dois pés na porta e te abduz para um momento especial da memória. Indiscutível, único, e pertencente apenas àquela paixão. Rezar como um xiita para que o telefone toque. Meio sorriso no rosto que denuncia momentos especiais. Lembranças sem preço.
Paixão é ter vontade de espalhar aos quatro cantos, deixar todos saberem, gritar, se exibir, mostrar. É sexo, volúpia.

E pra você, o que é paixão?

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 16.02.2013
Editado/corrigido por Thiago Severgnini
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 8 de março de 2011

As pessoas não estão preparadas para verdade


Gosto muito de conversar com pessoas inteligentes, que tenham mais conhecimento que eu em alguma coisa, que me instiguem e me questionem, que me façam pensar, rever alguma ideia, agregar algum valor ou conhecimento a alguma coisa ou pensamento e, felizmente sou uma pessoa agraciada com muitos amigos que me proporcionam isso.
Conversando com essas pessoas cheguei à conclusão de que os “humanos” não estão preparados para a verdade. Eles preferem se iludir, se enganar, viver na ignorância. Isto é uma opção e não uma obrigação ou uma necessidade.
Perceba que mesmo que a verdade seja dita com muito zelo e polimento, se não for uma meia-verdade, ela vai incomodar quem a receber e, a menos que seja uma pessoa que não sofre influências do meio em que vive, e eu não conheço alguém que seja assim, sentirá um desconforto ao se deparar com uma.
As verdades que geram maior molesto são aquelas que no fundo já se sabe, mas que se prefere não ver. São as verdades do que não é perguntado, mas que devido à escancarada obviedade, já estão respondidas.
A verdade dos cônjuges em relacionamentos promíscuos, de namoros onde um já não gosta mais, de empregos onde a demissão ou a insatisfação por parte do patrão é certa, ou que a incompetência para a função é óbvia, em negócios onde a compra é ruim...
Prestei-me a ficar em torno de um ano, limítrofe, testando as pessoas e suas reações com as verdades cuspidas por mim. Experimente responder sim, com honestidade, se alguém perguntar se está gorda e veja o que acontece com o relacionamento. Diga que acha um fel o gosto do preparado que está provando. Diga para a garota que acabou de conhecer em uma festa, e que está aos beijos contigo, que ela quer transar com você - e ela quer, pois ninguém fica com outra pessoa sem essa segunda intenção, necessariamente – e avalie o despreparo emocional e a reação de sua interlocutora ao ter suas intenções mais íntimas e particulares expostas desta forma.
Diga que não gostou da maquiagem depois de alguém ter dedicado algumas horas a isso. Diga que o esforço da academia e corrida de seu amigo gordo não está surtindo efeitos “emagrecedores”. Seja cruel e diga o que realmente pensa, mesmo que seja a respeito dos comentários, de algum pensamento, o que for de alguém e preste atenção nas reações.
Os “humanos” definitivamente não estão preparados para a verdade. Preferem a ignorância, e eu não os culpo, pois como diz o ditado, “felizes os ignorantes”. Os ignorantes não veem as coisas ruins, a sociedade podre, os jogos de interesses e a ruindade das pessoas que os cercam. Normalmente um ignorante é ingênuo.
Nada do que disse é novidade. É mais uma verdade que todos sabem, mas que não precisa ser verbalizada. Mas o que poucos entendem é que tudo que não é verdade é mentira, pois a verdade só existe quando completa. As variações são mentiras enfeitadas e estamos já acostumados a conviver com esta podridão.
Exemplos clássicos e respectivas verdades: eu não tive tempo / não quis; não consigo / não estava disposto; não deu / preferi fazer outra coisa...







Publicado em: A Tribuna Regional no dia 10.03.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa
Escrito por:  @rjzucco

terça-feira, 1 de março de 2011

Teoria das unhas vermelhas

Unhas vermelhas

Mulher que, não tendo o hábito de pintar as unhas de vermelho regularmente, e que, quando o faz, utiliza aquele vermelho bem vivo e chamativo, chamado por uns como vermelho Ferrari, e que só por isso os homens gravam, necessariamente, quer transar.

