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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Inadimplência


Muitos clientes nos questionam por que cobramos tanta documentação. Por que somos tão inflexíveis quanto a garantias. Por que assinamos um contrato com os proprietários se isso nos gera insatisfação.
Muitos clientes ao saberem que precisam fazer a coisa certa, tentam a sorte na concorrência.
Muita gente que não possui fiador ou não quer oferecer garantias, opta por outra empresa.
Muitos de nossos proprietários ou são exclusivos conosco, ou estão gradativamente voltando. Sobretudo em tempos de crise.
Quando determinado imóvel está conosco e com outra empresa do ramo, muita gente acaba alugando da outra empresa que “dá o jeitinho” e isenta alguma garantia, quando não toda.
Isso a princípio é percebido pelo proprietário como eficiência e competência, afinal de contas alugou mais rápido que as outras imobiliárias. Mas, após, torna-se uma interminável dor de cabeça quando o cliente fica inadimplente.
Recentemente um dos proprietários que mais admiro nos visitou questionando quanto a um de seus imóveis que estava em atraso já em fase de ingresso na justiça.
Neste ponto informamos o quão doloroso é um processo judicial, quão insatisfeitos ficam todas as partes envolvidas, quão moroso é, etc.
Nesta oportunidade me foi questionado como poderia demorar tanto um despejo, visto que o cliente já está inadimplente a mais de seis meses, e a lei do inquilinato é clara: despejo em 15 dias.
Expliquei que na prática a teoria não funciona.
Quando um cliente não paga seu aluguel, cobramos de várias formas extrajudiciais. Não havendo sucesso, judicializamos.
Ao fazê-lo, penhoramos os bens dos fiadores, os inserimos, bem como os inquilinos, no processo. Buscamos todo e qualquer bem que estiver em nome das partes afim de encerrar o débito.
Quando se ajuíza um processo desses ele vai para uma pilha na mesa do juiz que, sobrecarregado, demora na melhor das hipóteses 90 dias para ver e dar encaminhamento mandando informar as partes de que foram acionadas.
Depois de acionadas elas se defendem, mais 90 dias. A imobiliária argumenta, mais 90 dias. E essa função segue por mais de dois anos, necessariamente, até que o despejo ocorra.
Enquanto isso a dívida do inquilino só aumenta chegando num ponto onde ele não tem mais condições de pagar sem ter seu bem leiloado, e/ou de seus fiadores.
O proprietário fica insatisfeito, o inquilino também e a imobiliária mais ainda.
Isso que pegamos todas as garantias necessárias com documentações e assinaturas, logo conseguimos fazer a cobrança e forçar o pagamento.
As imobiliárias que não o fazem, e que são maioria na cidade, quando da inadimplência, não conseguem cobrar.
Todos esses clientes que foram lesados em outros locais acabam voltando para imobiliárias como a nossa tida como caxias.
O que não me entra na cabeça e nem na dos proprietários é, se está com dívidas, se não consegue arcar com o custo do aluguel e esse montante só tende a aumentar então por que afinal de contas não entrega o imóvel e deixa as contas a serem negociadas futuramente?
As pessoas tem o hábito de esperar que alguém resolva tudo magicamente para elas, quando na verdade em casos de inadimplência junto à empresa séria, a consequência vem, mais cedo ou mais tarde.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 20.02.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Cartilha sobre como usar drogas




