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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Ignorância

Estava passando os olhos pela minha “timeline”, no face, enquanto aguardava algo terminar e vi a foto de um conhecido com uma criança negra de olhos azuis: azul cristalino e transparente.
Quando os vi, estupefato pela singularidade daquela criança, exclamei: “coitada, vai sofrer!”
Nisso me falaram: “que isso, deixa de ser pessimista, você não sabe o que pode acontecer com o menino, vai que ele seja super feliz”.
Com toda paciência do mundo, insisti: “Ele é negro. Em um país onde o racismo impera - e só por isso já teria uma vida difícil -, ele está em um Estado onde o preconceito é ainda maior. Não fosse isso suficiente, carrega o estigma de ter olhos claros e todo o fardo que isso traz, o que comungado em uma só pessoa, exponencializa os efeitos.”
Como a pessoa insistiu, citando o exemplo de um Ser que houvera passado em toda a sua vida e que era quase negro (mas tinha cabelo pixaim, ainda insistiu) e que parecia feliz, fui forçado a surtar.
Não é um exemplo meu ou uma forma singular minha de pensar a respeito dos negros. O país é racista sim, queiram ou não. Os negros sofrem, diariamente, discriminação e preconceito apenas por terem pele escura, antes mesmo de poderem manifestar sua capacidade para o que quer que seja. E isso é, por si só, uma horrenda desvantagem, em um mundo que preza pela brancura.
Olhos claros (a exceção de cidades, eminentemente, alemãs como Santa Cruz e afins) são exceção. Logo, pessoas que os tenham sofrem, simplesmente, por existirem. Há muita inveja nesse mundo, muito ciúme, muita ganância, muita gente querendo ter o que não pode e por isso prefere que os outros também não tenham. Se uma menina de olhos claros começa em uma nova turma, em uma nova escola, em uma nova cidade, onde não conhece ninguém, a primeira coisa a receber ao entrar na sala de aula é o ódio das coleguinhas. Acreditem, é assim que funciona. Perguntem às pessoas de olhos claros, que já refletiram a respeito, se nunca sofreram apenas pela cor dos olhos.
Ainda que aqui não estou entrando no mérito das rugas, da maior propensão à dor de cabeça, da maior exposição à claridade, do menor filtro ocular...
Quem tem olhos claros acaba recebendo mais atenção aos olhos; ou aprende, portanto, a não transparecer sentimentos pelo rosto (o que é extremamente difícil e raro), ou sofre na mão dos outros que sabem, exatamente, o que está pensando ou sentindo. Quando consegue esconder, sofre as consequências, ao ser classificada como falsa, metida, arrogante, prepotente...
E, mesmo que a avassaladora maioria da sociedade não agisse feito uma tribo de forma, coercitivamente, utilitarista e pregando o egoísmo acima de todas as coisas, seguindo os mesmos costumes e tradições (independente se correta ou não), ainda assim haveria as exceções que seriam suficientes para introjetar sofrimento no coração de seres como os supracitados.
Comportamento repete-se, e o mundo, em via de regra, segue a mesma linha de raciocínio e comportamento. Não vou aprofundar-me muito sobre essa parte antropológica, psicológica e comportamental, apenas encerro falando que, ser negro é difícil, ter olhos claros também, ser exótico e diferente mais ainda e os três juntos então é uma cruz que apenas quem tem uma estrutura mental fora de série tem condições de carregar, sob pena de se desorganizar mentalmente, morrer ou até se suicidar.
Ignorar fatos, argumentos sustentados e verdades sociais recorrentes é ignorar a realidade, o que, na minha opinião, é uma das piores formas de ignorância existentes.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 25.10.2014
Revisado por Cristiano Zucco
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

