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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Sem mercado aos domingos!



Santo Ângelo tinha começado a evoluir neste sentido. Estava tudo muito bom e legal com a população indo aos mercados em massa aos domingos, dias em que alguns tinham tempo e todo mundo estava feliz.
Todo mundo mesmo, tanto a população de uma maneira geral, quanto os proprietários e principalmente os funcionários.
Os empregados ganhavam 100% de hora extra. Nenhum era obrigado a trabalhar aos domingos, entrando na escala quem quisesse. Todos queriam. TODOS!
Com essa sandice sem cabimento, por causa de algumas pessoas que não tem noção do que fazem e não pensam na coletividade, preocupando-se apenas com seu umbigo e negócio, um “acordo” foi firmado.
O sindicato patronal escolheu dentre todas as possibilidades possíveis, a mais danosa para a coletividade. Danos coletivos onde no máximo 100 pessoas foram beneficiadas e mais de 60.000 foram prejudicados.
Isso sem contar todas as demissões oriundas do fechamento do domingo.
É de espumar de brabo de tão óbvio que muita gente seria demitida com isso. Mais óbvio ainda é que esses sindicatos ignorantes preferem que as pessoas fiquem sem emprego a deixa-las trabalhar como e quando bem entendem.
Bolas, se o sindicato acha que o empregado deve ficar em casa que nem eles coçando o domingo inteiro, então que possibilite, pergunte, mas não proíba-os de trabalharem.
E a liberdade tão fortemente defendida na constituição?
Então, quer dizer agora que tenho o meu negócio, quero abrir e atender ao público, meus empregados também querem, todo mundo vai ganhar com isso - principalmente o cliente - mas por causa de alguns representantes que claramente não entendem o que seus representados querem, definem de acordo com suas vontades pela mais imbecil e burra das soluções.
Criem escalas! Adequem-se a realidade. O mundo mudou, evoluiu, e as pessoas e o mercado precisam também fazê-lo.
Os mercados grandes fecharam, os pequenos não. Mas a fiscalização não está em cima deles. Curioso os fiscais do ministério do trabalho não fecharem os pequenos. Fechem tudo então. Vamos ouvir a chiadeira e vamos ver se a coisa continua.
Imaginem todos os estabelecimentos fechados aos domingos? Até os pequenos armazéns?!
Lembro-me ainda das empresas de cinema protestando contra o youtube. Que coisa mais pequena, tacanha, medíocre, ridícula. Coisa de quem pensa pequeno e não tem capacidade de conseguir algo por competência, então precisa que os outros também não façam. Se eu não consigo, então tu não pode fazer também!
Ora, mas que diabos! Em que mundo vivemos? Em que era vivemos? Ateando fogo em “bruxas” apenas porque não entendemos que elas cozinham bem ou o que seja?
Sindicalistas ignorantes que pensam pequeno! Nem um pouco preocupados com as demissões ou o extra que essas pessoas ganhavam ou mesmo com a qualidade de vida da coletividade municipal. Mas seus ideais foram atendidos, então está tudo bem.
Vi ainda no face de uma “socialista de Iphone” falando que os coitadinhos precisam ter um dia para descansar com a família. Pois bem, agora terão meses. Estão na rua.
Mas para esse tipo de gente isso não importa. Pois obviamente trabalham em funções que exploram muito bem toda essa manobra assistencialista. Não são eles que precisam de um extra do domingo para conseguir pagar a conta com muito esforço no final do mês.
Para eles sobra salário enquanto para os empregados dos mercados sobra mês.
Se é dada a opção de trabalhar aos finais de semana, se isso não é imposto, se gera uma importante renda extra, se isso faz com que mais de 150 empregos diretos e no mínimo o triplo de indiretos continuem existindo, então por que diabos cancelar?
Capricho, inveja e incompetência da concorrência? Isso é suficiente em algum lugar do mundo, além daqui?

