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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Braços e pernas

Dentre as primeiras regras da leitura corporal, o que se aprende é ler os braços e as pernas pois eles denunciam contundentemente como a pessoa está sentindo-se no ambiente. Mas deve-se levar em consideração fatores climáticos. Se estiver frio e a pessoa não estiver bem agasalhada, a leitura pode não ser correta. Pessoas com frio procuram se aquecer e buscar calor no próprio corpo, encolhendo-se e cruzando os braços e/ou pernas.
Muito de leitura corporal se depreende do contexto social. Cada cidade possui suas peculiaridades, desde vestimentas a comportamentos. O que precisamos observar são as características inatas. Há locais onde é normal mulheres cruzarem os braços, elas descansam dessa forma.
É extremamente difícil, por exemplo, que um destro cruze os braços com a mão esquerda sobre a direita. Normalmente o destro deixa a direita por cima. O inverso acontece com o canhoto.
Mas a regra mais básica e universal é: cruzar os braços.
Se uma pessoa está em uma festa, uma janta, uma reunião ou onde quer que seja e está de braços cruzados, existe uma chance quase completa dela não estar a vontade nesse ambiente. Ou estar braba, nervosa, desconfortável, na defensiva. Essa probabilidade só não é de 100% devido às pessoas que tem o hábito de deixar os braços sempre cruzados. E aqui eu acrescento que essas, necessariamente, possuem traumas – normalmente familiares- que precisam ser resolvidos.
A dica fica nas pernas. Se a pessoa estiver com as pernas e os braços cruzados, ela não está a vontade. Pode ate ser por causa de frio, mas a combinação de braços e pernas cruzados denuncia, necessariamente, desconforto, voltando-se para dentro de si.
Muito cuidado, apenas pernas cruzadas podem também denunciar desconforto, mas é necessário conhecer um pouco mais a pessoa para auferir. Existem técnicas para isso, e elas serão paulatinamente postadas aqui.
Deve-se cuidar também o que chamamos de postura espelho. Ao conversar com alguém, quando criamos um vínculo no diálogo, inconscientemente as pessoas acabam assumindo a postura espelho, que nada mais é do que, sem notar, copiar os movimentos do interlocutor. Ocorre muito em casos onde os participantes do diálogo são fumantes. Quando um acende, o outro é inconscientemente compelido a fazê-lo também e sequer percebe que o está fazendo. O mesmo ocorre com a bebida, levando o copo a boca, etc.
Nos casos de postura espelho, pode-se perceber que você está de braços cruzados, voltado para dentro de si e analisando os outros ou o ambiente. Perceber-se analisado faz as pessoas fecharem-se, por outro lado, ver seu interlocutor de braços fechados depois que se criou o vínculo fará a pessoa cruzar os braços.
Homens que querem exibir-se, eventualmente cruzam os braços para mostrarem seus bíceps trabalhados. Pessoas que consideram-se extremamente seguras, também tendem a cruzar os braços.
Nos casos em que não caracteriza desconforto, a dica é verificar expressões faciais, ou o conjunto do corpo. Se a expressão facial não mudar e os braços estiverem cruzados, vale as regras, se não, busque expressões de segurança ou prospecção.

@rjzucco

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O câncer do Lula

    Recentemente foi divulgada na mídia a notícia sobre o câncer do Lula. Muitas pessoas, inclusive eu, sugeriram campanha para que o ex-presidente efetuasse tratamento pelo SUS.
O que me surpreendeu foi que a campanha pró Lula com tratamento particular, foi  vastissimamente maior que a campanha para ele tratar-se pelo SUS.
Não conheço família com histórico de câncer maior que a minha. Minha mãe teve três, e faleceu no terceiro; meu irmão Ricardo teve e faleceu; Minha tia Maria, idem; meu irmão Roberto está lutando contra um e meu pai sobreviveu a um.

