Pesquisar este blog

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Morrer feliz

O que você pensa sobre seu dia e sua vida quando vai dormir todas as noites?
Ao deitar sua cabeça no travesseiro, já pensou no que aconteceria se não acordasse mais?

Que sensação lhe provoca pensar nisso?

Se a angústia e/ou a tristeza tomam conta da sua mente, reveja urgentemente suas atitudes.
Ultimamente nossos dias na imobiliária têm sido extremamente corridos e intensos. Muitos clientes, uma enorme carteira de imóveis, tecnologias disruptivas, mudanças constantes, nova postura, dinamismo, estudo e treinamento exaustivos e, sobretudo, correria e escassez de tempo.
Ao final do dia estamos todos cansados e acabamos dormindo sem refletir sobre a vida.
Aliás, isso costuma ser a regra para quem leva uma vida agitada, embora não seja exclusividade apenas desse grupo já que pouca gente medita, reflete e planeja.
Minha provocação com esse texto é fazer você se questionar, independentemente de ter uma vida agitada ou calma, se está buscando ativamente a felicidade todos os dias.
O que me preocupa na vida é estar seguro de que o melhor que eu poderia ter feito para ser feliz, esteja acontecendo.
O praxe hoje em dia é as pessoas brigarem com opiniões que não importam, preocupadas com coisas que não são suas, falarem em felicidade e não buscarem isso.
Vejo gente defendendo que liberdade é não focar em dinheiro, não focar em trabalho, focar apenas em dinheiro, trabalhar "workaholicamente", fazer o que gosta, etc.
Defendo que não existe uma fórmula mágica. O que precisa ser considerado é como está sua consciência ao final do dia.
Você está feliz com o que faz? É feliz? Se deixasse de existir hoje, morreria feliz?
E nesse ponto é importante salientar que não significa largar tudo para o alto e querer curtir a vida adoidado.
É sim necessário planejamento de vida e visão a longo prazo.
Se não nos desenvolvermos diariamente para sermos uma pessoa melhor, se não buscarmos definir metas a serem atingidas em um espaço pré-definido pensando no que se quer para o futuro, a chance de sermos felizes e realizados ao final de todo singular dia é bem remota.
Estaremos preocupados com as contas, com o bem estar da família e dos filhos, insatisfeitos com a falta de conforto ou mesmo de condições para viajar e conhecer o mundo, esse tipo de coisa.
Dizer que fez tudo que estava ao seu alcance para ser feliz todos os dias, não é fazer apenas o que gosta e sim dedicar todo seu esforço para atingir seus sonhos, sejam eles financeiros, pessoais ou profissionais.
E nesse contexto, quando você deitar ao final de um dia cansativo e pensar rapidamente em tudo que aconteceu, sabendo que deu mais um passo em direção ao seu sonho e que a jornada que o levará a esse destino é a maior geradora de felicidade em sua vida, você certamente sorrirá e dormirá tranquilo e feliz.
Se não acontecer isso, você certamente está dedicando tempo a coisas que não o levarão a realização e felicidade.
Querer viver 50 anos em 5 lhe trará consequências, e uma delas é uma longa espera na fila do SUS e pouco conforto financeiro na longevidade.
Depois que acabar em um asilo barato por não ter feito tudo que podia todos os dias, não reclame de sua família ou de seus amigos.
O que você planta hoje e todo dia, e apenas o que você planta, é o que colherá.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 14.01.2017
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Brasil, o país das tragédias

