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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Leitura pelo copo (bebida denunciando)

Essa semana não tive condições de colocar o post no dia correto, então ia passar batido. Mas foi então que um amigo mandou essa reportagem que achei "super interessante" e resolvi compartilhá-la.

O jeito como você segura um copo ou uma garafa pode revelar muito mais sobre a sua personalidade do que você imagina. Ou gostaria. Foi o que descobriu o psicólogo Glenn Wilson, da King’s College, em Londres, que observou a linguagem corporal de mais de 500 pessoas bebendo em bares. E mais. Wilson conseguiu determinar oito grupos com características bem definidas: “paquerador”, “fofoqueiro”, “solitário”, “amante da diversão”, “rainha do gelo”, “playboy”, “intimidador” e “bad boy”.

O estudo descreveu em detalhes essas oito categorias e revelou até a abertura que cada um dos tipos dá na hora da paquera. Segundo o psicólogo, os tipos mais abertos para iniciar uma conversa são o paquerador, o playboy e o amante da diversão. Então, fique atento para não passar a imagem errada na próxima vez que sair para beber – ou para não abordar uma pessoa que não esteja muito disposta a dar condição para o flerte.

1. O fofoqueiro

Tipo mais comum entre as mulheres. Os fofoqueiros – como não poderia deixar de ser – se reúnem em grupo (geralmente, com várias mulheres) para falar sobre os outros. Na maior parte do tempo, fazem comentários críticos. Quem faz parte deste grupo costuma segurar o copo de vinho pela taça e o utiliza para gesticular. Quando vai falar algo confidencial, tende a se inclinar sobre a bebida. Como o fofoqueiro ou a fofoqueira já está em um grupo social fechado, investidas de pessoas de fora geralmente não são bem-vindas.

2. O amante da diversão

Esse homem ou mulher bebe para ficar mais sociável e gosta de rir com seus amigos. Ele geralmente está segurando uma garrafa perto dos ombros para ter mais liberdade de movimentos e costuma dar goles curtos para não perder nada da conversa.  Este tipo de pessoa está sempre feliz por ampliar seu círculo social. A melhor forma de abordá-los, portanto, é chegar logo na conversa de uma forma bem-humorada para fazê-los rir.

3. O paquerador

O paquerador segura o copo delicadamente, com os dedos separados, e usa o objeto de forma provocativa. As mulheres são as que mais se encaixam na categoria, podendo posicionar o copo na altura dos seios para chamar a atenção aos seus atributos físicos. Também podem fazer contato visual com as pessoas enquanto dão um gole. Às vezes, também usam o dedo para “provocar” a borda do copo, mergulhar na bebida e tocar a boca. Se você se interessou por um paquerador, a melhor abordagem é entrar no jogo e fazer gestos recíprocos de paquera.




4. O solitário

São pessoas tímidas e submissas que seguram o copo com todo o cuidado, como se tivessem medo de alguém roubá-lo. Eles costumam esconder as mãos livres no bolso e o copo é usado como uma muleta social. A bebida nunca está completamente terminada: sempre tem um pouco sobrando em caso de emergência. O solitário bebe pouco, e pode usar canudos para mexer a bebida entre um gole e outro. Eles geralmente estão abertos para novas amizades, mas é preciso chegar de maneira delicada, talvez com alguns elogios discretos para deixá-los mais autoconfiantes.

5. A rainha do gelo

Fazem parte deste grupo mulheres naturalmente frias que estão sempre na defensiva. Costumam beber em taças de vinhos ou copo curtos, sempre segurados de forma a fazer uma barreira para impedir aproximações íntimas. Glenn Wilson avisa: nem perca seu tempo com ela.




6. O playboy

São homens altivos, confiantes e galanteadores. Geralmente seguram copos compridos ou garrafas como um suporte fálico, brincando com ele sugestivamente. Tendem a ser possessivos, mas sabem lidar muito bem com mulheres.




7. O bad boy

Estes homens inclinados a um excesso de confiança e arrogância geralmente estão bebendo cerveja engarrafada ou cidra. Costumam se “espalhar” nos lugares, ocupando tanto espaço quanto for possível para marcar seu território. Por isso, empurram o copo para bem longe de si mesmos e se inclinam para trás na cadeira, por exemplo. Se estão bebendo com os amigos, é pouco aconselhável abordá-los, a menos que esteja com disposição para ficar de bajulações pra cima deles.

