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quinta-feira, 10 de março de 2016

Longe demais das captais


Santo Ângelo encontra-se em uma posição privilegiada, dizem alguns. 
Estamos no centro das missões e em local estratégico no noroeste do estado. 
Trago aqui uma provocação: Será mesmo? 
Ijuí e Santa rosa estão muito melhores posicionadas. Há um trecho de seis quilômetros que inviabiliza a instalação de indústrias. E agora nem por ar há acesso aqui. 
Isso gera, na prática, um isolamento. Você pode tentar argumentar que seis quilômetros não são nada e que isso não faz a menor diferença. 
Pois os fatos provam o contrário. Muitos clientes nossos dizem que preferem comprar imóveis e instalar negócios em outras cidades por pura logística. 
Não sou eu quem está falando, são os fatos. E contra fatos não há argumentos. 
É difícil discutir com números. 
Adoraria defender minha cidade e dizer que somos privilegiados estrategicamente. Mas honestamente, que empresário de indústria em sã consciência colocaria uma fábrica aqui, sem isenções do que quer que seja, com todas as fiscalizações possíveis - pois as centrais públicas estão aqui - e para depender de uma ponte estreita e condenada que pode cair a qualquer momento? 
Ter que passar todos os dias por Entre-ijuís ou ir pela estrada esburacada de Catuípe? 
Nem Santa Rosa passa por aqui para ir à 285, preferem passar por Ijuí. 
Nossos políticos pensam pequeno, e não é de agora. Historicamente, o ego falou muito mais alto e ninguém efetivamente tomou uma providência. 
Falam do aeroporto, mas e a infra toda alguém já começou a movimentar? Mais táxis, o aumento do terminal de bagagens, a esteira, o estacionamento... 
Não se pensa mais do que duas ou três jogadas a frente, e nesse jogo estamos tomando xeque-mates diários das nossas vizinhas. 
Vizinhas que por sinal já nos ofereceram parcerias em tempos idos, mas que hoje, devido a nossa postura individualista e arrogante, não tem mais interesse. 
Restaurantes de fundamento, com requinte e culinária refinada, existem? Não que eu não goste dos restaurantes que temos aqui. Gosto bastante. Mas todos sabemos que eles não oferecem nem um décimo do que restaurantes finos devem oferecer. 
Vocês já viram algum maitre aqui? Um sommelier? Um cheff de cozinha com faculdade na área, experiência em restaurantes renomados e especialização em determinada área? 
As empresas não recebem incentivos fiscais, pelo contrário, são vistas como máquinas de geração de receita através de multas. 
Veja o exemplo da Alibem e do Calegaro. Independente do esforço, estão sempre sendo penalizadas. Na prática é o poder público formalmente convidando as empresas a se retirarem. 
E eu já avisei, a Alibem vai embora logo e isso é uma perda inestimável para a cidade. Não só pela geração de empregos – Alibem é a número 1 em geração de empregos na cidade – mas pela arrecadação municipal. 
Poder público comprando briga com indústria... Hotéis sempre lotados... Cultura nem se vê mais... Infraestrutura precária... 
Nem esgoto a cidade tem ainda. Mais de 80% da cidade não possui esgoto. 
Asfaltos sempre foram um problema 
E a lista continua indefinidamente endossando o que venho dizendo. Turismo aqui? Para funcionar só o rural como o do caminho das missões e olhe lá. 
Nossos representantes precisam enxergar mais movimentos a frente. Pensar no futuro, no município. Não no mandato e nos votos. 
Entender que primeiro precisamos resolver nossos graves problemas de infra para apenas depois iniciarmos projetos mais elaborados. 
Do jeito que está, estamos queimando dinheiro e a cortina de fumaça gerada por essa queima serve apenas para corruptos esconderem-se enquanto enchem os bolsos. 
Pensem um pouco nisso...


