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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Mulher gosta é de dinheiro. Quem gosta de homem é homossexual.

Voltando ainda ao tema machismo citado no texto de mesmo nome, retomo a explicação: somos machistas porque é assim que aprendemos a ser, assim como andamos em duas pernas, utilizamos a comunicação verbal e escrita, nos vestimos dessa ou daquela forma.
O machismo é proveniente de conceitos antigos, muitos dos quais todos concordamos ultrapassados e que com o passar das gerações paulatinamente cairão, mas que ainda vigoram em mais situações do que conseguimos enumerar, pois é tão natural à nossa sociedade e realidade que simplesmente seguimos o fluxo, mais por aceitação social do que por conformismo. Às vezes até por ignorância consentida.
O machismo sempre proporcionou às mulheres a possibilidade de ficarem em casa enquanto o homem saía para o trabalho e trazia o dinheiro. Ocorre que com o passar dos tempos elas começaram a se qualificar, inicialmente aquelas que não tinham os talentos necessários para serem esposas, outras por personalidade indomável e insubordinável, que queriam tomar conta do próprio dinheiro mesmo que isso custasse um suicídio social.
Outro ponto que alavancou a saída das mulheres para o mercado é o fato de a situação estar difícil, o salário médio de uma pessoa já não sustentar uma família inteira com os mesmos confortos de antigamente, então algumas começaram a ajudar, com coisas como vender culinárias, serviços de limpeza como lavar roupas, etc.
Isso mostra que, devido ao nosso machismo e aos costumes ainda resilientes, é adequado aos olhos da sociedade homens sustentarem a casa com naturalidade. Embora isso venha mudando e já existam muitas mulheres que sustentam a casa e as famílias, ou até, ganham mais que os homens.
Poucos, mas poucos homens mesmo, sentem-se confortáveis ainda hoje, em tempos de prosperidade liberal, com o fato de ganhar menos que sua cônjuge. 
O mesmo raciocínio para tudo, porém invertendo os papéis, necessariamente é seguido. Mulher nenhuma gosta de sustentar homens que não trabalhem, que não contribuam financeiramente. Mulher, como diz uma ex-colega de trabalho, gosta é de carinho. Carro carinho, sapato carinho, sofá carinho.
Se uma mulher mora com um homem que é tudo de bom, trabalha em uma ong, não ganha um centavo furado, ela vai cansar de sustentá-lo. Mais dia menos dia o relacionamento acaba, por puro desgaste. Mesmo porque se um homem se conforma em não ganhar um centavo sequer nos dias atuais, alguma coisa de errado há. Não estou falando temporariamente, falo em caráter permanente. E a mulher concorre em culpa ao aceitar e se sujeitar a tal situação, ao menos se levarmos em consideração a atual moral social.
Peço que avaliem tudo sem o SE. Não há “ses” aqui. Nem SE ela ganha bem, talvez não ganhe nem para sustentar-se direito. Nem SE ele é trabalhador ou SE é vagabundo. Não!
Avaliem friamente o fato, um homem gosta da mulher, independente dos “ses”, ele vai morar com ela e custear as contas, mesmo que mal e porcamente consiga sustentar-se como gostaria.
Mulher precisa de conforto, gosta de conforto, quer conforto, segurança, proteção, nem que seja a própria segurança financeira.
Mulher ao conhecer um cara qualquer, não o leva pra casa e o sustenta indefinida e incondicionalmente como os homens fazem ha décadas. Primeiro ela avalia uma série de fatores, e embora não percebam, elas levam em consideração sim, e com um peso gigantesco o fator financeiro dele.
É necessário ser levado em consideração também todas as consequências que alimentam o fato de que se o homem não recebe remuneração, permanentemente, por opção, nos tempos atuais, seu caráter é possivelmente condenável. Necessariamente questionável. Pois não é o que ele cresceu vendo, aprendendo e assimilando. Isso é contra a própria cultura, valores e costumes.
Apenas emergentes ou ainda integrantes do proletariado não concebem a realidade de ter tanto dinheiro a ponto de não trabalhar.  Pessoas oriundas dessas classes, pensam em ganhar na mega-sena ultra acumulada, e continuar trabalhando e/ou estudando. Pessoas que tem muito dinheiro conseguem aproveitar o dinheiro sem precisar ter o compromisso de precisar labutar. Mulheres esposas de multimilionários dificilmente trabalham. Pesquisem e confirmem.
Não entrarei aqui no âmbito de que trabalho doméstico também é trabalho. Claro que é, mas o foco aqui é remuneração e mercado de trabalho. Sustentar e ser sustentado.
Homens, pensam como homens, por isso, quem gosta de homem é homossexual, assim como homem gosta de mulher, pois mulher, gosta é de dinheiro.
Assista ao estudo científico comprovando pelo discovery channel.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 26.01.2013
Editado/corrigido por Thiago Severgnini
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Jogo da Sedução