8. O intimidador

Este tipo também é mais comum entre homens. Eles preferem copos grandes ou garrafas, que usam como se fossem armas simbólicas: seguram com toda a firmeza e as usam em gesticulações próximas ao rosto das pessoas, como se estivessem ameaçando-as. Costumam se achar o sabe-tudo e chegam a ser um hostis na defesa de suas posições, mesmo que não usem violência. Segundo o estudo, o ideal seria não mexer com um tipo desses – ou então fazer isso com muito cuidado.

Fontes: Super e The Telegraph

@rjzucco

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Doação

Navegando em águas facebookianas deparei-me com alguma campanha de doação de órgãos. Não novamente, mas ainda. Campanhas de doações de órgãos não deveriam sequer existir.
Como pode em épocas de globalização, onde a informação é de absurdo fácil acesso, ainda termos pessoas com esse tipo de preconceito bufo? Faz lembrar-me da época em que fui tentar aplicar um trote solidário na faculdade com doação de sangue e os humanos não quiseram alegando que alguém poderia pegar uma doença qualquer.
É revoltante saber que a mesma pessoa que se diz não doadora de órgãos e que espalha para todos e multiplica crendices estúpidas quanto a retirada precoce de órgãos ou qualquer outro boato, na hora que precisam, são os primeiros a fazerem cara de cachorro pidão que caiu da mudança e reclamarem da burocracia, da demora, e os que mais consideram-se com direito a receberem transplante.
Então lanço aqui a campanha, conquanto ilegal e inconstitucional, bastante moral e que pode ser aplicada nos bastidores por quem faz as doações andarem. Sou doador e sou receptor! Ou então, o que é mais importante, não sou doador, logo, não sou receptor!
Assim as pessoas que não doam, jamais poderão receber órgãos caso um dia precisem. Fica registrado onde for preciso que essa pessoa não era doadora e que, consequentemente, não poderá ser receptora agora que precisa.
Fazendo assim, todos acabariam virando doadores, as doações aumentariam significativamente e pessoas que não são doadores, nem entrariam para a fila de espera, permitindo que aqueles que se propuseram a um dia doar seus próprios órgãos, receber.
Fica aqui minha campanha, quem não é doador, não merece ser receptor. Ainda que ilegal, se o jeitinho brasileiro existe para esses casos, então que privilegie os que sempre se propuseram. Fica a dica para as pessoas da área da saúde que puderem fazer algo a respeito.
Não tenho parentes ou amigos próximos precisando de doação, mas sou doador e toda minha família sabe. Doem tudo que puderem de mim. Espero que vocês façam o mesmo.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 02.03.2013
Editado/corrigido por @AnaLeticiaSilva
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Leitura na Balada