O jornal não autorizou a publicação
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 4 de março de 2016

7 motivos para contratar uma administradora




Se você não mora em um condomínio, certamente ou já morou ou já conversou com alguém insatisfeito com o síndico.
Há também os insatisfeitos com os vizinhos. E há ainda os síndicos insatisfeitos com a função e suas agruras.
A reputação da função não existe por acaso. Todo síndico se incomoda e se estressa, e na maior parte dos casos acaba sendo chamado de ladrão ou de prevaricador.
Nesse mar de caos, algumas cidades começaram a oferecer um barco seguro onde todos podem confortavelmente navegar sem pessoalidade e com segurança e transparência.
Muitos motivos reforçam essa indicação e aqui cito, entre tantos, apenas 7.
Primeiro: as administradoras – ao menos as que possuem estrutura adequada – oferecem síndico profissional com experiência em organização e gestão de conflitos. Isso faz com que o condomínio imediatamente pare de sofrer com indisposições pessoais e animosidades particulares.
Segundo: há um setor de manutenção com ampla carteira de prestadores de serviços, dispostos a prover a solução para eventualidades. Isso sem contar com a economia que a manutenção preventiva e permanente gera ao longo e ao final do ano. Passa de 100%.
Terceiro: existência de um setor administrativo. Com uma empresa organizada e um setor dedicado a isso, toda a documentação fica devidamente catalogada, registrada e organizada. Disponível ao cliente e sempre exposta em reuniões e assembleias.

Quarto: apoio de um setor Jurídico. A assessoria jurídica, tanto de lei do inquilinato, quanto cobrança de inadimplentes e até mesmo trabalhista fazem toda a diferença no orçamento de um conjunto. Imagine você contratando empregados diretamente e depois o condomínio tendo que arcar com custas trabalhistas. Ou não tendo condições de abrir conta em banco por não possuir um CNPJ.

Este item também contempla as cobranças judiciais e orientações quanto a melhor forma de efetivamente alcançar o valor devido.
Quinto: Contabilidade interna. Normalmente os condomínios terceirizam a contabilidade para algum escritório. Geralmente, esses escritórios não auxiliam no desenvolvimento de um planejamento financeiro nem orientam o desenvolvimento de determinado projeto de forma a não ficar pesado ao bolso de todos. Uma administradora confiável oferece isso junto no pacote.
Sexto: Parcerias. A escala faz com que a administradora consiga barganhar preço junto aos terceirizados formando parcerias que não só facilitam a vida dos clientes como também barateiam o custo. Você sabia que é obrigatório por lei que todo condomínio tenha seguro contra incêndio? (E que para fazê-lo precisa do CNPJ?) Pois com uma administradora consegue-se um desconto maior junto as seguradoras bem como as empresas de gás, segurança, jardinagem e prestadores de serviços em geral.
Sétimo e último, mas não menos importante: Transparência. Com o síndico do prédio dificilmente consegue-se um nível de transparência que uma administradora proporciona pois há boletos (o que também não são todos os condomínios que conseguem ter ao preço acessível das administradoras) que podem ser acessados via site, documentações, comunicação 24 horas e exposição de contas com recibos de entrada e saída, além da tradicional ata escrita e divulgada mediante canais pré-estabelecidos.

Ok, mas e o que eu tenho a ver com isso?

Estou mostrando que nossa cidade está evoluindo. Hoje já possuímos serviços assim que inclusive incentivam financeiramente quem indica um condomínio e este acaba fechando contrato.
Então você, assim como tantas outras pessoas, que já ouviu alguma reclamação ou sofre com isso já tem a quem procurar.
Isso é uma magnífica solução para os problemas de muita gente, um sinal de evolução, uma boa notícia para a cidade que, além de entregar algo de valor para a população, buscava ainda gerar empregos e riqueza, fazendo o comércio girar e aquecendo o mercado.
Tudo está relacionado.
Não é mais necessário ouvir reclamações calado. Indique para a melhor administradora da cidade. A da imobiliária mais tradicional da cidade.
Acho que você sabe qual ;)

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 23.01.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

“Tem que matar esse cara!”