Há um jogo entre os casais que me tira do sério em dias de impaciência. Sempre que um homem investe em uma mulher, nos primeiros momentos, é necessário que ele a convença de que a escolha certa é ceder aos seus argumentos.
Primeiro que acho um machismo insano isso de sempre ter que ser o homem a tomar a atitude inicial, mas principalmente, e se a mulher já estiver interessada? Agora a coisa complica.
É ridículo, mas aí começa um jogo teatral em que o homem finge que está convencendo-a a ceder aos seus argumentos, enquanto ela finge estar sendo convencida. Isso quando não o ajuda a convencê-la, em caso de vontade dela e incompetência dele.
Mas não pense que isso é desnecessário, pois na cabeça dos infelizes humanos, se a mulher não é convencida, não terá graça e, provavelmente, o homem se desinteressará antes mesmo de provar sua conquista.
Isso é tão certo quanto a maioria dos homens não confia em mulheres, para namorar, que transam no primeiro encontro.
Depois os mesmos imperfeitos e hipócritas humanos pedem sinceridade e transparência. Ora, então o que aconteceria se, no primeiro encontro, o homem abordasse a mulher com um “Oi, vamos transar? Você pratica sexo isso ou aquilo? Namora comigo? Vamos passar o final de semana juntos e nus?”.
Imaginem uma mulher que viu o homem a observando o tempo todo, e retribui os olhares como manda o figurino da sedução. Então o homem chega e diz: “Olha só, percebi que você também quer transar, vamos para outro lugar?”.
Sim, pois muito dificilmente alguém beija outra pessoa nos dias de hoje sem que haja interesse sexual, afinal de contas, se assim o fosse, sequer beijaria. Mas é necessário percorrer um determinado caminho e suas etapas, e caso exista algum atalho, ele não levará à comunhão confiante.
Quero apenas expô-los, humanos. Todos fingem e mentem no momento da caça e da conquista, e não necessariamente querendo fazê-lo, mas eventualmente obrigados pelas circunstâncias. Se estão no jogo, joguem conforme a regra. Todos já estão acostumados mesmo.
Utilizem ao seu favor e entrem na brincadeira do fingimento, mesmo porque se não o fizerem, a menos que encontrem alguém que aja igual a você, acabarão sós. Ou então tenham a coragem necessária para serem sinceros o tempo inteiro com todos e ganhem amigos de verdade para uma vida toda e companhia estável.
Meus melhores amigos já ouviram a célebre frase: “quer me dar”, a qual profiro sem papas na língua, em determinadas situações. Essa coragem e franqueza traz laços fortes, embora reduza a quantidade de cordas.
Como toda escolha, há um ponto positivo e um negativo, e, como toda descoberta, um choque de verdade sempre nos arranca da ignorância, mesmo que relutemos. Agora que sabe como funciona, nunca mais verá com os mesmos olhos quando abordar alguém ou for abordada. Verifique, confirme e retorne. Comente e divulgue.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 29.09.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa
Escrito por:  @rjzucco

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Transar ou não na primeira vez?