Meus amigos perguntam-me por que saio para baladas se não é sempre que bebo, então não é para me emborrachar. Também não pego a mulherada e não danço, mas estou sempre nas bocas dos eventos. Se fosse para ouvir música, iria sempre ao mesmo lugar, ou ao menos nos lugares que toquem o mesmo estilo, e não é o que faço.
Mas então por que diabos eu saio?
Ocorre que o melhor lugar para se analisar e ler as pessoas é na noite. Por uma série de motivos que discorrerei agora. Primeiro avalia-se o local e daí pode-se começar a mapear as pessoas, pode-se até perceber que está na festa errada, que foi aquele local por insistência de alguém ou para conhecê-lo.
Segundo, a roupa da pessoa. A forma como alguém se veste diz muito sobre ela. A combinação de cabelo, maquiagem, roupa, decotes, calçado, calça, meias, unhas, etc. Depois analisamos a postura, mas sempre lembrando de agregar a impressão obtida nas etapas anteriores. Verifique como a pessoa se porta, como fala, como anda, age, bebe, sorri, e, nesse ponto, já pode começar a tirar algumas conclusões. Nesse momento já sabe se a pessoa saiu para dançar, se está bem humorada, como é sua autoestima, se está afim de sexo, em quem está de olho, se é comprometida, se é vaidosa.
Com homens, basta olhar o tórax. Peito estufado denuncia prospecção, necessariamente. Mulheres que requebram quando andam, também. Obviamente que nem todo homem que estufa o peito está à caça, assim como nem toda mulher que requebra. Mas some-se isso ao restante já avaliado e leve em consideração o fator percepção.
Tenho certeza de que já aconteceu com você o fato de estar olhando para alguém e essa pessoa, como se sentisse o olhar, virasse-se para você com uma cara de “quem está me olhando?” É muito difícil as pessoas não sentirem que estão sendo observadas. Jung fala sobre o inconsciente coletivo interligado por uma frequência, e é aqui que apoio esta teoria.
Sentimos quando estamos sendo observados, mesmo que seja à distância e mesmo que estejam as nossas costas. É nesse momento que normalmente as mulheres começam a passar a mão no cabelo, caso estejam, obviamente, interessadas em quem as está olhando ou caso queiram massagear o ego.
É como se o inconsciente falasse, meu Deus, estão me olhando, o cabelo está bem? Estou bonita? E automaticamente a mulher passa a mão. Esse é um ótimo termômetro. Frequentemente vejo pessoas que estão entretidamente conversando e de súbito começam a procurar algo ao seu redor sem saber o que é. A procura só cessa quando acaba dando de encontro com algum olhar, ou quando a sensação some, pois a pessoa parou de olhar. Acontece e com frequência de quem está recebendo o olhar, virar-se diretamente para quem a está velando. Ou a pessoa que lança o olhar ser surpreendida inopinadamente.
Além disso há a segurança e os olhares. É fascinante ler que um cara vai abordar uma garota antes mesmo de ele tomar coragem para fazê-lo e mais ainda, de saber o resultado antes que ele sequer saia do lugar. Os olhares dos dois, segurança dele e a insegurança dela, pés dela apontados para ele, se apenas um deles, ou só o de trás, ombros alinhados com os dele, sorrisos sinceros ou forçados, tudo denuncia.
Em uma festa que fiz com um amigo, tive a oportunidade de avaliar esse processo desde o inicio e esse camarada tinha certeza de que o casal não acabaria junto. Mas eu teimei e falei que eles já até tinham se beijado, só ainda não sabiam. Ela estava com a postura espelho, olhos nos olhos, sem fuga. Ombros alinhados, pés apontados para ele, ambos. E ele estava firme, imponente, seguro, bloqueando o caminho dela como quem diz que por ali ela não passaria, que o único caminho era ele. Era como se ele tivesse certeza do final e só estava brincando até chegar o momento que ele decidisse. Dito e feito, ele resolveu e atacou certeira e satisfatoriamente.
O fascinante de tudo isso, é que ao ler todos os sinais, pode-se prever os acontecimentos, pode-se aprender sobre comportamento humano, e faz nos sentirmos como senhores do tempo, pois sabemos antes de tudo o que ocorrerá. Após um período de treino, chega a ser injusto com os humanos enxergá-los com toda a transparência que a leitura permite.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 03.03.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa e Ana Leticia Silva
Escrito por:  @rjzucco

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Mulher gosta é de dinheiro. Quem gosta de homem é homossexual.