Foi disponibilizado em São Paulo um kit com orientações sobre como se drogar da melhor forma afim de não contrair doenças e ter um “barato” seguro.
A cartilha explica quais são os tipos de drogas, como utilizar passo-a-passo, como evitar overdose ou agir nessas situações, etc.
”Para cheirar, prefira um canudo individual a notas de dinheiro”, diz o material, que também traz dicas sobre outras drogas: “Faça uma piteira de papel se for rolar um baseado”; “Compartilhe a droga, nunca o material a ser usado”
Ela foi desenvolvida pela comunidade GLBTT e distribuída durante a Feira Cultural GLBTT (sigla para Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros).
Tem uma parte que fala sobre como inserir a agulha no braço, dar batidas na veia, e por aí vai...
 “Se caiu nas mãos de pessoas que não eram o público-alvo, a gente está investigando como isso aconteceu e vai estar conversando com as equipes para ter mais cuidado. Também dizer por que eventualmente caiu na mão de alguma pessoa que não é usuária, que lê aquilo e vai fazer com que ela comece a usar droga, eu acho que é uma visão totalmente ingênua do problema”, afirmou a secretária municipal de Juventude de Sorocaba, Edith di Giorgi.
Isso é apologia deslavada ao uso de drogas.
A cartilha estampa o selo colorido do governo federal, aquele do slogan “Brasil – Um País de Todos”. O Ministério da Saúde confirma que os dados utilizados no texto são coerentes com a sua política de redução de danos. Também estão impressos na cartilha logotipos dos programas contra DST/Aids do governo estadual e da Prefeitura de São Paulo, do Ministério do Turismo e da Embratur.
“É a ideia de redução de danos para afastar riscos de doenças transmissíveis, como a Aids”, diz Fachini.
Sério isso?
Uma óva. Então quer dizer que chegamos a esse ponto? Depois me repreendem por pegar pesado com o PT e o atual governo de uma maneira geral, mas dai-me paciência.
Os caras da maneira mais errada possível querem impor radicalmente goela abaixo sua filosofia de vida, e ainda saem orientando nossos jovens a como adentrar no mundo da drogadição de maneira “segura”.
Tchê! Que isso? Desde quando existe segurança quando se fala em drogas?
Tem que surrar as pessoas que estão subvertendo nossos valores morais e sociais e corroendo a estrutura clássica do respeito aos valores familiares.
“Mas os valores estão errados. A sociedade é retrógrada. O atual modelo não funciona e TEM QUE ser extinto.”
Quem disse? Nada do que for extremo serve. Radicalismo não funciona em lugar algum. O caminho do meio sempre é o melhor para todos.
Apologia ao consumo de drogas, ao uso e a prática, PRECISAM ser encerrados imediatamente.
O consumo de drogas é ilegal. É nocivo não apenas para a pessoa mas para a sociedade.
Já que agora pode fazer apologia a algo errado “pensando no bem maior”, então que tal começarmos a distribuir cartilhas de como mulher deve apanhar em casa. Como gays devem sofrer assedio moral e bulling de forma a não serem espancados.
Como ser estuprada para que não seja morta. Como ser assaltado ou achacado no semáforo para não ser agredido.
Percebe o caminho pelo qual esse governo obtuso vem nos conduzindo?
E o pior, há um complô pró minorias e coisas erradas tão nefasto e forte que está fazendo os bons e corretos se calarem.
Cada vez que escrevo algo verdadeiro e desconfortável muita gente vem me perguntar se não temo repreensões.
Sigo a máxima de Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”
Está tudo errado! A sociedade precisa urgentemente de uma limpeza ética. Um ajuste moral.
A minoria precisa entender que é minoria e que como tal possui um papel coadjuvante e não principal. Que é errado privilegiar poucos em detrimento de muitos.
Abram os olhos, vejam através dessa cortina de fumaça midiática, entendam que não há outra forma senão o enfrentamento.
Ou encaramos de peito ereto esses desafios cotidianos ou viraremos uma realidade “Mad Max”.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 13.02.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Liberdade, Igualdade e Fraternidade!




Essa máxima tão fortemente difundida e tão utopicamente defendida existe há anos em nosso mundo com uma bandeira acenada principalmente pelos franceses. Foi o lema da Revolução Francesa. O slogan sobreviveu à revolução, tornando-se o grito de ativistas
Esses três pontos não podem coexistir. Simplesmente não há possibilidade. A condição para um existir é a inexistência do outro.
Bem simples e lhes explico.
Liberdade não existe com igualdade.
Se eu quero ser livre, poder tomar minhas decisões e optar por que caminho seguir e que destino traçar, não posso ser parametrizado como todos os outros. Logo, não posso ser igual.
Isso nos leva à inquestionável conclusão de que para ser livre é necessário que não haja igualdade.
A liberdade respeita a individualidade de cada um, o direito de escolha e de ser diferente e pensar por si, ter opiniões próprias, o indivíduo enquanto indivíduo.
A igualdade segue um viés socialista, do tipo que prefere que todos sejam iguais em condições dignas a ter gente morrendo de fome e passando necessidades enquanto alguns gozam de extremo luxo. Mas não considera a livre escolha e consequentemente a livre iniciativa. Simplesmente atropela a vontade de cada um, forçando que todos ”escolham” a mesma coisa. Assim, aqueles que produzem pouco ou nada, gozam os mesmos benefícios dos que se qualificam mais, produzem mais e se esforçam mais. Nesse contexto, acaba que os que produzem cansam de ver quem não produz ganhar a mesma coisa, e aderem à indolência.
Enfim, igualdade só existe sem liberdade.
Fraternidade:
Se existe igualdade, não há como existir fraternidade pois as diferenças individuais se evidenciam emergindo do mar interno de cada um com o que entregam e o que são para o todo. E isso não agrada quem pensa no contexto, no social e no coletivo.
Se liberdade existe então não há fraternidade, pois mesmo que a liberdade de um vá até onde começar a liberdade do outro, nem todo mundo respeita essa regra.
O ser humano enquanto livre, invariavelmente acaba agredindo de alguma forma seu semelhante.
A liberdade gera uma quebra de limites e um eterno ensaio em águas desconhecidas. Águas que ou já tem dono ou afogam.
Então pense sempre nessas três “premissas” da revolução francesa como algo que não pode ser seguido simplesmente porque é impossível.
Se existe um, então necessariamente não existe outro.
Busquemos a igualdade respeitando a liberdade, ou seja uma parte de liberdade com um pouco de igualdade, mesmo que para isso precisemos abrir mão da igualdade para ter liberdade e da liberdade para ter igualdade. Confuso né?
É, a primeira vez também deu um nó na minha cabeça. Mas para a convivência pacífica, precisamos abrir mão e flexibilizar constantemente, buscando sempre coisas que teoricamente seriam impossíveis de existirem.
Esse é o grande trunfo dessa complexa e inigualável raça humana. A de surpreender a evolução encontrando sempre uma forma de sobreviver e se adaptar.
Sejamos fraternos, fomentemos a liberdade e busquemos uma igualdade meritocrática. Sei que fui meio tosco, mas é mais ou menos na linha de Mises.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 06.02.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Bolha imobiliária