Uma ex-colega de trabalho pediu-me que escrevesse sobre um ponto peculiar do relacionamento. Transar ou não na primeira vez?
Fui a campo, pesquisei, perguntei, inquiri. Até por msn cheguei a sondar. Ponto comum que as pessoas já acham isso normal.
Para explicar, é necessário relembrar alguns pontos. Os homens estão acostumados a ouvir “nãos”. Todos crescem sempre tentando o tão importante e valioso sexo. Muitos “nãos” são ouvidos, até que finalmente algum sucesso seja obtido.
Já com a mulher a situação muda. Elas estão acostumadas a negar, a vida inteira. Preservam-se, cuidam-se. Normal, ainda hoje é, mulheres se envolverem mais quando do ato. Diferente de homens que simplesmente o praticam. Isso tudo, por óbvio, via de regra.
Isso acaba contaminando o inconsciente coletivo social. Os homens sabem, inconscientemente, que mulheres que se dão o respeito e o devido valor não são fáceis a ponto de serem levadas para cama já na primeira vez.
Aí veem as perguntas: mas e se ela apaixonou-se pelo homem? Se a química bateu? Se tudo está certo e perfeito? Por que não quebrar essas barreiras já praticamente suplantadas? Se a mulher finalmente quer dizer sim, então que seja, certo?
Na verdade os homens podem gostar na hora, é o que querem. Podem vir a namorar com a garota. Mas sempre em momentos de crise, aquela dúvida miserável que insiste em não morrer, que esteve semi-pulsante e sonolenta durante tempos, torna a pairar pela mente. Se ela foi fácil comigo, o que impede de não ser com outra pessoa qualquer?
Não precisamos nem chegar ao ponto de infidelidade e inseguranças, basta pensarmos que, se um homem quer namorar com uma mulher, com certeza vai buscar alguns atributos. Levando-se em consideração o que ele aprendeu a vida inteira, quando a mulher não segue os ensinamentos tradicionais, algo não encaixa direito no inconsciente masculino.
Mesmo porque, ainda hoje, é muito difícil uma mulher efetuar atos assim apenas com uma pessoa. A barreira é bem grande e quando ela consegue quebrá-la, acaba recorrendo. E, nesse caso, o machismo masculino não perdoa mulheres que já tiveram muitos homens.
O ego masculino é deveras frágil. Homens temem serem comparados e não serem os melhores. Temem serem falados, em seu círculo social, como o que está namorando aquela que a turma toda já “traçou”.
Fato1: a maioria, hoje, diz que não se importa;
Fato2: na dúvida, espere umas 3 vezes, ninguém vai morrer por esperar;
Fato 3: se não vai rolar, não deixa esquentar. Caso deixe esquentar e não for até o fim, corre grande risco de nunca mais ficar com ele;
Fato 4: mesmo quem diz que não se importa, cresceu aprendendo as mesmas coisas que quem se importa. A informação está na cabeça das pessoas, a sociedade é a mesma e invariavelmente o questionamento virá a tona. Os humanos passam a vida inteira buscando aceitação social;

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 15.01.2013
Editado/corrigido por Thiago Severgnini
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Egoísmo X Amor

Uma conhecida, uma vez, tentou convencer-me por dias a fio que precisamos amar a si próprios antes de qualquer coisa. Na época, eu não tinha opinião formada a respeito ainda.
A idéia, já na incipiência, não me parecia coerente. Questão de valores.  Depois acabei entendendo que essa pessoa utilizava tal subterfúgio como defesa.
Este é um problema de pessoas que não sabem lidar com a decepção dos relacionamentos da vida, não entendem a necessidade da perda e não são maduras o suficiente para erguer a cabeça e seguir o rumo com mais uns torrões de experiência no bolso.
Depois disso, se autoenclausuram, forçando o mundo a gravitar em torno do próprio umbigo e o tempo se encarrega de torna-las céticas, amargas, rancorosas, desconfiadas, tristes...
Não trata-se de colocar a felicidade no colo de outrem, mas de encontrar a felicidade com outras pessoas. Acrescentar-se mutuamente, não em outra pessoa.
Um erro não justifica o outro, é o que sempre digo.
Pena, é o que sinto por pessoas que não permitem-se amar tão perdidamente alguém, a ponto de entregar sua vida. Pais sabem o que isto significa, pois a grande maioria, sem pestanejar, colocar-se-iam na trajetória de um projétil para salvar a vida de um filho.
Contos épicos, romances clássicos e guerras atrozes já foram construídas em cima de amores atemporais.
É profundo, mágico, vivo, intenso, inebriante e eletrizante amar. Permitir-se, sentir, ousar, fazer e querer.
Indubitavelmente, entregaria minha vida de imensuráveis formas à maioria de meus amores, e contabilizo aqui os de infância também; os amigos, os parentes, etc..
Não tenho descaso por minha vida. Isso seria um argumento falacioso de alguém que já entendeu, mas está tentando distorcer a situação. Amo a mim e a vida.
Mas uma vida sem amor verdadeiro, intempestivo e irremediável, não seria uma vida digna de felicidade. De que adianta existirem as borboletas se não tenho um jardim? O estômago sem as borboletas elétricas?
Tangos e tragédias já dizem, uma vida sem amor é como um jardim sem flor. E sem borboletas, eu  completo.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 31.03.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa
Escrito por:  @rjzucco