Voltando ainda ao tema machismo citado no texto de mesmo nome, retomo a explicação: somos machistas porque é assim que aprendemos a ser, assim como andamos em duas pernas, utilizamos a comunicação verbal e escrita, nos vestimos dessa ou daquela forma.
O machismo é proveniente de conceitos antigos, muitos dos quais todos concordamos ultrapassados e que com o passar das gerações paulatinamente cairão, mas que ainda vigoram em mais situações do que conseguimos enumerar, pois é tão natural à nossa sociedade e realidade que simplesmente seguimos o fluxo, mais por aceitação social do que por conformismo. Às vezes até por ignorância consentida.
O machismo sempre proporcionou às mulheres a possibilidade de ficarem em casa enquanto o homem saía para o trabalho e trazia o dinheiro. Ocorre que com o passar dos tempos elas começaram a se qualificar, inicialmente aquelas que não tinham os talentos necessários para serem esposas, outras por personalidade indomável e insubordinável, que queriam tomar conta do próprio dinheiro mesmo que isso custasse um suicídio social.
Outro ponto que alavancou a saída das mulheres para o mercado é o fato de a situação estar difícil, o salário médio de uma pessoa já não sustentar uma família inteira com os mesmos confortos de antigamente, então algumas começaram a ajudar, com coisas como vender culinárias, serviços de limpeza como lavar roupas, etc.
Isso mostra que, devido ao nosso machismo e aos costumes ainda resilientes, é adequado aos olhos da sociedade homens sustentarem a casa com naturalidade. Embora isso venha mudando e já existam muitas mulheres que sustentam a casa e as famílias, ou até, ganham mais que os homens.
Poucos, mas poucos homens mesmo, sentem-se confortáveis ainda hoje, em tempos de prosperidade liberal, com o fato de ganhar menos que sua cônjuge. 
O mesmo raciocínio para tudo, porém invertendo os papéis, necessariamente é seguido. Mulher nenhuma gosta de sustentar homens que não trabalhem, que não contribuam financeiramente. Mulher, como diz uma ex-colega de trabalho, gosta é de carinho. Carro carinho, sapato carinho, sofá carinho.
Se uma mulher mora com um homem que é tudo de bom, trabalha em uma ong, não ganha um centavo furado, ela vai cansar de sustentá-lo. Mais dia menos dia o relacionamento acaba, por puro desgaste. Mesmo porque se um homem se conforma em não ganhar um centavo sequer nos dias atuais, alguma coisa de errado há. Não estou falando temporariamente, falo em caráter permanente. E a mulher concorre em culpa ao aceitar e se sujeitar a tal situação, ao menos se levarmos em consideração a atual moral social.
Peço que avaliem tudo sem o SE. Não há “ses” aqui. Nem SE ela ganha bem, talvez não ganhe nem para sustentar-se direito. Nem SE ele é trabalhador ou SE é vagabundo. Não!
Avaliem friamente o fato, um homem gosta da mulher, independente dos “ses”, ele vai morar com ela e custear as contas, mesmo que mal e porcamente consiga sustentar-se como gostaria.
Mulher precisa de conforto, gosta de conforto, quer conforto, segurança, proteção, nem que seja a própria segurança financeira.
Mulher ao conhecer um cara qualquer, não o leva pra casa e o sustenta indefinida e incondicionalmente como os homens fazem ha décadas. Primeiro ela avalia uma série de fatores, e embora não percebam, elas levam em consideração sim, e com um peso gigantesco o fator financeiro dele.
É necessário ser levado em consideração também todas as consequências que alimentam o fato de que se o homem não recebe remuneração, permanentemente, por opção, nos tempos atuais, seu caráter é possivelmente condenável. Necessariamente questionável. Pois não é o que ele cresceu vendo, aprendendo e assimilando. Isso é contra a própria cultura, valores e costumes.
Apenas emergentes ou ainda integrantes do proletariado não concebem a realidade de ter tanto dinheiro a ponto de não trabalhar.  Pessoas oriundas dessas classes, pensam em ganhar na mega-sena ultra acumulada, e continuar trabalhando e/ou estudando. Pessoas que tem muito dinheiro conseguem aproveitar o dinheiro sem precisar ter o compromisso de precisar labutar. Mulheres esposas de multimilionários dificilmente trabalham. Pesquisem e confirmem.
Não entrarei aqui no âmbito de que trabalho doméstico também é trabalho. Claro que é, mas o foco aqui é remuneração e mercado de trabalho. Sustentar e ser sustentado.
Homens, pensam como homens, por isso, quem gosta de homem é homossexual, assim como homem gosta de mulher, pois mulher, gosta é de dinheiro.
Assista ao estudo científico comprovando pelo discovery channel.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 26.01.2013
Editado/corrigido por Thiago Severgnini
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Jogo da Sedução

Há um jogo entre os casais que me tira do sério em dias de impaciência. Sempre que um homem investe em uma mulher, nos primeiros momentos, é necessário que ele a convença de que a escolha certa é ceder aos seus argumentos.
Primeiro que acho um machismo insano isso de sempre ter que ser o homem a tomar a atitude inicial, mas principalmente, e se a mulher já estiver interessada? Agora a coisa complica.
É ridículo, mas aí começa um jogo teatral em que o homem finge que está convencendo-a a ceder aos seus argumentos, enquanto ela finge estar sendo convencida. Isso quando não o ajuda a convencê-la, em caso de vontade dela e incompetência dele.
Mas não pense que isso é desnecessário, pois na cabeça dos infelizes humanos, se a mulher não é convencida, não terá graça e, provavelmente, o homem se desinteressará antes mesmo de provar sua conquista.
Isso é tão certo quanto a maioria dos homens não confia em mulheres, para namorar, que transam no primeiro encontro.
Depois os mesmos imperfeitos e hipócritas humanos pedem sinceridade e transparência. Ora, então o que aconteceria se, no primeiro encontro, o homem abordasse a mulher com um “Oi, vamos transar? Você pratica sexo isso ou aquilo? Namora comigo? Vamos passar o final de semana juntos e nus?”.
Imaginem uma mulher que viu o homem a observando o tempo todo, e retribui os olhares como manda o figurino da sedução. Então o homem chega e diz: “Olha só, percebi que você também quer transar, vamos para outro lugar?”.
Sim, pois muito dificilmente alguém beija outra pessoa nos dias de hoje sem que haja interesse sexual, afinal de contas, se assim o fosse, sequer beijaria. Mas é necessário percorrer um determinado caminho e suas etapas, e caso exista algum atalho, ele não levará à comunhão confiante.
Quero apenas expô-los, humanos. Todos fingem e mentem no momento da caça e da conquista, e não necessariamente querendo fazê-lo, mas eventualmente obrigados pelas circunstâncias. Se estão no jogo, joguem conforme a regra. Todos já estão acostumados mesmo.
Utilizem ao seu favor e entrem na brincadeira do fingimento, mesmo porque se não o fizerem, a menos que encontrem alguém que aja igual a você, acabarão sós. Ou então tenham a coragem necessária para serem sinceros o tempo inteiro com todos e ganhem amigos de verdade para uma vida toda e companhia estável.
Meus melhores amigos já ouviram a célebre frase: “quer me dar”, a qual profiro sem papas na língua, em determinadas situações. Essa coragem e franqueza traz laços fortes, embora reduza a quantidade de cordas.
Como toda escolha, há um ponto positivo e um negativo, e, como toda descoberta, um choque de verdade sempre nos arranca da ignorância, mesmo que relutemos. Agora que sabe como funciona, nunca mais verá com os mesmos olhos quando abordar alguém ou for abordada. Verifique, confirme e retorne. Comente e divulgue.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 29.09.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa
Escrito por:  @rjzucco