Antes da óbvia afirmação de que todas as mulheres querem transar, explico que esta é uma leitura corporal e antropológica a respeito do comportamento feminino e da necessidade de uma demonstração de seus interesses.

Vamos iniciar comparando a situação no lado masculino. O que ocorre com o homem quando ele pretende sair para uma balada com a intenção de conquistar uma garota para ter relações sexuais? Ele lança mão de tudo que pode para ter vantagens na conquista. Desde o melhor perfume e roupas, até a postura mais agressiva.

O que acontece com a mulher? Tudo bem, a calcinha vermelha é um sinal, mas não é aconselhável para uma mulher que quer ter o respeito dos homens, sair mostrando a calcinha na balada. Isso é vulgar e faz com que nesse jogo, haja perda de pontos. Roupas? Ok, um decote faz a diferença, uma calça bem escolhida, principalmente para as que sabem utilizar todo o poder da calça jeans, chama a atenção, mas isso serve mais para as outras mulheres ficarem olhando, e todos sabemos que mulheres se arrumam para mulheres, pois os homens não percebem metade dos detalhes.

Mas é sabido de todos que os homens prestam atenção as unhas vermelhas e, independente de gostarem ou não, eles entendem esse sinal. As mulheres, como sempre eternas detentoras do poder nesse jogo de sedução, não abrem mão desse valioso subterfúgio na hora de tirar vantagem.

Isso é o óbvio. Ocorre porém, algo muito mais profundo na intimidade. Enquanto um homem para se sentir mais seguro e confiante basta colocar uma roupa diferente, a mulher, quando quer se sentir mais madura, mais mulher e mais segura para si e para os outros - inclusive para as mulheres - mas nesse caso o esmalte é secundário visto que todos os outros detalhes já foram efetuados, utiliza a unha vermelha.

Na prática é como se os homens a vissem tremulando uma bandeira escrito quero transar, mas esse simples gesto a faz sentir mais segura. Coisas do inconsciente. Obviamente também que, ao saber o resultado obtido nos homens, é utilizado como fator agregador.

Se a intenção é fortalecer as unhas apenas, ou será pintado freqüentemente, ou será utilizada outra cor, ou outro tom de vermelho. Mas este, necessariamente assim, significa que a mulher sim, quer transar.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 22.09.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa
Escrito por:  @rjzucco

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Fenômenos da natureza


Uma visão muito particular minha a respeito dos acontecimentos do tempo, comparando-os aos relacionamentos. Coisa bem íntima, mas que creio que muitas pessoas vão se identificar. 

Estava viajando e assistindo o céu. Lembrei da melhor definição de fantástico que já pude presenciar até hoje, uma tempestade de relâmpagos.

É muito curioso, e ao mesmo tempo interessante, como se pode comparar esses fenômenos da natureza a sentimentos. Uma paixão, com todo seu torpor, não poderia ser melhor comparada do que a uma tempestade de relâmpagos. As danças desses fios de luz, bamboleando ao redor das nuvens, iluminando feito flashes, desenhando o céu e irrompendo os pontos mais escuros, transformando-os em surpresa e fascinação, feito os sentimentos e as sensações que descobrem facetas novas de nosso caráter. Paixão pura, abrupta e fervorosa.

O amor. Como um céu limpo e sereno num dia de sol, com brisa morna e calma, incitando a harmoniosa corroboração pacifista da natureza. Talvez com lindas nuvens que de mansinho desenham ludicamente formas entretendes¹, ou mesmo quando fecha os olhos e mostra as estrelas e a lua da noite, a inspiração dos românticos enamorados com suas pequeninas janelas de luz ou a majestosa imponência branca frente a escuridão celestial noturna.

Tristeza. Chuva constante e insistente, com humidade que já esgotou a paciência. Saudades do sol, falta do calor, frio que não gela, "cinzencidão". Impotência de fazer algo diferente. Vontade de ter feito mais quando não chovia. Languidez característica dos prostrados. Vontade de dormir. Necessidade de cobertas. Falta de aconchego. Solidão.