sábado, 2 de julho de 2011

Machismo

Todos reclamam, recorrentemente, que meus textos são machistas. E de fato são. Não nego!
Ocorre que o machismo é oriundo da sociedade. Nossos costumes são regidos por uma cultura.
Todos os seres humanos buscam aceitação. Suas vestimentas, hábitos, maneiras de falar, bens e todas as outras variações que implicam em aceitação social, giram em torno do desejo de serem aceitos em seu nicho, independente se escolar, profissional ou até pessoal.
Os homens são machistas, inclusive os afeminados e mais sensíveis, bem como as mulheres, e também toda a vasta gama de opções sexuais existentes hoje e que não se classificam, a rigor, nas duas primeiras hipóteses.
O meu intuito com esse post é despir as pessoas da ilusão que o machismo pode ser evitado. Ele não pode.
Algumas mulheres alegam não serem machistas, mas querem ter a porta do carro aberta. “Isto não é machismo, é cavalheirismo”, elas alegam. Acho curioso como quando convém, vira cavalheirismo e educação, mas quando não, é machismo.
A etiqueta é machista, o homem paga a conta, decide o vinho, carrega no colo... Embora muitas coisas venham caindo por terra nos últimos tempos, as novas práticas ainda não são bem vistas, tanto por quem pratica quanto por quem observa, mesmo que alguns digam que é normal e que está tudo bem, lá no inconsciente há a latência pulsando algo errado.
É tudo muito simples, se a sociedade é machista e vive num ciclo vicioso de retro alimentação, e as pessoas vivem em busca de aceitação tentando permanentemente serem bem sucedidas no que tange a inserção social, obviamente o machismo será uma conseqüência natural.
Pessoas que alegam não serem machistas, necessariamente precisariam não estar preocupadas com o que os outros pensam, digo profundamente e em essência. Refiro-me a pessoas que perdem absolutamente o vínculo com a sociedade e a realidade. Clinicamente chamadas de loucas. São alguns poucos que de fato sairiam nus na rua, comeriam o que quer que seja, não se importariam com o que qualquer pessoa falasse. E não estou me referindo aos pseudo-loucos, que são nada mais que carentes necessitados de atenção e que saem rua afora balburdiando, me refiro aos loucos naturais, completamente desligados da realidade.
Talvez, em umas 4 gerações, já exista alguém que, essencialmente, não mais o seja. Mas agora, isso é aleive.
Consideremos o machismo como uma premissa social de hoje em diante, e os próximos posts ficarão mais claros e elucidativos. Não tentem convencer os outros algo que não pode ser feito por si próprios a si mesmos. Aceitem a realidade. Você é machista, eu sou machista e todas as pessoas que conhecemos são machistas. Mesmo que em alguns pontos isso fique um pouco mascarado por novos costumes, ainda assim o somos. Até os loucos mantém traços de machismo.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 15.12.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa
Escrito por:  @rjzucco

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Relacionamentos cães



Depois de falar dos relacionamentos gatos, nada mais justo do que ensejar aos cães.

Os cachorros são seres especiais, estão acima dos humanos em muitos valores. Eles sabem sublimar, eles reconhecem quando erram, pedem desculpas, amam incondicionalmente, zelam, perdoam, comem normalmente e apenas o necessário, bebem a quantidade que precisam e pronto.

Felizmente percebo que nessa época de “mundo acabar em 2012”, terremotos; furacões; tsunamis; erupções; Sandy devassa; Silvio Santos pobre; Faustão magro; Inter campeão do mundo; casamento gay; dois homens se beijando em baladas ser normal; as pessoas estão buscando, ao menos muitas delas, serem melhores como um todo.

Essas pessoas buscam o que os relacionamentos podem oferecer de especial. São cães, se entregam, mesmo que já tenham quebrado a cara. Amam de peito aberto e curtem toda a maravilhosa felicidade, prazer e conforto proporcionada por um relacionamento saudável, estável e frutificante.

Esperam ansiosos a chegada do par que vem do trabalho. Namoram permanentemente desde a hora que acordam, com um sequestrante sorriso amassado que nos mantém reféns da felicidade até à noite. E ter o privilégio de ver a pessoa amada abrir os olhos e iluminar seu dia é, definitivamente, um momento Mastercard.

Se não é possível passar o dia junto, um 'SMS' te contamina com aquela injeção certeira de emoção que faltava para dar mais um gás. Um telefonema arranca, sem dó nem piedade, um sorriso limpo e franco de seu rosto. Um e-mail te faz sentir amparado ou, com sorte, até excitado. Chegar em casa e reencontrar a pessoa que, mesmo após apenas algumas horinhas fora, te aperta o coração de saudade, entorpece até os pulmões de alegria. Se o dia pode ser compartilhado então, aí a felicidade é completa.

Passar os últimos momentos da noite bem juntinho, empernado, de conchinha, um por cima do outro, agarradinho, cheirando, beijando, acarinhando, acariciando, zelando, protegendo, gostando, amando, sentindo e ter a honra de ser o último a ver aqueles lindos olhos se fecharem, com um sorriso ocular amendoado que só você reconhece, um retorno instantâneo de agradecimento recíproco, o põe nas nuvens e o transforma irremediavelmente em um cão, fiel amigo do homem, perdidamente amante e sentimental, permanentemente fadado ao feliz suspirismo.