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Transar ou não na primeira vez?


Uma ex-colega de trabalho pediu-me que escrevesse sobre um ponto peculiar do relacionamento. Transar ou não na primeira vez?
Fui a campo, pesquisei, perguntei, inquiri. Até por msn cheguei a sondar. Ponto comum que as pessoas já acham isso normal.
Para explicar, é necessário relembrar alguns pontos. Os homens estão acostumados a ouvir “nãos”. Todos crescem sempre tentando o tão importante e valioso sexo. Muitos “nãos” são ouvidos, até que finalmente algum sucesso seja obtido.
Já com a mulher a situação muda. Elas estão acostumadas a negar, a vida inteira. Preservam-se, cuidam-se. Normal, ainda hoje é, mulheres se envolverem mais quando do ato. Diferente de homens que simplesmente o praticam. Isso tudo, por óbvio, via de regra.
Isso acaba contaminando o inconsciente coletivo social. Os homens sabem, inconscientemente, que mulheres que se dão o respeito e o devido valor não são fáceis a ponto de serem levadas para cama já na primeira vez.
Aí veem as perguntas: mas e se ela apaixonou-se pelo homem? Se a química bateu? Se tudo está certo e perfeito? Por que não quebrar essas barreiras já praticamente suplantadas? Se a mulher finalmente quer dizer sim, então que seja, certo?
Na verdade os homens podem gostar na hora, é o que querem. Podem vir a namorar com a garota. Mas sempre em momentos de crise, aquela dúvida miserável que insiste em não morrer, que esteve semi-pulsante e sonolenta durante tempos, torna a pairar pela mente. Se ela foi fácil comigo, o que impede de não ser com outra pessoa qualquer?
Não precisamos nem chegar ao ponto de infidelidade e inseguranças, basta pensarmos que, se um homem quer namorar com uma mulher, com certeza vai buscar alguns atributos. Levando-se em consideração o que ele aprendeu a vida inteira, quando a mulher não segue os ensinamentos tradicionais, algo não encaixa direito no inconsciente masculino.
Mesmo porque, ainda hoje, é muito difícil uma mulher efetuar atos assim apenas com uma pessoa. A barreira é bem grande e quando ela consegue quebrá-la, acaba recorrendo. E, nesse caso, o machismo masculino não perdoa mulheres que já tiveram muitos homens.
O ego masculino é deveras frágil. Homens temem serem comparados e não serem os melhores. Temem serem falados, em seu círculo social, como o que está namorando aquela que a turma toda já “traçou”.
Fato1: a maioria, hoje, diz que não se importa;
Fato2: na dúvida, espere umas 3 vezes, ninguém vai morrer por esperar;
Fato 3: se não vai rolar, não deixa esquentar. Caso deixe esquentar e não for até o fim, corre grande risco de nunca mais ficar com ele;
Fato 4: mesmo quem diz que não se importa, cresceu aprendendo as mesmas coisas que quem se importa. A informação está na cabeça das pessoas, a sociedade é a mesma e invariavelmente o questionamento virá a tona. Os humanos passam a vida inteira buscando aceitação social;

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 15.01.2013
Editado/corrigido por Thiago Severgnini
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Egoísmo X Amor