Raiva. A tempestade e seus ventos avassaladores, que varrem, quebram com violência, derrubam com cólera, destroem veementemente tudo que foi construído com zelo e trabalho, assolando com ódio e tamborilando impetuosamente em trovões e furacões o todo, que agora não mais importa. Deixa um rastro de destruição tão aterrador quanto o inferno de Dante, no pior nível.

Saudade. Uma garoa de longa data, está sempre ali, não chega a molhar, nem a chover, não vai embora nunca. Incomoda. Existe com sol e com céu nublado. Impede pessoas de se arriscarem em tempo aberto. Tira a alegria e a motivação de efetuar alguma prática deleitosa, mas principalmente irrita, pois não vai embora. Não muda.

Perda. É o calor saarístico. Arranha a garganta, seca o corpo de tanto colocar líquidos para fora, nos deixa sem forças de continuar, de seguir adiante, está sempre quente em todos os lados. Tudo é muito cansativo. Muita falta de água. Irritação com o permanente sofrimento do corpo, dos sentidos, da mente. Vontade de desistir da caminhada, faz tudo parecer longe, racha os lábios, a pele, o coração. Desidrata a alma e seca a companhia. Legadeia² um poço de saudade, seco de esperança no retorno.

Medo. Onda marítima colossal em tempo de inverno. Cresce, sobe, cobre e quebra abrupta e inusitadamente. Sua rapidez e sagacidade arrojam-se impedindo qualquer pensar. Ela lambe, molha e abraça, alterando a percepção de todos os sentidos, com o frio nauseante descendo após o choque do contato com a cabeça, pela espinha, fazendo todos os pelos eriçarem-se. Toma pra si todo o ar e o leva embora junto com a maré, deixando porém, a nausea e a consternação perplexante, um gosto ruim na gargante e um corpo trêmulo.


Permeando tudo isso, como linha de costura que deixa o que é essencial intrínsecamente unido, estão as estações do ano, e cada sentimento acaba se identificando mais com uma ou outra. Primavera. Pólen e flores, ouriçando o nariz e excitando o cérebro e o corpo. Época de paixões, romances, namoros; Inverno. Frio que persuasivamente nos convence a ficarmos mais alguns minutos na cama, nos acorrenta a uma zona de conforto quando estamos em algum relacionamento, e que tradicionalmente invoca uma tristeza estranha, motivo pelo qual o inverno é a estação com maior índice de suicídios; Outono. Mais frio que quente, as roupas são confortáveis, não há calor nem suor, tampouco o frio doloroso. Época de semeio, esperança, lepidez, prospecção, planos; Verão. Calor, pouca roupa, suor, libido, carnaval, psicodelia, solteirisse, praia...


¹ Que entretém. Formas Divertidas;
² Deixa de legado;


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 14.04.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa
Escrito por:  @rjzucco

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Teoria dos Gatos

As pessoas que convivem comigo sabem, e inclusive já comentaram, que, apesar desta teoria ter se espalhado pela internet, é de minha autoria. Mesmo porque a que foi espalhada contém algumas falhas que irei corrigir.

Bom, é sabido de todos que o pão nunca, em hipótese alguma, cai com a manteiga virada para cima. É sabido de todos, também, que o gato, em absolutamente todas as oportunidades, cai em pé. Vamos então considerar estas como as duas novas leis da física moderna, e, sendo assim, nada mais lógico do que confrontá-las em uma experiência e verificar o que ocorre.

Não adianta passar manteiga nas costas de um gato, como algumas pessoas divulgam. Se isto for feito, a única coisa que acontecerá é um gato sujo de manteiga cair em pé. Mas o que queremos saber é o que ocorre se atarmos um pão com manteiga nas costas de um gato.

Sim, para o bem de todos e a felicidade geral do meio científico, eu fiz esse teste e então lancei o gato no ar, e... creiam no que digo, o gato FLUTUOU.

