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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Forçando o cérebro a aprender

Sabe quando a gente está na aula e odeia a matéria? Sabe quando um professor explica tudo igualzinho e um aluno aprende e outro não? Sabe por que isso acontece?
Funciona assim: Nosso cérebro é composto de duas partes, uma racional e uma emocional. A parte racional é responsável por cognizar a parte lógica de tudo, e consequentemente responsável também por “armazenar o que precisa ser esquecido”.
Esta parte do que precisa ser esquecido pode ser considerada como uma lixeira do cérebro, pois não podemos carregar com a mesma intensidade as lembranças boas e ruins. Nenhum humano aguentaria este fardo. Exemplos clássicos são: Quando nos cortamos, sentimos dor. Quando lembramos do corte posteriormente, não a sentimos simplesmente por lembrar. Agora, quando vivenciamos um momento de felicidade, sorrimos e ficamos alegres. Quando nos lembramos disso tempos depois, sentimos a mesma alegria e felicidade. A parte que carrega emoção fica guardada no lugar do cérebro responsável por lembrar/reter/salvar.
Exemplificando mais claramente. Pense em um momento de sua vida realmente ruim. Péssimo. Traumático. Daqueles que você gostaria de ter apagado da memória e que é pesaroso até lembrar. Pensou? Congele essa imagem na cabeça! Agora pense em um momento fantástico. Sensacional. Daqueles que sempre quando lembra um sorriso brota involuntariamente em seu rosto. Pensou? Congele essa imagem.
Coloque ambas as imagens lado a lado em uma tela imaginária em sua mente. Analise-as como se estivesse em uma exposição de obras de arte e responda: Qual das duas é mais colorida? Em qual das duas consegue lembrar-se dos detalhes das roupas? Qual delas tem cheiro? Se pudesse atribuir temperatura, qual delas seria quente e qual seria fria?
Essas respostas apenas evidenciam que a parte emocional consegue guardar as informações com muito mais qualidade, a observar os detalhes como cheiro, cores, gostos, temperaturas, etc.
Então fica claro que uma parte do cérebro armazena mais e melhor as informações. Sendo assim, pessoas que sabem como acessar esse canal diretamente, gravam muito mais as coisas e possuem uma memória melhor
Sendo assim,  como forçar o cérebro a colocar as informações na parte emocional? Aqui vem a grande dica: Existe uma boa quantidade de técnicas que nos permitem fazê-lo. Citarei superficialmente algumas coisas.
Visualização – Pessoas visuais (homens tendem a ser visuais) precisam ver para gravar. Se você estiver em uma aula de línguas, por exemplo, tapar os olhos e só ouvir, terá que repetir inúmeras vezes mais para gravar algo que levaria uma ou duas vezes visualizando. Mas apenas ver não basta. Este é o canal de entrada de uma pessoa visual, além de ver, é necessário forçar o cérebro a guardar no lado emocional. Para isso deve-se utilizar cores, destacar, visualizar mentalmente, imaginar, fazer o cérebro criar a representação visual do que se está querendo gravar. Precisa gravar o número de um celular? Visualize-o inteiro e colorido em uma tela branca. Pode ser na cor amarelo (embora não precise) que significa atenção. Fazer resumos bem coloridos também da um excelente retorno.
Mas este é apenas um dos canais, possuímos muitos outros. Entre os principais além do visual estão o auditivo e o sinestésico. Normalmente as pessoas são auditivas e mais alguma coisa, como auditivo e visual, auditivo e sinestésico ou auditivo e olfativo, etc.
Auditivo – Pessoas auditivas precisam ouvir para aprender. São aqueles que gostam de audiolivros, que preferem ouvir o professor a prestar atenção no que ele escreve ou copiar a matéria. São os que leem em voz alta para assimilar. Essas pessoas precisam ouvir. Gravar as aulas e escutar em casa, comprar um gravador e ler a matéria em voz alta para depois reproduzir.
Sinestésico – é aquela pessoa que enquanto está prestando atenção na aula está batendo o pé, balançando a perna, batendo com a caneta em algum lugar. Se você chegar nesse tipo de gente e segurar a caneta impedindo-a de bater, ela não conseguirá mais prestar atenção. É como se o fato de não batê-la fizesse o motor do armazenamento parar. Essas pessoas precisam copiar a matéria, fazer rascunhos, escrever muitas vezes.