Uma conhecida, uma vez, tentou convencer-me por dias a fio que precisamos amar a si próprios antes de qualquer coisa. Na época, eu não tinha opinião formada a respeito ainda.
A idéia, já na incipiência, não me parecia coerente. Questão de valores.  Depois acabei entendendo que essa pessoa utilizava tal subterfúgio como defesa.
Este é um problema de pessoas que não sabem lidar com a decepção dos relacionamentos da vida, não entendem a necessidade da perda e não são maduras o suficiente para erguer a cabeça e seguir o rumo com mais uns torrões de experiência no bolso.
Depois disso, se autoenclausuram, forçando o mundo a gravitar em torno do próprio umbigo e o tempo se encarrega de torna-las céticas, amargas, rancorosas, desconfiadas, tristes...
Não trata-se de colocar a felicidade no colo de outrem, mas de encontrar a felicidade com outras pessoas. Acrescentar-se mutuamente, não em outra pessoa.
Um erro não justifica o outro, é o que sempre digo.
Pena, é o que sinto por pessoas que não permitem-se amar tão perdidamente alguém, a ponto de entregar sua vida. Pais sabem o que isto significa, pois a grande maioria, sem pestanejar, colocar-se-iam na trajetória de um projétil para salvar a vida de um filho.
Contos épicos, romances clássicos e guerras atrozes já foram construídas em cima de amores atemporais.
É profundo, mágico, vivo, intenso, inebriante e eletrizante amar. Permitir-se, sentir, ousar, fazer e querer.
Indubitavelmente, entregaria minha vida de imensuráveis formas à maioria de meus amores, e contabilizo aqui os de infância também; os amigos, os parentes, etc..
Não tenho descaso por minha vida. Isso seria um argumento falacioso de alguém que já entendeu, mas está tentando distorcer a situação. Amo a mim e a vida.
Mas uma vida sem amor verdadeiro, intempestivo e irremediável, não seria uma vida digna de felicidade. De que adianta existirem as borboletas se não tenho um jardim? O estômago sem as borboletas elétricas?
Tangos e tragédias já dizem, uma vida sem amor é como um jardim sem flor. E sem borboletas, eu  completo.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 31.03.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa
Escrito por:  @rjzucco

sábado, 2 de julho de 2011

Machismo

Todos reclamam, recorrentemente, que meus textos são machistas. E de fato são. Não nego!
Ocorre que o machismo é oriundo da sociedade. Nossos costumes são regidos por uma cultura.
Todos os seres humanos buscam aceitação. Suas vestimentas, hábitos, maneiras de falar, bens e todas as outras variações que implicam em aceitação social, giram em torno do desejo de serem aceitos em seu nicho, independente se escolar, profissional ou até pessoal.
Os homens são machistas, inclusive os afeminados e mais sensíveis, bem como as mulheres, e também toda a vasta gama de opções sexuais existentes hoje e que não se classificam, a rigor, nas duas primeiras hipóteses.
O meu intuito com esse post é despir as pessoas da ilusão que o machismo pode ser evitado. Ele não pode.
Algumas mulheres alegam não serem machistas, mas querem ter a porta do carro aberta. “Isto não é machismo, é cavalheirismo”, elas alegam. Acho curioso como quando convém, vira cavalheirismo e educação, mas quando não, é machismo.
A etiqueta é machista, o homem paga a conta, decide o vinho, carrega no colo... Embora muitas coisas venham caindo por terra nos últimos tempos, as novas práticas ainda não são bem vistas, tanto por quem pratica quanto por quem observa, mesmo que alguns digam que é normal e que está tudo bem, lá no inconsciente há a latência pulsando algo errado.
É tudo muito simples, se a sociedade é machista e vive num ciclo vicioso de retro alimentação, e as pessoas vivem em busca de aceitação tentando permanentemente serem bem sucedidas no que tange a inserção social, obviamente o machismo será uma conseqüência natural.
Pessoas que alegam não serem machistas, necessariamente precisariam não estar preocupadas com o que os outros pensam, digo profundamente e em essência. Refiro-me a pessoas que perdem absolutamente o vínculo com a sociedade e a realidade. Clinicamente chamadas de loucas. São alguns poucos que de fato sairiam nus na rua, comeriam o que quer que seja, não se importariam com o que qualquer pessoa falasse. E não estou me referindo aos pseudo-loucos, que são nada mais que carentes necessitados de atenção e que saem rua afora balburdiando, me refiro aos loucos naturais, completamente desligados da realidade.
Talvez, em umas 4 gerações, já exista alguém que, essencialmente, não mais o seja. Mas agora, isso é aleive.
Consideremos o machismo como uma premissa social de hoje em diante, e os próximos posts ficarão mais claros e elucidativos. Não tentem convencer os outros algo que não pode ser feito por si próprios a si mesmos. Aceitem a realidade. Você é machista, eu sou machista e todas as pessoas que conhecemos são machistas. Mesmo que em alguns pontos isso fique um pouco mascarado por novos costumes, ainda assim o somos. Até os loucos mantém traços de machismo.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 15.12.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa
Escrito por:  @rjzucco

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Relacionamentos cães



Depois de falar dos relacionamentos gatos, nada mais justo do que ensejar aos cães.