Ou seja, posso  falar com bastante propriedade o que é a luta contra o câncer, como é ter parentes com essa doença maldita e quão difícil é vencê-la. Mas principalmente, como é impossível trata-la pelo SUS.
Agora, o que me revolta é, por que diabos os malditos políticos corruptos, incluindo os que dizem que não sabem de nada como o Lula e a Dilma, utilizam o meu dinheiro para efetuar tratamento particular?
O Lula teve oito anos para dar jeito na saúde pública, mas preferiu desviar essa verba para projetos que angariariam mais votos na sua reeleição e para a companheira Dilma.
Eu entendo que a saúde estava sucateada antes do Lula. Mas também entendo que, se ele tivesse direcionado a verba para o que realmente interessa que é saúde e educação e não em projetos hipócritas e demagógicos que visam apenas angariar votos, hoje ele teria condições de tratar-se pelo plano que ele mesmo teria ajudado a melhorar.
Não me interessa se o SUS é um meio melhor que em outros países. Não estou comparando com os piores para iludir que o meu é melhor. O meu é ruim e pronto.
Também não disse que o Lula não teve bons projetos nesses intermináveis oito anos.
O que eu estou dizendo é que se ele é responsável pela saúde, faz parte do povo, então que se trate como o povo. Garanto que rapidinho o SUS melhoraria.
Não quero que o Lula morra, sei a barra que é a luta contra o câncer. Desejo sinceras melhoras. Mas que melhore tratando-se com o que ele não deu atenção. Isso é justiça!
É como se um engenheiro construísse uma casa, mas não fosse morar por não ser segura o suficiente e temer que caia em sua cabeça. Os outros podem?
É ululante, ridículo, revoltante. Acordem os que defendem que o pobrezinho deve sim utilizar uma clínica particular. Não deve! Ele tem que utilizar o que o povo utiliza. Ele não é melhor nem pior que o povo. Se o povo pode, por que ele não?
Devia ser facultado ao contribuinte permitir para onde seu dinheiro iria. O meu, certamente, não pagaria o hospital particular do Lula. E digo isso pensando em todos os brasileiros que dependem do SUS. Isso é solidariedade.

@rjzucco

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A beleza abre portas.

Estava em um happy hour com uma amiga, dia desses, e fiquei reparando em seu filho. Preciso reconhecer que a beleza dele era algo bem acima dos padrões. Teve a sorte de ter puxado a parte bonita do pai e da mãe.
Com apenas dois anos de idade já entendeu que ser mais bonito que seu irmão ,de quase quatro, facilita-lhe consideravelmente a vida. Não precisa pedir comida e bebida, nem brinquedo ou atenção.
A maneira como manipula a atenção das pessoas e exerce um magnético controle é assustadoramente fascinante. A beleza abre portas, já nessa época, ganhando papel diferenciado em teatrinhos da turma, granjeando mais atenção dos estranhos, abiscoitando mais elogios e massagens no ego.
Todos compreendem que a beleza abre portas. Todos os dias deparamo-nos com situações em que a pessoa mais formosa consegue a vaga de emprego enquanto a mais competente não. A mais suntuosa é promovida antes.  No colégio, a mais pulcra é líder da turma, presidente do grêmio estudantil, queridinha dos colegas.
Então, quando crianças, apenas atenção e roupas diferentes já bastam. Mas isso acaba gerando uma espécie de preguiça, pois como a vida é fácil, para que estudar? Para que se qualificar? Por que se preparar e ir atrás, se tudo sempre cai no colo?
Depois que crescem, os belos continuam sendo favorecidos, mas agora se dão sempre bem também "caçando".  A teoria Tudo está relacionado a sexo faz todo sentido. Com adultos o sexo manda mais e, mesmo que inconscientemente, o favorecimento da pessoa mais atraente é um fato inegável. Na fase infantil, as crianças buscam aceitação, mas sem a ciência do poder da sexualidade.
Isso explica porque pessoas bonitas, a menos que lucrem da beleza especificamente, não são bem sucedidas financeiramente.
Os bonitos são mais espertos, mais bem relacionados, mais atentos. Desenvolvem a parte do cérebro que controla os relacionamentos. Acabam raciocinando rápido e aprendendo a se virar na maioria das situações. Mas não são os mais inteligentes e nem os mais ditosos.
Pessoas que não tem o privilégio da beleza e que conseguem, depois de adultas, terem sucesso financeiro, acabam compensando e suprindo essa falta em casas noturnas voltadas a sexo - pagando para terem a beleza ao seu dispor, como nunca ocorreu durante a vida -, compensando a rejeição das pessoas finórias por toda a vida através do pagamento.
Isso explica muita coisa. O dinheiro e a inteligência compram a atenção das pessoas bonitas as quais sempre passavam e não notavam aquela pessoa sem graça cujo poder agora a pertence e que, consequentemente, paga para que a beleza dos outros o sirva (normalmente não só no lazer, mas no trabalho e em casa também).
Isso é mais comum nos homens do que nas mulheres, pois quem tem o poder no jogo da sedução são sempre elas. Se um homem sai de casa com a intenção de transar, não necessariamente ele retornará acompanhado. A mulher, mesmo que não seja muito bonita, se sair de casa com a mesma intenção, dificilmente retornará solteira.
Ou seja, mesmo que a pessoa seja incompetente, a beleza lhe trará vantagens competitivas  cujo torpe não poderá vencer. Imaginem uma seleção de atores da globo. Com a possibilidade de escolher entre quinhentas pessoas e precisando de apenas duas, os desprovidos de beleza não tem vez.
Salvo raras exceções, o negro não é visto no Brasil como modelo de beleza. Logo, isso também auxilia o fechamento de portas para a raça, mas deixemos de lado. Isto é para um outro post.
Minha dica para quem sabe que é bonito: Não fique apenas tirando vantagem da beleza. Esforce-se, qualifique-se, preencha-se de competência e conhecimento. Desta forma, não haverá limites.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Aborto