“Menas" mediocracia




No interstício de tempo entre o período do primeiro e do segundo turno das eleições de 2014, a atual presidente (auto intitulada presidenta), durante um discurso onde a “massa inflamada” gritava “Te cuida! Te cuida! Te cuida, imperialista! A América Latina vai ser toda socialista!”, tentou contemporizar, utilizando, novamente, o péssimo português que lhe é folclórico e atribuiu, ainda, ao Rio Grande do Sul a paternidade do mau hábito, falando ‘’MENAS”.
Claro que essa não foi a primeira vez e, certamente, não será a última, afinal é sabido, de muitos, que os políticos utilizam, propositalmente, alguns desvios verbais para se “aproximarem” de seus eleitores.
Independente, o que fica claro, novamente, é que a nação é nivelada por baixo. Vimemos em uma cultura de mediocracia. Pessoas que falam “seje”, “teje”, “menas”, “peguemo”, “fizemo”, independente, se por cultura local, ou por falta de estudo. São, automaticamente, mergulhados em um chorume lodoso do qual, tal qual caranguejos, ninguém escapa e ainda puxam a parte de cima para ela.
Essa cultura do voto preza sempre pela “maioria”, nivelando todos, ou seja, a maioria, e isso quando se nivela, jamais é feito pelos melhores, ou pelos mais qualificados. Nivela-se, pegando a maior quantidade de gente e, normalmente, aí ficam os mais desprovidos de condições, tanto intelectuais, quanto financeiras ou culturais. Isso faz com que se cultuem as falácias de inserção de pessoas.
Ninguém para, para pensar a respeito disso, com profundidade.  É ululante demais, para que não se entenda. E, se não há entendimento, é por que não foi refletido ainda.
Como pode querermos uma nação de futuro investindo e fomentando os incapazes e investindo em quem não quer produzir? Abraçando apenas a massa que não se ressalta, que não desponta, que não é exemplo em algo positivo, que não tem interesse em qualificação ou pretende devolver, com resultado, todo o tempo e o subsídio governamental investidos nela?
Pegue o exemplo do colégio. Precisamos estar com a nota na média. Nossos pais não cobram que tiremos 10, (alguns sim, e parabéns a esses, eles quebraram o ciclo e entenderam) mas apenas que passemos de ano, atingindo a média, ou seja, que sejamos.
Nossa cultura prega a mediocridade.
Você sabia que agora as escolas estão proibidas de reprovar os alunos, para que o índice junto a ONU melhore? ”Menas” reprovações significa maior índice de aprovação. Maior o índice de aprovação significa que melhor ficamos nos conceitos globais.
Na prática, cada vez mais puxamos nossa nação para baixo. Cada vez mais, a massa medíocre vai aumentando e, cada dia, a mediocridade aumenta um pouquinho.
O reflexo disso está em nossos representantes eleitos, em nossa economia que vai bem quando a política global favorece e empurra e quando ainda se aproveita de recursos oriundos de tempos remotos. Quando a inércia inicia o freio, nada sabem fazer para manter em movimento.
Está em toda a nação cega, analfabeta funcional (a cara de seu representante), cada vez “menas” instruída, com “menas” educação, “meia” cega a todo tipo de atrocidade. Feliz com o “pão e circo”. Lembram-me aquelas crianças africanas que enchiam a barriga de água e se entendiam satisfeitas contra a fome.
Onde fica a meritocracia nisso tudo? Onde fica o valorizar de quem produz? Onde estão as pessoas que gostam de fazer as coisas e as fazem bem? Sem esse tipo de gente coisa alguma vai para frente.
Por isso, defendo e gosto tanto de empresários e empreendedores. Essas pessoas estudam, qualificam-se, produzem, retornam algo para a nação. Não ficam parasitando, “mamando no seio” da pátria.
Façamos a tal façanha de sermos diferenciados, para que possamos usá-la de exemplo a toda a Terra. Chega de cultuar o coitado e o medíocre. Chega de “passar a mão e dar o peixe”. Vamos valorizar quem ensina a pescar (principalmente, os professores que deveriam ter os melhores salários do Brasil). Valorizemos os que pescam, e, principalmente, os que praticam piscicultura.
E, com isso, início minha caminhada, para fomentar o empreendedorismo nas escolas. Posso não mudar o mundo, entretanto forçarei a realidade que me cerca a trocar de rumo por influência positiva.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 18.10.2014
Revisado por Cristiano Zucco
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Lavagem Sutil