Os cachorros são seres especiais, estão acima dos humanos em muitos valores. Eles sabem sublimar, eles reconhecem quando erram, pedem desculpas, amam incondicionalmente, zelam, perdoam, comem normalmente e apenas o necessário, bebem a quantidade que precisam e pronto.

Felizmente percebo que nessa época de “mundo acabar em 2012”, terremotos; furacões; tsunamis; erupções; Sandy devassa; Silvio Santos pobre; Faustão magro; Inter campeão do mundo; casamento gay; dois homens se beijando em baladas ser normal; as pessoas estão buscando, ao menos muitas delas, serem melhores como um todo.

Essas pessoas buscam o que os relacionamentos podem oferecer de especial. São cães, se entregam, mesmo que já tenham quebrado a cara. Amam de peito aberto e curtem toda a maravilhosa felicidade, prazer e conforto proporcionada por um relacionamento saudável, estável e frutificante.

Esperam ansiosos a chegada do par que vem do trabalho. Namoram permanentemente desde a hora que acordam, com um sequestrante sorriso amassado que nos mantém reféns da felicidade até à noite. E ter o privilégio de ver a pessoa amada abrir os olhos e iluminar seu dia é, definitivamente, um momento Mastercard.

Se não é possível passar o dia junto, um 'SMS' te contamina com aquela injeção certeira de emoção que faltava para dar mais um gás. Um telefonema arranca, sem dó nem piedade, um sorriso limpo e franco de seu rosto. Um e-mail te faz sentir amparado ou, com sorte, até excitado. Chegar em casa e reencontrar a pessoa que, mesmo após apenas algumas horinhas fora, te aperta o coração de saudade, entorpece até os pulmões de alegria. Se o dia pode ser compartilhado então, aí a felicidade é completa.

Passar os últimos momentos da noite bem juntinho, empernado, de conchinha, um por cima do outro, agarradinho, cheirando, beijando, acarinhando, acariciando, zelando, protegendo, gostando, amando, sentindo e ter a honra de ser o último a ver aqueles lindos olhos se fecharem, com um sorriso ocular amendoado que só você reconhece, um retorno instantâneo de agradecimento recíproco, o põe nas nuvens e o transforma irremediavelmente em um cão, fiel amigo do homem, perdidamente amante e sentimental, permanentemente fadado ao feliz suspirismo.

São relacionamentos cães. Superiores, com respeito, profundidade e entrega, tal e qual um cão e seu dono. Com transparência e honestidade. E essa transparência existe mesmo que você minta, pois dentro de você já mora a pessoa que você ama e que lhe ama também e, de dentro do coração, se vê tudo e se sabe todos os segredos.

Esses relacionamentos cães podem ser apreciados entre pais e filhos, irmãos e, principalmente, namorados. Os eternos namorados mesmo depois de casados, e a estes últimos deposito meus votos de FELIZ DIA DOS NAMORADOS. E que de preferência ele se repita todo dia.

Aos cães amantes com corações tactos deixo a fábula abaixo como um conselho.





Para ter um belo coração, é preciso entender
o que é a verdadeira beleza e como ela é conquistada!
Um jovem estava no centro da cidade, proclamando
ter o coração mais belo da região.

Uma multidão o cercou e todos admiraram o seu coração.
Não havia marca ou qualquer outro defeito.
Todos concordaram que aquele era o coração mais belo
que já tinham visto.

O jovem ficou muito orgulhoso por seu belo coração.
De repente, um velho apareceu diante da multidão e disse:
- "Por que o coração do jovem é mais belo do que o meu?"
O jovem e a multidão olharam para o coração do velho
que ainda estava batendo forte, mas que estava velho
e castigado, e repleto de cicatrizes.

Havia locais, em que pedaços tinham sido removidos e
outros tinham sido colocados no lugar, mas estes não 
encaixaram direito e formaram calombos e muitas irregularidades.
Em alguns pontos do coração, faltavam pedaços.
O jovem olhou para o coração do velho e disse:
-"O senhor deve estar brincando !!!...

compare nossos corações. O meu está perfeito, intacto!
O seu é uma mistura de cicatrizes, enxertos e buracos!"
- "Sim! disse o velho.