São relacionamentos cães. Superiores, com respeito, profundidade e entrega, tal e qual um cão e seu dono. Com transparência e honestidade. E essa transparência existe mesmo que você minta, pois dentro de você já mora a pessoa que você ama e que lhe ama também e, de dentro do coração, se vê tudo e se sabe todos os segredos.

Esses relacionamentos cães podem ser apreciados entre pais e filhos, irmãos e, principalmente, namorados. Os eternos namorados mesmo depois de casados, e a estes últimos deposito meus votos de FELIZ DIA DOS NAMORADOS. E que de preferência ele se repita todo dia.

Aos cães amantes com corações tactos deixo a fábula abaixo como um conselho.





Para ter um belo coração, é preciso entender
o que é a verdadeira beleza e como ela é conquistada!
Um jovem estava no centro da cidade, proclamando
ter o coração mais belo da região.

Uma multidão o cercou e todos admiraram o seu coração.
Não havia marca ou qualquer outro defeito.
Todos concordaram que aquele era o coração mais belo
que já tinham visto.

O jovem ficou muito orgulhoso por seu belo coração.
De repente, um velho apareceu diante da multidão e disse:
- "Por que o coração do jovem é mais belo do que o meu?"
O jovem e a multidão olharam para o coração do velho
que ainda estava batendo forte, mas que estava velho
e castigado, e repleto de cicatrizes.

Havia locais, em que pedaços tinham sido removidos e
outros tinham sido colocados no lugar, mas estes não 
encaixaram direito e formaram calombos e muitas irregularidades.
Em alguns pontos do coração, faltavam pedaços.
O jovem olhou para o coração do velho e disse:
-"O senhor deve estar brincando !!!...

compare nossos corações. O meu está perfeito, intacto!
O seu é uma mistura de cicatrizes, enxertos e buracos!"
- "Sim! disse o velho.

Olhando, o seu coração parece perfeito.
Mas eu não trocaria o meu pelo seu."

- Veja, cada cicatriz representa o pedaço do meu coração que eu dei
as muitas pessoas que entraram na minha vida até agora,
e a quem eu dei o meu amor.

Muitas delas, deram-me também um pedaço do próprio coração
para que eu colocasse no lugar de onde tirei do meu.

Mas, como os pedaços nunca são iguais, formaram-se as ondulações.
Algumas vezes, dei pedaços do meu coração a pessoas erradas.
Por isso, há buracos!

Eles doem...ficam abertos e sangram...lembrando-me do amor dado
e pelo outro pisado e machucado.

Esse é um coração em que as marcas deixadas,
contam toda uma história de vida de amor!
E então, jovem?
Agora me diga qual é a verdadeira beleza.



O jovem estava calado e lágrimas escorriam pelo seu rosto. 
Ele aproximou-se do velho.
Tirou um pedaço de seu perfeito e jovem coração e ofereceu ao velho.
Que retribuiu o gesto.

O jovem olhou para o seu coração, não mais perfeito como antes,
mas mais belo que nunca.
Os dois se abraçaram e saíram caminhando lado a lado.





(autor desconhecido)


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 25.08.2012
Editado/corrigido por Thiago Severgnini
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sábado, 30 de abril de 2011

Por que você não responde?