Estava assistindo ao jornal “Bom dia Brasil” de manhã cedo, na Globo. Jornal que sempre respeitei, e um dos últimos poucos programas de TV aberta que ainda assistia. Ultimamente (último ano pelo menos) tenho percebido a sutil maneira como os apresentadores e a globo manipulam as notícias e conduzem a opinião da massa ignorante.
Mesmo nesse caso, onde os apresentadores fazem uma análise da notícia, tecendo opiniões normalmente ácidas a respeito dos fatos.
Antigamente eu apoiava as opiniões coerentes dos âncoras, mas hoje trocaram - e trocam com relativa frequência - as mentes “pensantes” que são a cara da emissora. Talvez até por serem genuinamente coerentes, os antigos âncoras tenham sido substituídos.
Cito aqui um exemplo simples da manipulação. Na época dos protestos, bem no início, quando as pessoas começaram a depredar e quebrar, imediatamente os jornalistas repreenderam veementemente a polícia alegando que eles eram opressores e truculentos, e que estavam maltratando os pobrezinhos dos cidadãos.
Isso gerou uma onda de manifestações contra a polícia com reflexos até hoje. Logo depois, viu-se que esses coitadinhos não eram tão santinhos ou pobrezinhos como a imprensa toda divulgava. Eles saqueavam, depredavam, incineravam, e causavam prejuízos incalculáveis. Mas daí a porcaria estava feita e o circo armado. Inês já tinha sido até enterrada.
Bem, mas esse é apenas um exemplo entre tantos. Eles falam de transporte, de impostos, de saúde, de médicos, de cotas, tudo de maneira absolutamente direcionada e parcial. Alguém acompanhou o IBOPE nas campanhas agora? A mídia acompanhou, e de pertinho dizendo sim a tudo.
Mas a gota d’água para mim nem foi isso. Segunda-feira no fim do jornal supracitado, o jornalista teve a imbecil e infeliz atitude de encerrar o programa com a seguinte frase: “Coragem! Porque hoje é Segunda-Feira”.
Meu Deus, se um dos maiores formadores de opinião do Brasil, mente pensante, num dos meios mais direcionados que é o canal de notícias, sutilmente mediante matérias, opiniões e comentários enfadonhos, incute na mente da massa ignorante que a segunda é um dia ruim, pois há a semana inteira pela frente, com muito trabalho desprazeroso e desvantajoso, como o Brasil enquanto nação vai evoluir? Se nem quem, teoricamente, faz o que gosta e ganha bem, gosta do início da semana e a começa animado? Se as pessoas tem a cultura de multiplicar o ostracismo, a insatisfação e a reclamação?
E ainda há quem diga que não há reflexos negativos do governo bolsista do PT?  Que o assistencialismo todo não fomenta a vadiagem, o menor esforço, a falta de vontade de trabalhar, o desrespeito pelo formalismo e pelo emprego digno.
Tá aí o resultado: um bando de gente que não quer saber de trabalho, não gosta do que faz, independente do que seja – mesmo que em outra realidade essa pessoa adorasse a profissão – sendo improdutiva para a nação, gerando retrabalho e gastos infrutíferos para a sociedade como um todo. Uma massa lânguida profissionalmente e um povo ineficiente e improdutivo. A cara do Brasil!
Na sexta-feira é praxe do mesmo apresentador dizer: “Graças a Deus, é sexta-feira!”. O que é isso? Subjetivamente um incentivo a vadiagem? Encorajamento às pessoas não gostarem de seus trabalhos? De serem felizes apenas quando a semana acaba por não ter que trabalhar?
Oito em cada dez servidores públicos que conheço são infelizes na profissão, reclamam dos colegas, do sistema, da falta de ânimo e vontade de todo mundo, dos apadrinhamentos, do crescimento de quem não merece e me dizem sempre que conversamos que estão estudando para outro tipo de cargo, pois não aguentam mais onde estão, e, para continuar no meio desse nicho apenas ganhando muito bem. Ou seja, pessoas infelizes e acomodadas, que se sujeitam a trabalhar em coisas que não gostam pela estabilidade e pelo dinheiro. Como acidamente costumo dizer, prostituem-se e se corrompem por dinheiro, vendendo sua saúde e até mesmo sua felicidade por um comodismo conformista. E baseado nisso que digo que o perfil do funcionário público é absolutamente contrário ao perfil do empreendedor. Nada contra os servidores, mesmo porque felizmente muitos fazem a coisa andar, merecem o que recebem, honram sua função. Todavia estes mesmos sabem que a maioria não está nem aí.
Enquanto isso, na sexta, alguns empresários começam a ficar tristes por não poderem produzir ou ter contato com a maravilhosa energia viva de seu ambiente de trabalho.
Não aceitem lavagem cerebral, sutil ou não.
Felicidade não se compra nem se ganha, mas se conquista com muita competência. Mais uma vez parabéns aos empresários, aos empreendedores e principalmente aos colaboradores, públicos ou não, que produzem e são felizes no que fazem. Vocês fazem a diferença!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 11.10.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Voto democrático