Olhando, o seu coração parece perfeito.
Mas eu não trocaria o meu pelo seu."

- Veja, cada cicatriz representa o pedaço do meu coração que eu dei
as muitas pessoas que entraram na minha vida até agora,
e a quem eu dei o meu amor.

Muitas delas, deram-me também um pedaço do próprio coração
para que eu colocasse no lugar de onde tirei do meu.

Mas, como os pedaços nunca são iguais, formaram-se as ondulações.
Algumas vezes, dei pedaços do meu coração a pessoas erradas.
Por isso, há buracos!

Eles doem...ficam abertos e sangram...lembrando-me do amor dado
e pelo outro pisado e machucado.

Esse é um coração em que as marcas deixadas,
contam toda uma história de vida de amor!
E então, jovem?
Agora me diga qual é a verdadeira beleza.



O jovem estava calado e lágrimas escorriam pelo seu rosto. 
Ele aproximou-se do velho.
Tirou um pedaço de seu perfeito e jovem coração e ofereceu ao velho.
Que retribuiu o gesto.

O jovem olhou para o seu coração, não mais perfeito como antes,
mas mais belo que nunca.
Os dois se abraçaram e saíram caminhando lado a lado.





(autor desconhecido)


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 25.08.2012
Editado/corrigido por Thiago Severgnini
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sábado, 30 de abril de 2011

Por que você não responde?


A maioria das pessoas, ressalvadas apenas uma miserável exceção, não respondem, objetivamentem, a pergunta que lhe é feita. Estão acostumadas a responder outra coisa. Perguntamos algo onde a resposta seria sim ou não, e obtemos outra pergunta ou uma resposta que não responde a pergunta efetuada.
Isso ocorre na maior parte das vezes pelas mulheres. Por exemplo: Se eu pergunto a uma mulher se ela quer sair, o que ela responde? Quantas mulheres você conhece que responde sim ou não? A pergunta é fechada, a resposta é objetiva. É tão simples! Por que diabos a pessoa insiste em dar outra resposta?
Normalmente o que recebemos em troca é algo do tipo, Onde?; Quem vai?; Quanto é?; Quando?; O que vai ter lá?; Tenho aula amanhã e não posso beber, mas to super afim de sair.; Estava me programando mesmo, preciso beber, mas ando sem grana.; etc.
Agora pergunto, alguma dessas respostas de fato responde? Seria tão simples utilizar um breve sim ou não. Alguns dizem que isso é uma forma de fazer charme, outros dizem que dependem de mais informações para decidir. Tudo bem, no exemplo supracitado até temos margem para esse argumento. Mas e em todas as outras perguntas objetivas, o que ocorre com os sonegados sim e não? Eles ficam marginalizados e sucumbem ao limbo.
Depois perguntam por que homens se enfurecem ao tentar um diálogo com algumas pessoas. Isso pra você é diálogo? E o pior é que não para por aí. Ainda nessa linha de raciocínio neurolinguístico, temos as frases negativas que os brasileiros estão tão acostumados a utilizar, como: Você não quer mais suco?; Não vai almoçar?; Não vamos sair?;  Não quer mais um chimarrão?; Não quer entrar para tomar uma xícara de café?
As pessoas que convivem comigo ficam brabas porque eu as respondo corretamente. Se eu quero tomar outro chimarrão, respondo a pergunta acima com um não, e pego a cuia. Os mais acostumados já reagem bem às perguntas. Exemplo: Não vai ficar? Sim. Vai onde? Para casa.
O que ninguém percebe é como carregamos negativamente nossos diálogos em ambos os casos, pois em não respondendo uma pergunta objetiva, objetivamente, força-se a repetir a pergunta, responder outras perguntas, perguntar de outra forma, até que o resultado seja satisfatório ou se desista. O fato de falarmos negando, carregando tudo com não, envia mensagens subliminares diretamente ao nosso inconsciente, e elas são negativas.
Por que falar não posso esquecer? Qual o problema em utilizar o preciso lembrar? Treine seu cérebro a pensar positivamente. Afirmativamente. Objetivamente. Produtivamente. Os “humanos” tem capacidade de se comunicarem melhor do que fazem hoje, basta que comecem a aproveitar mais sabiamente o pouco que utilizam de seus cérebros.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 05.05.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa
Escrito por:  @rjzucco