Bom, isso é só uma introdução, bem superficial, desse mundo. Qualquer pesquisa básica na internet traz bastante conteúdo específico e aprofundado sobre o que mais lhe interessou. Agora já sabe que há como gravar rapidamente as informações, então sugiro descobrir qual seu tipo e focar. Há testes em abundância em sites do gênero. Otimize seu tempo. Aprenda uma nova técnica por semana, em pouco tempo estará aprendendo com muito mais qualidade.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 25.05.2013 
Editado/corrigido por Ana Leticia Silva
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Valores errados

Não sei explicar se sou eu que resolvi corrigir o rumo da minha vida de forma drástica, e então preciso assumir que eu estava num caminho muito errado, ou se o mundo realmente mudou e apodreceu veloz e assustadoramente.
Na minha visão, embora ainda existam muitas pessoas empenhadas em fazer o bem e ajudar; engajadas em projetos sociais e/ou grupos de ajuda comunitária, a sociedade de uma maneira geral está apodrecendo.
Lembro-me das palestras na escola quando era jovem e um policial vinha nos orientar quanto a como proceder em caso de assalto. Não reaja em circunstância alguma. Essa era a regra elementar. Sempre que andar só na rua, mantenha uma distância imaginária de 20 metros de diâmetro e se alguém a invadir, não pestaneje, saia correndo. Previna-se. Mantenha sua integridade física em primeiro lugar, pense depois se poderia ser assalto ou não.
Nada disso vale nos dias atuais! O que é a violência atual? Os marginais perderam completamente a noção de valores a tudo. Aliás, cabe aqui salientar que não só os marginais que a mídia pinta como tal, pois atualmente temos outros tipos de marginais inseridos.
Enquanto todo mundo 'baba o ovo' desse governo revoltantemente assistencialista e paternalista, que dá subsídio até para pobres transarem, os ladrões que tradicionalmente sempre se sentiram prejudicados e excluídos pelo sistema e que se acham no direito de parasitarem cidadãos de bem, ostensivamente, a fim de achacar o que quer que seja, agora entendem-se no direito de levar mais do que alguns meros trocados, e as regras do policial da escola não valem mais.
Ouvimos na revolta passiva já comum de atualmente a notícia de um homem que matou seis taxistas apenas para pegar o dinheiro do aluguel. Fico pensando se isso vira moda.
Em outro episódio, os insolentes atearam fogo em uma mulher porque ela tinha apenas R$ 30,00 consigo. Matar já seria suficientemente absurdo para meus valores, mas matar queimada viva está além dos limites aceitáveis até para uma sociedade decadente e com sistema falido.
Em outro caso um adolescente foi morto, apesar de ter feito exatamente tudo que o bandido pediu, porque possuía um celular de modelo ultrapassado. Latrocínio só já não é suficiente, os valores nem são mais deixados de lado, eles não existem mais para sê-lo.
Em outro episódio um “di menor” depois de assaltar um ônibus inteiro, foi para frente com a passageira que lhe parecia mais bonita e mandou ver. Roubo seguido de estupro. Depois desceu tranquilamente, sem importar-se em ter sido filmado ou o que quer que seja. E sabe o que vai acontecer com esse covarde? Nada! Porque a débil lei brasileira entende que ele, por ser menor de idade não tem completo discernimento sobre seus atos. Bem, gostaria de ver os magistrados tentando explicar isso para a mulher que foi violentada em frente a todo mundo. Fico pensando se eles pensariam da mesma forma se isso acontecesse com algum parente deles, ou com eles mesmos. Ou se fosse deles o filho que morreu num estádio de futebol com um tiro de sinalizador na cara.
Daí, quando um policial resolve dar uma de 'batman' – o que eu acho que deveria acontecer mais vezes – e pega um helicóptero e acaba com a desgraçante vida de um traficante assassino, a mídia cai em peso em cima da operação divulgando amplamente que eles atiraram várias vezes na vila do pobrezinho podendo acertar civis. Detalhe: só foi ferido o marginal.
Esse “batman” vai sofrer, vai perder posto, será colocado de molho por um bom tempo e talvez até permanentemente afastado de sua profissão. E os menores aqueles? Em uma semana estão soltos fazendo tudo de novo.
E ainda dizem que eu sou um revoltado. Que fico brabo à toa e por qualquer besteira. Será que eu estou errado? Ou é o mundo que não sabe mais nada de valores?
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 18.05.2013 
Editado/corrigido por Thiago Severgnini
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Aperto de mãos




Todos que vivem na atual civilização sabem da importância de um aperto de mãos. Alguns acreditam que apenas por formalismo, outros pela educação, mas na verdade esse cumprimento transmite bem mais informações que a maioria pensa.