Época de eleição e a propaganda eleitoral fazendo o possível para convencer a população a “exercer o seu direito” de votar. Ocorre que isso não é um direito, é uma obrigação! Uma imposição! Algo que eu sou obrigado a fazer independente de querer ou não, e sob pena de ser multado, ou mesmo ter alguns direitos cerceados, caso não exerça esse “direito”.
Entendo a importância do voto e sei que esse é o melhor caminho para iniciarmos a mudança tão necessitada por essa nação de valores deturpados.
Pela maneira como as coisas são hoje, quem não vota e/ou não o faz conscientemente não tem direito (ao menos não moralmente falando) a reclamar do que quer que seja de quem foi eleito para ser representante do povo.
E se formos parar para pensar, mesmo que o voto fosse facultativo, o raciocínio seria o mesmo. A única diferença é que teríamos o direito de protestar, não votando. E os políticos iriam ter que se esforçar um bocado mais para conseguir o voto da população.
Aliás, o voto é, na minha opinião, o grande calcanhar de Aquiles de todo o nosso sistema eleitoral. Os políticos se corrompem por ele, corrompem seus eleitores em troca dele, fazem o possível para manterem-se no poder, e acabam distorcendo tudo de bom que isso poderia proporcionar, que é colocar um representante do povo no governo.
Falando nisso, colocar pessoas que mal sabem ler ou escrever, que não tem qualquer formação e que sobretudo não entendem porcaria nenhuma de leis, para – PASMEM – fazer leis, é uma das coisas mais insanas que já vi.
Depois ainda têm a hipocrisia de não entender por que o Brasil não vai pra frente, por que há tanta impunidade e corrupção e tanta coisa errada.
O povo não tem preparo, nem estudo, nem discernimento e muito menos qualificação para colocar em cargos tão importantes que definirão o futuro da nação pessoas qualificadas. Então elegem qualquer um e tudo fica cada vez pior.
Estamos chegando a um ponto onde a ignorância impera mesmo nos mais esclarecidos. E como uma coisa alimenta outra, cada vez escolhem pior os representantes (e aqui reforço, os legisladores) que não colaboram com o povo, não investem em leis ou programas de incentivo à educação, que acarreta em povo mais ignorante e menos esclarecido, que novamente vota com a barriga ou qualquer outra parte do corpo que não o cérebro.
Bom, como somos OBRIGADOS a votar, então que façamos de forma consciente e pensando no melhor para todos. Sempre deixei claro em muitos textos minha posição contrária a atual situação e não vou nesse caso servir de cabo eleitoral para ninguém. Só acho que alguém que acha que o Brasil está bom como está precisa de tratamento psicológico severo. O nosso país precisa mudar e urgente.
Vote consciente, pense no futuro, escolha seu candidato de acordo com seus ideais e vamos transformar o mundo fazendo a nossa parte no que nos cabe, mesmo que nas pequenas coisas, desde a simplicidade de votar até a magnitude de dar um exemplo correto ao mundo.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 04.10.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Mamangava




“Não se trata do quão forte você é e sim do quão forte e capaz você se considera frente as adversidades e desafios”
Li essa frase em um filme que citava muitos escritores, e infelizmente não encontrei o autor, mas a utilizo para iniciar o texto introduzindo um dos assuntos que mais insisto em defender: ATITUDE.
Vi muita gente nessa vida que mesmo sendo fisicamente forte, acovardava-se para uns mais magrinhos. Vi pessoas capazes, competentes e inteligentes que se apequenavam frente a alguma adversidade.
Vi colegas franzinos baterem em grandões fortes, vi garotos desprovidos de beleza conquistando a mais bonita da festa, vi o mais esforçado vencer o mais inteligente, vi a equipe mais capaz sucumbir a mais empenhada e aguerrida, e vi também muita gente boa desistir antes de sequer tentar.
Pessoas que não se consideram capazes de conseguir alguma coisa, às vezes nem tentam, quando em muitos casos era apenas o que precisavam. Quantas vezes me chamaram de sortudo e na verdade apenas o que tive que fazer foi tentar.
Um bom exemplo é a fábula da Mamangava. “Foi estabelecido cientificamente que a mamangava não pode voar. Sua cabeça é grande demais e suas asas pequenas demais para sustentar o corpo. Segundo as leis da aerodinâmica, ela simplesmente não poderia voar. Mas ninguém disse isso à mamangava. E assim ela voa”.
Acreditar em si mesmo, considerar-se forte e capaz, não é apenas um passo qualquer, é o passo mais importante. O primeiro passo! Não há como conquistar algo sem sequer tentar. Sem acreditar-se capaz. Sem visualizar-se conseguindo. Obviamente que nem sempre se consegue o que se deseja, mas certamente nunca se consegue quando não se tenta.
É preciso ter espírito inquieto para angariar conquistas nessa vida e quando penso nisso sempre me lembro de uma das mais ousadas versões de Rádio Blá do Lobão (um dos roqueiros com espírito mais inquieto que conheço) que diz:
“Cercada de KLB, Luan Santana e outras drogas
Quem pensaria que ela só quer F****
Reconheço que ela me deixa de P** D***
Sou louco por ela e não sei o que falar
O que eu quero é que ela quebre a minha rotina
Que fique comigo e deseje me amar”