Vai estourar a bolha! A situação é insustentável! O Brasil vai entrar em crise e a economia vai quebrar tal e qual aconteceu nos EUA.
Será?
Muito me perguntam sobra a bolha e a crise, se haverá um estouro de bolha e etc.
Você sabe o que é bolha imobiliária?
Você entende algo do mercado e entende sistemicamente o que ocorre para multiplicar essa informação?
Primeiro deixe-me explicar o que aconteceu nos Estados Unidos para que fique claro o que é bolha imobiliária, para então responder se isso está ocorrendo por aqui ou não.
Os valores aumentaram muito e depois, quando as pessoas quiseram vender por uma série de fatores como inadimplência e afins, acabou ocorrendo queda de até 60% do valor dos imóveis para quem comprou no pico.
Só que preço alto não significa bolha. É um dos ingredientes, mas não é suficiente. É necessário que isso seja insustentável e que os motivos que levem a isso sejam erros estratégicos governamentais. Se não for insustentável de forma alguma, é bolha!
Os americanos não tinham limite de comprometimento de renda para financiamentos, então muita gente comprometeu mais de 60% da renda familiar, faltando dinheiro para o restante (como agua, luz, comida, roupas, etc.).
Outro ponto chave é o fato de eles terem comprometido 90% do PIB americano com empréstimos. Nesse caso quando as pessoas começaram a não pagar, o Estado se viu sem recursos para garantir.
Outro fator crítico foram as garantias. Emprestaram dinheiro para gente que não tinha condições de arcar até o final.
Daí o pessoal endividado tentou torrar o imóvel o quanto antes para não ficar com dívidas, forçando a queda de preços e esculhambando o mercado.
Já aqui no Brasil, houve sim um aumento surreal de preços. Alguns imóveis chegaram a ficar seis vezes mais caros (coincidentemente também foi a proporção que o governo aumentou de recursos para financiamento).
O montante de recursos no Brasil para fins de financiamento não representa mais do que 10% do nosso PIB. Ou seja, em caso de total inadimplência, o país não quebra.
O máximo que um brasileiro pode comprometer de sua renda era 30%, agora já está em 35% quando for compartilhado com cartão de crédito (não morre de fome).
A inadimplência brasileira é muito baixa. Atualmente está em menos de 2%. Isso gera menos leilões que consequentemente não pressionam o mercado.
Dizer que não existe bolha seria audacioso da parte de qualquer um, assim como dizer que existe significará um "adivinhacionismo" futurológico só visto por Nostradamus.
O efeito manada que fez os preços dos imóveis subir ainda não se manifestou quanto a queda que poderia gerar um colapso na economia e então se consolidar como uma bolha. Fora isso, apenas mais dois fatores poderiam forçar e eles já ocorreram.
Primeiro: Investidores pararam de comprar imóveis. Segundo: O governo parou de liberar crédito indiscriminadamente, fazendo com que muita gente não tenha mais acesso aos recursos.
O que podemos afirmar com certeza é que só vai vender imóveis agora quem está com a corda no pescoço ou quem é consciente e aceita vender pelo real valor de mercado (e que pese esse valor não é, ainda, mais baixo do que as pessoas pagaram na aquisição). E no Brasil isso não é representado pelos usuários finais, visto que as garantias foram tomadas corretamente.
Construtoras e alguns investidores sazonais – oportunistas – precisarão vender com urgência e esses casos acontecem mais em grandes centros. De resto, as pessoas esperarão o mercado normalizar.
Minha opinião? Não há bolha. Nunca existiu e não existirá.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 30.01.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 31 de março de 2016