A maioria das pessoas, ressalvadas apenas uma miserável exceção, não respondem, objetivamentem, a pergunta que lhe é feita. Estão acostumadas a responder outra coisa. Perguntamos algo onde a resposta seria sim ou não, e obtemos outra pergunta ou uma resposta que não responde a pergunta efetuada.
Isso ocorre na maior parte das vezes pelas mulheres. Por exemplo: Se eu pergunto a uma mulher se ela quer sair, o que ela responde? Quantas mulheres você conhece que responde sim ou não? A pergunta é fechada, a resposta é objetiva. É tão simples! Por que diabos a pessoa insiste em dar outra resposta?
Normalmente o que recebemos em troca é algo do tipo, Onde?; Quem vai?; Quanto é?; Quando?; O que vai ter lá?; Tenho aula amanhã e não posso beber, mas to super afim de sair.; Estava me programando mesmo, preciso beber, mas ando sem grana.; etc.
Agora pergunto, alguma dessas respostas de fato responde? Seria tão simples utilizar um breve sim ou não. Alguns dizem que isso é uma forma de fazer charme, outros dizem que dependem de mais informações para decidir. Tudo bem, no exemplo supracitado até temos margem para esse argumento. Mas e em todas as outras perguntas objetivas, o que ocorre com os sonegados sim e não? Eles ficam marginalizados e sucumbem ao limbo.
Depois perguntam por que homens se enfurecem ao tentar um diálogo com algumas pessoas. Isso pra você é diálogo? E o pior é que não para por aí. Ainda nessa linha de raciocínio neurolinguístico, temos as frases negativas que os brasileiros estão tão acostumados a utilizar, como: Você não quer mais suco?; Não vai almoçar?; Não vamos sair?;  Não quer mais um chimarrão?; Não quer entrar para tomar uma xícara de café?
As pessoas que convivem comigo ficam brabas porque eu as respondo corretamente. Se eu quero tomar outro chimarrão, respondo a pergunta acima com um não, e pego a cuia. Os mais acostumados já reagem bem às perguntas. Exemplo: Não vai ficar? Sim. Vai onde? Para casa.
O que ninguém percebe é como carregamos negativamente nossos diálogos em ambos os casos, pois em não respondendo uma pergunta objetiva, objetivamente, força-se a repetir a pergunta, responder outras perguntas, perguntar de outra forma, até que o resultado seja satisfatório ou se desista. O fato de falarmos negando, carregando tudo com não, envia mensagens subliminares diretamente ao nosso inconsciente, e elas são negativas.
Por que falar não posso esquecer? Qual o problema em utilizar o preciso lembrar? Treine seu cérebro a pensar positivamente. Afirmativamente. Objetivamente. Produtivamente. Os “humanos” tem capacidade de se comunicarem melhor do que fazem hoje, basta que comecem a aproveitar mais sabiamente o pouco que utilizam de seus cérebros.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 05.05.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa
Escrito por:  @rjzucco

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Drogas

Conheço muitas pessoas que são usuárias de drogas e afirmam que não há problema algum nisso. Vou falar apenas da Maconha para não me estender muito.
Não vou entrar no mérito de que faz mais mal que o cigarro, pois creio todos saberem que fumar-se tanta maconha quanto um fumante normal faz com o cigarro, não duraria dois meses. Meu ponto aqui é outro. Quero falar o quão incomodado fico com o maldito mercado consumidor.
As pessoas alegam que é só um baseadinho e que não faz mal para ninguém. "Eu fumo quieto no meu canto e não incomodo, ou faço mal para quem quer que seja", dizem. Será?
Bom, todas as noites, ou mesmo dias, que ando pelas ruas de qualquer cidade, temo pela minha segurança. Tenho medo de assalto. Medo de violência, estupro, assassinato, espancamento e todas as outras atrocidades possíves provenientes dos marginais. Agora pergunto para o imbecil, alienado e ignorante acéfalo que fuma apenas seu baseadinho "na boa", "sem incomodar". Quem financia a porcaria do tráfico de drogas? Com esse financiamento, subsidiam armas e a violência.
Quero chegar com isso em um único ponto. Se eu, meus amigos, minha familia e qualquer outra pessoa teme sair na rua hoje, é por causa desses débeis consumidores que estupidamente sustentam os mesmos marginais que acabam estuprando e espancando suas irmãs, mães e avós. São os maconheirinhos filhinhos de papai, ou mesmo os desfavorecidos financeiramente, que custeiam o meliante que apontará uma arma na cabeça de um ente querido, ou amigo, e levará seu carro.
Esses malditos consumidores não entendem o quanto eles fomentam esse câncer social. Então, obviamente, mesmo que eu não fale, toda vez que vejo um otário desses fumando seu baseadinho, a ele direciono toda revolta que sinto pelos assaltos que sofri ou que alguém que eu conheço tenha sido vítima.
Droga financia violência! Quer arranjar uma fuga? Procure outro subterfúgio. Vá jogar roleta russa em casa que com sorte, o mundo do tráfico e da violência terá um financiador a menos e a vida para o meio em que vive se tornará mais segura para os demais. Procure tratamento psicológico que funciona bem melhor. Procure ajuda com amigos de verdade. Arranje outros meios, mas não financie esses desgraçados.
A maioria da população mundial não utiliza drogas ilícitas e não morre por isso. Pessoas inteligentes arranjam maneiras inteligentes de escoar essa necessidade de fuga. Tenho certeza de que uma boa terapeuta lhe indicará uma quantidade grande de alternativas.
Drogas, tô fora

 Publicado em: A Tribuna Regional no dia 10.11.2012


Corrigido/editado por Patrick Heinz
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A estrela e o Cometa