Enquanto a cidade se curvar a atitudes medíocres de humanos medíocres, seremos sempre um povo medíocre.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 14.11.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

O fim dos ciclos II



Terminar um relacionamento não é fácil, sobretudo quando passa dos 10 anos.
Terminei um relacionamento de 13 anos e ainda estou me adaptando à nova realidade.
São muitas coisas que fazemos durante muito tempo e que acabam moldando nossos hábitos, nossa personalidade, nossos gostos e nossa vida.
É engraçado ver as reações dos amigos, cada um recebe a notícia sob uma ótica muito particular.
Um amigo me parabenizou, disse que era meu fã. Outro só disse: Bora! Uns três me convidaram pra me largar na vida e “mulherear”. Os mais chegados se colocaram ao meu lado para o que eu precisasse e me aconselharam a olhar para dentro e lamber as feridas. Uns dois perguntaram o que poderiam fazer para evitar que ocorresse, mesmo eu tendo dito que já havia ocorrido. E um disse que com o tempo voltaríamos.
Um relacionamento de tantos anos envolve família, amigos, bens e etc. Todo mundo fica perdido. Sempre acaba mal, em briga e desafeto e ninguém sabe para que lado correr, quem amparar ou quem defender.
Felizmente em meu caso ficou tudo bem, acabamos com muita amizade, carinho e respeito. Ambos com uma sincera preocupação em não machucar o outro e preservar de desnecessidades.
Nenhum colaborador meu perguntou uma vírgula, o que evidencia uma maturidade fora do normal. (Se bem que pode significar também que sou um mau gestor e que eles não se sentem à vontade para conversar esse tipo de assunto comigo. Ou que sou um excelente gestor e deixo claro que profissional é profissional.)
Mas enfim, o próprio coaching ensina, não adianta ficarmos remoendo o passado ou nos afligindo com o futuro. Precisamos sim é pensar no agora, focar em projetos imediatos ou de curto prazo, colocar em dia a bagunça, tanto da casa nova quanto mental e emocional.
A melhor solução é tirar algum ensinamento disso, virar a página, almejar o futuro e focar no momento.
Fiquei surpreso e impressionado com a forma como acabou. Realmente continuamos nos dando muito bem, nos respeitando mesmo que a situação seja estranha agora e isso facilita muito a passagem dessa fase tão delicada.
Dizem que a pior parte está por vir, a da solidão, da casa vazia, do apoio nas dificuldades, da companhia e das conversas. Que quando essa fase chega o mundo desaba e o coração aperta tanto, mas tanto que transborda pelos olhos.
Tenho certeza que quando isso acontecer não só meus amigos como os dela estarão de prontidão esperando para nos darem colo e força.
Afinal de contas, não foram 13 dias ou 13 meses e sim 13 anos compartilhando amigos e momentos, e eles fazem uma significativa diferença em momentos de turbulência emocional, sobretudo quando não temos mais o nosso habitual porto seguro.
Fico feliz em ter conseguido encerrar mantendo uma boa relação, pois alguém que ficou tanto tempo comigo, se de uma hora para outra fosse expurgado, seria traumático.
Só tenho a  agradecer pelos 13 anos de muita felicidade e desejar que sejamos muito felizes daqui para frente.

O relacionamento encerra, mas a amizade e o carinho estão fortes como sempre.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 07.11.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O fim dos ciclos



Reza a lenda que tudo na vida das pessoas segue um ciclo de sete anos. De sete em sete anos no mesmo trabalho se revê postura ou troca e/ou almeja promoção, de sete em sete anos no relacionamento se tem as “crises”, de sete em sete anos há uma mudança interna em nós enquanto pessoas (mais drástica do que as quotidianas), etc.
Pode acontecer de eu estar no meio do ciclo no trabalho, no fim em um relacionamento, no início junto a família. Cada ciclo é independente.
Isso explica muita coisa como por exemplo por que depois de tanto tempo em um relacionamento as coisas mudam abruptamente e quando se percebe já não nos vemos mais adequados aquela nova realidade.
Explica também porque depois de tanto tempo em determinada empresa, emprego ou função cansamos e decidimos alçar novos voos.
Explica porque em determinadas fases estamos super bem com a família e em outras estamos brigando sistematicamente por besteiras.
O mais interessante de tudo isso é que mesmo que isso seja trazido à consciência e explique muita coisa, nada arrefece a dor do fim de uma relação, independente se amorosa, familiar, profissional ou mesmo de amizade.
É muito triste quando um ciclo se encerra e entendemos que precisamos virar a página e seguir novos rumos “abandonando” as pessoas que faziam parte de nossa realidade.
É extremamente difícil desprender-se e desapegar-se de antigos hábitos. Sair da zona de conforto e encarar novos desafios sem as mesmas pessoas que nos proviam segurança durante os últimos sete ou quatorze anos. (as vezes mais)
Muito poucas pessoas sabem lidar bem com o desapego, a dor e a metamorfose. Entretanto isso faz parte do mundo adulto.
Obviamente que há muita coisa positiva também nisso. Toda mudança gera resistência, mas também traz novas oportunidades e desafios.
Dale Carnegie já dizia que “O barco da 'segurança' nunca vai muito além da margem”, então para atingir novos patamares, alcançar sonhos e angariar novas conquistas é necessário coragem e desprendimento.
Quando novos horizontes se abrem e estamos dispostos a encará-los com esperança e percebendo que essa oportunidade é boa, começamos a ver o lado positivo de tudo e só então toda a dor e tristeza começa a ser percebida como algo irrelevante frente ao contexto.
Por mais difícil que seja a situação, por pior que seja o final de cada ciclo, qualquer que seja, não permita que seja lá o que for lhe impeça de atingir seus objetivos. Nada pode ficar no caminho de seus sonhos e lhe impedir de ser feliz.
Sonhe grande, vislumbre seu objetivo. Trace a meta de sua vida e agarre-se a esse sonho com todas suas forças.
Você é responsável pelo seu sucesso e pelo seu fracasso. Se algo não deu certo, se um ciclo encerrou sem que você quisesse, veja o que pode fazer diferente daqui para frente.
Quando assumimos a responsabilidade por nossos atos e nossa vida, entendemos que nossa felicidade depende apenas de nós.
Escolha ser feliz e aceite resilientemente as mudanças. Sempre vem com algo positivo.