Há um cultura nacional de que o Brasil é um país abençoado por Deus. De gente bonita e alegre. De coisas boas. De alegrias e otimismo.
O Brasil é o país do jeitinho, isso sim. Da malandragem. Da corrupção.
A corrupção em nossa nação é endêmica e já mencionei isso inúmeras vezes.
Mais de 99% da população é corrupta em algum nível. Quando aparece um Sergio Moro da vida dando o exemplo de conduta correta, todo mundo o trata como herói. E com razão, ele realmente é diferenciado.
Falando sobre as tragédias, pense na Chapecoense. Um piloto que para não ter que pagar multa, gastar em combustível, ter custos extras de abastecimento, faz um avião cair matando quase toda a tripulação é um exemplo do quanto nossa conduta e comportamento refletem em nosso dia a dia.
Se o piloto fosse uma pessoa honesta e fizesse a coisa certa, ele jamais teria caído. Estaria com manutenção em dia, teria a reserva correta de combustível, etc.
Vamos para outra, a da Kiss.
Muda algo da tragédia da Chapecoense? Mais pessoas morreram. Carbonizadas, agonizando.
Uma tragédia cinco vezes pior. Histórica para o mundo. E por quê?
De novo o jeitinho. A tal corrupção. A falta de honestidade. Ou você acredita realmente que teria acontecido o que aconteceu se o proprietário do estabelecimento estivesse cumprindo rigorosamente com todas as exigências?
Aí você pode argumentar que as cobranças no Brasil são absurdas e que não há como cumprir tudo o tempo todo e manter rentabilidade em uma empresa.
Concordo, mas aí voltamos novamente a corrupção e ao jeitinho. Isso tudo acontece porque os políticos são corruptos e só querem saber de arrancar dinheiro do cidadão em impostos ou em favorecimentos legais de liberações de alvarás e afins.
O caso Mariana. Esse talvez tenha sido o maior exemplo de negligência, imprudência e irresponsabilidade já ocorrido no mundo.
Todo mundo sabia que isso iria dar problema, mas ninguém resolveu. Todo mundo sempre concedendo por dinheiro, dando o jeitinho, agindo sem honestidade. O que aconteceu? Caiu a casa. Na verdade caiu tudo.
Outro exemplo, falando em cair tudo, são os deslizamentos no Rio de Janeiro. O povo se apropria de terras que não são suas, em locais não autorizados, dão um jeitinho de colocar a casa onde não deveriam, e quando chove desliza e morre todo mundo e perdem tudo.
Jeitinho. Desonestidade. Mau caratismo. Essa é a cara do Brasileiro.
Mortes por latrocínio acontecem aqui em maior quantidade do que nos atentados com homens bomba no mundo.
A violência no Brasil mata mais que as guerras pelo mundo. Claro, é mais fácil roubar que trabalhar. E não acontece nada se eu matar.
O jeitinho. Roubar. Tomar de outro. Tirar vantagem. E se me prenderem? Tudo bem, a polícia é corrupta. Os carcereiros na cadeia também são. A justiça também é. É uma bola de neve nefasta e nojenta.
Esse bandido, SE for preso, estará tranquilo. Será solto bem rápido.
Há infinitos esquemas de jeitinhos, facilitações, desonestidade, corrupções em tudo.
Na polícia, nos bombeiros, no executivo, no legislativo, no judiciário, em tudo que é lugar. E ainda tem gente que na maior cara de pau tem a audácia de me dizer que o Brasil é o país do futuro, e que é bom morar aqui. Que as pessoas aqui são calorosas e hospitaleiras.
O Brasil é um caos e a tendência é cada vez mais piorar principalmente levando-se em conta a condução de nossos representantes, que, diga-se de passagem, nos representam tal e qual. Nesse ponto o sistema funciona.
Se as pessoas fizessem a parte delas, nada disso aconteceria.
Se houvesse honestidade, não haveria catástrofes como as que viemos presenciando diariamente.
Mas ninguém está disposto a abrir mão de suas vantagens, benefícios e jeitinhos para fazer o que é certo.
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 17.12.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 18 de abril de 2017

