Pesquisar este blog

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Por que homens dirigem melhor?







Em PNL, mais especificamente na parte de leitura corporal, há estudos e pesquisas de campo que evidenciam algumas características típicas de homens e outras típicas de mulheres.
Um exemplo clássico disso é a visão. O sexo masculino possui visão tunelar, focal, fechada. Mulheres possuem visão periférica, aberta displicente.
Enquanto um homem conversa com uma mulher, olha para seus olhos, sem conseguir perceber sequer maiores detalhes do batom na boca. Alguns nem enxergam se a boca está com batom. Sua visão é tão focada que não consegue ver nada além do que de fato está olhando.
Isso explica o fato de homens enquanto conversam com mulheres as quais ele está interessado ou sente atração, desviar os olhos para seus seios ou outras partes específicas, como a boca.
Se em um diálogo perceber que ele olha muito para seus seios e/ou sua boca, tenha certeza, ele está interessado.
O sexo feminino vangloria-se de conseguir fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Embora eu concorde que isso seja verdade, considero a eficiência dessa característica multitarefa um tanto quanto questionável.
Elas possuem visão periférica, o que significa que quando uma representante do sexo feminino está conversando com você e olhando em seus olhos, se estiver a uma distância maior ou igual a um metro e meio, ela consegue ver se sua barba está bem feita, se seu sapato está bem lustrado e de que cor é, se o zíper está aberto, etc.
Essa característica transforma a mulher em uma “antena” que capta todos os tipos de informações que passam ao redor, o que inclusive influencia em sua capacidade de comunicar-se, posto que consegue falar com muitas amigas ao mesmo tempo sobre assuntos diferentes (as matraqueiras principalmente).
Mulheres não precisam olhar para boca de um homem ou de outra mulher, a menos que queiram - ou que estejam indisfarçavelmente interessadas. Mais uma dica de flerte.
Bem, mas chegando finalmente ao assunto do título, homens dirigem melhor, pois os carros foram projetados para quem possui visão túnel. Esses veículos possuem três espelhos retrovisores que requerem do motorista atenção e visão focais.
Para um homem, que possui essa característica nata, fazia todo sentido em tempos remotos inventar algo assim. Não se pensava em mulheres dirigindo naquela época. Hoje elas tentam adaptar e adequar-se a um dispositivo que, queiram ou não – e não estou sendo machista – é contra a natureza feminina.
As feministas que me perdoem, mas isso é um fato. Homens dirigem melhor! Ao menos por natureza. Só não me venham comparar um acéfalo com uma gênia e dizer que estou errado. É evidente que a inteligência juntamente com a evolução da espécie faz a diferença na adaptação humana. Assim como mulheres saem-se melhor em muitas coisas onde homens são uma negação.
Tem a ver com a forma como o cérebro funciona e conjectura as informações. Como já citei em outro texto, algumas profissões e treino intensivo podem fazer esse quadro mudar. O exemplo na oportunidade foi a profissional de odontologia que aprende a focar-se. Mas também já conheci homens que tinham que controlar dois monitores, falar em dois telefones e ainda conversar com mais uma ou duas pessoas ao vivo, ou jogadores de truco que treinam a visão periférica para descobrirem senhas dos adversários, etc.
Dito isso fica entendido o motivo das mulheres estarem sempre na desvantagem na fórmula um e afins, e da razão pela qual os homens dominam tanto esse ramo. Assim como explica também, embora bem superficialmente, porque mulheres falam tanto e são tão comunicativas (ou matraquentas) diferente da maioria dos homens.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 06.04.2013 
Editado/corrigido por @AnaLeticiaSilva e Patrick Heinz
@rjzucco