Diz uma teoria que circula por aí que você deve escolher se prefere estrela ou cometa. Pense antes de seguir, reflita, escolha e então prossiga.
Se você escolheu estrela, reza a teoria que você é uma pessoa constante, como uma estrela que está sempre querida e brilhante no céu. Se você escolheu cometa, é porque ilumina muito, com gigante intensidade, mas que não se apega e passa pelos lugares, sem criar raízes.
Como comigo sempre é diferente, eu conheci uma estrela-cometa. Um caso raro e poucas pessoas conhecem, portanto vou explicar a teoria que descreve a trajetória desse astro fora do comum.
Uma estrela-cometa é um astro que muitos astrônomos descreveriam como um sol itinerante. Ele incandesce o céu com tanto vigor, luz, alegria e intensidade, que ofusca os olhos dos buracos negros, mas ele não passa. Ele permanece acesíssimo, constante e teimoso como uma estrela. Seria como uma estrela turbinada mais que o sol. Um cometa permanente, que brilha e caminha pela vida de todos ao seu redor, permeando-os de muita energia e vida, pois sua cauda reconforta a essência de todos deixando coisas boas sempre que passa por algum lugar.
O “Patrãozito” desse Rio Grande sem porteira me agraciou com a oportunidade de conviver por um tempo abençoado com uma dessas espécies raras. Ela me ensinou desde pequeno a conhecer as estrelinhas menininhas, como funcionava o sexo astral, dando exemplos de virilidade estelar. E que exemplos eu tive!
Lembro-me ainda do início de minha vida astral, com um pai normal, e querendo seguir os passos da estrela-cometa, sempre fui muito atento e seguidor. Meu pai, que não concordava com as loucuras rompantes de um cometa, sempre me alertava a não seguir os passos errados, pois eles me levariam ao resíduo ruim do pó caudal e me fariam um cometa, e como tal, acabaria sem raízes, só, e, na ideia dele, triste. Mal sabia meu pai dos segredos que esse cometa tinha para ensinar-me.
Ele foi mais pai que meu pai. Ensinou-me as coisas erradas que não deveriam ser feitas, com seu mau exemplo autodestrutivo, mas que me serviu para saber o que eu não deveria seguir e o que eu não queria para meu futuro. Perguntava sobre minhas pontinhas de estrela na minha adolescência, que me encabulavam, mas que para ele era o máximo, pois sabia que uma estrelinha estava crescendo e deixando a infância.
Protegia-me como um “cometão meteorístico”, quando os indefinidos entre estrela ou cometa, ainda pequenos, definiam o que se tornariam. Não deixava, principalmente, que os buracos negros pousassem sua sombridão sobre mim. Ensinou-me, com exemplos práticos, como brilhar feito um cometa, tendo ideias ímpares e contagiantes, envolvendo alegremente todos, como se os circundasse com tanta rapidez que fizesse sua cauda formar um globo de luz.
Mas esse cometa, tinha tanta alegria e pureza com todos os astros próximos, que não passava simplesmente, ele deixava muito de si em cada canto que ia, e criava raízes nos corações de todos os planetinhas. Isso fez dele um cometa-estrela, pois arraigado no núcleo de tantos outros, mesmo errante, estava ali, presente.
Felizmente aprendi também, no final, com um exemplo magistral, como não se entregar. A peleja e o amor por desafios e pela inquirição, me tornaram muito do que sou. Mas uma estrela-cometa não deveria se apagar. Não parece justo com a estrelinha pupila. Ninguém em qualquer das galáxias gosta dessa ideia.
Entretanto faz parte das regras do jogo de quem ceva o mate por todas as querências, que astros fora de série possam tutorar por outras estâncias. E a qualidade de luz, energia, alegria, de algo como um cometa, que brilha incandescentemente nos corações, fica como estrela, permanente e eterna.
Afinal de contas, mesmo os cometas-estrela, querem um colinho da mamãe “estrelona”, e estava difícil lutar contra a falta de oxigênio nesse espaço sideral escuro. Como uma boa e humilde estrelinha, fiquei ao seu lado até o, literalmente, ultimo suspiro, e vi o cometa ir embora e levar grande pedaço do meu coração nuclear.
Vá em paz, meu amado irmão que sempre foi meio pai. Rezarei muito por ti sempre. Obrigado por tudo. Meu melhor professor. Com toda sua humildade, sem roupas de marca, computadores simples, bens herdados, simplicidade linda. E nunca te ganhei no Xadrez hein?! Foram fantásticos todos os momentos. Principalmente os finais do hospital, quando pude demonstrar todo meu amor.
Nenhum texto ou homenagem são dignos o suficiente para exprimir os sentimentos de perda ou expressar a importância de alguém que parte. Essa condolência mútua que estamos todos imbuídos passará, e, como acontece com todos os rompimentos, ficarão apenas boas lembranças.
Como homenagem, por teres me ensinado a gostar de Engenheiros do Hawaii, deixarei muitos trechos das músicas, que são os que acho oportunos por agora. E como eu dizia a ti no hospital: “Uora maninho quiiiido. Deixa eu bota uma tubeita em ti”. Pela última vez. Nem que seja de carinho.