Reputação digital II


Tudo que você faz no mundo virtual evidencia ao mundo físico quem você é.
Se age como um idiota multiplicador de ódio e fica sempre condenando e apontando defeitos de todo mundo, invariavelmente, as pessoas que lhe seguem, lhe enxergarão assim.
E não pense que isso passa incólume.
Quando for procurar emprego isso será trazido a tona.
Seus amigos lhe tratarão de acordo com sua personalidade virtual, pois sabemos hoje que ela é o que representa a parte com menos filtro de nossa personalidade.
Postar fotos bebendo, fazendo festa e se "botando fora" denigrem sua imagem enquanto profissional sério.
As pessoas não entendem que determinados compartilhamentos ou mesmo comentários ficam imortalizados na nuvem.
Dá para ter uma boa liberdade com alguns simples limites. Se a publicação é de festa, que seja são e feliz, se divertindo e não bêbado e com cara de quem vomitou, com um copo na mão e outras pessoas de caráter e comportamento questionável.
Isso não é hipocrisia, isso é preservação.
A melhor maneira de se afastar de fofoqueiros e más impressões é nutrindo-os com informação. Basta que ela não lhe seja negativa.
Não ter face não ajuda, principalmente se formos falar em profissão. Quem hoje contrata alguém que sequer faz parte da maior ferramenta de relacionamento interpessoal do mundo?
Homem das cavernas não serve para trabalhar em qualquer empresa contemporânea.
Quanto aos posicionamentos, eles devem existir. É importante que manifestemos nossa opinião e nos posicionemos em relação ao que for. O que precisa ser cuidado é a forma como será feito.
Não se iluda! Pensar que no mundo moderno tudo pode e as convenções sociais mudaram é um grotesco engano.
Com uma outra roupa as mesmas coerções sociais fazem parte do atual cenário.
Hoje em dia as empresas vasculham o face das pessoas antes de contratar e monitoram após. Afinal de contas, qualquer empresa séria não quer ter seu nome atrelado a alguém que é "queimado".
E isso independe de profissão. Se você estiver na iniciativa privada isso é mais explícito, mas mesmo no serviço público você precisa de network e bons relacionamentos.
Mesmo que seja autônomo ou empresário se não souber como manifestar ou não for firme e embasado ao se posicionar será condenado pela opinião pública.
E mesmo que esteja convicto, invariavelmente vão lhe discriminar por pensar. Vão lhe agredir de todas as formas por ter um posicionamento público.
Tanto isso é verdade que hoje muitas pessoas e empresas preferem não se manifestar, afinal de contas ter opinião é algo perigoso nos tempo atuais.
Quem tem está sempre sendo odiado e humilhado por qualquer desocupado de plantão que tem a certeza de ser o senhor do universo e detentor da razão.
Então preste mais atenção ao que publica, aos selfies com decotes, aos amigos que aparecem junto, as roupas e principalmente as manifestações.
Isso tudo vai para uma espécie de caderninho negro do mundo moderno e as pessoas vão marcando e pontuando. E quando você menos espera, isso lhe é cobrado.
E digo isso com experiência pois defender minhas opiniões publicamente tanto em jornal quanto online já me renderam algum hematoma na "paleta".
Não raro fico com o lombo doendo.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 10.12.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 16 de março de 2017

O mundo agora

Estava conversando recentemente com um amigo que comercializa publicidade em mídia impressa sobre como o mundo funciona hoje em dia.
É assustador o quanto estamos cada vez mais seletivos no que consumimos.
Pouca gente ainda engole enlatado.
Veja o exemplo da televisão. Netflix impera no mundo. Series que eu escolho estão substituindo novelas burras. Globo morreu. Tv a cabo que há pouco era onipresente hoje já é questionada e revista. O orçamento doméstico está sendo direcionado apenas para o que eu quero.
Lembra do arcaico CD em que comprávamos um porque gostávamos apenas de uma música? Pois é, não existe mais.
Hoje praticamente todo mundo tem um pen drive no carro, o rádio é ouvido estritamente em alguns horários e por algumas pessoas e predominantemente com o fim de obter informação quente e opinião.
Os clientes não querem mais saber de consumir as coisas que os outros enfiam goela abaixo.
Spotify impera nos smartfones. Superplayer e Youtube são os canais que as pessoas usam para ouvir as músicas que querem.
Jornais periódicos não são mais consumidos para saber a informação “quentinha” e sim para ler opinião, entender o que está ocorrendo na sociedade e eventualmente alguma divulgação publicitária ou política.
Informação quente? Online.