Estupro político


Fomos estuprados nos dias 16 e 17 de março de 2016.
Chutaram nosso cachorro, passaram a mão em nossa bunda, cuspiram em nós, bateram em nossa cara, espancaram nossa mãe, atearam fogo na moralidade e com cachaça.
Não tem cabimento o que está acontecendo no Brasil.
As passeatas, camisetas amarelas, vestir preto, panelaços, isso não chega aos ouvidos do Lula e da Dilma.
Tenho certeza que eles não tem a menor ideia do que está acontecendo em Santo Ângelo, uma ilha localizada no noroeste do estado do Rio Grande do Sul.
Entretanto entendo claramente a importância desses levantes populares. Todos os networks são acionados e funcionam como uma onda.
As pessoas aqui em nossa cidade saem para protestar, manifestam sua indignação nas redes sociais, formam opiniões, influenciam conhecidos.
Essa ação invariavelmente respinga na área jurídica, ou seja, OAB, juízes, advogados e todos aqueles que hoje são os únicos que poderiam dar um fim nessa palhaçada toda. Eles começam a entender que precisam dar jeito na coisa.
As classes influenciadoras como proprietários, médicos, empresários e afins também começam a sofrer e manifestar ativamente seu descontentamento, utilizando suas conexões, apoiando a revolta do povo e as decisões judiciais.
O jornal só divulga a manifestação em POA ou em São Paulo porque sabe que isso está acontecendo em POA, em Passo Fundo, em Erexim, Santo Ângelo...
Se não estivesse acontecendo em todo Brasil, nas cidades pequenas inclusive, entenderiam como eventos isolados em capitais e sem representatividade significativa.
Quando o movimento ganha corpo, ganha escala, quando a notícia chega aos salafrários lá em cima, a mídia é OBRIGADA a se manifestar.
Quando o povo reivindica algo, a mídia divulga e tudo estremece, necessariamente os representantes da justiça acabam entendendo a importância de se posicionarem.
Quando toda uma nação está posicionada de forma firme e segura contra corrupção e não a favor de partidos ou ideologias partidárias, ou seja, pró justiça, não há como advogados e juízes irem contra. Eles precisam seguir as leis.
Você pode argumentar que sempre tem como, e de fato, sempre tem. Mas some-se a tudo isso os políticos e a coerção social que todo esse movimento representa.
Sim, os políticos, eles querem votos e o povo não quer mais saber da pujança, então eles articulam para que os juízes façam o que o povo pede e assim se reelejam.
Outra coisa que fica, independente do resultado, é o exemplo para as gerações atuais. Jovens que sabem sobre política, entendem sobre justiça (ou a falta dela), sabem o poder que tem nas mãos, veem a consequência de um péssimo voto.
Ao menos em teoria nossos jovens serão empreendedores, focarão em conhecimento e estudo, serão mais qualificados e mais preparados para o futuro.
A parte boa de tudo isso é, o Lula caindo ou não, mantendo ou não a suspensão desse ministério, os jovens entenderam que PT é do mal e que comunistas continuam comendo criancinhas como ouvíamos quando éramos crianças.
E sabendo disso, revolucionarão nosso país em 10 anos.
Façamos com que todos sempre lembrem desse dia, dessa raça, desse mar de lama de corrupção, do maior escândalo de roubo já registrado na história da humanidade que é o PT no governo roubando do BNDES e da Petrobrás.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 19.03.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