Sempre defendi o aborto. Acredito que, em casos cuja família realmente não deseja ter a criança, o aborto é mais do que necessário. Deveria inclusive ser obrigatório.
Muitas pessoas não têm educação suficiente para entender sobre métodos contraceptivos, mas não temos como mudar a educação do mundo de uma hora para outra. Brigo a respeito da educação desde muito e acho que este é o problema basilar do todo.
Uma criança que cresce sem amor, afeto, carinho, educação e valores; acabará, necessária e obrigatoriamente, refletindo isso na sociedade em que se inserir depois de adulta.
Minha teoria é, se não quer um filho, tome todo o cuidado possível para evitá-lo. Mas se por uma fatalidade do acaso aconteceu a gravidez - o que, convenhamos, é ludíbrio, nos tempos atuais, para quem tem o mínimo de esclarecimento -, então prive o mundo de um futuro marginal, assassino, estuprador, abusador, delinquente , sequestrador, etc.
Nos estados norte-americanos, onde o aborto é permitido, o índice de criminalidade caiu vertiginosa e consideravelmente a partir de 15 anos depois. Isso inclusive é citado em seriados de investigação criminal como traço de perfil psicopata: Criação sem afeto.
Karl Young disse que: "O homem saudável não tortura os outros, geralmente o torturado torna o torturador."
Ou seja, quem cresce com amor familiar, acaba tornando-se uma pessoa emocionalmente saudável. Já pessoas que não provam desse sentimento, desgarram-se de valores morais que servem de sustentáculos éticos para o bom funcionamento da saúde social.
Ainda se os abrigos oferecessem o mínimo indispensável para que depois de adultas as crianças pudessem andar por si, seria válida a entrega para adoção, pois consequentemente realizaria sonhos de outras pessoas. Ocorre que os que não são adotados, seguem pelo mesmo caminho negro.
Os que são contra o aborto sempre alegam que é uma vida à qual não pode ser sacrificada apenas pela negligência de pais despreparados. O que eu defendo é, antes encerrar uma vida que ainda não existe de fato - socialmente falando - do que permitir que essa vida ceife inúmeras outras depois de crescida e estraçalhe famílias e cidades.
A consternação impingida a todos os envolvidos, direto e indiretos, é tão pesarosa e com uma carga negativa tão grande e forte que, indubitavelmente, apagar esta chama destrutiva enquanto ainda faísca é, na minha opinião, a melhor solução.
Ao menos enquanto os governos do mundo não são capazes de agir de forma eficaz quanto a orientação contraceptiva; controle e conscientização natalizacional; estruturas dignas e completas para abrigo aos rejeitados; e perfeitas condições de orientação familiar para os adotandos/adotados
Pois, hoje, ainda é permitindo que pessoas desqualificadas adotem, acreditando que por pior que sejam, mesmo que alcoólatras e drogadas, oferecem melhores condições que um abrigo. Isso que as entidades têm consciência que uma vez alcoólatra, sempre alcoólatra.
E então voltamos ao início. A criança que não foi abortada, acabou indo parar em um abrigo. Depois, foi adotada por pais desqualificados, pois o sistema é falho, e acaba retornando, doente e danosa, à sociedade.
Também tem o fato de que a maioria das crianças abandonadas são negras e estas não são as preferidas na hora da adoção.
Se formos para o lado religioso então sejamos racionais e utilizemos a inteligência que Deus nos proporcionou. Se Ele que é onipotente, obviamente, TUDO pode. E se tudo pode, consequentemente, pode impedir que um mero humano aborte. Digo isso, pois não concordo que o livre arbítrio dos reles mortais seja superior a vontade Do onisciente.
Quem pode negar, inclusive, que O Próprio não iluminou meus pensamentos ao escrever esse texto e ajustou as variáveis para fazer com que os que não concordam com aborto vejam que quem manda é Ele, e caso aconteceu algo, é porque Ele permitiu?
Defendo o aborto pensando em salvar muitas outras vidas. Defendo pensando em meus filhos cujo resultado desses “acidentes” será parte de seu convívio. Defendo pensando numa sociedade mais zelosa e recíproca entre os próprios. Defendo pensando que os pais devem ter o direito de escolha se querem ou não ter um filho.