Os jornais que não oferecem canais online já foram extintos.
O conteúdo é todo grátis. Hoje tudo é “grátis”. As pessoas hoje não consomem informação se tiverem que pagar por isso.
Em países desenvolvidos, aparelhos telefônicos vem de graça.
Modem já é “brinde” na contratação da banda larga. Antigamente tínhamos que comprar até o aparelho da NET.
O consumo da cauda longa está cada vez mais significativo no faturamento corporativo. E por cauda longa entenda aquele produto ou serviço específico produzido sob demanda para um grupo pequeno.
Hoje o comércio sem glúten, sem lactose, vegano, sem o que quer que seja representa a maior fatia de grandes empresas multinacionais que se especializaram em entregar coisas específicas para clientes específicos.
Ninguém mais quer consumir o genérico. O que é para todos.
As latas de refrigerante tentaram trazendo o nome das pessoas impresso. A Nike oferece tênis personalizado e customizado em seu site.
E tudo isso agora. Hoje!
Experimente não responder seu cliente em tempo aceitável – e por aceitável segundo as pesquisas é 3 dias para e-mail, 2 horas para mensagens de Facebook em horário comercial e 15 minutos em Whatsapp – para ver uma revolta obsessiva em massa acabando com sua empresa no mundo virtual.
Todo mundo empreende no mundo virtual, sem custo e entregando as mais variadas propostas de valor a todo tipo de segmento de clientes. E muita gente ainda acredita no mundo físico e analógico.
Se você ainda não viu, abra seus olhos. Isso não é tendência. Não é futuro. Isso é hoje. É o presente.
O mundo agora é outro.
Não aceita-lo não é opção a não ser que queira viver como um ermitão em uma caverna.
Como brinco com alguns amigos: “aceita que é mais fácil”.
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 26.11.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 9 de março de 2017

TAP

Todo estudante de graduação sabe que na faculdade se aprende muita teoria e pouca prática.
Nós que somos do mundo da administração também.
E isso não é uma reclamação ou crítica, é apenas uma constatação.
Pensando nisso eu e mais alguns egressos deste fantástico curso, com mais algumas pessoas entusiastas do ramo, decidimos criar um grupo aberto a quem quiser aprender a prática de todas essas teorias.
O objetivo é ensinar, mediante workshops, a pratica de ferramentas que, ou não são vistas na academia, ou são apenas explanadas e mencionadas com teoria.
Tenho duas colaboradoras que estão se formando e nunca viram Design Thinking na faculdade. E estudam em instituições diferentes.
Canvas? Apenas uma passada rápida no conceito.
SWOT? GUT? 5W2H? SMART? Nunca feitos em aula. Quando muito os professores mandam fazer trabalhos extra classe.
Essas ferramentas são tão poderosas que deveriam ser mais trabalhadas nas graduações. Mais quem sabe até do que a teoria, visto que são elas que deveriam ser utilizadas na prática todos os dias.
Gosto da teoria da administração. Leio bastante sobre isso o tempo todo e sou fascinado. Mas entendo que para uma empresa a prática manda.
Mas voltando ao TAP (Teorias Administrativas na Prática).
Foi uma maneira que nós da imobiliária Jaeger encontramos para auxiliar pessoas que tem empresas, querem empreender, trabalham para empresas, ou mesmo queiram aprender toda essa parte prática de teorias que são fundamentais ao profissional contemporâneo.
O que é abordado? Desde Canvas, Design Thinking e KanBan até dicção e oratória. Passando por SWOT, GUT, SMART, PEST, forças de Porter, FCS...
Custo zero. É a nossa maneira de ensinar o mercado, qualificar profissionais, ajudar a sociedade e de quebra receber novas ideias sobre nosso negócio.
Para nós é uma consultoria grátis do cliente. Para os participantes é uma aula grátis de ferramentas que em outros locais custariam uma fortuna, a exemplo do DT.
Por que estou falando isso aqui?
O curso iniciou nesse mês e é dividido em módulos. Cada módulo tem encontros que são pré requisitos para os outros encontros.
Os encontros ocorrem mesmo que ninguém de fora compareça, pois a turma interna já garante quórum para o evento.
Como fazer? Entrar em contato com Marielle no telefone da Imobiliária Jaeger (3313-1516) e pedir maiores informações sobre as datas de cada módulo e quais conteúdos serão abordados.
É importante que quem quiser agende logo pois as vagas serão limitadas ao tamanho da sala de reuniões da empresa e a preferência é para quem está cursando administração.
Empresários, autônomos, egressos, curiosos e quaisquer outras pessoas são bem vindas, desde que manifestem interesse e tenham comprometimento com o módulo do início ao fim. Pelo menos o módulo.
De resto, sem custo e bastante conhecimento.
Aprender fazendo é uma excelente forma de gravar. Todos serão convidados a aprender ensinando. Ensinar é a melhor forma de aprender.
Para não ser amador, é necessário buscar a excelência todos os dias.
Aproveite as oportunidades!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 19.11.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Renda fixa Vs Investimento em imóveis