@rjzucco

“- Lá do alto deve ser bonito!
- Aqui de cima é muito legal...
Pegadas pelo espaço a conquistar
sempre em frente, pra cima, pro alto
- Lá do alto deve ser esquisito...
- Aqui de cima até que é normal
... minha cabeça pesa quase dois quilos...
- Meu corpo flutua, peso nenhum!
Eu roubei esses versos
Como quem rouba pão
Com a mão urgente
Com urgência no coração
Eu contei histórias
Inventei vitórias
Eu perdi quase tudo que eu tinha
A paz
A paciência
A urgência que me levava pela mão
Uma noite interminável
Numa cela escura
!!! sentido !!!
Sem sono
Sem censura
100% de nada não é nada:
É muito pouco
Desd'aquele dia
Nada me sacia
Minha vida tá vazia
Desd'aquelia dia
Parece que foi ontem
Parece que chovia
Eu não consigo entender
Não consigo mais viver sozinho
Eu que não fumo, queria um cigarro
Envelheci dez anos ou mais
Nesse último mês
não tenho medo de perder você
desde o início eu sabia
É sempre a mesma stória
(é tão difícil partir)
É sempre a mesma stória
(é impossível ficar)
É sempre mais difícil dizer adeus
Quando não há nada mais pra se dizer
Quanto vale a vida de qualquer um de nós?
?quanto vale a vida em qualquer situação?
?quanto valia a vida perdida sem razão?
?num beco sem saída, quando vale a vida?
são segredos que a gente não conta
são contas que a gente não faz
Coração na mão
Como um refrão de um bolero

pra cá
é como ficar desesperado de tanto esperar
olhando pela janela até onde a vista alcançar
é como ficar esperando cartas que nunca vão chegar
é como ficar relendo velhas cartas até a vista cansar
você sempre soube - eu não sabia
Não vim até aqui
Pra desistir agora
Entendo você
Se você quiser ir embora
Minhas raízes estão no ar
Minha casa é qualquer lugar
Se depender de mim
Eu vou até o fim
Cada célula
Todo fio de cabelo
Falando assim
Parece exagero
Mas se depender de mim
Eu vou até fim
Não vim até aqui pra desistir agora
eu tive um pesadelo
tive medo de não acordar
tudo andava tão caído...
eu andava por aí
sem rumo:
sem rima nem refrão
em resumo:
não tive culpa nem perdão
eu tive um pesadelo
tive medo quando acordei
tudo faz sentido
agora que tudo acabou
o céu andava meio caído
antes mesmo de desabar
turistas vorazes
(voyeur)
levavam pra casa
desertos e oásis num vídeo k7
anjos em queda livre
o céu abaixo do nível do mar
O inferno ficou para trás
Com as luzes lá em cima
O céu não seria rima
Nem seria solução
Um dia de cão
Um mês de cães danados
Ordem no caos
Olhos nublados
Um cão anda em círculos
Atrás do próprio rabo


era só questão de dias
um dia iria acontecer
não me peça para entender
não me peça pra escolher
entre o fio ciumento da navalha
e o frio de um campo de batalha

chegamos ao fim do dia
chegamos, quem diria?
ninguém é bastante lúcido
pra andar tão rápido


Hoje eu acordei mais cedo
Tomei sozinho o chimarrão
Hoje eu acordei, agora eu sei viver no escuro
Até que a chama se acenda
Verde... quente... erva... ventre... dentro... entranhas
Mate amargo noite adentro estrada estranha
Eu vejo um horizonte trêmulo
Eu tenho os olhos úmidos
Eu posso estar completamente enganado
Eu posso estar correndo pro lado errado
Mas "a dúvida é o preço da pureza"
É inútil ter certeza
Eu vejo as placas dizendo
"não corra, não morra, não fume"
Eu vejo as placas cortando o horizonte
Elas parecem facas de dois gumes
How I wish, how I wish you were here
são segredos que a gente não conta
são contas que a gente não faz
coisas que o dinheiro não compra
perguntas que a gente não faz:
?quanto vale a vida?
nas garras da águia
nas asas da pomba
em poucas palavras
no silêncio total
no olho do furacão
na ilha da fantasia
?quanto vale a vida?
?quanto vale a vida na última cena
quando todo mundo pode ser herói?
?quanto vale a vida quando vale a pena?
?quanto vale quando dói?
são coisas que o dinheiro não compra
perguntas que a gente não faz:
?quanto vale a vida?