Publicado em: A Tribuna Regional no dia 31.10.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Tendência ao ostracismo

Nosso corpo tende ao ostracismo e normalmente não sabemos.
Você certamente já viu alguém e pensou, puxa como essa pessoa se boicota. Poderia fazer tanta coisa, conseguir sucesso e resultado, mas nunca consegue, quando quase chega lá acaba desistindo ou algo do tipo.
Um bom exemplo é a vontade que nos dá de comer coisas calóricas no inverno. Quando sentimos frio nosso cérebro entende que o corpo precisará trabalhar mais e queimar mais gordura para produzir calor e com isso precisará de mais reservas, então acaba emitindo um “sinal” ao cérebro, e a vontade de comer “engordantes” aumenta, ou seja, mais calorias com menos comida.[Z.1] 
Quem nunca sentiu sono quando tinha que estudar para alguma prova difícil? Quem não arranjou alguma desculpa mental para não ter que se esforçar aprendendo algo que definitivamente não gosta?
Vestibulando sente muito sono quando precisa estudar as matérias que não gosta. Estudante protela conteúdos que não gosta.
Isso é o cérebro trabalhando “contra”.
Nosso cérebro quer economizar a maior quantidade de energia possível. Ele funciona de forma a produzir mais com menos.
Entende que cansará muito mais e gastará muito mais energia para aprender algo que não quer, então tenta evitar o esforço.
Gastar menos energia possível para manter o corpo vivo. E ponto final, essa é sua lógica.
Isso explica porque tanta gente desiste antes sequer de tentar. Explica porque muita gente se entrega ao derrotismo.
Faz também com que entendamos porque sempre preferimos o caminho mais curto, o jeitinho, o lado mais fácil de chegar.
As pessoas negligenciam a maravilhosa capacidade que essa estupenda máquina chamada cérebro possui.
Ele calcula uma infinidade de variáveis e faz incontáveis cálculos avaliando qual a maneira mais “preguiçosa” de se atingir o resultado mais fácil.
Isso não é justificativa para corrupção e comportamentos tortos ou preguiçosos, mas que explica muita coisa, explica.
Nada disso é achismo ou suposição. Isso se chama neurociência e há uma quantidade cada vez maior de estudos comprovando esses e outros fatos.
Ok, mas e qual a moral de tudo isso? Qual o ponto do texto?
A moral é que se você quer ser melhor, quer ganhar mais, quer ser promovido, atingir o sucesso, deverá lutar principalmente contra si mesmo. Seu cérebro luta a favor do ostracismo.
Para sair da linha da mediocridade, precisará se esforçar muito. Ir contra a opinião de todos, ir contra o boicote de seu cérebro e ir contra um bando de gente que tenta te puxar para baixo. E acredite, isso é absolutamente possível.
Prova? Veja todas as pessoas de sucesso no mundo. Nenhuma delas ganhou do céu. Nenhuma! Todas fazem aquele algo mais, se esforçam um pouco mais, dormem menos, se preocupam, se dedicam, estudam, erram e não desistem, teimam e... perseveram!
Persevere! Faça aquele algo mais e realize seus sonhos. Nada vem de graça e todo esforço é recompensado.
Ninguém conquista grandes objetivos sem esforço ou com preguiça. Faça o seu melhor e não ouça as súplicas de seu cérebro tentando lhe convencer a não se esforçar.