A letra reflete bem a decepção com as modas contemporâneas, a surpresa do inusitado, o prazer pelo que se gosta, a vontade de conquistar, o desafio de conseguir algo que não se sabe como, a clareza do que se quer e a sinceridade frágil de um sentimento genuíno. Ser consciente de toda essa informação e não fazer algo a respeito, mata. O que justifica a necessidade da ação.
Ter tudo isso claro, entender todos os processos do que é importante e o que lhe move, saber aonde quer chegar, percebendo agora a necessidade de agarrar a felicidade com as próprias mãos, de ir atrás com a gula de um obeso e o desespero de uma criança perdida, praticamente lhe expulsam da zona de conforto fazendo ter ATITUDE.
Afinal de contas, imagem não é nada, ATITUDE é tudo. Enquanto não houver uma imagem clara e consciente de que independente de o resultado real ser o ideal, a maneira como nos enxergamos seja, a montanha já viajou metade do caminho até Maomé.
Agigante-se frente às adversidades. Sempre dá tempo, há como fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, é possível acumular tarefas, sua mente aguenta muito mais do que você imagina. Antes de pensar derrotistamente, mesmo sabendo que é difícil, experimente acreditar ser capaz e compartilhe no final o resultado.
Sei de pessoas que como eu fizeram coisas que nem sabiam ter condições de fazer. Funciona.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 27.09.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Empresários



Venho conversando com algumas pessoas a respeito da “classe” de empresários.
Como é frustrante perceber que as pessoas não têm a menor ideia de como é a vida de quem administra uma empresa e empreende.
Aos olhos de quem sequer se presta ao trabalho de um mero exercício mental de raciocínio básico, os empresários são opressores, exploradores, seres malignos os quais utilizam de todo o seu poder financeiro e de toda a sua força coercitiva para sugar até a última gota de suor dos pobres trabalhadores que pagam o sustento do luciférico proprietário.
Na verdade, o que ocorre é o contrário. Quem paga as contas dos colaboradores é o empresário que, mediante o lucro da sua empresa, arranja meios de expandir seu negócio e contratar mais gente. Esse processo faz a roda girar, aquecendo o mercado. Gente empregada, necessariamente, implica mais injeção de dinheiro circulando no mercado, o que faz aquecer a economia e fomentar o consumo.
Experimente viver em uma cidade apenas com servidores públicos, sem empreendedores para ver o que acontece. Consegue imaginar uma cidade sem padarias ou mercados? Essa classe é a responsável pelas evoluções. Uma sociedade sem empresários e sem empreendedores é uma massa estagnada fadada ao fracasso.
Sem empresários não há investimento, e sem investimento não há renovação, nem melhoria, tampouco acréscimo em qualidade e em conforto.
A vida desse povo não é fácil. Quando tenta auxiliar algum colaborador, acaba sendo alvo de algum processo trabalhista. Se não tenta ajudar, arca com um custo de “turn-over” alto.
A maioria recebe um rótulo de pessoa de sorte, ou de alguém que não se esforçou e ganhou tudo dos pais. Quem fala isso não sabe quanto um empresário trabalha. Principalmente os bem sucedidos. Manchas na pele de stress, olheiras, doenças por causa de estafa física, no mínimo 18 horas por dia ininterruptas de trabalho, pesado investimento em cursos de atualização e de capacitação, para depois vir alguém sem o mínimo perfil, a mínima inteligência, a mínima energia, a mínima determinação e mínima competência falar mal do que é feito.
Se acha que está mal feito, então por que não faz melhor? Se é tão fácil, por que não foi lá e fez? Apontar e falar mal é muito simples, entretanto fazer melhor, ou mesmo, fazer, é bem diferente.
O empreendedor é quem faz até o fim, é o que tem coragem de tentar, aquele que erra e não desiste, vê as oportunidades onde outros veem problemas e dificuldades, sabe ler as tendências de mercado, faz com paixão, sonha e faz brilhar.
Enquanto muita gente perde tempo falando mal, descredibilizando a classe que mais alavanca o desenvolvimento, outros tentam fazer a sua parte para tornar a realidade, positivamente, diferente.
Sugiro a quem sempre viu os empresários com maus olhos que pensem antes de apontar defeitos nas próximas vezes. Reflitam e tenham a ínfima capacidade cognitiva para entender que aquela proposta, certamente, trará algum tipo de retorno à população. Chega de falar mal do que está sendo feito, por achar que outra coisa mereceria maior atenção. As prioridades de quem picha e fala mal, certamente, não são as mesmas de quem está fazendo algo para melhorar. Ao invés de boicotar o que está sendo feito – o que não só não ajuda, como atrapalha – colabore, produtivamente, para fazer as coisas acontecerem e seja competente em convencer quem está fazendo algo de que a próxima causa deveria ser a sua ideia.