Como o assunto é abrangente demais, vou me ater apenas aos principais pontos.
Se uma pessoa lhe estender a mão para um aperto, e esta estiver com a palma voltada para baixo significa que a pessoa considera-se dominadora/superior: Se um chefe arrogante tiver que apertar a mão de alguém que ele considere muito inferior, como da faxina, contínuo ou recepcionista (nada contra essas profissões ou esses profissionais, apenas citei por serem normalmente as funções oferecidas como iniciais em grandes empresas) ele o fará com a palma para baixo, de forma a manter sua mão por cima. Seu aperto de mão expõe seu sentimento de superioridade e diz “eu estou por cima”.
Esse tipo de cumprimento pode ser visto também em duplas de vôlei onde quem faz o ponto cumprimenta a outra pessoa com a palma para baixo, enquanto o que reconhece um bonito ponto da dupla estende as palmas para cima aguardando que o pontuador venha celebrar.
Quando um amigo chegado quer comemorar algo com intensidade, sempre o comprimento é: palma estendida para cima de quem está reconhecendo a superioridade ou superação do outro e palma estendida pra baixo de quem aceita o reconhecimento ou de fato sente-se superior.
A saudação nazista já era com o braço estendido e a palma para baixo.
Apertar com firmeza também indica superioridade, mesmo que alguns turrões queiram através de força demonstrarem-se superiores esmagando os ossos das mãos dos outros, eles apenas demonstram sua pequenez frente aos intelectualmente melhores. Possivelmente um sentimento implícito de inveja.
Sendo assim a palma estendida para cima indica submissão/inferioridade: Se uma pessoa vier lhe cumprimentar com a palma virada para cima, saiba que ou ela lhe reconhece como alguém melhor/superior/merecedor de referência ou se considera humilde demais para os outros/está deprimida/é modesta/quer parecer modesta ou massagear seu ego.
No caso de apertar as mãos verticalmente, ou seja, com igualdade onde nenhuma das duas pessoas fica com a palma para baixo, não há submissão ou dominação. Há um mútuo acordo implícito de equivalência.
Uma dica importante é: sempre que puderem torcer um pouco a mão, jogando para a esquerda e para a direita, façam. Se não for possível poderão medir que a pessoa é inflexível e intransigente. Caso consiga girar o pulso com muita facilidade, dê as cartas, pois a pessoa é flexível. Se não for muito fácil, mas também não for firme, faça uso da cautela, precisará ser hábil ao negociar. A flexibilidade do pulso tende a explicitar a flexibilidade da pessoa junto aos relacionamentos interpessoais.
Aperto de mão submisso são aceitos e usados por 70% das mulheres, já que isso não costuma ser importante para elas. Um sinal clássico de feminilidade que aliás até é estereotipado, é o aperto de mãos frouxo, mas como isso as descredibiliza em reuniões de negócios, elas optam pelo formalismo do aperto de mão firme tradicional. (as boas executivas, obviamente).
Um parágrafo para explicar este “estereotipado aperto frouxo feminino” supracitado: Os filmes antigos onde a clássica cena do lenço branco caído ao chão e um cavalheiro junta, sempre vinha agradecido de um cumprimento formal com ele beijando a mão da moça que a levanta praticamente deixando apenas os dedos em contato com a mão dele. É tão clássico esse gesto e tão estereotipado que é comum em desenhos animados estilo cartoon.
A fuga ideal para não ficar na subserviência do aperto é aceitar a posição da palma para cima, mas imediatamente abraçar a mão de quem está tentando lhe forçar submissão. Fazendo isso se apropria do controle da situação tornando-se o dominante.
Há também a técnica de dar um passo a frente e para o lado fazendo com que a pessoa com quem interagimos force-se a posicionar seu pulso verticalmente. Muita prática e estudo nessa técnica.
Além disso, há a simbologia do aperto com ambas as mãos, afinal de contas ele também é visto como um mini-abraço, já que é comumente usado em situações onde o abraço não é apropriado.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 11.05.2013  
Editado/corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Esse cara sou eu!





As pessoas estão tão acostumadas a desejarem o que é dos outros e a viverem insatisfeitas com o que têm que acabam querendo inclusive infernos pessoais por ser vendido melodicamente e como algo lindo e maravilhoso.