 
Essa foi a frase que li nos comentários do face ao ver um vídeo em que um homem espancava um cachorro até a morte.
Não foi o único caso em que vi, ouvi ou li manifestações desse tipo.
É um ódio tão pujante que ultrapassa a sanidade.
Hoje, se alguém faz algo que uma pessoa não concorde, o discordante se acha no direito de vomitar toda sua ira sobre o primeiro.
Pense bem na incoerência. Alguém matou um cachorro, então eu posso matar alguém. Então eu posso espancar, surrar, escaldar em água fervente, deitar em um formigueiro...
Com o cachorro não pode fazer, mas com meu semelhante, um ser humano pode. Independente se ele é “humano” ou não.
Eu fico estarrecido com a falta de coerência dos humanos. Alguém faz mal para um bicho então merece sofrer todos os tipos de torturas imagináveis. Ou seja, com um animal não pode, mas com um semelhante deve.
Ah mas ele fez por merecer. Ele fez o mal a um animal conscientemente então merece receber um belo castigo. Será? Então já que ele fez algo horrível com um bicho podemos justificadamente fazer o mesmo ou pior com ele?
E seguindo essa lógica, será que o bicho não havia feito também algo horrível antes que justificasse as ações de seu algoz?
Mas é diferente, o bicho é irracional.
Então racional é você que pretende descarregar esse monte de raiva acumulada em alguém que fez algo que você não concorda? E não estou nem entrando no mérito de se está errado ou não.
Vejo pessoas com discursos de ódio tão profundo e insanos que nem parecem seres que convivem em sociedade.
As vezes alguém posta algo contra um político ou contra uma causa e vem uma enxurrada de gente metralhando vômito nos comentários.
Basta haver divergência e há os inflamados discursos “talianeses”.
Gente querendo fazer justiça com as próprias mãos. Gente que não acredita mais em justiça pública. Gente cansada de sofrer quieta. Independente, gente ignorante.
Então quando um assaltante é filmado sendo pego no flagra e apanhando, todo mundo fala que o cara tinha que morrer (pena de morte é aceita finalmente então? E olha que sou a favor hein?!), que tinham que cortar os órgãos sexuais dele, amputar as mãos, furar o olho...
Só eu entendo que isso é lei de Talião e que é uma forte incitação a voltarmos aos tempos dos bárbaros onde os mais fortes mandavam e os mais fracos eram obrigados a obedecer? Onde apenas quando grupos se uniram para espancar a minoria forte opressora que iniciou-se o diálogo?
Diálogo, você ainda sabe o que é isso?
Hoje não se discute mais. Se duas pessoas divergem em algo profundamente, elas não conseguem chegar em um consenso mesmo em sua divergência e continuar se dando bem e conversando numa boa. Elas cortam relações.
Tem gente que para de se falar por política, por futebol... Tem gente que para de se falar por uma discussão sobre a novela, pasmem!
Se a situação continuar nesse ritmo, não tardará a nos desentendermos generalizadamente de forma a ninguém conseguir (ou poder) discordar de outrem sob pena de linchamento ou mesmo desqualificação verbal e massiva.
Está na hora de todo mundo pensar mais antes de escrever. Parar de emitir opiniões com o resíduo do que sai após uma boa seção de evacuação intestinal.
Muitas coisas nos irritam sim e isso faz parte, entretanto não nos dá o direito sequer de pensar em agredirmos outras pessoas. Isso não é civilidade.
Por favor, mais cérebro e dedos ao escrever e menos músculos e estrume.
Precisamos aplicar mais o triplo filtro de Sócrates em nossos dias.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 16.01.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

“Early adopters”