PS.: Considera - se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços. (art. 966)
“Empresário é a pessoa que toma a iniciativa de organizar uma atividade econômica de produção ou de circulação de bens e serviços.”
“Empreendedorismo é o principal fator promotor do desenvolvimento econômico e social de um país. Identificar oportunidades, agarrá-las e buscar os recursos para transformá-las em negócio lucrativo. Esse é o papel do empreendedor.

Empreendedorismo é o estudo voltado para o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à criação de um projeto (técnico, científico, empresarial). Tem origem no termo empreender que significa realizar, fazer ou executar.

O empreendedor tem como característica básica o espírito criativo e pesquisador. Ele está constantemente buscando novos caminhos e novas soluções, sempre tendo em vista as necessidades das pessoas. A essência do empresário de sucesso é a busca de novos negócios e oportunidades, além da preocupação com a melhoria do produto.”
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Empreendedorismo

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 20.09.2014
Revisado por Cristiano Zucco
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Boa Sorte?





As pessoas costumam desejar boa sorte a quem vai fazer alguma prova, aventurar-se em um novo emprego, experimentar novos caminhos, empreender, fazer mestrado, começar uma nova empreitada. Isso está certo?
Acredito que um pouco disso é costume, cultural. Daquelas coisas que ouvimos desde pequenos e acabamos repetindo por hábito.
Claro que há também aquelas pessoas que realmente desejam que os outros tenham sorte.
Aí pergunto: Sorte?
Poxa vida! De tantas coisas que poderiam ser desejadas a qualquer pessoa no vasto mundo da língua portuguesa, você escolhe justamente sorte?
É para acabar com a moral da pessoa ou é para, realmente, incentivá-la a ser bem sucedida?
Porque, se for uma frase de motivação e apoio, é uma escolha, sem dúvidas, no mínimo infeliz.
Ora, alguém que está preparado para algo, que é competente, que estudou, que é qualificado, que possui o perfil, sem dúvidas o que menos gostaria de ouvir é um desqualificante “boa sorte”.
Na minha opinião, sorte é para os incompetentes!
Quem é bom no que faz é preparado, é perspicaz, é capaz e é competente, ou seja, não precisa de sorte. Suas habilidades garantem o sucesso do que quer que seja. Houve preparação, houve treino e houve qualificação para o desafio em questão.
Não estudou? Bom, aí, então, precisará contar com a sorte. Quem estuda precisa de um desejo de “boa prova ou sucesso”.
Vai fechar um negócio? “Boa sorte” o caramba! Deseje “bom fechamento”! “Sucesso”!
Quem precisa de sorte precisa de preparo e de qualificação. Quem não precisa, além de não gostar, ofende-se.
Pessoas competentes querem ouvir algo do tipo: Sucesso! Boas vendas! Boa Prova! Vai lá e confirma! Assine seu nome na lista dos aprovados, e não apenas na prova!
Essas coisas são muito mais coerentes para quem se dedicou durante muito tempo do que depender de fatores aleatórios.
Então, em uma próxima oportunidade, deseje “SUCESSO”! Pois, não há dificuldade que resista a determinação e ao trabalho.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 13.09.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Grêmio punido por racismo!