Sim pois as leis da física são rígidas e não aceitam se submeter à gravidadezinhas quaisquer, e no impasse entre qual das duas novas leis prevaleceria, como nenhuma delas queria ceder, o gato não caiu em pé, nem a manteiga virada para baixo, o bicho ficou flutuando.

Quando divulguei essa teoria junto aos meios acadêmicos e científicos, prontamente os ufologistas se manifestaram alegando que eles já sabiam desse resultado, pois contatos com extraterrestres haviam ensinado como as naves alienígenas funcionam, e disseram inclusive que qualquer um pode verificar em uma próxima oportunidade, quando uma nave dessas passar por perto, os pobres dos gatos amarrados com pão com manteiga em baixo delas permitindo seu vôo.

Nota de esclarecimento 1: O pão sempre cai com a manteiga virada para o chão já que o peso desta faz com que o alimento dê meia volta, e como a altura das mesas no mundo todo costuma ser igual, pois é padronizado, cai virado para baixo. Se as mesas fossem mais altas ou mais baixas, isso não ocorreria.

Nota de esclarecimento 2: “O gato sempre cai em pé” está relacionado com o equilíbrio proporcionado pelo rabo. Testes feitos em gatos, por crianças, onde o rabo foi grudado com um fita adesiva nas costas do bicho, fizeram com que o gato andasse agachado. Quando a fita foi colada no peito do gato, ele andou na ponta das unhas. Quando grudada do lado, fez com que ele andasse curvo, como se estivesse bêbado. E azeitona, para a maioria dos gatos tem o mesmo efeito que uma garrafa de vodka para mim. Mas sem o rabo, ele não cai em pé.
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 29.03.2013
Editado/corrigido por Thiago Severgnini
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Teoria: Não existe ser humano fiel!


Vamos falar de relacionamentos estáveis, duradouros e saudáveis, em que as pessoas queiram estar e ficar juntas por muito tempo, que façam planos. 

E partindo desse princípio podemos afirmar que todo relacionamento tem crises, periódicas. Sucessivas. E cada crise é necessariamente pior que a anterior, pois a dificuldade anterior já foi resolvida. Então você está nesse relacionamento bom, duradouro, quando, num repente, mais uma crise vem. Pior que a anterior, mais forte que a anterior.

Nesses momentos de crise, aquela providencial amizade está ali, ao seu lado, lhe oferecendo um ombro amigo, e então você desabafa, chora, xinga, fala mal da pessoa que está compartilhando o relacionamento com você. Que amizade legal né?! Puxa vocês pensam muito parecido, e a pessoa é tão atenciosa, está sempre disponível, por que a pessoa que está com você não faz isso?

Essa amizade acaba suprindo o que está faltando no seu relacionamento. Por muito tempo isso pode ser suficiente, mas conforme supracitado, as crises são sucessivas, e sempre piores. Com o passar do tempo, não é só o ombro que você utiliza, é o tempo, os ouvidos, o colo, o abraço, a companhia e então, conforme a teoria de que HOMEM NÃO TEM AMIGA MULHER e a TEORIA DA BATATA FRITA, nesse momento, a amizade atinge outro nível e você começa a se questionar se é mesmo só amizade, ou se a amizade pode agregar algumas coisas de alguns relacionamentos.

Algumas pessoas conseguem ter relações sexuais com amigos eventualmente e continuarem amigos. Eu não. Também nunca consegui continuar me dando bem com qualquer de minhas ex. Mas como a maioria das pessoas também não consegue apenas aproveitar o que está faltando e continuar com a amizade como se nada tivesse acontecido, então há a traição.