Publicado em: A Tribuna Regional no dia 04.08.2012.
Editado//corrigido por Thiago Severgnini.
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Leitura pelo copo (bebida denunciando)

Essa semana não tive condições de colocar o post no dia correto, então ia passar batido. Mas foi então que um amigo mandou essa reportagem que achei "super interessante" e resolvi compartilhá-la.

O jeito como você segura um copo ou uma garafa pode revelar muito mais sobre a sua personalidade do que você imagina. Ou gostaria. Foi o que descobriu o psicólogo Glenn Wilson, da King’s College, em Londres, que observou a linguagem corporal de mais de 500 pessoas bebendo em bares. E mais. Wilson conseguiu determinar oito grupos com características bem definidas: “paquerador”, “fofoqueiro”, “solitário”, “amante da diversão”, “rainha do gelo”, “playboy”, “intimidador” e “bad boy”.

O estudo descreveu em detalhes essas oito categorias e revelou até a abertura que cada um dos tipos dá na hora da paquera. Segundo o psicólogo, os tipos mais abertos para iniciar uma conversa são o paquerador, o playboy e o amante da diversão. Então, fique atento para não passar a imagem errada na próxima vez que sair para beber – ou para não abordar uma pessoa que não esteja muito disposta a dar condição para o flerte.

1. O fofoqueiro

Tipo mais comum entre as mulheres. Os fofoqueiros – como não poderia deixar de ser – se reúnem em grupo (geralmente, com várias mulheres) para falar sobre os outros. Na maior parte do tempo, fazem comentários críticos. Quem faz parte deste grupo costuma segurar o copo de vinho pela taça e o utiliza para gesticular. Quando vai falar algo confidencial, tende a se inclinar sobre a bebida. Como o fofoqueiro ou a fofoqueira já está em um grupo social fechado, investidas de pessoas de fora geralmente não são bem-vindas.

2. O amante da diversão

Esse homem ou mulher bebe para ficar mais sociável e gosta de rir com seus amigos. Ele geralmente está segurando uma garrafa perto dos ombros para ter mais liberdade de movimentos e costuma dar goles curtos para não perder nada da conversa.  Este tipo de pessoa está sempre feliz por ampliar seu círculo social. A melhor forma de abordá-los, portanto, é chegar logo na conversa de uma forma bem-humorada para fazê-los rir.

3. O paquerador

O paquerador segura o copo delicadamente, com os dedos separados, e usa o objeto de forma provocativa. As mulheres são as que mais se encaixam na categoria, podendo posicionar o copo na altura dos seios para chamar a atenção aos seus atributos físicos. Também podem fazer contato visual com as pessoas enquanto dão um gole. Às vezes, também usam o dedo para “provocar” a borda do copo, mergulhar na bebida e tocar a boca. Se você se interessou por um paquerador, a melhor abordagem é entrar no jogo e fazer gestos recíprocos de paquera.




4. O solitário

São pessoas tímidas e submissas que seguram o copo com todo o cuidado, como se tivessem medo de alguém roubá-lo. Eles costumam esconder as mãos livres no bolso e o copo é usado como uma muleta social. A bebida nunca está completamente terminada: sempre tem um pouco sobrando em caso de emergência. O solitário bebe pouco, e pode usar canudos para mexer a bebida entre um gole e outro. Eles geralmente estão abertos para novas amizades, mas é preciso chegar de maneira delicada, talvez com alguns elogios discretos para deixá-los mais autoconfiantes.

5. A rainha do gelo

Fazem parte deste grupo mulheres naturalmente frias que estão sempre na defensiva. Costumam beber em taças de vinhos ou copo curtos, sempre segurados de forma a fazer uma barreira para impedir aproximações íntimas. Glenn Wilson avisa: nem perca seu tempo com ela.




6. O playboy

São homens altivos, confiantes e galanteadores. Geralmente seguram copos compridos ou garrafas como um suporte fálico, brincando com ele sugestivamente. Tendem a ser possessivos, mas sabem lidar muito bem com mulheres.




7. O bad boy

Estes homens inclinados a um excesso de confiança e arrogância geralmente estão bebendo cerveja engarrafada ou cidra. Costumam se “espalhar” nos lugares, ocupando tanto espaço quanto for possível para marcar seu território. Por isso, empurram o copo para bem longe de si mesmos e se inclinam para trás na cadeira, por exemplo. Se estão bebendo com os amigos, é pouco aconselhável abordá-los, a menos que esteja com disposição para ficar de bajulações pra cima deles.