Significado de Neurociência
s.f. Estudo do sistema nervoso, da organização cerebral, da anatomia e da fisiologia do cérebro e sua relação com as demais áreas do conhecimento que tratam do comportamento, dos processos de aprendizagem e da cognição humana.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 24.10.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Greve dos servidores



Essa semana conversei com uma servidora pública. Ela é nova e está em estágio probatório ainda nessa função, mas já havia conquistado estabilidade em outra antes dessa aprovação.
Ela reclamava fervorosamente sobre como a morosidade dos servidores atrapalham a nação e o povo. Falou que gente que está há anos no cargo não tem pressa, não se preocupa com o povo, não tem prazos, tem pilhas e pilhas de coisas para dar encaminhamento e não se prestam sequer a tentar uma melhora em produtividade.
Então conversávamos sobre a diferença entre o concursado e o privado e falando ainda sobre meu texto dos servidores públicos.
Na iniciativa privada ou se trabalha ou é demitido (a menos, é claro, que tenha estabilidade por algum sindicato. Daí a pessoa não trabalha MEEESMO, ainda que em empresa privada, pois não pode ser demitida).
Mas o ponto mais importante que quero citar hoje é a reivindicação por melhores salários por parte dos servidores públicos.
Essa servidora me fez pensar algo de uma forma que não havia feito ainda.
Se eu estudo para um concurso é porque aceito os termos daquela função, incluindo o salário. Então um ano depois de aprovado, fico insatisfeito e quero fazer greve ou afins?! Mas pelo amor de Deus, gente. Isso na iniciativa privada funciona diferente.
Se eu não estou satisfeito com o salário no local em que estou, não fundo um sindicato, ou me associo a algum, nem convenço meus colegas a fazerem greve. Eu simplesmente peço as contas e vou trabalhar em algum lugar que me pague melhor.
É isso que, ao meu ver (e dessa minha amiga que diz estar acompanhada por inúmeros outros que pensam igual) deveriam fazer os servidores públicos que estão insatisfeitos com sua remuneração.
Exonerem-se!
Peçam as contas e vão trabalhar em outro local. Simples assim!
Afinal de contas, é assim que o mundo funciona. Se não está satisfeito, troque.
Mas, nesse Brasil assistencialista todo mundo quer ganhar. E digo mais, ganhar sem entregar um resultado condizente.
Alguém que na iniciativa privada ganha mais de 10 mil reais produz espetacularmente. Verifiquem por si.
Atendem bem os clientes, preocupam-se com os clientes, investem em qualificação, produzem, entregam resultado.
Quantos servidores públicos você conhece que realmente são eficazes? Ou mesmo eficientes?
E digo mais, muita gente entra com todo o gás, quer realmente fazer a coisa andar, então começa a ser boicotada pelos mais antigos e “forçosamente” entra no ritmo.
Muitos antigos também já estão cansados de remar contra a maré, ou de verem tanta gente entrar em busca apenas de um cabide, sem qualquer forma que possibilite cobrar uma produtividade maior.
Penso que está na hora de as pessoas pararem de acreditar que é dever do estado sustenta-las, dar melhores salários e condições de trabalho e começar a pensar o que elas podem fazer por sua nação, cidade e estado. Parar de querer forçar seu empregador a dar mais dinheiro por algo que normalmente não vale.
Está na hora do nosso povo tomar vergonha na cara e começar a fazer ao invés de esperar cair no colo.
Chega! Vamos fazer a nossa parte.
O povo precisa perder essa ideia de que parasitar está certo. Para rir temos que fazer rir. Precisamos fazer a nossa parte para então conquistarmos algo.
Sei que uma grande parte dos servidores pensa como eu e compartilho de muitas frustrações deles.

Vamos mudar, eu acredito!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 10.10.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Trabalhista