Inadmissível, inaceitável, inacreditável, ultrajante, revoltante, e sei lá eu mais que outros adjetivos utilizarei para definir a decisão do STJD referente ao crime de racismo cometido por meia dúzia de torcedores.
Primeiro que agora abriu um precedente gravíssimo: torcedores de times adversários, certamente, fardar-se-ão com camisas da torcida rival, irão aos estádios e farão a maior anarquia racista só para desclassificarem o time. Esperem, isso irá acontecer com certeza!
Já estou até vendo algum corintiano fardado de santista e indo no meio da torcida deles, ofendendo o goleiro do Corintians só para ver o Santos desqualificado. Líquido e certo.
Outro ponto a mencionar nessa palhaçada toda é o depoimento do goleiro ao final do jogo. Reclamou que o chamaram de preto. Preto nojento. Preto fedido. Reclamou também de o chamarem de macaco.
Vamos pensar um pouco a respeito dessas reclamações. Chamaram ele de preto. E daí? Isso é ofensa desde quando? Até onde me lembro houve uma campanha nacional orientando os negros a responderem que sua cor era preto e não marrom. Se me chamam de branco, eu não me ofendo.
Nojento e fedido, em se tratando de xingamento de futebol, é enfeite e elogio. A torcida xinga coisas muito piores e o pobre coitadinho foi se ofender justamente com o nojento e fedido? Só eu estou vendo intenção de prejudicar um clube aqui?
Então sigamos nesse raciocínio: a torcida gremista é formada por nada menos do que 6,7 milhões de torcedores. Isso significa dizer, necessariamente, que pelo menos 6.699.990 torcedores foram prejudicados e estão sendo punidos pelos atos de... 9 torcedores racistas acéfalos imbecis.
O ato desses ignorantes foi muito além do infeliz, condeno e fomento justiça. Por mim que coloquem esses desqualificados na cadeia (já que racismo é um dos crimes mais “graves” nesse país de vergonha, mais que assassinato ou roubo de dinheiro público), mas que seja punido quem de fato praticou alguma coisa e não todo o restante da torcida e principalmente seu clube. Ora, pensar que agora um retardado qualquer faz alguma coisa e o clube que não tem nada a ver com isso sofre a pena? Quem disse que esses animais eram realmente gremistas?
Nem entro aqui no mérito da ofensa por associar a animal, pois se entrarmos nessa seara, então que seja abolida toda e qualquer analogia. Ele é uma águia. Defendeu como um tigre. Pit bull, etc.
Entendo que chamar um negro de macaco, devido a toda carga cultural que isso traz, ofende. E pensando nisso acho certo que os discriminadores sejam penalizados exemplarmente.
Agora, usar um time de futebol como exemplo? Punir 6,7 MILHÕES de torcedores inocentes? Isso está certo desde quando?
Depois as pessoas não veem relação entre política, futebol e nação. A impunidade na política gerou consequências no futebol, que é o circo e agora está pegando fogo, e serve para ludibriar e iludir a nação. O pão está acabando, o circo está pegando fogo, e o povo, que está acostumado a ver seus representantes políticos fazerem de tudo um muito e nada acontecer, queria sangue. E quem derramou foi o sangue azul tricolor. Sangue nobre.
Não poderia ser diferente, apenas um nobre para servir de exemplo.

“perdoai-vos, não sabem o que fazem” Autor conhecido pelo mundo inteiro.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 06.09.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Despedida




 “Mastiguei a fala, negaciei a mágoa, só para ver a lágrima feliz”

Este trecho de um dos meus Chamamés preferidos resume, magistralmente, um dos mais paradoxais sentimentos que existem quando a felicidade e a alegria confundem-se, transformando em um turbilhão de pensamentos e sentimentos, algo que, de tão corriqueiro, deveria ser trivial: a Despedida.
Quando um bom colaborador sai da empresa, quando um fantástico colega troca de emprego, quando bons amigos precisam seguir outros caminhos em outras cidades, ou quando pessoas que amamos precisam quebrar os vínculos emocionais que nos prendiam a algo que não era mais apenas pura felicidade, ficamos com essa sensação de não sabermos direito em que pensar ou como agir.
Quando alguém precisa partir e, mesmo ao sabermos que o melhor para todos é que isso aconteça, relutamos em aceitar o convencional caminho da resiliência. Normalmente, sofremos, choramos, “mastigamos” a fala antes de uma despedida. Enxergamos apenas a escuridão do adeus e não a luz das novas oportunidades. Negaciamos a mágoa, para não sentirmos por completo o torpor da despedida.
Aperto no estômago e nó na garganta são os mais tradicionais sintomas da dualidade, quando precisamos nos despedir e queremos continuar perto.
Infelizmente, a vida nem sempre é clara e fácil, e nos força a aprendermos da maneira mais dolorosa e difícil. Escolher, conscientemente, algo que, emocionalmente, fere-nos é ilógico.
Afastar-se, por ser melhor, profissionalmente, mesmo querendo continuar perto por afinidades ou mesmo acomodação, não parece certo.
Romper um relacionamento, por saber que não fará a pessoa feliz, como ela merece, mesmo querendo continuar, ou até levar um “pé na bunda” (que, segundo o Renato Tobias, “ te empurra para frente”), por a pessoa não gostar mais de nós é muito mais sábio e verdadeiro do que continuar anos a fio em algo que nunca será pleno.
E, ainda assim, é difícil aceitar essa realidade cruel. Às vezes, entendemos que é o certo e o melhor, mas não conseguimos explicar ao coração, que teima em sofrer.
Lembro-me ainda dos longos anos, quando namorei a distância. Cada despedida era um tormento, e a experiência não fazia arrefecer a angústia de ter que partir querendo ficar e ter que deixar quem gostaria de levar junto.
As lembranças vão no peito e na bagagem, bem como o aprendizado e a experiência; um pedaço do coração quebrado, entretanto, sempre fica... ...na mão.
Muitos consideram a despedida uma perda; Não levam em conta, todavia, algumas perdas como ganho completo, afinal, quando se perde o que não soma, não se perde, ganha-se.
Somos crianças obliterando a racionalidade, quando se trata de sentimentos. Engatinhamos, contudo, ao encontro de maturidade e de realização, e isso torna tudo, fantasticamente, novo e desafiador, a cada instante. Feliz daquele que sabe chorar sorrindo e sorrir chorando, com a ingenuidade pura e genuína de uma criança!
PS: Chamamecero, é um chamamé de Mauro Moraes.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 30.08.2014
Revisado por Cristiano Zucco
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Felicidade explícita