8. O intimidador

Este tipo também é mais comum entre homens. Eles preferem copos grandes ou garrafas, que usam como se fossem armas simbólicas: seguram com toda a firmeza e as usam em gesticulações próximas ao rosto das pessoas, como se estivessem ameaçando-as. Costumam se achar o sabe-tudo e chegam a ser um hostis na defesa de suas posições, mesmo que não usem violência. Segundo o estudo, o ideal seria não mexer com um tipo desses – ou então fazer isso com muito cuidado.

Fontes: Super e The Telegraph

@rjzucco

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Doação

Navegando em águas facebookianas deparei-me com alguma campanha de doação de órgãos. Não novamente, mas ainda. Campanhas de doações de órgãos não deveriam sequer existir.
Como pode em épocas de globalização, onde a informação é de absurdo fácil acesso, ainda termos pessoas com esse tipo de preconceito bufo? Faz lembrar-me da época em que fui tentar aplicar um trote solidário na faculdade com doação de sangue e os humanos não quiseram alegando que alguém poderia pegar uma doença qualquer.
É revoltante saber que a mesma pessoa que se diz não doadora de órgãos e que espalha para todos e multiplica crendices estúpidas quanto a retirada precoce de órgãos ou qualquer outro boato, na hora que precisam, são os primeiros a fazerem cara de cachorro pidão que caiu da mudança e reclamarem da burocracia, da demora, e os que mais consideram-se com direito a receberem transplante.
Então lanço aqui a campanha, conquanto ilegal e inconstitucional, bastante moral e que pode ser aplicada nos bastidores por quem faz as doações andarem. Sou doador e sou receptor! Ou então, o que é mais importante, não sou doador, logo, não sou receptor!
Assim as pessoas que não doam, jamais poderão receber órgãos caso um dia precisem. Fica registrado onde for preciso que essa pessoa não era doadora e que, consequentemente, não poderá ser receptora agora que precisa.
Fazendo assim, todos acabariam virando doadores, as doações aumentariam significativamente e pessoas que não são doadores, nem entrariam para a fila de espera, permitindo que aqueles que se propuseram a um dia doar seus próprios órgãos, receber.
Fica aqui minha campanha, quem não é doador, não merece ser receptor. Ainda que ilegal, se o jeitinho brasileiro existe para esses casos, então que privilegie os que sempre se propuseram. Fica a dica para as pessoas da área da saúde que puderem fazer algo a respeito.
Não tenho parentes ou amigos próximos precisando de doação, mas sou doador e toda minha família sabe. Doem tudo que puderem de mim. Espero que vocês façam o mesmo.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 02.03.2013
Editado/corrigido por @AnaLeticiaSilva
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Leitura na Balada