segunda-feira, 21 de março de 2016

Novo Mundo

Durante a história da humanidade muitos eventos desencadearam uma drástica e radical mudança nos rumos do que seria o caminho certo.
Hitler foi derrotado e com isso muita coisa mudou, não só na Alemanha como no mundo. Ele falava muito bem, convencia as massas, era esperto e escorregadio feito uma cobra.
Na Argentina, depois de muitos anos sob o comando de uma linha ideológica não tão distante da do ditador alemão, finalmente o povo conseguiu trocar por um liberalista.
Liberalista este que em dois meses fez mais pela Argentina do que os presidentes anteriores fizeram em duas décadas.
Isto meus amigos, chama-se competência. Chama-se quebra de paradigmas. Chama-se revolução.
Em Cuba, desde que a ditadura impera, as pessoas não têm roupa decente, nem carro, nem comida, nem casas. Vivem numa miséria incrível, tentam fugir a nado, de barco, do que for. Atletas olímpicos aproveitam a oportunidade para ficarem onde der. Qualquer coisa é melhor que voltar a Cuba. Nem a tão elogiada e difundida saúde é, na prática, perto de ser razoável.
Este país precisa de uma revolução.
Revolta socialista? Socialismo para todos? A cadeia é o melhor exemplo de socialismo. E você gosta disso? Todos com a mesma roupa, mesma comida, mesma cama, mesmo tratamento, tudo disponibilizado pelo Estado. Se gosta, bom pra você, cometa um crime e seja feliz.
Lembram do episódio do Berlusconi na Itália? Foi o maior escândalo de corrupção já noticiado na história até o então momento. Até o então momento...
Foi espetacular pois todos acreditavam que não tinha saída. Que o país estava fadado ao fracasso. Que nada do que fosse feito desinfetaria a podridão bolorenta que havia impregnado nas entranhas da política.
Estavam todos errados. Lá haviam pessoas que não desistiram e não descansaram enquanto os corruptos não foram presos.
Há em nosso país uma boa quantidade de gente que acredita que a mudança é possível. Que não podemos baixar a cabeça e nos calar. Que precisamos ir as ruas e gritar a plenos pulmões que não estamos satisfeitos com a impunidade. Que não queremos mais a injustiça. Que a roubalheira e a falta de caráter estão com os dias contados.
Há aí um novo juiz que em toda sua vida traz uma trajetória exemplar de carreira, e que está caçando os corruptos. Este senhor está dando esperança e coragem a todo um povo calejado de tanto trabalhar feito escravo para que alguns vivam na mamata.
Esse povo que cansou de ser feito de idiota, agora quer ver a coisa acontecer. Não quer mais saber de esperar nem de indignação passiva. Está indo para as ruas com a cara pintada, bandeiras e cartazes em mãos, apitos, cornetas, carros, som, megafones...
O levante realmente está acontecendo. A história está sendo escrita bem diante de nossos olhos. O maior caso de corrupção da história da humanidade está sendo combatido hoje, no Brasil, com garra, pelo povo, com fé.
E você, vai ficar comendo pipoca e assistindo pela televisão?
Vai continuar de costas e inclinado esperando o governo continuar fazendo o que vem fazendo há tanto tempo?
Ou vai fazer o seu papel e somar corpo ao movimento?
Você está conformado com o que está acontecendo? Está feliz com a falta de dinheiro e com a crise gerados pela corrupção ativa de alguns dos nossos políticos?
Estou acompanhando a movimentação daqui de Santo Ângelo e vai ser uma das maiores e mais ativas que já tive notícias. Os líderes resolveram comprar a briga e se revoltar e agora vão MESMO nem que seja com seus familiares e filhos apenas.
Vai contar aos seus netos que assistiu pela televisão o maior acontecimento político dos últimos 200 anos? Ou vai falar orgulhosamente que pintou a cara e foi junto para a rua protestar, e ainda vai mostrar fotos aos netos com os olhos marejados de emoção e orgulho contando o que estava sentindo ao fazer a diferença?
A escolha é sua!
Domingo às 17:30 na Praça do Brique em Santo Ângelo!
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 13.03.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 10 de março de 2016