A justiça é cega!
Quem disse isso não conhecia a realidade brasileira, ou era um cego funcional.
A justiça é absolutamente tendenciosa.
Quem tem empresa sabe, quem tem empregada em casa sabe, quem tem funcionários sabe. Desde quem trabalha em seu condomínio, na sua casa, em seu trabalho... Todos sabem que algum dia serão contemplados.
E sabe o que é certo?
Garantia de que o funcionário irá receber alguma coisa. Alguma coisa, qualquer que seja.
Todo mundo já ouviu alguém falar sobre gente que é demitida e entra na justiça pedindo rios de dinheiro. Absurdos.
Pessoas que passaram três anos ganhando salário mínimo e entram na justiça pedindo 300 mil, inventando mil e uma coisas que não ocorreram.
E a empresa que vá atrás para provar que o que o cara falou é mentira.
Tenho certeza que muitos juízes sabem que os caras estão tirando vantagem da empresa. Explorando. Fazendo a empresa pagar por algo que eles sabem que não aconteceu. E ainda assim favorecem o colaborador.
Honestamente tudo me leva a crer que o magistrado dessa área entende que as empresas todas são opressoras, escravizadoras, exploradoras, malvadas e que querem apenas a infelicidade de seus empregados.
Quem é que fica quatro anos tomando chicotada de boa vontade e apenas depois que sai entende isso?
As empresas tem uma função social que se não for "A" mais importante, é certamente uma delas. Gerar emprego, dinheiro, riqueza, fazer a máquina girar.
Acabe com a iniciativa privada e com as empresas e veja o que acontece com o mundo.
Veja como ficou Cuba quando isso aconteceu!
Então a pessoa entra na justiça pedindo o que sabe que não merece. Recebe muito mais do que imaginava, sabendo que não teria direito, por certo, a nada daquilo. Os responsáveis endossam esse tipo de conduta. E a empresa que se lasque.
Depois que uma empresa “perde” uma causa na justiça, é notificada a pagar seja lá quanto for em um prazo de 48 horas.
E dane-se de onde vai tirar, se tem o dinheiro ou não, se vai quebrar ou não, se vai penhorar algo ou não.
Então acompanhe comigo. Sou empregado, roubei da empresa e fui descoberto. Não deixei provas, mas a empresa descobriu e eu confessei. Judicialmente não pode ser comprovado, então não fui demitido por justa causa.
Não gostei de ser demitido, mesmo tendo roubado, e resolvi prejudicar um pouco mais a empresa colocando uma ação trabalhista e pedindo um milhão. O juiz entendeu que era um absurdo e mandou pagar “apenas” 100 mil de algo que no fundo sabia que não era verdade mas que a empresa não tinha como provar o contrário.
Esta recebe uma notificação para pagar os 100 mil em 48 horas, tirando do reto de quem quer que seja sob pena de penhorar todos os bens da empresa e inclusive as contas. Mesmo que isso faça com que ninguém dos atuais 50 colaboradores receba salário.
Mesmo que a empresa quebre e coloque 50 colaboradores na rua.
Mesmo que a coletividade seja muito mais importante que aquele filho da mãe que roubou da empresa e mentiu na justiça.
Então a empresa quebra, e dizem que a culpa é da crise, do governo, de má administração, do passarinho que cagou no poste... sei lá...
Sinto profundo desprezo por pessoas que cospem no prato que comeram, onerando empresas que um dia ofereceram oportunidade de trabalho e sempre fizeram tudo conforme o acordo inicial do contrato, mas que quando saem, querem mais é prejudicar.
Fica meu desabafo e a reflexão.
Se todo mundo sabe que qualquer um que entra na justiça contra empresa leva, SEMPRE, será que todas as empresas do Brasil estão erradas?
Proponho revermos nossos conceitos. A má fé impera e quem está pagando a conta, mais uma vez, é a classe empresarial.
Se todos resolvessem fechar as portas e ir embora, como ameaçou a Alibem quando o pessoal trabalhista estava assediando-os despropositadamente, a cidade teria sentido um baque muito forte.
Se a Fundimisa fosse embora quando os fiscais do trabalho não paravam de procurar irregularidades sem sentido, todos teríamos sofrido.
O curtume quebrou por isso na cidade.
Depois ninguém fala que quem quebrou a empresa foram as ações trabalhistas.

Há que se rever muita coisa nesse arremedo de país.

PS:Estou desconsiderando nesse texto os quase extintos empregados que realmente são prejudicados pela empresa.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 01.10.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Empolgação