Primeiro precisamos deixar claro que a fase que o Brasil passou no mercado imobiliário acabou e não se repetirá tão cedo.
Os imóveis vinham em uma valorização irreal e atualmente o cenário econômico forçou o congelamento dessa valorização.
Entendido que valorizar os imóveis não acontecerá novamente tão cedo, entremos no mérito do texto.
As análises que faremos aqui serão embasadas em números de imóveis comerciais, entretanto praticamente tudo se aplica aos residenciais.
Atualmente a média de retorno ANUAL, no Brasil, com imóveis comerciais retirados os impostos é 8,5 a 9%.
Uma renda fixa gera um retorno de até 14% ao ano depois dos impostos, logo, analisando assim, não vale a penas investir em imóveis, certo?
É assim que as empresas responsáveis por bolsa de valores e finanças enganam você. Assim que você acaba sendo persuadido a direcionar seu capital a outro investimento.
Só que isso é comparar macarrão com melancia.
A renda fixa tem uma renda alta porque a inflação está alta, ou seja, altamente influenciável pela situação econômica do país que todos sabemos nunca foi segura.
Isso não considera a soma de renda de locações mais valorização a longo prazo. Sendo assim, precisamos comparar longo prazo com longo prazo, e curto prazo com curto prazo, ou seja, melancias com melancias.
Tira a inflação dessa conta de investimento em renda fixa ela cai para menos de 4%. E daí já fica bem menos atrativo que o imóvel.
Em se tratando de imóveis, a longo prazo como 10, 15 ou 20 anos, não há como comparar a vantagem em relação a qualquer outro investimento.
Qual a conta certa? Soma a inflação a longo prazo mais o lucro da renda fixa a longo prazo, ou seja, 6% + 4% dá uma renda de 10%. De onde tirei os 6%? Da economia. O jornal fala quanto é a previsão da inflação no ano e para frente, ou mesmo em sites especializados.
E com os imóveis? Inflação de longo prazo a 6% + 9% já são 15%, o que já começa a ficar um bom negócio com 33% de ganho frente ao da renda fixa.
Mas aí você pode argumentar que não compensa pois em 20 anos você gira com o dinheiro da renda fixa e não faz o mesmo com o dos imóveis.
Primeiramente que imóveis tem o aluguel, depois que pode, assim como na fixa, trabalhar com ele por hipoteca ou garantias. (além de vender a qualquer momento sem perda)
Comparando melhor ainda, pode usar o NTN-B, que é um tipo de título que paga inflação mais um valor % que é chamado de spread.
Comparando então massas com massas, o líquido do spread da NTN-B (que hoje é em torno de 6%) comparados aos percentuais dos imóveis comprova o quão significativa é a vantagem de investir em imóveis.
Ou seja, invista em imóveis que é o melhor e mais seguro negócio do mercado há anos! Você acaba tendo mais de 100% de ganho a longo prazo, liquidez a médio prazo e retorno a curto prazo.
#vemprajaeger
 *fonte de consulta: criandoriqueza.com.br
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 05.11.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A importância dos servidores públicos