Longe demais das captais


Santo Ângelo encontra-se em uma posição privilegiada, dizem alguns. 
Estamos no centro das missões e em local estratégico no noroeste do estado. 
Trago aqui uma provocação: Será mesmo? 
Ijuí e Santa rosa estão muito melhores posicionadas. Há um trecho de seis quilômetros que inviabiliza a instalação de indústrias. E agora nem por ar há acesso aqui. 
Isso gera, na prática, um isolamento. Você pode tentar argumentar que seis quilômetros não são nada e que isso não faz a menor diferença. 
Pois os fatos provam o contrário. Muitos clientes nossos dizem que preferem comprar imóveis e instalar negócios em outras cidades por pura logística. 
Não sou eu quem está falando, são os fatos. E contra fatos não há argumentos. 
É difícil discutir com números. 
Adoraria defender minha cidade e dizer que somos privilegiados estrategicamente. Mas honestamente, que empresário de indústria em sã consciência colocaria uma fábrica aqui, sem isenções do que quer que seja, com todas as fiscalizações possíveis - pois as centrais públicas estão aqui - e para depender de uma ponte estreita e condenada que pode cair a qualquer momento? 
Ter que passar todos os dias por Entre-ijuís ou ir pela estrada esburacada de Catuípe? 
Nem Santa Rosa passa por aqui para ir à 285, preferem passar por Ijuí. 
Nossos políticos pensam pequeno, e não é de agora. Historicamente, o ego falou muito mais alto e ninguém efetivamente tomou uma providência. 
Falam do aeroporto, mas e a infra toda alguém já começou a movimentar? Mais táxis, o aumento do terminal de bagagens, a esteira, o estacionamento... 
Não se pensa mais do que duas ou três jogadas a frente, e nesse jogo estamos tomando xeque-mates diários das nossas vizinhas. 
Vizinhas que por sinal já nos ofereceram parcerias em tempos idos, mas que hoje, devido a nossa postura individualista e arrogante, não tem mais interesse. 
Restaurantes de fundamento, com requinte e culinária refinada, existem? Não que eu não goste dos restaurantes que temos aqui. Gosto bastante. Mas todos sabemos que eles não oferecem nem um décimo do que restaurantes finos devem oferecer. 
Vocês já viram algum maitre aqui? Um sommelier? Um cheff de cozinha com faculdade na área, experiência em restaurantes renomados e especialização em determinada área? 
As empresas não recebem incentivos fiscais, pelo contrário, são vistas como máquinas de geração de receita através de multas. 
Veja o exemplo da Alibem e do Calegaro. Independente do esforço, estão sempre sendo penalizadas. Na prática é o poder público formalmente convidando as empresas a se retirarem. 
E eu já avisei, a Alibem vai embora logo e isso é uma perda inestimável para a cidade. Não só pela geração de empregos – Alibem é a número 1 em geração de empregos na cidade – mas pela arrecadação municipal. 
Poder público comprando briga com indústria... Hotéis sempre lotados... Cultura nem se vê mais... Infraestrutura precária... 
Nem esgoto a cidade tem ainda. Mais de 80% da cidade não possui esgoto. 
Asfaltos sempre foram um problema 
E a lista continua indefinidamente endossando o que venho dizendo. Turismo aqui? Para funcionar só o rural como o do caminho das missões e olhe lá. 
Nossos representantes precisam enxergar mais movimentos a frente. Pensar no futuro, no município. Não no mandato e nos votos. 
Entender que primeiro precisamos resolver nossos graves problemas de infra para apenas depois iniciarmos projetos mais elaborados. 
Do jeito que está, estamos queimando dinheiro e a cortina de fumaça gerada por essa queima serve apenas para corruptos esconderem-se enquanto enchem os bolsos. 
Pensem um pouco nisso...


O jornal não autorizou a publicação
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 4 de março de 2016

7 motivos para contratar uma administradora




Se você não mora em um condomínio, certamente ou já morou ou já conversou com alguém insatisfeito com o síndico.
Há também os insatisfeitos com os vizinhos. E há ainda os síndicos insatisfeitos com a função e suas agruras.
A reputação da função não existe por acaso. Todo síndico se incomoda e se estressa, e na maior parte dos casos acaba sendo chamado de ladrão ou de prevaricador.
Nesse mar de caos, algumas cidades começaram a oferecer um barco seguro onde todos podem confortavelmente navegar sem pessoalidade e com segurança e transparência.
Muitos motivos reforçam essa indicação e aqui cito, entre tantos, apenas 7.
Primeiro: as administradoras – ao menos as que possuem estrutura adequada – oferecem síndico profissional com experiência em organização e gestão de conflitos. Isso faz com que o condomínio imediatamente pare de sofrer com indisposições pessoais e animosidades particulares.
Segundo: há um setor de manutenção com ampla carteira de prestadores de serviços, dispostos a prover a solução para eventualidades. Isso sem contar com a economia que a manutenção preventiva e permanente gera ao longo e ao final do ano. Passa de 100%.
Terceiro: existência de um setor administrativo. Com uma empresa organizada e um setor dedicado a isso, toda a documentação fica devidamente catalogada, registrada e organizada. Disponível ao cliente e sempre exposta em reuniões e assembleias.

Quarto: apoio de um setor Jurídico. A assessoria jurídica, tanto de lei do inquilinato, quanto cobrança de inadimplentes e até mesmo trabalhista fazem toda a diferença no orçamento de um conjunto. Imagine você contratando empregados diretamente e depois o condomínio tendo que arcar com custas trabalhistas. Ou não tendo condições de abrir conta em banco por não possuir um CNPJ.