Sou um empolgado inveterado. Entusiasta incurável.
Quando faço algum tipo de curso ou treinamento em conjunto com algum colaborador, os colegas sempre lhes perguntam: ele é sempre assim?
Normalmente as pessoas me perguntam: tá mas e aí? Não cansa nunca?
É bem verdade que dificilmente canso. Também é verdade que ser “pilhado” desse jeito tem pontos positivos e negativos.
Os positivos são que contagio muita gente, sobretudo meus colaboradores além de amigos e conhecidos ou, eventualmente, colegas de aula.
Os negativos são que não raro as pessoas ficam tensas, ansiosas, angustiadas e cansadas.
A grande vantagem é que quando colocamos em uma balança toda essa energia positiva e otimismo percebemos todos os resultados que isso proporciona nos negócios, no ambiente de trabalho e na vida de uma maneira geral, no dia a dia.
Um exemplo bem interessante disso aconteceu em uma reunião do Qcomércio onde comentava com a instrutora e alguns colegas sobre o quanto tudo está fervilhando na Jaeger. Falei das técnicas e ferramentas que estamos aplicando.
Falei em PDCA, 5w2h, SMART, Canvas, SCRUM, Design Thinking, Planejamento Estratégico, MVVE, Gestão de Serviços, Matriz GUT e SWOT, Descrição de Cargos, Avaliação de Desempenho, Feedback, Brainstorm, Mapeamento de Processos, CRM, ERP, ufa...
Informei também como estamos conduzindo tudo ao mesmo tempo e de que forma isso vem refletindo em nosso ambiente de trabalho, e como o cliente vem sentindo o resultado.
Normalmente as pessoas costumam se assustar com a quantidade de projetos tocados paralelamente, depois surpreendem-se em perceber isso em uma empresa tão “pequena”, afinal de contas isso são práticas de grandes empresas.
O grande ponto chave de toda essa loucura é conseguir perceber nessa selvageria de informações e falta de tempo desse poluído mundo pós moderno o quanto nossa postura frente às outras pessoas, e ao que quer que seja, refletem em nosso sucesso particular e profissional.
Muita gente passa a maior parte do dia reclamando, julgando, condenando e criticando. Com isso estão colhendo maus resultados.
Já tem outras pessoas que por estarem sempre de bem com a vida, chegam a inclusive afirmar que “parece que tudo dá certo e que as portas se abrem sem fazer nada”.
Avalie rapidamente, pense com cautela. Em qual dos dois times você está? Em qual gostaria de estar?
Nesse dia recebi um convite para palestrar em Santa Rosa para alguns empresários novos, os quais carecem de bons exemplos de empolgação, ânimo e resultado prático aplicado aos negócios.
Mais uma oportunidade. Mais uma porta que se abre. Mais uma semente que germina.
Semeie certo, e colha bem.

Eu semeio sonhos, e você?

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 26.09.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Servidor público



Esses dias estava pensando sobre a cultura do concurso. A cidade onde me criei (Santo Ângelo) sempre teve isso muito forte.
Os mais jovens crescem querendo passar em concursos. Muita gente se forma apenas para poder concorrer a vagas de terceiro grau.
Então vem a reflexão: Tanto quando eu estudava para este fim (e foram bons longos 10 anos) quanto quando pergunto para alguém ou mesmo vejo algum tipo de reportagem a resposta é unânime - todo mundo faz concurso para mamar nas tetas do governo!!
As pessoas querem passar para ter estabilidade e ganhar bem. E era isso!
Eu nunca ouvi e desafio você a conhecer alguém, que com sinceridade, queira passar em um concurso para mudar o mundo ou o Brasil.
Sério, não existe!
E se por acaso existir em algum lugar, que por favor esteja lendo este texto e venha conversar comigo. Gostaria que me convencesse de que está servindo por idealismo e não pela estabilidade e dinheiro.
Digo isso pois com o tempo investido, a inteligência e capacidade de um concursado, passar e se acomodar é um desperdício.
Empresários trabalham de graça (por muitos anos até o negócio dar certo), são idealistas, lutam por uma causa, um sonho. Querem mudar o mundo e transformar a humanidade.
Os servidores públicos não entram por possuírem um fervoroso desejo de colaborar, produzir, entregar resultado e transformar a imagem de que nada que é público funciona.
Entram apenas para terem segurança de salário gordo e certo no final do mês, principalmente quando não gostam da função e ainda assim permanecem.
Quem não tem um exemplo de algum servidor que prevarica, locupleta ou mesmo negligencia suas funções?
As pessoas querem é ficar estendidas nesse cabide de empregos que é a inchada máquina pública.
Então você pode me dizer que o Seu Fulano executa muito bem seu papel, que gosta do que faz e que com ele a coisa anda.
Eu vou lhe responder que ele pode ser honesto, esforçado, responsável e pode até gostar da profissão. Mas ser feliz e realizado em serviço público, não.
Não há como ser feliz e realizado sem que reconheçam seu mérito. Quando o parentesco e os favorecimentos valem mais que a competência e a produtividade, o tesão e a empolgação pela profissão caem por terra.
E digo mais, desafio perguntarem a qualquer um para saber se quando a pessoa prestou concurso sabia que queria a profissão por acreditar e por querer entregar resultado. Defendo que todos quando entram querem é os benefícios, mas muitos nem tem ideia de quais são os deveres.
As reportagens nos jornais sempre falam em salários, em estabilidade, em segurança. Nunca se fala em produtividade, eficiência, eficácia, responsabilidade com o cliente, etc.
Tem que fazer muita caca para ser demitido. O cara que é desligado de uma função pública fez uma gigante.
Se o servidor não gosta de algum cidadão, aí mesmo é que a coisa não anda.
Entendo que todo mundo mereça aumento de acordo com defasagem de poder aquisitivo, inflação, etc. Mas é revoltante ver as pessoas fazendo greve e querendo ganhar mais sendo que foram aprovadas a menos de um ano. E mais, quando assumiram sabiam quanto ganhariam e não acharam ruim, depois reclamam de aumentos de anos antes de entrarem. A cultura de mamar nas tetas do governo e tirar vantagem.
Óbvio que quem esteve exercendo a função todo esse tempo merece, mas que parcela dos servidores representa isso? Pense a respeito.
Se você é servidor, não se ofenda. Sei de cadeira as frustrações e as mazelas da função. Sei como é angustiante querer fazer a coisa certa, produzir mais e ser boicotado pelos próprios colegas de função.
Gostaria que todas as pessoas que se aventuram na função pública realmente pensassem um pouco mais como os empreendedores, fossem mais idealistas e genuinamente quisessem fazer a diferença. E para aqueles que o fazem, meus sinceros parabéns! Vocês estão fazendo sua parte.