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O Conclave



Com esse episódio de renúncia e escolha de novo papa eu percebi algo que, para quem me conhece, deva ser óbvio: Não entendo absolutamente coisa alguma de religião e tampouco de política.
Na minha altiva ignorância tinha convicção de que o novo papa não seria latino-americano. Ora, se a América do Sul é o lugar do mundo onde existem mais católicos, não há necessidade de colocar um representante oriundo daqui com intuito de cativar mais fiéis ou mesmo de impedir a corrente mundial de migração às novas religiões.
Minha limitada inteligência entendia que um papa do velho mundo seria o mais inteligente, para desta forma agir junto aos diásporas religiosos e não só idealizá-los mantendo-os no catolicismo, como arrebanhar novos fiéis.
Alguns argumentaram comigo que os antigos papas todos o eram e que não resolveram. O ponto é pegar um papa com mentalidade revolucionária e inovadora, que entendesse as necessidades de mudança da instituição na atual conjectura global e, sim, oriundo de onde se está mais enfraquecido.
Brasileiro tem implicância com argentino, e sequer isso foi levado em consideração. Os Cardeais escolheram alguém da América do Sul, mas que não era o maior centro de fieis de sua religião, o Brasil, assumindo - ou ignorando – que muitos brasileiros ignorantes trocarão de religião apenas para não terem que se sujeitar a um papa castelhano.
Mas o ponto principal nem é esse. Até o achei simpático. Gostei porque ele foi contra o que mais repudiei desse teatro todo. As pompas e as coreografias ridículas como se eles realmente fossem os donos da verdade. Como se tivessem uma canal direto em que pudessem dialogar com alguma entidade criadora do universo.
Então eles convocam um horror de gente e obrigam fazer um juramento de sigilo. Aquele que quebrá-lo deverá ser excomungado. Ser excomungado? Vocês já pararam para pensar no absurdo que é isso? Isso é um ultraje tão grande que tive náuseas.
Para que serve uma religião se não para dar o exemplo do perdão? Para ensinar valores corretos? Repassar a palavra divina ou sei lá eu o quê? E o que a limitadíssima visão de todos esses fiéis e representantes pensam sobre uma pessoa que por falta de preparo ou o que quer que seja fala alguma coisa, é excomungado e então fica condenado a passar o resto da eternidade no inferno? Só eu que vejo o antagonismo absurdo nisso?
Excomunhão é enxotar o cara do céu, do perdão, do paraíso, da redenção de julgamento divino. Ele vai ser escorraçado do catolicismo para todo o sempre. Então eu pergunto: quem são esses caras para fazer isso com a alma de uma pessoa? Quem deu essa autoridade a eles? Penso em coitados dos fiéis que ainda acreditam nisso tudo. Penso com pena. E costumo não sentir pena das pessoas por ser um sentimento muito degradante.
Depois quando digo que brasileiro é ignorante, vem um bando de moralista mais ignorante ainda com uma avalanche de demagogia querendo me dar lição de uma moral que não tem. Mas um país majoritariamente católico continuar acreditando nesse tipo de coisa, merece minha vergonha.



Publicado em: A Tribuna Regional no dia 22.03.2013
Editado/corrigido por Thiago Severgnini
@rjzucco 
rodrigo.zucco@terra.com.br 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Déficit de Atenção





A maioria das pessoas que vivem no interior, quando chegam à capital sentem-se cansadas. Normalmente o choque é grande.
Ninguém percebe de imediato o motivo disso, mas a soma de fatores como poluição visual, medo de assaltos, maior quantidade de gente, poluição sonora, quantidade de carros e estabelecimentos comerciais, distâncias entre as coisas, tamanhos de imóveis, etc, fazem com que cansemos nosso cérebro e iniciemos a aplicação de filtros. Uma espécie de treinamento da mente para ignorarmos a overdose de informações a fim de garantirmos a saúde mental.
Lembro perfeitamente que quando saí de Santo Ângelo orgulhava-me em conseguir reparar quantidades gigantescas de detalhes em uma pessoa com apenas um rápido passar de olhos, e ainda às vezes com visão periférica.
Sempre enxergava as pessoas na rua, os prédios, as casas, os carros e os conduzidos dentro deles.
Hoje, depois de ter morado uma década em Porto Alegre, se eu não ficar olhando por bastante tempo, não consigo mais auferir os mesmos dados de quando saí da minha missioneira terra natal. Brinco com meus amigos que as casas “materializam-se” em minha frente. Esses dias descobri que havia uma casa rosa do outro lado da rua de meu prédio, que para mim havia acabado de materializar-se, mas que sempre estivera lá.
Esse certamente é um dos principais motivos para a deficiência de atenção.
Isso é natural e aceitável quando temos muita informação de todos os tipos e por todos os lados. Nosso cérebro cansa demais para processar e nos deixa esgotados ao final do dia. Como defesa ele começa a filtrar o que não é necessário, importante ou interessante. Dessa forma já não reparamos mais em pessoas na rua, nem em outdoors e propagandas, e até
treinamos nosso ouvido a ignorar sons (quando não passamos o dia com fones).
Outro ponto que contribui para ignorarmos o mundo a nossa volta são as profissões focais, as especializações e afins. Como exemplo cito minha cunhada que é dentista e está acostumada a trabalhar focada na boca, mais especificamente no dente do paciente. Mesmo que ela não queira, isso acaba tornando-se uma característica do dia-a-dia. Ela treina constantemente seu cérebro a ver focalmente e acaba aplicando o raciocínio do foco para tudo. Hoje ela é mais produtiva, incontestavelmente, mas eventualmente não percebe coisas que ocorrem concomitante a determinados acontecimentos, ou seja, acostumou-se tanto
a focar, que filtra o restante de informações que poderiam vir.
Seguindo o exemplo dela temos outros casos de pessoas que acostumam-se a focar tanto que quando entram em algum debate não conseguem perceber os outros pontos e opiniões, ou quando lêem um livro não percebem as interpretações subjetivas e corretas dos autores.
Então de hoje em diante, não se culpe caso as coisas passem despercebidas aos seus olhos. É apenas seu cérebro treinado a filtrar informações descartáveis e reter apenas o que interessa. Mas preocupe-se, pois seu cérebro normalmente considera coisas importantes como sendo algo a não armazenar.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 16.03.2013
Editado/corrigido por Patrick Heinz e @AnaLeticiaSilva
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br
www.rodrigozucco.com.br