Este item também contempla as cobranças judiciais e orientações quanto a melhor forma de efetivamente alcançar o valor devido.
Quinto: Contabilidade interna. Normalmente os condomínios terceirizam a contabilidade para algum escritório. Geralmente, esses escritórios não auxiliam no desenvolvimento de um planejamento financeiro nem orientam o desenvolvimento de determinado projeto de forma a não ficar pesado ao bolso de todos. Uma administradora confiável oferece isso junto no pacote.
Sexto: Parcerias. A escala faz com que a administradora consiga barganhar preço junto aos terceirizados formando parcerias que não só facilitam a vida dos clientes como também barateiam o custo. Você sabia que é obrigatório por lei que todo condomínio tenha seguro contra incêndio? (E que para fazê-lo precisa do CNPJ?) Pois com uma administradora consegue-se um desconto maior junto as seguradoras bem como as empresas de gás, segurança, jardinagem e prestadores de serviços em geral.
Sétimo e último, mas não menos importante: Transparência. Com o síndico do prédio dificilmente consegue-se um nível de transparência que uma administradora proporciona pois há boletos (o que também não são todos os condomínios que conseguem ter ao preço acessível das administradoras) que podem ser acessados via site, documentações, comunicação 24 horas e exposição de contas com recibos de entrada e saída, além da tradicional ata escrita e divulgada mediante canais pré-estabelecidos.

Ok, mas e o que eu tenho a ver com isso?

Estou mostrando que nossa cidade está evoluindo. Hoje já possuímos serviços assim que inclusive incentivam financeiramente quem indica um condomínio e este acaba fechando contrato.
Então você, assim como tantas outras pessoas, que já ouviu alguma reclamação ou sofre com isso já tem a quem procurar.
Isso é uma magnífica solução para os problemas de muita gente, um sinal de evolução, uma boa notícia para a cidade que, além de entregar algo de valor para a população, buscava ainda gerar empregos e riqueza, fazendo o comércio girar e aquecendo o mercado.
Tudo está relacionado.
Não é mais necessário ouvir reclamações calado. Indique para a melhor administradora da cidade. A da imobiliária mais tradicional da cidade.
Acho que você sabe qual ;)

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 23.01.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

“Tem que matar esse cara!”


 
Essa foi a frase que li nos comentários do face ao ver um vídeo em que um homem espancava um cachorro até a morte.
Não foi o único caso em que vi, ouvi ou li manifestações desse tipo.
É um ódio tão pujante que ultrapassa a sanidade.
Hoje, se alguém faz algo que uma pessoa não concorde, o discordante se acha no direito de vomitar toda sua ira sobre o primeiro.
Pense bem na incoerência. Alguém matou um cachorro, então eu posso matar alguém. Então eu posso espancar, surrar, escaldar em água fervente, deitar em um formigueiro...
Com o cachorro não pode fazer, mas com meu semelhante, um ser humano pode. Independente se ele é “humano” ou não.
Eu fico estarrecido com a falta de coerência dos humanos. Alguém faz mal para um bicho então merece sofrer todos os tipos de torturas imagináveis. Ou seja, com um animal não pode, mas com um semelhante deve.
Ah mas ele fez por merecer. Ele fez o mal a um animal conscientemente então merece receber um belo castigo. Será? Então já que ele fez algo horrível com um bicho podemos justificadamente fazer o mesmo ou pior com ele?
E seguindo essa lógica, será que o bicho não havia feito também algo horrível antes que justificasse as ações de seu algoz?
Mas é diferente, o bicho é irracional.
Então racional é você que pretende descarregar esse monte de raiva acumulada em alguém que fez algo que você não concorda? E não estou nem entrando no mérito de se está errado ou não.
Vejo pessoas com discursos de ódio tão profundo e insanos que nem parecem seres que convivem em sociedade.
As vezes alguém posta algo contra um político ou contra uma causa e vem uma enxurrada de gente metralhando vômito nos comentários.
Basta haver divergência e há os inflamados discursos “talianeses”.
Gente querendo fazer justiça com as próprias mãos. Gente que não acredita mais em justiça pública. Gente cansada de sofrer quieta. Independente, gente ignorante.
Então quando um assaltante é filmado sendo pego no flagra e apanhando, todo mundo fala que o cara tinha que morrer (pena de morte é aceita finalmente então? E olha que sou a favor hein?!), que tinham que cortar os órgãos sexuais dele, amputar as mãos, furar o olho...
Só eu entendo que isso é lei de Talião e que é uma forte incitação a voltarmos aos tempos dos bárbaros onde os mais fortes mandavam e os mais fracos eram obrigados a obedecer? Onde apenas quando grupos se uniram para espancar a minoria forte opressora que iniciou-se o diálogo?
Diálogo, você ainda sabe o que é isso?
Hoje não se discute mais. Se duas pessoas divergem em algo profundamente, elas não conseguem chegar em um consenso mesmo em sua divergência e continuar se dando bem e conversando numa boa. Elas cortam relações.
Tem gente que para de se falar por política, por futebol... Tem gente que para de se falar por uma discussão sobre a novela, pasmem!
Se a situação continuar nesse ritmo, não tardará a nos desentendermos generalizadamente de forma a ninguém conseguir (ou poder) discordar de outrem sob pena de linchamento ou mesmo desqualificação verbal e massiva.
Está na hora de todo mundo pensar mais antes de escrever. Parar de emitir opiniões com o resíduo do que sai após uma boa seção de evacuação intestinal.
Muitas coisas nos irritam sim e isso faz parte, entretanto não nos dá o direito sequer de pensar em agredirmos outras pessoas. Isso não é civilidade.
Por favor, mais cérebro e dedos ao escrever e menos músculos e estrume.
Precisamos aplicar mais o triplo filtro de Sócrates em nossos dias.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 16.01.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