Ok, você vai me dizer que existem pessoas que acabariam o namoro antes para ficar com o amigo(a). MENTIRA, BESTEIRA, HIPOCRISIA DESLAVADA!!!! Você gosta de quem está com você, já construíram uma história juntos, independente se moram juntos ou não. Se têm filhos ou não. Você gosta muito, tanto que está enfrentando muitas crises. De outra forma já teria acabado umas 30 crises atrás. Talvez não seja com o amigo(a). Talvez até realmente acabe por perceber que não dá mais. Sei que existem exceções, todavia elas são incrivelmente raras. Mas eu desafio qualquer ser humano nesse teste de fidelidade. Mesmo que seus valores não estejam corrompidos pela sociedade, visto que o normal hoje é a promiscuidade, desafio a levar um relacionamento adiante, sem traições. Não um relacionamento gato. Algo com troca, envolvimento, entrega, comprometimento e principalmente, superação através das crises.

As pessoas que se acham diferentes, melhores, evoluídas, superiores, acabam o relacionamento. Eu, particularmente, acho isso duma frivolidade tão grande quanto a falta de sinceridade. A simples desistência é uma prova cabal de incompetência. Agora, se houver tentativa de chegar a uma solução, com esforço e empenho, e ainda assim o resultado não for obtido, então o término é a única saída. Também não acho que traição se devolva na mesma moeda.

Os humanos não resistem. Não há ser humano fiel. A fidelidade é um estado de espírito, volátil, efêmero, e dura de acordo com a satisfação do relacionamento. Por isso que eu sempre digo, eu estou fiel e não eu sou fiel. Pois não somos. Ou a mulher mais fiel do mundo, em uma crise, hesitaria em ter relações sexuais com o Brad Pitt? Então que desçam os cavaleiros do apocalipse e se abra o céu. Ou algum homem não aproveitaria a Scarlet Johansson no meio de uma crise? Por favor. Tente enganar outra pessoa, mas a mim e a você não.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 02.06.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa
Escrito por:  @rjzucco

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O presente precioso (teoria dos cavalos)





Li um livro uma vez que tinha o título desse texto, e que contava uma fábula bem interessante em que, em resumo, citava que precisamos viver o momento presente. Ele me fez refletir sobre como as pessoas levam a vida nos tempos atuais. Ninguém realmente vive o presente precioso. Todos estão sempre com a cabeça no futuro, planejando, desejando, almejando, ambicionando e consequentemente acabam se transportando para lá. Criam um fabuloso mundo mágico e acabam vivendo mais nele do que na vida real.


Mas a vida cobra caro por quem não a aproveita sabiamente, e, quando essas mesmas pessoas se dão conta, muita coisa já passou e não há como remediar, então começa outra etapa curiosa. Há uma altercação entre viver no futuro e lembrar e lamentar o passado, com toda melancolia que isso possa ter. Então a vida vai escorrendo feito areia entre os dedos e devido ao costume de não saber aproveitá-la, começamos a nos encasmurrarmos.


Não sei se isso talvez não seja uma forma de fuga da vida medíocre e diferente do que gostariam de ter. Mas independente da desculpa, nada justifica deixar os cavalos passarem. A vida é uma só, e funciona como um cavalo encilhado que passa correndo em sua frente. Ou se está pronto para montá-lo quando passa e o aproveita e sente o vento no rosto naquele instante precioso, ou fica-se lamentando por ter perdido um bom cavalo que cruzou.


Depois que o cavalo cruza, não há como saber se ele era rápido, se o levaria longe, se era o cavalo certo. Ele foi perdido, já cruzou e você não estava pronto para montá-lo no momento certo, ou quem sabe até estivesse, mas faltou coragem. Ah! A coragem. “A coragem não é que nem poeira que se agarra em qualquer pelo!”. Enquanto os covardes ficam assistindo os cavalos passarem, os com um pouco mais de atrevimento começam a perceber o quão bom é o presente, e aceitam-no como um presente delicioso. E de fato o é. A vida, os momentos, os acontecimentos, é tudo um presente glorioso e mágico. Mas o presente é o agora. O ontem é passado e até serve como aprendizado, mas não deve ser acessado na forma de saudade, tristeza ou melancolia. O amanhã é absurdamente incerto, e ninguém sabe se realmente virá, está no tempo futuro. Devemos sim nos preparar para montaria, mas vivendo o presente.