Meus amigos perguntam-me por que saio para baladas se não é sempre que bebo, então não é para me emborrachar. Também não pego a mulherada e não danço, mas estou sempre nas bocas dos eventos. Se fosse para ouvir música, iria sempre ao mesmo lugar, ou ao menos nos lugares que toquem o mesmo estilo, e não é o que faço.
Mas então por que diabos eu saio?
Ocorre que o melhor lugar para se analisar e ler as pessoas é na noite. Por uma série de motivos que discorrerei agora. Primeiro avalia-se o local e daí pode-se começar a mapear as pessoas, pode-se até perceber que está na festa errada, que foi aquele local por insistência de alguém ou para conhecê-lo.
Segundo, a roupa da pessoa. A forma como alguém se veste diz muito sobre ela. A combinação de cabelo, maquiagem, roupa, decotes, calçado, calça, meias, unhas, etc. Depois analisamos a postura, mas sempre lembrando de agregar a impressão obtida nas etapas anteriores. Verifique como a pessoa se porta, como fala, como anda, age, bebe, sorri, e, nesse ponto, já pode começar a tirar algumas conclusões. Nesse momento já sabe se a pessoa saiu para dançar, se está bem humorada, como é sua autoestima, se está afim de sexo, em quem está de olho, se é comprometida, se é vaidosa.
Com homens, basta olhar o tórax. Peito estufado denuncia prospecção, necessariamente. Mulheres que requebram quando andam, também. Obviamente que nem todo homem que estufa o peito está à caça, assim como nem toda mulher que requebra. Mas some-se isso ao restante já avaliado e leve em consideração o fator percepção.
Tenho certeza de que já aconteceu com você o fato de estar olhando para alguém e essa pessoa, como se sentisse o olhar, virasse-se para você com uma cara de “quem está me olhando?” É muito difícil as pessoas não sentirem que estão sendo observadas. Jung fala sobre o inconsciente coletivo interligado por uma frequência, e é aqui que apoio esta teoria.
Sentimos quando estamos sendo observados, mesmo que seja à distância e mesmo que estejam as nossas costas. É nesse momento que normalmente as mulheres começam a passar a mão no cabelo, caso estejam, obviamente, interessadas em quem as está olhando ou caso queiram massagear o ego.
É como se o inconsciente falasse, meu Deus, estão me olhando, o cabelo está bem? Estou bonita? E automaticamente a mulher passa a mão. Esse é um ótimo termômetro. Frequentemente vejo pessoas que estão entretidamente conversando e de súbito começam a procurar algo ao seu redor sem saber o que é. A procura só cessa quando acaba dando de encontro com algum olhar, ou quando a sensação some, pois a pessoa parou de olhar. Acontece e com frequência de quem está recebendo o olhar, virar-se diretamente para quem a está velando. Ou a pessoa que lança o olhar ser surpreendida inopinadamente.
Além disso há a segurança e os olhares. É fascinante ler que um cara vai abordar uma garota antes mesmo de ele tomar coragem para fazê-lo e mais ainda, de saber o resultado antes que ele sequer saia do lugar. Os olhares dos dois, segurança dele e a insegurança dela, pés dela apontados para ele, se apenas um deles, ou só o de trás, ombros alinhados com os dele, sorrisos sinceros ou forçados, tudo denuncia.
Em uma festa que fiz com um amigo, tive a oportunidade de avaliar esse processo desde o inicio e esse camarada tinha certeza de que o casal não acabaria junto. Mas eu teimei e falei que eles já até tinham se beijado, só ainda não sabiam. Ela estava com a postura espelho, olhos nos olhos, sem fuga. Ombros alinhados, pés apontados para ele, ambos. E ele estava firme, imponente, seguro, bloqueando o caminho dela como quem diz que por ali ela não passaria, que o único caminho era ele. Era como se ele tivesse certeza do final e só estava brincando até chegar o momento que ele decidisse. Dito e feito, ele resolveu e atacou certeira e satisfatoriamente.
O fascinante de tudo isso, é que ao ler todos os sinais, pode-se prever os acontecimentos, pode-se aprender sobre comportamento humano, e faz nos sentirmos como senhores do tempo, pois sabemos antes de tudo o que ocorrerá. Após um período de treino, chega a ser injusto com os humanos enxergá-los com toda a transparência que a leitura permite.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 03.03.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa e Ana Leticia Silva
Escrito por:  @rjzucco

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Mulher gosta é de dinheiro. Quem gosta de homem é homossexual.