E para os que tentam fazer a diferença e não conseguem, as portas do empreendedorismo estão abertas. Vamos mudar o mundo!       


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 19.09.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Teoria do chocolate


Pense que você possui o melhor chocolate do mundo. Não apenas você o considera assim, é unanimidade, todas as pessoas do planeta concordam que seu chocolate é o melhor. Incomparável!
Então você descobre que esse seu pequeno pedaço, que não possui uma validade muito longa tal qual os demais chocolates, é o último pedaço do mundo.
Imagine a preciosidade que você tem nas mãos.
Instantaneamente um monte de fábricas começam a produzir outros doces para suprir a falta deste tão cobiçado. Inclusive muitas empresas fabricam o tal do “chocolate” hidrogenado, que convenhamos, não deve ser tratado como chocolate.
Então, nesse momento você percebe que aquele seu último e precioso pedaço não vai encher sua barriga, mas que o hidrogenado sim. Este último entretanto, não mata a vontade de comer chocolate, não é saboroso, especial, cheiroso, cremoso, com a textura perfeita, etc.
Em meio a esse impasse você começa a deliberar que talvez valha mais a pena nem comer este pequeno chocolate, afinal de contas não mata a fome...
Pois é, muita gente prefere hoje em dia trocar pedaços de valor inestimável de chocolate por arremedos hidrogenados. Preferem quantidade ruim a qualidade, mesmo que em pouca quantidade.
Prefere o Natu ao Blue Label.
Tem algumas pessoas, cognitivamente deficientes, que por não poderem encher a barriga com o chocolate, jogam-no fora e também não comem o hidrogenado. Rebelam-se contra a vontade de comer doces.
Tem gente ainda que mesmo antes de acabar os chocolates do mundo, na fartura de bons chocolates, quer provar outras marcas.
Certa vez perguntei para uma pessoa o seguinte: “Você tem o melhor chocolate do mundo nas mãos, e pode desfrutar desse incomparável sabor e experiência sempre que quiser, desde que jamais experimente outras marcas. Levando-se em consideração que você já conhece outras marcas e que sabe, assim como todo mundo, que a proposta é do melhor chocolate do mundo. O que você faria?”
A resposta de todos sempre é: “ficaria com o melhor chocolate do mundo, se ele realmente é o melhor e eu sei disso, fico com ele”.
E na pratica, não é o que acontece. Humanos...!!!
Defendo que as pessoas precisam olhar para dentro de si e entender seus valores, estabelecer suas prioridades e entender que em muitas situações estarão se deparando com talvez o último pedaço do melhor chocolate do mundo.
Precisam definir se o valorizam e o tratam com a devida importância e zelo e o comem com todo cerimonial que isso demanda, se simplesmente o engolirão inteiro feito cachorro, ou mesmo se largarão fora, pois um tipo de chocolate só, mesmo que seja o melhor do mundo, não serve. Afinal de contas, para muitos a quantidade se sobrepõe à qualidade.
Chocolates caros e raros não são simples de comprar ou mesmo fáceis de administrar, resta saber de cada um se compensa o investimento.
Cada cabeça uma sentença, o que é certo é que mesmo quem quer só conhecer muitas marcas, sabe que o melhor chocolate do mundo é o melhor chocolate do mundo e que depois dele, todos os outros serão mais ou menos. Também quem só quer encher a pança sabe que o melhor chocolate do mundo é o melhor chocolate do mundo.
E quem enjoa do melhor, jamais se contentará com o pior ou mesmo será feliz com outros doces medíocres. Não a médio/longo prazo.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 12.09.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Integridade