A felicidade é algo que não pode ser escondido!
Por mais controlada que a pessoa seja, não há como mascarar uma alegria genuína. É um “vulcão” inconveniente com uma força hercúlea e insolente que se manifesta sem pedir licença. Entra em erupção com tanta violência e vigor que faísca através dos olhos na forma de um radiante brilho, denunciando, mesmo a quem não quer ver, o torpor interno que não pode ser confinado.
Essa felicidade também é percebida na postura altiva e lépida, no sorriso fácil que escapa por toda a face, da boca aos olhos. Nos gestos, na escolha das palavras, no cotidiano.
No mundo da corretagem, existe um jargão muito utilizado que diz: “bom negócio só deve ser anunciado depois de concluso”. Isso ocorre, pois, como esse universo é bastante hostil, quem divulga pode perdê-lo à concorrência.
O problema, nessa situação, é que, quando estamos sincera e profundamente felizes com algo, queremos espalhar aos “quatro cantos”, compartilhar com quem queremos bem, verbalizar a alegria por algo que nos alimenta a alma. E nem sempre podemos.
Lembro-me bem de um episódio que comecei a namorar com uma professora de informática. Era proibido. Se alguém soubesse, eu colocaria em risco seu cargo. Todavia, estávamos apaixonados. A vontade que eu tinha era de apresentar para meus amigos, para minha família, para meus conhecidos, para os colegas de aula e de trabalho dela. Queria, com toda a empolgação que me é característica, comentar com todo mundo, contando vantagem de que estava “pegando” a professora e que havia conquistado-a, a ponto de transformar isso em um relacionamento sério; Não podia, entretanto.
Evidente que os colegas sentiram um “clima” diferente no ar. Afinal de contas, fui aluno dela em uns cinco cursos diferentes; Alguns segredos, entretanto, precisavam continuar em segredo. E convenhamos: o que é proibido tem um sabor diferente!
Curtir aquela sensação de ter e não poder falar; de não poder e, mesmo assim, fazer; e de, sobretudo, gostar de estar cometendo uma pequena transgressão que não faz mal para ninguém e que nos faz um bem incomensurável, não tem preço.
O segredo durou até uma noite que minha mãe ficou esperando acordada até as cinco horas da manhã. Preocupadíssima! Ela achando que eu estava tendo um caso com uma prostituta. Então, para tranquilizá-la, falei a verdade, e assumimos o namoro. Nessa fase, já não era mais aluno. Confesso que não ser mais proibido tirou um pouco do encanto, porém, como ainda era início, a alegria de poder “vomitar” aquele bolo de sentimentos guardados na boca do estômago, por tanto tempo, para todos que notavam, dia após dia, minha mudança de comportamento e minha transbordante melhora de humor, obliterou qualquer tipo de arrependimento.
Um sentimento tão forte quanto esse não deveria ser privado de compartilhamento por quem quer que seja. Independente da situação, deveria ser possível manifestar a todos, repetidas vezes, para que, abobadamente, os apaixonados pudessem “alugar” os ouvidos dos “pobres” amigos (o que de fato acontece em muitos casos) com suas peripécias.
E nisso me refiro não apenas ao âmbito de relacionamentos, contudo a grandes negócios, a conquistas, a um casal que queria muito ter um filho e recebe o teste positivo, a uma nova aquisição, a uma nova empreitada, e assim por diante. Coisas que, normalmente, precisamos guardar em segredo, por um tempo que seja. Que é curto, mas, extremamente, desesperador e intenso.
Ainda assim, estar feliz com alguma coisa, mesmo que não possa ser compartilhada, é o que torna a vida tão satisfatória. É o que nos faz seguir em frente e nos abastece para seguirmos firmes em frente. Sendo assim, deixo aqui o meu “call to action”: “Faz aquilo que te faz feliz. Busca a felicidade, a qualquer custo. Faz, até não teres mais energia. Curte perder o sono. Goza! Só assim terás o brilho no teu olho, para encantares teus netos, contando sobre tua vida. E guarda segredo, quando for preciso, ao menos até encerrar o negócio.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 23.08.2014
Revisado por Cristiano Zucco
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br