Voltando ainda ao tema machismo citado no texto de mesmo nome, retomo a explicação: somos machistas porque é assim que aprendemos a ser, assim como andamos em duas pernas, utilizamos a comunicação verbal e escrita, nos vestimos dessa ou daquela forma.
O machismo é proveniente de conceitos antigos, muitos dos quais todos concordamos ultrapassados e que com o passar das gerações paulatinamente cairão, mas que ainda vigoram em mais situações do que conseguimos enumerar, pois é tão natural à nossa sociedade e realidade que simplesmente seguimos o fluxo, mais por aceitação social do que por conformismo. Às vezes até por ignorância consentida.
O machismo sempre proporcionou às mulheres a possibilidade de ficarem em casa enquanto o homem saía para o trabalho e trazia o dinheiro. Ocorre que com o passar dos tempos elas começaram a se qualificar, inicialmente aquelas que não tinham os talentos necessários para serem esposas, outras por personalidade indomável e insubordinável, que queriam tomar conta do próprio dinheiro mesmo que isso custasse um suicídio social.
Outro ponto que alavancou a saída das mulheres para o mercado é o fato de a situação estar difícil, o salário médio de uma pessoa já não sustentar uma família inteira com os mesmos confortos de antigamente, então algumas começaram a ajudar, com coisas como vender culinárias, serviços de limpeza como lavar roupas, etc.
Isso mostra que, devido ao nosso machismo e aos costumes ainda resilientes, é adequado aos olhos da sociedade homens sustentarem a casa com naturalidade. Embora isso venha mudando e já existam muitas mulheres que sustentam a casa e as famílias, ou até, ganham mais que os homens.
Poucos, mas poucos homens mesmo, sentem-se confortáveis ainda hoje, em tempos de prosperidade liberal, com o fato de ganhar menos que sua cônjuge. 
O mesmo raciocínio para tudo, porém invertendo os papéis, necessariamente é seguido. Mulher nenhuma gosta de sustentar homens que não trabalhem, que não contribuam financeiramente. Mulher, como diz uma ex-colega de trabalho, gosta é de carinho. Carro carinho, sapato carinho, sofá carinho.
Se uma mulher mora com um homem que é tudo de bom, trabalha em uma ong, não ganha um centavo furado, ela vai cansar de sustentá-lo. Mais dia menos dia o relacionamento acaba, por puro desgaste. Mesmo porque se um homem se conforma em não ganhar um centavo sequer nos dias atuais, alguma coisa de errado há. Não estou falando temporariamente, falo em caráter permanente. E a mulher concorre em culpa ao aceitar e se sujeitar a tal situação, ao menos se levarmos em consideração a atual moral social.
Peço que avaliem tudo sem o SE. Não há “ses” aqui. Nem SE ela ganha bem, talvez não ganhe nem para sustentar-se direito. Nem SE ele é trabalhador ou SE é vagabundo. Não!
Avaliem friamente o fato, um homem gosta da mulher, independente dos “ses”, ele vai morar com ela e custear as contas, mesmo que mal e porcamente consiga sustentar-se como gostaria.
Mulher precisa de conforto, gosta de conforto, quer conforto, segurança, proteção, nem que seja a própria segurança financeira.
Mulher ao conhecer um cara qualquer, não o leva pra casa e o sustenta indefinida e incondicionalmente como os homens fazem ha décadas. Primeiro ela avalia uma série de fatores, e embora não percebam, elas levam em consideração sim, e com um peso gigantesco o fator financeiro dele.
É necessário ser levado em consideração também todas as consequências que alimentam o fato de que se o homem não recebe remuneração, permanentemente, por opção, nos tempos atuais, seu caráter é possivelmente condenável. Necessariamente questionável. Pois não é o que ele cresceu vendo, aprendendo e assimilando. Isso é contra a própria cultura, valores e costumes.
Apenas emergentes ou ainda integrantes do proletariado não concebem a realidade de ter tanto dinheiro a ponto de não trabalhar.  Pessoas oriundas dessas classes, pensam em ganhar na mega-sena ultra acumulada, e continuar trabalhando e/ou estudando. Pessoas que tem muito dinheiro conseguem aproveitar o dinheiro sem precisar ter o compromisso de precisar labutar. Mulheres esposas de multimilionários dificilmente trabalham. Pesquisem e confirmem.
Não entrarei aqui no âmbito de que trabalho doméstico também é trabalho. Claro que é, mas o foco aqui é remuneração e mercado de trabalho. Sustentar e ser sustentado.
Homens, pensam como homens, por isso, quem gosta de homem é homossexual, assim como homem gosta de mulher, pois mulher, gosta é de dinheiro.
Assista ao estudo científico comprovando pelo discovery channel.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 26.01.2013
Editado/corrigido por Thiago Severgnini
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Jogo da Sedução

Há um jogo entre os casais que me tira do sério em dias de impaciência. Sempre que um homem investe em uma mulher, nos primeiros momentos, é necessário que ele a convença de que a escolha certa é ceder aos seus argumentos.
Primeiro que acho um machismo insano isso de sempre ter que ser o homem a tomar a atitude inicial, mas principalmente, e se a mulher já estiver interessada? Agora a coisa complica.
É ridículo, mas aí começa um jogo teatral em que o homem finge que está convencendo-a a ceder aos seus argumentos, enquanto ela finge estar sendo convencida. Isso quando não o ajuda a convencê-la, em caso de vontade dela e incompetência dele.
Mas não pense que isso é desnecessário, pois na cabeça dos infelizes humanos, se a mulher não é convencida, não terá graça e, provavelmente, o homem se desinteressará antes mesmo de provar sua conquista.
Isso é tão certo quanto a maioria dos homens não confia em mulheres, para namorar, que transam no primeiro encontro.
Depois os mesmos imperfeitos e hipócritas humanos pedem sinceridade e transparência. Ora, então o que aconteceria se, no primeiro encontro, o homem abordasse a mulher com um “Oi, vamos transar? Você pratica sexo isso ou aquilo? Namora comigo? Vamos passar o final de semana juntos e nus?”.
Imaginem uma mulher que viu o homem a observando o tempo todo, e retribui os olhares como manda o figurino da sedução. Então o homem chega e diz: “Olha só, percebi que você também quer transar, vamos para outro lugar?”.
Sim, pois muito dificilmente alguém beija outra pessoa nos dias de hoje sem que haja interesse sexual, afinal de contas, se assim o fosse, sequer beijaria. Mas é necessário percorrer um determinado caminho e suas etapas, e caso exista algum atalho, ele não levará à comunhão confiante.
Quero apenas expô-los, humanos. Todos fingem e mentem no momento da caça e da conquista, e não necessariamente querendo fazê-lo, mas eventualmente obrigados pelas circunstâncias. Se estão no jogo, joguem conforme a regra. Todos já estão acostumados mesmo.
Utilizem ao seu favor e entrem na brincadeira do fingimento, mesmo porque se não o fizerem, a menos que encontrem alguém que aja igual a você, acabarão sós. Ou então tenham a coragem necessária para serem sinceros o tempo inteiro com todos e ganhem amigos de verdade para uma vida toda e companhia estável.
Meus melhores amigos já ouviram a célebre frase: “quer me dar”, a qual profiro sem papas na língua, em determinadas situações. Essa coragem e franqueza traz laços fortes, embora reduza a quantidade de cordas.
Como toda escolha, há um ponto positivo e um negativo, e, como toda descoberta, um choque de verdade sempre nos arranca da ignorância, mesmo que relutemos. Agora que sabe como funciona, nunca mais verá com os mesmos olhos quando abordar alguém ou for abordada. Verifique, confirme e retorne. Comente e divulgue.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 29.09.2012
Editado/corrigido/pitaquiado por: Thiago Severgnini de Sousa
Escrito por:  @rjzucco