Integridade é um “ativo” em extinção nos tempos atuais. As pessoas não querem saber de seus valores. Dizem que os tem e que, como deveria ser, não são negociáveis, quando na verdade o que ocorre não é nada parecido.
Questiono sobre integridade quando choco dois valores e um deles é descartado. Quando você descarta um em detrimento de outro, não está sendo íntegro.
Se você define seus valores e os negocia pelo que quer que seja, como fazer o errado para garantir que outro valor “mais importante” seja mantido, está corrompendo sua essência.
Vejo muita gente entrando na justiça de caso pensado, fazendo-se de desentendida quando está tudo muito claro, apenas para tirar vantagem.
Perceba, se eu sei que o que estou fazendo está ok, entrar na justiça para tirar alguma vantagem é uma falta de caráter e integridade incomensurável, entretanto bastante comum hoje em dia.
Não que gente que “não vale nada” só esteja existindo recentemente, mas é fato que a massificação dos advogados fomentou impetração de ações e hoje há uma corja de filhos da mãe que não valem a boia que comem sempre tentando auferir algum tipo de vantagem sobre outrem, o que não existia nessa quantidade nos tempos idos. Além de, é claro, as pessoas que se preocupavam com o que os outros pensariam a seu respeito. Zelavam por um nome, uma moral, uma conduta.
Antigamente pelo menos essa má conduta era significativamente em menor quantidade, mas hoje já é quase regra.
Não é triste. É revoltante e ultrajante ver a tendenciosidade da justiça visando atender a solicitações falaciosas de gente transformada em iniquidade ambulante.
Vejo gente entrando com ações trabalhistas sabendo que não merece, mas que vai ganhar algo. Ações de dano moral mesmo sabendo que não está certo.
Gente querendo tirar vantagem. A filosofia do jeitinho, do tirar um por fora, do dar uma volta em alguém, do lograr. A corrupção no Brasil é endêmica!
Sei que não estou só nessa indignação. Quem é parecido se encontra facilmente, e também se afasta.
Se você faz negócio em algum lugar onde sabe que alguém é desonesto, tenha certeza, a desonestidade é prática habitual do estabelecimento. Se fosse diferente, os honestos manteriam suas integridades e procurariam emprego em outro local.
E se você pensou agora que não é bem assim, que pode sim existir gente honesta trabalhando com gente corrupta ou em ambiente corrompido, então os seus valores também não estão incólumes.
Se você tentou, mesmo em pensamento, relativizar a situação supracitada, então meu caro, seus valores são, no mínimo, questionáveis.
Se você aceita conviver e trabalhar com gente desonesta, se isso não lhe incomoda profundamente a ponto de trocar de emprego ou mesmo ficar desempregado, então você perdeu sua integridade.
Se você negociou algum valor em troca de uma “causa maior”, algo como “tenho filhos para alimentar”, então você necessariamente se colocou em uma vala comum.
Valores não são negociáveis e para deixar bem claro um exemplo disso, já que hoje todo mundo questiona muita coisa que para mim não é negociável, vou usar um exemplo drástico, pois se não for chocante, muita gente não entende.
Ou você estupra aquela menininha de 6 anos e pega esses 3 milhões ou eu vou te matar. Não há acordo.
Quantas pessoas você conhece que morreriam?
Ou você fecha os olhos e fica com tantos por cento, ou lhe demito e você vai preso.
Ou você entra com essa ação na justiça alegando tudo isso que estou mentindo, ou vou em outro advogado. E por aí vai...
Mas como disse anteriormente, quem preza pelos seus valores se atrai, assim como quem só quer passar a perna também anda junto. Está na bíblia, diga-me com quem andas...
Dito isto finco aqui minha bandeira do “VAMOS FAZER A COISA CERTA E CONSTRUIR UM MUNDO HONESTO”. Acreditem, estou com uma turma bem grande e cada dia mais gente está se unindo a nós.
Venha fazer parte de quem faz a coisa certa, plantemos essa semente para as gerações vindouras, e vamos expurgar do nosso convívio esses filhos da mãe que foram paridos pelo buraco errado.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 05.09.2015
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