Pense comigo, o que temos de fato? O que realmente temos se não o presente? Apenas e somente o presente? E o presente é um presente especial, um presente precioso.




Aproveite os cavalos de sua vida. Esteja pronto para montá-los e não hesite quando algum aparecer, ninguém alcança um cavalo depois dele ter passado. Você pode até conseguir pegar o mesmo cavalo em outra oportunidade, ou outro cavalo na mesma oportunidade, mas, necessariamente, aquele momento com aquele cavalo, é único e deve ser aproveitado. Esse é o meu conselho. Encare a vida como uma chuva e se molhe. Sinta cada gota percorrer seu corpo, sinta o cheiro, o gosto, o toque, as sensações, o vento na pele e a roupa molhada. Ouça o som do mundo enquanto chove como se fosse cego e perceba as dimensões de tudo que o rodeia.


Monte nesse cavalo, vá cavalgar na chuva e aproveite o presente precioso!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 29.04.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa
Escrito por:  @rjzucco

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Homem não tem amiga mulher.


Essa teoria é bem simples, curta e prática. Não serei muito formal no português. Homem não tem amiga mulher, salvo três ou talvez quatro exceções.

Primeira exceção: O cara é viado, não gosta da fruta.

Segunda exceção: A mulher é mocréia, feia, impegável, não faz teu tipo, gorda demais, magra demais, algo do tipo.

Terceira exceção: Ela não quer ficar com o cara, mas ele a acha bonita, querida e bla bla bla. Então ele fica ali, na boa, até que ou numa bebedeira, ou uma crise existencial, pico de solidão, ela resvale, tropece e ele derrube. Creiam, ele vai derrubar. Não se iludam em pensar que seu amigo é só seu amigo, porque se for, ele lhe acha feia ou é viado. Mas se você é bonita, e acha que esse item não cabe, então se ajoelhe na frente dele com cara de devassa, abaixe as calças dele e faça da melhor forma possível. Existe alguma chance, por mais remota que seja, de ele negar, se ele n for uma moça ou se você não for feia? Ou então apareça nua com toda a lascívia que Deus permitiu a mulher e veja se ele nega. NÃO EXISTE!!!

Quarta exceção (ainda em estudo): João é um grande amigo de Pedro, mas amigo mesmo, não aquele conhecido. Um amigão do peito, que namora a maior deusa grega da cidade, daí ela aparece nua e ensandecida por sexo com o amigão (João) do namorado(Pedro). Será que ele resiste pela amizade, que é o que normalmente acontece, ou será que come e ninguém fica sabendo? Estamos averiguando os dados estatísticos.

Agora vejamos o contrário, um homem super amigão de alguém, amizade de anos, e um dia, devido ao tesão extremo, aparece nu para a amiga querendo transar. Mesmo que ele seja legal e boa pinta, a chance disso acontecer é muito remota. Tão remota quanto a de uma mulher negar fogo para o namorado da melhor amiga, sendo ele o sonho de consumo do bairro.

Um pouco por causa dessa competição existente entre a mulherada, e pelo companheirismo existente entre o macharedo. Também por causa do resíduo produzido pelo contexto social o qual estamos inseridos, afinal de contas, necessariamente, sem exceção, todos somos produtos do meio e invariavelmente somos influenciados por ele. Nossa sociedade, apesar de vir evoluindo a passos rápidos, permanece irritantemente machista.







Publicado em: A Tribuna Regional no dia 21.07.2012
Editado/corrigido por Thiago Severgnini
@rjzucco
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Teoria da Batata Frita