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Transar ou não na primeira vez?


Uma ex-colega de trabalho pediu-me que escrevesse sobre um ponto peculiar do relacionamento. Transar ou não na primeira vez?
Fui a campo, pesquisei, perguntei, inquiri. Até por msn cheguei a sondar. Ponto comum que as pessoas já acham isso normal.
Para explicar, é necessário relembrar alguns pontos. Os homens estão acostumados a ouvir “nãos”. Todos crescem sempre tentando o tão importante e valioso sexo. Muitos “nãos” são ouvidos, até que finalmente algum sucesso seja obtido.
Já com a mulher a situação muda. Elas estão acostumadas a negar, a vida inteira. Preservam-se, cuidam-se. Normal, ainda hoje é, mulheres se envolverem mais quando do ato. Diferente de homens que simplesmente o praticam. Isso tudo, por óbvio, via de regra.
Isso acaba contaminando o inconsciente coletivo social. Os homens sabem, inconscientemente, que mulheres que se dão o respeito e o devido valor não são fáceis a ponto de serem levadas para cama já na primeira vez.
Aí veem as perguntas: mas e se ela apaixonou-se pelo homem? Se a química bateu? Se tudo está certo e perfeito? Por que não quebrar essas barreiras já praticamente suplantadas? Se a mulher finalmente quer dizer sim, então que seja, certo?
Na verdade os homens podem gostar na hora, é o que querem. Podem vir a namorar com a garota. Mas sempre em momentos de crise, aquela dúvida miserável que insiste em não morrer, que esteve semi-pulsante e sonolenta durante tempos, torna a pairar pela mente. Se ela foi fácil comigo, o que impede de não ser com outra pessoa qualquer?
Não precisamos nem chegar ao ponto de infidelidade e inseguranças, basta pensarmos que, se um homem quer namorar com uma mulher, com certeza vai buscar alguns atributos. Levando-se em consideração o que ele aprendeu a vida inteira, quando a mulher não segue os ensinamentos tradicionais, algo não encaixa direito no inconsciente masculino.
Mesmo porque, ainda hoje, é muito difícil uma mulher efetuar atos assim apenas com uma pessoa. A barreira é bem grande e quando ela consegue quebrá-la, acaba recorrendo. E, nesse caso, o machismo masculino não perdoa mulheres que já tiveram muitos homens.
O ego masculino é deveras frágil. Homens temem serem comparados e não serem os melhores. Temem serem falados, em seu círculo social, como o que está namorando aquela que a turma toda já “traçou”.
Fato1: a maioria, hoje, diz que não se importa;
Fato2: na dúvida, espere umas 3 vezes, ninguém vai morrer por esperar;
Fato 3: se não vai rolar, não deixa esquentar. Caso deixe esquentar e não for até o fim, corre grande risco de nunca mais ficar com ele;
Fato 4: mesmo quem diz que não se importa, cresceu aprendendo as mesmas coisas que quem se importa. A informação está na cabeça das pessoas, a sociedade é a mesma e invariavelmente o questionamento virá a tona. Os humanos passam a vida inteira buscando aceitação social;

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 15.01.2013
Editado/corrigido por Thiago Severgnini
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