Você sabe o que é um early adopter?
Esse é um termo utilizado para definir pessoas que aderem rapidamente a novidades.
Existe muitos adeptos dessa prática. Cada vez que lançam um Iphone, um Playstation, um jogo, enfim...
Essas pessoas ficam na fila por mais de uma semana. Querem o novo. Há relatos de gente que acampou quase um mês em frente a estabelecimentos comerciais para garantir o lugar na data de lançamento.
Obviamente que nem todos ali o eram, alguns eram protestantes que queriam comprar para quebrar em frente às câmeras.
Isso não ocorre apenas com produtos. Serviços também são muito cobiçados.
Tudo isso é levado em consideração quando efetua-se pesquisa de mercado antes de empreender. Ou ao menos deveria ser.
Obviamente que há muitos aventureiros na praça que simplesmente resolvem abrir negócio sem sequer entender o mercado.
Em Santo Ângelo temos uma população de early adopters. Quem é mais antigo lembra que há bem pouco tempo os empresários de casas noturnas precisavam anualmente abrir outro ponto em outro lugar para chamar público. As pessoas não queriam mais saber do “velho”. Hoje eles ainda mudam, mas apenas reformam, redecoram, mudam alguma coisa para contentar o povo. E funciona.
Cada novo negócio, diferentemente de muitas outras cidades onde o povo é receoso e primeiro espera para ver no que vai dar e como funciona para só então depois experimentar, é visto com gula pelos santo-angelenses.
É uma curiosidade de brilhar os olhos, uma necessidade, uma ansiedade. Algo que reflete fortemente nas expressões das pessoas ao comentarem.
Pense bem, recentemente abriu uma hamburgueria e todos foram conhecer. Então abriu uma loja de uma grande franquia e dá-lhe movimento. Depois uma sorveteria que até hoje tem filas. Por último, uma sanduicheria e o resultado foi o mesmo, chegando a ter mais de 30 minutos de espera para fazer seu pedido.
Todos sabemos que com o tempo as coisas se ajustam, esses fanáticos por novidade se acalmam ou encontram outra inovação para experimentarem.
Eu particularmente nunca havia me identificado como alguém desse time, até ir morar fora. É um traço bem forte nosso.
O ponto importante de toda essa constatação é sobre mercado, comportamento e negócios.
Muitos preferem se aventurar por águas desconhecidas arriscando toda a carga em um pequeno bote – o que justifica os 60% de fechamento de empresas antes dos 5 anos de vida – a fazer seu dever de casa. Pesquisar mercado, definir público alvo, conhecer a cidade e as pessoas, entender comportamentos e preferências pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de um negócio.
O grupo aqui da cidade detentor de muitas casas noturnas faz isso muito bem. Entende que o público demanda novidades e as oferece sistematicamente.
Evidente que cada caso é um caso e há limitadores. Em minha empresa procuro inovar com novas abordagens ao cliente ou projetos que culminem, ao menos em teoria, em incremento da satisfação.
Se as empresas entendessem isso, estariam sempre ajustando e reinventando-se para atender (ou exceder) a expectativa do cliente.
Claro que isso não se aplica a 100% da população. Alguns conservadores remanescem, mas fica a ideia de que sempre antes de querer navegar é necessário dar uma boa estudada nos mapas cartográficos.

Quem manda são os clientes e o mercado, lembre-se disso.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 09.01.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

São apenas cachorros...!