Olhe o exemplo da música do Roberto Carlos que não para de tocar desde que foi colocada numa novela da Globo. Eu não assisto novela, mas infelizmente ouço e leio os comentários das pessoas querendo um cara perfeito como o relatado pela letra da música. Música que por sinal não gostei desde o início achando pobre e brega, mas isso é questão de gosto e não entra no mérito desse texto. O que quero citar aqui é como as pessoas, na amplitude de sua infelicidade, aceitam até coisas que na prática são horríveis, mas que nem pensam a respeito.
O cara que pensa em você toda hora - O cara da música pensa na mulher toda hora, ou seja, ele nem tem vida própria, ele não alivia um segundo, tá sempre pensando na coitada da mulher. Primeira evidência do stalker.
Que conta os segundos se você demora - Ele conta os segundos se ela demora, ou seja, ele não é compreensivo nem flexível. Ela não pode atrasar e ele já começa a se apavorar e surtar e contar os segundos. O inferno começa.
Que está todo o tempo querendo te ver - Ele quer a ver todo o tempo, então além de ele não ter uma vida, impede ela de também a ter. A vida dela também precisa ser a vida dele como a dele é a dela. Não há mais privacidade ou individualismo. Ele agora a tem como patrimônio particular, e ela tem que estar com ele o tempo inteiro e absolutamente tudo que ela desejar fazer, precisará incluir ele. Isso no caso de ela ainda poder pensar em fazer algo por si, pois possivelmente ele pensará pelos dois.
Porque já não sabe ficar sem você - O cara já não sabe ficar sem ela, ele não possui uma vida enquanto indivíduo e também claramente não permitirá que ela o faça.
E no meio da noite te chama – O cara, não satisfeito em alugar a mulher o dia inteiro, num acesso de ciúme, liga pra mulher no meio da noite pra saber o que ela esta fazendo, com quem está, chamando ela. Ou seja, nem dormir em paz mais ela pode.
Pra dizer que te ama – Pensa num ser grudento, que liga quinhentas mil e trinta e duas vezes por dia dizendo “eu te amo”. No início tudo pode parecer lindo e cor de rosa, mas depois de uma semana ninguém aguenta. É muito grude. É muito eu te amo pra um dia só, pra um relacionamento só.
Esse cara é um stalker!
O cara que pega você pelo braço – Pronto, aqui inicia o estágio violento. Não satisfeito com toda a possessividade do restante, agora ele agarra a mulher pelo braço e parte para a agressão física. Ou ela faz o que ele quer, ou ele a força a fazê-lo.
Esbarra em quem for que interrompa seus passos – Caso alguém intervenha, ele é ignorante o suficiente pra sair batendo até nos parentes. Tendências psicopáticas graves.
Está do seu lado pro que der e vier – Pro que der e vier significa que não importa o que aconteça, independente das consequências, ele não vai largar a mulher jamais. Nem que morra.
O herói esperado por toda mulher – Daí a mulher fica rezando por um milagre, esperando algum herói aparecer, porque sua vida já está em ruínas.
Por você ele encara o perigo – Ele encara até a polícia, o cara surtou e está fora de controle.
Seu melhor amigo – Melhor e único, aliás única pessoa existente em sua vida desde que ele entrou.
Esse cara é um stalker.
O cara que ama você do seu jeito – Ele realmente ama como ela é, mas um amor sufocante e possessivo.
Que depois do amor você se deita em seu peito – e ainda tem a cara de pau de nem liberar um travesseiro para ela. Quer deitar, deita nele e fique satisfeita.
Te acaricia os cabelos, te fala de amor – acaricia na visão dele né. Puxa os cabelos e nem eles saem ilesos do domínio doentio dele.
Te fala outras coisas, te causa calor – Sabe aquelas pessoas que nos deixam tão brabas quando falam algo que nos dá até rubor? Pois é, é o caso.
O cara da música é ignorante, acorda feliz porque acha que está tudo certo, tudo bem. Ele se considera a pessoa perfeita para ela. Na cabeça dele, a faz feliz. E que ainda tem a audácia de enxugar os prantos dela quando ela chora por culpa dele.
O cara que sempre te espera sorrindo – Ele é cínico, ardiloso. Provoca nessa fase raiva, náuseas e úlcera. Como pode transformar a vida dela num inferno e ainda estar sorrindo feliz?
Apaixonado te olha e te diz Que sentiu sua falta e reclama – Óbvio que ele reclama, ele apesar de tudo, de ter arruinado a vida dela, é um eterno insatisfeito e está sempre reclamando. Por mais que ela tenha entregue a vida nas mãos dele, ele ainda quer mais. É o diabo do inferno.