Chega um dia em que você resolve que irá comer arroz com feijão pelo resto da vida. Arroz com feijão é a comida mais deliciosa, saborosa, nutritiva, interessante, divertida e prazerosa que existe. Não há no mundo algo melhor que arroz com feijão.  A partir de hoje, comerei apenas arroz com feijão até o final dos meus dias.
Passa a primeira semana e está tudo maravilhoso. Arroz com feijão é tudo que você sempre quis, divino. No primeiro mês, comendo arroz com feijão todo dia, está tudo a seu favor. Você fez a escolha certa. Como gosta de arroz com feijão. Nossa!
Passa o primeiro ano. Todos os dias comendo arroz com feijão e você já começa a trocar o feijão preto pelo marrom, pelo feijão branco, mas continua firme no arroz com feijão, pois é a melhor coisa do mundo. Não há nada melhor do que comer arroz com feijão.
No segundo ano você já está comendo arroz preto, branco, amarelo e marrom, com todas as cores de feijão, mas continua, embora já sem tanta convicção repetindo a si mesmo que arroz com feijão é a escolha certa, que é a melhor coisa do universo, nutritivo e tudo que você sempre quis. Tudo de bom.
Normalmente, lá pelo quarto ou quinto ano, você já experimentou todos os tipos de feijões existentes no planeta, bem como o arroz e as combinações de ambos, desde feijão preto com arroz branco a arroz preto com feijão branco. Já testou todos os restaurantes da cidade, estado, país e de mais dois continentes. Testou pratos de porcelana, louça, vidro e plástico. Todos os temperos imagináveis, os doces, azedos, picantes, e todas as variações possíveis destes com os tradicionais.
Eis que então, concentrado naquele restaurante novo que prometia um tempero revolucionário, sozinho, você sente AQUELE cheiro. Preste atenção! Está sentindo aquele cheiro? Olha para a direita, é de lá que vem. Olha lá. Hummmm, cheiro de...? BATATA FRITA!!!
Que desgraça. Cinco anos na linha. Você sabe que sua opção é por arroz com feijão, mas aquele cheiro de batata frita está lhe matando, consumindo-lhe por dentro. Aí você já consegue lembrar-se do gosto da batatinha, da sensação dela sendo esmagada com sua língua contra o céu da boca, os dentes apertando ela até que a parte crocante ceda e a parte macia de dentro transborde, esparramando-se pela boca, fazendo a fumaça do calor, desprendendo- se e vagando rumo às narinas, inebriando o olfato e todas as lembranças que esse sentido desperta, fazendo a boca salivar ainda mais.
Então você olha para o lado e percebe que o inebriante e maravilhoso cheiro está vindo do prato de uma mesa ao lado. A batatinha é murcha e gordurosa, mas droga. Que se dane. É batatinha. Tem cheiro de batata frita, gosto de batata frita. É batata frita e, definitivamente, não é o arroz com feijão dos últimos cinco anos.
Esse momento é o grande divisor de águas de todas as pessoas. Deve-se escolher entre ficar com o arroz com feijão ou com a batata frita, e se já chegou na fase de todos os temperos e restaurantes e tipos de arroz com feijão, a menos que a pessoa seja muito hipócrita, covarde, acomodada ou burra, ela come a batata frita. Muitas, devido a índole, caráter, formação, educação, se despedem do arroz com feijão e partem para a batata frita dali para frente. Outras, já de moral duvidosa, mas que será explicado oportunamente pela teoria “NÃO EXISTE SER HUMANO FIEL”, acabam comendo arroz e feijão com batata frita. E tem algumas que conseguem até comer tudo no mesmo prato.
O que realmente deve ser observado é em que fase está: já chegou no último estágio dos temperos, restaurantes, pratos e tipos? Se sim, então tenha certeza, irá comer a batata frita. Não? Parabéns, por enquanto, pela escolha. Terá mais tempo de arroz com feijão. Algumas pessoas realmente comem arroz com feijão até o final, sem querer outra coisa. Mas serei honesto, das poucas pessoas que conheci nessa situação, nem 10% eram satisfeitas, estavam frustradas e infelizes. Pessoas enlanguescidas, acomodadas na zona de conforto.
A escolha é sua. Não precisa me dizer, não quero saber se você é fiel ao seu arroz com feijão. Isso cabe a você e a sua consciência. Mas não tente me convencer que não se encaixa nessa teoria, ou tampouco me provar que faz parte justamente da microamostragem x ou y. Você sabe quem você é e o que faz. E eu também.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 22.04.2012
 Escrito por:  @rjzucco