Um cachorro é um bom amigo do homem, mas não é um homem. Embora muitos afirmem que os cachorros são mais “humanos” que muitos humanos.
Eles provavelmente não se entendam inferiores – e há muita gente que assegure que não são, chamando-os de seres evoluídos – dada a conduta que assumem na família.
Os cachorros são carismáticos, fáceis de se apegar. Reivindicam seu lugar e sua posição. Comunicam-se à sua maneira, e quase sempre são eficazes.
Mas retomo, eles não são humanos.
São animais irracionais, mesmo que digam que eles são fora de série e inteligentes.
São bichos, de outra raça, com outra função nesse mundo.
E nós quando os vemos entendemos a abissal diferença que há entre nossas capacidades e as deles. Os cuidamos, os alimentamos, oferecemos carinho e mais um sem fim de coisas.
Ok, entendido tudo isso, nada de novo, mas qual é o ponto?
O ponto é que quando você se qualifica, estuda, preocupa-se, aprende, dá um pouco mais de si – às vezes o que não se tem -, prepara-se, é empático, treina, traça objetivos, estipula metas, gera riqueza e empregos, entende mais claramente as outras pessoas.
Pense nas pessoas inúteis. Gente mesquinha, que rouba, trapaceia, esconde, vive pensando em vingança, mata, estupra, fofoca, logra, espanca, trai, fala mal, reclama do emprego e da empresa, reclama dos colegas e dos chefes, vê sempre o lado ruim, etc.
Pense bem, quem nunca se deparou com isso? Vemos isso em todos os lugares hoje em dia. A bem da verdade é o mais comum.
Gente infeliz no trabalho e reclamando de tudo, na faculdade, gente querendo ser demitida para ganhar benefício, fazendo corpo mole. Incompetentes em cargos públicos. Políticos corruptos. Roubos, mortes, assassinatos, atrocidades...
E o que isso tem a ver com cachorros?
Tem que esses infelizes estão para os competentes e bem sucedidos, como os cachorros estão para os humanos.
Se um cachorro faz uma coisa errada, você não pensa em se vingar dele. Não o odeia pelo resto da vida. Entende que ele não tem condições de passar daquilo e que não entende a que veio nesse mundo.
Então acaba relevando e aceitando que são condições diferentes.
Quando enxergar esses cachorros defecando onde não deve, latindo incomodativamente, abanando o rabo para conquistar seu carisma e atenção, ou simplesmente se comportando irracionalmente como um cachorro, entenda, não são pessoas, são apenas cachorros.
Seres legais, que convivem conosco e eventualmente nos alegram o dia, que dependem de nós, mas que estão em outro nível.
E digo mais, sou fã do bicho cachorro. Eles são especiais em muitos aspectos.
Você que faz a diferença, que se esforça, que estuda, que ajuda, que faz resultado, quando encontra um cachorro, entende o que estou falando.
Sempre que converso com mentes pensantes chegamos à conclusão de que não tem o que fazer. Que é impossível mudar o Brasil de um século para outro por causa da massa ignorante, entendemos que precisamos cada vez mais gerar adestradores de cães, e transformar o mundo manobrando-os.
Não seja apenas um cachorro!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 19.12.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O relho do vereador