Ele te ama – isso é o que ele pensa e diz, mas o conceito de amor de um stalker é deturpado.
Tão assustador, que as pessoas infelizes e alienadas ao lerem/ouvirem a música, acham lindo e o máximo e querem isso para si. Daí quando conseguem, arrependem-se.
Por isso sempre digo: Cuidado com o que desejas, podes conseguir!
“Stalker - Stalker é uma palavra inglesa que significa "perseguidor". Aplica-se a alguém que importuna de forma insistente e obsessiva uma outra pessoa que, em muitos casos, é uma celebridade. A perseguição persistente pode levar a ataques e agressões.
Com a Internet, a prática entrou para o campo virtual: o cyberstalking é praticado com qualquer pessoa que desperte o interesse do agressor.
A prática de espionar e perseguir alguém é denominada "stalking" (espreitar). O termo é usado desde a década de 1980 quando havia uma obstinada perseguição a celebridades. Em muitos países passou a ser considerado um crime dependendo do sentimento da vítima em relação ao stalker.
As diversas redes sociais proporcionam aos stalkers todas as informações que buscam sobre o seu alvo. As celebridades instantâneas, a superexposição de algumas pessoas e a quantidade de dados pessoais divulgados nas redes facilitam e estimulam a atitude dos perseguidores virtuais.”




Publicado em: A Tribuna Regional no dia 04.05.2013 
Editado/corrigido por Ana Leticia Silva
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Multa para o lixo


 Recentemente foi noticiado que começarão a multar os pedestres que sujarem as ruas do Rio de Janeiro com lixo.
Na reportagem, que estava sendo assistida por mais quatro pessoas além de mim, o repórter mostrou os garis limpando uma rua, e manteve a câmera ligada por mais 40 minutos. Esse tempo foi suficiente para encher a rua de sujeira novamente.
Enquanto a matéria era exibida, todos comentavam que realmente isso era horroroso e que as pessoas precisam conscientizar-se quanto a higiene pública e blá blá blá. Ninguém foi capaz de perceber que na imunda rua não havia sequer uma lixeira.
Eu já morei em “cidade grande” e lá aprendi a conscientizar-me quanto ao descarte correto. Mas na maior parte dos locais que eu frequentava, havia lixeiras que me permitiam fazê-lo. Quem ainda está desenvolvendo essa consciência ou não a têm, sem a lixeira é que não fará.
Caminhar muitas quadras, com pressa, muitas coisas nas mãos e mais um punhado de lixo, certamente não será aderido por quem não tem preocupação com sustentabilidade mundial. Mas experimente colocar muitas lixeiras e investir em conscientização coletiva para ver o que acontece.
Resposta? Verifique locais turísticos como Gramado, Canela, o Templo em Três Coroas, etc. Os turistas colocam o lixo na lixeira, pois há quantidade suficiente delas em todos os cantos. A população repreende quem não faz.
Passeie pela praça municipal da Catedral Santo-Angelense, capital das missões, centro turístico de uma cidade que risivelmente se diz turística e verifique quantas lixeiras encontrará. Piada!
Mas voltando a tal prática carioca, segundo o presidente da Comlurb, Vinícius Roriz serão 500 agentes, cada um acompanhado de um Guarda Municipal e um PM (Policial Militar). A multa será emitida no flagrante, já que os agentes vão usar palmtops para emitir o documento de penalidade.
E ainda tem a cara de pau de chamarem-me de estressado, mas o RIO? O que é isso? O estado mais violento do Brasil gastando contingente policial para cuidar de lixo? Prendendo cidadão honesto enquanto bandido rouba? Pelo que? Pela falta de estrutura pública? Falta de investimento em conscientização? Falta de investimento em lixeiras? Falta de investimento em policiamento junto aos marginais que quebram as lixeiras? Tenha santa paciência!
Por que estou eu a falar de Rio de Janeiro? Porque os acéfalos políticos legisladores podem gostar da moda e quererem trazer isso para o Rio Grande do Sul, e vai que a moda chegue até as missões né...
Os valores das multas podem variar de R$ 157 a R$ 3.000, dependendo da infração. O descarte irregular de lixo menor, até o tamanho de uma lata de refrigerante, custará R$157 se chegar a até 1 m³, R$ 392, e se for um volume superior a 1 m³ a multa será de R$ 980. Um monte de entulho dá multa de R$ 3.000.