“Early adopters”

Você sabe o que é um early adopter?
Esse é um termo utilizado para definir pessoas que aderem rapidamente a novidades.
Existe muitos adeptos dessa prática. Cada vez que lançam um Iphone, um Playstation, um jogo, enfim...
Essas pessoas ficam na fila por mais de uma semana. Querem o novo. Há relatos de gente que acampou quase um mês em frente a estabelecimentos comerciais para garantir o lugar na data de lançamento.
Obviamente que nem todos ali o eram, alguns eram protestantes que queriam comprar para quebrar em frente às câmeras.
Isso não ocorre apenas com produtos. Serviços também são muito cobiçados.
Tudo isso é levado em consideração quando efetua-se pesquisa de mercado antes de empreender. Ou ao menos deveria ser.
Obviamente que há muitos aventureiros na praça que simplesmente resolvem abrir negócio sem sequer entender o mercado.
Em Santo Ângelo temos uma população de early adopters. Quem é mais antigo lembra que há bem pouco tempo os empresários de casas noturnas precisavam anualmente abrir outro ponto em outro lugar para chamar público. As pessoas não queriam mais saber do “velho”. Hoje eles ainda mudam, mas apenas reformam, redecoram, mudam alguma coisa para contentar o povo. E funciona.
Cada novo negócio, diferentemente de muitas outras cidades onde o povo é receoso e primeiro espera para ver no que vai dar e como funciona para só então depois experimentar, é visto com gula pelos santo-angelenses.
É uma curiosidade de brilhar os olhos, uma necessidade, uma ansiedade. Algo que reflete fortemente nas expressões das pessoas ao comentarem.
Pense bem, recentemente abriu uma hamburgueria e todos foram conhecer. Então abriu uma loja de uma grande franquia e dá-lhe movimento. Depois uma sorveteria que até hoje tem filas. Por último, uma sanduicheria e o resultado foi o mesmo, chegando a ter mais de 30 minutos de espera para fazer seu pedido.
Todos sabemos que com o tempo as coisas se ajustam, esses fanáticos por novidade se acalmam ou encontram outra inovação para experimentarem.
Eu particularmente nunca havia me identificado como alguém desse time, até ir morar fora. É um traço bem forte nosso.
O ponto importante de toda essa constatação é sobre mercado, comportamento e negócios.
Muitos preferem se aventurar por águas desconhecidas arriscando toda a carga em um pequeno bote – o que justifica os 60% de fechamento de empresas antes dos 5 anos de vida – a fazer seu dever de casa. Pesquisar mercado, definir público alvo, conhecer a cidade e as pessoas, entender comportamentos e preferências pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de um negócio.
O grupo aqui da cidade detentor de muitas casas noturnas faz isso muito bem. Entende que o público demanda novidades e as oferece sistematicamente.
Evidente que cada caso é um caso e há limitadores. Em minha empresa procuro inovar com novas abordagens ao cliente ou projetos que culminem, ao menos em teoria, em incremento da satisfação.
Se as empresas entendessem isso, estariam sempre ajustando e reinventando-se para atender (ou exceder) a expectativa do cliente.
Claro que isso não se aplica a 100% da população. Alguns conservadores remanescem, mas fica a ideia de que sempre antes de querer navegar é necessário dar uma boa estudada nos mapas cartográficos.

Quem manda são os clientes e o mercado, lembre-se disso.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 09.01.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br