Nosso Brasil come na mão dos servidores públicos.
Eu sei, sempre defendi que o motor do Brasil são os empresários, e quanto a isso não tenho dúvidas.
Entretanto quem define como eles atuarão é o poder público.
E se formos parar para pensar, tudo ocorre nessa esfera.
Mesmo os empreendedores autônomos ou até feirantes de quitandas são afetados.
Pense comigo. O que seria da Lava Jato se não fosse o Sergio Moro?
O que seria de tudo que está errado se não fosse a Polícia Federal, o Ministério Público e a Polícia Civil?
Estava conversando com um servidor essa semana que, revoltado com os colegas procrastinadores e corruptos, não entendia o porquê de terem prestado concurso se não querem fazer a diferença.
Esses servidores que realmente vestem a camisa e fazem a diferença são, juntamente com os empresários, os grandes responsáveis pela evolução do país.
Reflito o que seria de nós se nossos servidores todos entrassem em greve. O Brasil pararia.
Todos os setores estratégicos e fundamentais são controlados e executados por serviços públicos.
Conversamos um bom tempo sobre o Moro, e o que ele vem fazendo pela nação. Como chegou até lá e sua trajetória de vida.
O cara é inegavelmente um idealista.
Imagina se todo mundo que trabalha no serviço público tivesse essa vontade de fazer a coisa acontecer?
Se as pessoas com funções "de poder" agissem para resolver coisas realmente de fundamento.
Pensem num mundo onde promotores combatem a corrupção em todas as esferas. Que não ficam se preocupando com bobagens e ladrões de galinha.
Um mundo onde a polícia tenha condições de atuar e quando atue, seja efetiva. Sem o contrapeso da lei que permissivamente libera novamente a marginália?
Com juízes fazendo o que é certo e não se orientando pelo bom senso ou pelo "justo comum".
Com Ministério Público atuando efetivamente em coisas que representem reais melhorias para o país, o estado e as cidades. Não cuidando de assuntos que não gosta ou considera importante naquele determinado momento apenas porque um determinado promotor acordou pensando nisso aquele dia.
Esse mundo é o que eu e todas as pessoas que convivo diariamente (o chamado intragrupo) defendemos, acreditamos e fomentamos.
É por ele que acreditamos que fazermos a nossa parte, do jeito certo, em cada pequena coisa que nos cerca, todos os dias e multiplicar essa filosofia a tantas pessoas quanto pudermos, é a melhor solução.
Por um país melhor para nós, nossos filhos e as próximas gerações.
Mesmo pela insustentabilidade de como as coisas estão, e apenas incapazes cognitivos ou corruptos e pessoas de má fé e mau caráter estão gostando.
Obrigado a todos os servidores que fazem seu papel não pensando apenas em si, em seu umbigo e suas vontades. Obrigado aqueles que acreditam em um futuro melhor e que, assim como muitos empreendedores, batalham solitários dia a dia para transformar esse cultura podre da corrupção e do jeitinho em uma nova maneira de pensar.
Sejamos nós, juntos, os agentes da transformação dessa podridão de mundo e Brasil que está hoje em algo que já deveria ser há muito tempo e que só por nós será.
Servidor, parabéns pelo seu dia!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 29.10.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Engajamento

Certo dia um colaborador veio falar comigo sobre outro setor que estava com muitas reclamações.
Disse, indignadamente, que havia muita coisa errada, que os clientes estavam insatisfeitos, que nada do que estava sendo feito estava certo.
Esse tipo de descontentamento e desconforto do colaborador não tem preço. Isso é gente engajada que sabe o que quer. Alinhada com a empresa.
Algumas pessoas conseguem de fato absorver a filosofia da empresa, incorporar o DNA e vestir a camisa.
Ocorre que nem todos tem o conhecimento necessário ou mesmo a experiência para entender os desdobramentos.
É muito fácil julgar e colocar a culpa em outras pessoas ou no que quer que seja. Difícil é assumir a responsabilidade dos erros e arrumar.
Errar faz parte. É inerente ao processo evolutivo sobretudo em uma empresa que está sempre buscando encantar e se permitindo experimentar.
O que não pode ocorrer é a negação dos erros ou mesmo negligenciá-los evitando corrigi-los.
Enquanto de um lado tem a razão do colaborador que não gosta de ver sua empresa errando e ajustando os processos e não sendo impecavelmente perfeita como gostaria, de outro tem a empresa viva em um processo diferenciado do mercado ouvindo não só os clientes como os colaboradores e aceitando as críticas e sugestões e reconhecendo seus erros. Buscando incansavelmente ajustar o que for preciso para encantar ambas as partes.
Acreditar em uma filosofia não é fácil nem simples. A maioria das pessoas está apenas orientada a processos operacionais. Resultados pequenos e objetivos.
Pouca gente avalia conceito e filosofia, e essa é a parte mais cara e importante de um negócio.
Quando uma empresa com 67 anos de casa assume determinado desafio, ela não faz apenas pelo resultado objetivo que qualquer empresa com dois ou 3 sócios ou mesmo com alguns poucos anos faz.
Ela leva junto credibilidade. Traz agregado o valor da experiência, com todos os erros que já foram cometidos em outras áreas dentro da mesma lei em muitos anos e sabe exatamente o que já aconteceu de errado.
Leva o respaldo da experiência com inúmeras discussões judiciais junto a inadimplentes.
A filosofia da empresa frente a gestão, ao mercado, aos colaboradores e aos clientes.
A segurança de ter sobrevivido a tantas crises, tantas gerações, sucessões e, principalmente, tantos desafios.
Quando alguém toma uma empresa só por algo bom, ou só por algo ruim, está desconsiderando todo um contexto, todo um nome e uma experiência. Toda uma filosofia de trabalho.
Honestidade não se acha em qualquer esquina e nenhuma empresa fica tanto tempo no mercado fazendo a coisa errada e sendo desonesta.
Ter colaboradores que vestem a camisa e que quando algo errado acontece dá seu sangue para corrigir e converter os clientes, é, antes de qualquer coisa, mágico.
Quando você ver algo de errado acontecendo e um colaborador esforçado dando seu melhor e kamikazmente tentando contornar e resolver a situação, tenha certeza, ele sabe do que é ruim e sabe que pode ser refeito. E mais, vai fazer tudo que estiver ao seu alcance para transformar a percepção de uma massa irritada.
Não vai simplesmente se justificar ou aceitar.
Vai se inconformar e brigar com o dono se for preciso para que seja ajustado.
Se você já viu alguém ser "apedrejado" e continuar acreditando, tenha certeza, essa pessoa sabe que pode ser feito melhor e diferente e fará acontecer.
Se você é engajado onde trabalha, certamente sentirá isso. Não aceitará vibrar só quando está tudo bem e certo.
Acredite, trabalhar em um lugar assim, não tem preço.
E não é ser cego. Não significa que não vá enxergar as coisas ruins. Significa acreditar e se agigantar, mostrando que se a empresa é diferenciada, não é apenas pelo nome, e sim porque pessoas a tornam assim.
Pessoas engajadas.
Ame seu trabalho e você nunca mais trabalhará.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 22.10.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Eleições