E se o “meliante” recusar-se a apresentar o documento de identificação será encaminhado até a delegacia para lavramento de ato.
E eu ainda não entendo as pessoas que tem orgulho de serem brasileiros, um país onde quem cria as leis mal sabe escrever direito, quanto mais pensar.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 21.04.2013 
Editado/corrigido por Patrick Heinz
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 15 de maio de 2013

‘Alfa-líder’!




Uma brincadeira comum entre meus amigos e eu em mesas de bar e em cafés de Porto Alegre era verificar, ou apenas implicar, quanto a quem seria o “alfa-líder” do relacionamento.
Sempre que decidíamos sair para alguma festa ou show, uma das respectivas mulheres não podia ou não queria ir junto. Quando isso acontecia, argumentávamos com o amigo para que ele persuadisse sua excelentíssima a ir junto ou então deixá-lo ir conosco.
Nas ocasiões em que a mulher não queria ir e também não o deixava fazê-lo, a turma ficava de gozação e brincadeiras com o vetado, alegando que sabíamos quem era a alfa-líder do relacionamento.
Brincadeiras a parte, isso de fato existe e faz parte das características psicológicas de cada ser humano e que se manifestam mais evidentemente em situações quotidianas dos relacionamentos. Sempre há a personalidade dominante e a submissa, mesmo que em muitos casos a diferença seja sutil.
É importante salientar que ser alfa-líder não significa ser o chefe, ou o ditador ou o mandante. Isso não é ser líder. Ser líder significa conduzir a situação de forma a atingir um determinado objetivo fazendo com que quem é liderado não só concorde como goste e apoie.
Os três exemplos básicos que costumo citar quando abordo o tema são:
Quando a turma do casal (mesmo que apenas os amigos dele, as amigas dela, ou casais que falam apenas com ele ou com ela) conversa com apenas um, convidando ambos para algum evento - que independe se é balada, janta, cinema ou até um singelo chimarrão – e a pessoa convidada responde prontamente aceitando, sem sequer questionar a outra parte, significa que é o alfa-líder.
Esse primeiro exemplo explica-se facilmente. Quando uma pessoa tem autonomia suficiente para responder por si e pela outra, significa que já detém o poder de decisão quanto a eventos sociais, e quando isso acontece, implica consequentemente em dizer que também possui poder decisório no restante das coisas.
É evidente que se a pessoa não tem total segurança, confiança ou autonomia para tomar este tipo de decisão, e precisa consultar, deliberar, pedir ou questionar a outra parte, é porque a decisão não lhe cabe.
Isso é tão claro que normalmente perguntamos sempre pra pessoa que decide, pois a turma já sabe que é ela quem manda ou ele quem “apita”.
Normalmente nessa parte do argumento muita gente questiona quanto a casais que tomam decisões conjuntamente, e aqui reforço, mesmo que pareça ser uma decisão conjunta, o voto de um sempre acaba pesando mais que o de outro no final das contas.
Para o segundo exemplo, basta responder à pergunta: quem dorme do lado da porta no quarto?
O alfa-líder, por assumir uma postura dominante, também assume a protetora. Sendo assim, instintiva e naturalmente, fica próximo ao local de onde pode vir o perigo, que nesse caso é a porta. Em casos onde o risco é maior da janela, mesmo sem perceber, a posição muda para o lado desta. Esse exemplo fica mais claro quando um casal sai de casa onde a porta fica ao lado direito da cama e vai dormir em outro local, como um hotel por exemplo, onde a porta fica do lado esquerdo.
Nessa situação, o alfa-líder automaticamente muda de lado sem sequer perceber.
Para finalizar, cito como terceiro exemplo a posição que se sentam à mesa em restaurantes.
O alfa-líder fica sempre de frente para o movimento – ou para o possível perigo – a fim de estar ciente e preparado em uma eventual necessidade.
A mesma posição também é assumida por pessoas que estão prospectando ou insatisfeitas conjugalmente, no intuito de avaliar o mercado e flertar quando for oportuno. Dica para quem vê duas pessoas que não são relacionadas conversando identificar qual está solteira ou a caça.
Agora faça o teste, quem é alfa-líder em sua casa?


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 13.04.2013 

Editado/corrigido por Thiago Severgnini
Pitaquiado por Patrick Heinz e Josiane Brustolin
@rjzucco 
rodrigo.zucco@terra.com.br