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Estatística


 Estatística e análises de resultados foram por um longotempo meu trabalho. E eu sempre gostei e continuo gostando. Mas ouvir a mídia manipular as massas com meias informações me irrita tanto que tenho vontade de fundar uma religião só para abrir os olhos das pessoas (ficou meio paradoxal isso...).
A imprensa pega um pedaço da informação, junta com outro pedaço, que não tenha necessariamente algo a ver, faz uma comparação esdrúxula e o povo engole. Pão e circo continuam sendo o vício. O circo tá garantido pela mídia, o pão pelo governo assistencialista.
Trago nesse alguns exemplos. O primeiro se refere às mortes do carnaval. A manchete era algo do tipo: "Apesar dos esforços em fiscalização, mortes aumentam em relação aos últimos dez anos".
Os jornais sequer analisaram todo o fato. O contexto é muito mais complexo. A frota de veículos aumentou muito nos últimos anos devido às reduções de impostos. O número de pessoas em condições de viagem também cresceu. Hoje temos mais veículos de estrangeiros circulando em novas rotas, dentre outras causas que já não são mais necessárias enumerar.
Para qualquer pessoa um pouco mais atenta é fácil deduzir que aumentando o fluxo consideravelmente, o perigo de acidentes acompanha a mesma proporção. E se isso for levado em consideração e então colocarmos o número de acidentes, fica claro que nesse cenário as mortes, proporcionalmente, diminuíram e que as fiscalizações foram, de fato, efetivas.
Outra falácia estatística são as eleições. Mesmo que haja todo um estudo de desvio e que muitas variáveis sejam levadas em consideração, o espaço amostral utilizado é ínfimo frente à população toda. Eu já li manchetes de intenções de voto para presidente, contando como se fosse do Brasil inteiro, mas que havia sido aplicada em 1000 pessoas apenas em São Paulo. Então eu penso: haja algoritmo para calcular as variáveis faltantes, como horário, sexo, faixa etária, faixa de renda, cor, profissão, nível cultural, etc. Então a população acredita naquilo, e como brasileiro "não quer perder o voto", vota "no que vai ganhar".
Morreu mais gente no carnaval desse ano do que nos últimos dez no Brasil, diz a manchete. Não fala se por esfaqueamento, se aumentou o índice de criminalidade, a quantidade de população, se por overdose, se estavam frequentando o carnaval, se morreram em locais alheios a este e bem longe das festas, se foi no trânsito, etc.
O raciocínio é mais ou menos assim: se haviam duas pessoas só no local e uma morre, a manchete é que briga mata metade das pessoas. Então todo mundo fica apavorado.
Outro exemplo vem do futebol. Grêmio não vence Inter há 42 anos. Ao ler isso nos chocamos e imaginamos uma avassaladora soberania ao longo de décadas. Então quando vamos atrás, descobrimos que o Grêmio jogou apenas três vezes nos últimos 42 anos contra o Inter, e que destas foram 2 empates e uma derrota.
Por último cito a que mais me revoltou nos últimos tempos: "Aumenta o nível de alfabetização". Onde? Quando? Em que faixa etária? Em que faixa de renda? Quando li isso não acreditei, irritei-me e fui atrás para apenas confirmar.
Trago dois links apenas para comprovar e endossar o que escrevo. Cada manchete fala o mesmo assunto porém sobre perspectivas diferente se até resultado final absolutamente oposto. Precisamos abandonar aresiliência concernente a mídia.
"Taxa de analfabetismo cai no país, mas ainda atinge 9,1% da população com mais de 18 anos" http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/09/21/taxa-de-analfabetismo-cai-no-pais-mas-ainda-atinge-91-da-populacao-com-mais-de-18-anos.htm
"Analfabetismo: dez anos depois, não saímos do lugar" http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/analfabetismo-dez-anos-depois-nao-saimos-lugar-697865.shtml
Questione as informações enlatadas que lhe empurram goel aabaixo. Seja intransigente com o normal.



Publicado em: A Tribuna Regional no dia 09.03.2013
Editado/corrigido por Patrick Heinz e @AnaLeticiaSilva
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br