Já manifestei em textos anteriores o quanto sou insatisfeito com o atual modelo de “democracia” onde o voto é obrigatório, as propagandas eleitorais também, a quantidade de candidatas mulheres, etc.
Há uma série de coisas erradas nesse país e todas elas existem e se mantém apenas por causa do maldito voto.
Junte-se o voto a um país sem estudo e ignorante que troca qualquer coisa por comida, e que é facilmente manipulável, e você tem a continuidade do sistema atual, que é falido.
As eleições são hoje a maior barreira para o funcionamento efetivo da democracia no Brasil.
Reparem nos candidatos eleitos nas últimas décadas. Vejam o Lula, a Dilma e tantos outros que até analfabetos são.
O povo elege alguém analfabeto para gerir a empresa mais complexa de todas. O Brasil.
Alguém sem preparo algum jamais terá condições de administrar tamanha complexidade, esteja cercado de quantos especialistas forem e independente de suas competências.
Nesse sistema atual, o do voto, bons candidatos, que não tem partido forte, apadrinhamento ou dinheiro, não se elegem.
É um esquema bem formado há eras que garante a continuidade do esquema e do poder.
Vejam o Congresso. Olhem o nível do que ocorre recorrentemente. Eles estão lá para, pasmem, gerar novas leis.
Entender de leis.
Esse pessoal não sabe nem quando é dia e quando é noite.
Os plenários de baixa qualidade são a cara do Brasil e refletem claramente o caminho que nosso país seguirá.
Políticos incoerentes, falando uma coisa e fazendo outra. Dando um discurso com uma linha de raciocínio para um assunto e depois mudando drasticamente a mesma opinião para outro assunto de base filosófica igual. A notar o tal Jean Wyllys.
Em nenhuma Assembleia legislativa ou Câmara se percebe ou se perceberá qualquer esforço para mudança do atual cenário.
O ministro Gilmar Mendes manifestou-se publicamente falando que analfabetos não podem fazer leis. Isso nem deveria precisar ser dito. Mas em um país onde a autoridade máxima legislativa precisa desenhar isso ao povo, fica evidente a velocidade que descemos a ladeira.
Experimente defender isso publicamente para ver o que ocorre. Dirão que você é um “fascista” e que está contra o povo.
A alegação desses ignorantes é de que esses políticos são representantes do povo e como tal sabem entender melhor suas realidades. E que poder eleger alguém sem qualificação e estudo para criar as leis que vão determinar as coisas mais importantes do nosso futuro é o melhor exemplo de democracia existente, afinal de contas, são povo como o povo.
Propaganda eleitoral obrigatória. Voto obrigatório. Quotas obrigatórias. Isso tudo é um absurdo. Principalmente inserido em um contexto democrático.
É tão insano quanto termos um Estado laico pedindo a proteção divina já na constituição.
Falando em Santo Ângelo agora, elegemos candidatos negligentemente. Gente que ganha voto ao espancar seus adversários políticos.
Gente que, reconhecidamente pelo público, é desonesta e imoral.
E pior, nada acontece.
E enquanto isso, segue tudo “daquele jeito”.
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 15.10.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

As escolas e o Estudo

O maior problema do Brasil é a educação.
Este grave e importante assunto não só vem sendo negligenciado pelos governantes como nos últimos mandatos do PT foi descaradamente desqualificado.
Há uma medição mundial do nível de aprendizado/ensino ou algo do tipo. (Não lembro exatamente agora o nome.) Ocorre que ele era medido pelas reprovações.
O que o governo fez? Determinou que a partir daquela data não se reprovariam mais alunos. Assim nosso índice aumentaria e ficaríamos bem.
Lindo, não?
Agora os alunos, que já não respeitavam muito os professores, passaram a também atrapalhar os que sempre quiseram aprender.
E o reflexo disso? Cada dia mais professores desestimulados e descontentes com o salário e com a profissão. Cada dia mais alunos ofendendo e agredindo os professores.
Cada dia os alunos aprendem menos, e os professores impedidos de os reprovarem.
Em 2015 convidei um aluno do ensino médio para trabalhar comigo, caso ele quisesse alterar seus estudos para noite.
Ele aceitou o desafio, mas não apenas para garantir a oportunidade de trabalho, também porque tinha clareza da falta de qualidade no ensino.
E reforço aqui que sou ferrenho defensor dos estudos e qualificação, tanto formal quanto informal. Entendo e apoio as escolas e os professores.
Ressalto, entretanto, a qualidade.
Esse rapaz acabou concluindo o ensino médio a noite, depois ingressou na universidade.
Honestamente, o ensino médio só nos prepara para o vestibular, e ainda assim olhe lá. Pois na faculdade precisamos reaprender tudo novamente, e dessa vez da maneira correta.
A escola ensina sim, antes que me questionem se não serve para nada.
Serve! Serve como base para muita coisa. Ocorre que nosso ensino anda tão desqualificado, tão atrasado e obtuso, que quando entramos na faculdade muita coisa precisa ser efetivamente aprendido.
E digo mais, a mesma proporção vale entre ensino superior e mercado de trabalho.
Ou seja, o que realmente acaba gerando conhecimento aplicável é o que se aprende na educação continuada e no pós graduação.
Fiz uma enquete com algumas pessoas e perguntei: "do que você aprendeu no ensino médio, o que utilizou na faculdade?"
Resposta unânime: Só português e matemática. Uma pessoa falou em física e outra em conhecimentos gerais.
Pergunta dois: "Do que você aprendeu na faculdade, o que utiliza na vida profissional?" Nesse ponto a resposta foi significativamente melhor. Bastante do que é aprendido na faculdade realmente é utilizado no dia a dia.
Está em pauta uma proposta de remodelagem do ensino fundamental.
Isso precisa acontecer para ontem. Não podemos mais continuar sendo massa de manobra. Ignorantes e analfabetos funcionais. Manipulados por comida para garantir votos. Ensinados por professores desestimulados, mal remunerados, sem reconhecimento e desvalorizados.
Precisamos valorizar nossa educação tanto quando um Japão, país que entrou em colapso por guerras mais de uma vez, e se reergueu alicerçado na educação.
Não há como mudarmos o que quer que seja nesse país onde a corrupção impera sem reformarmos educação fundamental e o ensino médio.
Hoje o que aprendemos serve tão pouco para nossa vida que a maioria das graduações ensina novamente.
Pelo futuro dos nossos netos e quem sabe até filhos, façamos uma reforma profunda.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 08.10.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br