Aconteceu um fato pitoresco no interior do estado do Rio Grande do Sul. Coincidentemente foi aqui ao lado de Santo Ângelo.
Duvido muito que alguém não tenha ficado sabendo visto que houve ampla divulgação, tanto na mídia local quanto na nacional.
Um servidor público jovem, ativista e idealista viu que muitos vereadores estavam sem nenhuma cerimônia infringindo a lei em frente a toda população.
Veja bem, não era apenas um vereador, eram vários. Todos fazendo coisas erradas descaradamente como que afrontando a sociedade dizendo: “olhem, eu estou acima da lei e faço o que bem entender e ousem me repreender para verem o que acontece”.
Pois bem, este rapaz ousou. Começou a tirar fotos denunciando as pequenas coisas. Atitudes óbvias e visíveis a todos mas que ninguém tinha coragem de chamar a atenção a público repreendendo os infratores.
Não bastasse o fato desses “meliantes” fazerem a coisa errada, ainda se deram ao trabalho de se ofender quando foram expostos à mídia. E se isso já não fosse absurdo suficiente, sentiram-se no direito de, além de infringirem a lei e sentirem-se acima dela, tomarem para si e de acordo com suas vontades, fazer “justiça” com as próprias mãos. Ou com o próprio relho.
Agora pense um pouco comigo, eu faço coisas erradas e se alguém me expõe eu pego meu relho e surro. Isso é o que? Tempo das cavernas?
O servidor levou uma surra de relho do vereador por ter postado fotos que denunciavam as irregularidades dos vereadores.
Como pode gente assim se eleger?
Em que mundo estamos vivendo?
Não bastasse o cara estar completamente errado no ato da infração, também estava errado ao sair agredindo outra pessoa.
E como se tudo isso já não fosse suficiente para, no mínimo, prender um maníaco desses, ele ainda sai dando entrevista em rede nacional dizendo que o guri estava precisando de uma lição mesmo. Que o que ele fez foi certo, "onde já se viu sair por aí divulgando na internet as coisas erradas que os políticos fazem".
Pose orgulhosa, dando risada debochadamente, peito estufado sabendo que nada iria acontecer e vendendo a ideia de que o que fez foi certo e que o rapaz estava errado.
Sério isso?! Prestem atenção no absurdo que é isso. Pelo amor de Deus, isso é um ultraje.
Mas tchê, esse tipo de ser não pode conviver em sociedade. Eu não sei em que mundo ele vive, mas certamente não é civilizado.
Agora imagina se todo mundo se achasse no direito de fazer coisas erradas e quando fosse repreendido, surrar. Voltaríamos a época dos bárbaros?
Se eu to armado e um cara desses resolve dar uma de machinho pra cima de mim, não penso duas vezes e passo fogo no cara. O desaforo dum loco desses achar que vai sair surrando todo mundo e ninguém vai reagir.
Será que ele pensa que todo mundo vai ficar quieto?
Muita gente me disse: “melhor não escrever sobre isso, vai que esse cara queira te surrar”. Olha que coisa mais sem cabimento isso.
Então eu não posso falar a verdade, comentar e dar minha opinião sobre um fato público por medo do cara que fez todas essas porcarias vir me bater?
Aliás não sei porque o servidor deixou isso acontecer. O vereador sabia onde estava atando o burro. Pega um cara mais estourado já dá um laço nele de pronto.
Não sei como ficou a situação do servidor. Não sei se há algum tipo de ação na justiça. Mas sei que esse cara errou mais vezes do que poderia para ser perdoado e a sociedade não pode deixar por isso mesmo.
Gente assim precisa ser expurgada do convívio social.
Cadeia no mínimo.

Ou algo acontece, ou cadeirantes continuarão apanhando de motoristas ao reclamarem por terem estacionado na vaga e tudo mais que ocorre nesse sentido.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 12.12.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O perfeito imperfeito



Todo mundo fala que procura perfeição. Que quer um relacionamento perfeito, o emprego perfeito e a vida perfeita.
Será mesmo que é a perfeição que todos buscam?
Aprendi em um casamento que o que buscamos é justamente o contrário. Buscamos o imperfeito. (E só aqui entendi o que o Renato Tobias sempre disse)
A perfeição é chata, entediante. Mas é a busca por ela que é legal e vale a pena.
O imperfeito é o que faz a vida valer a pena. Aprendemos com o imperfeito.
Ele machuca, nos faz evoluir e entender o mundo sob uma perspectiva que não conseguiríamos ler em qualquer livro ou manual.
O cachorro perfeito não ensinaria nossos filhos, ou a nós mesmos, sobre relacionamento incondicional, sobre a dor da perda, sobre perdão, sobre ira por ter estragado um móvel caro.
A mulher perfeita não precisa aprender, não há algo a ser acrescentado pelo par ou mesmo a acrescentar para com esta troca evoluir, ela já é perfeita, está pronta. Não combina com o imperfeito.
A casa perfeita, o carro e qualquer outro bem perfeito matam dentro de nós aquela sede em busca de algo melhor.
A vida perfeita seria o que? O fim? Fazer o que agora que não há mais o que buscar e almejar?
Certamente há aqueles que dirão que a vida perfeita deve ser aproveitada em sua plenitude e eu rebato dizendo que não há como aproveitar na plenitude algo que já está pronto e se basta por si.
As interrelações decorrentes das interações entre as coisas, os fatos, os seres, os tempos e locais são o que tornam o mundo imperfeito.
É a imperfeita chuva em um dia que imperfeitamente eu esqueci de verificar a previsão do tempo e saí sem guarda chuvas pois estava calor, molhando as roupas, o corpo e os cabelos. Essa chuva me ensinou sobre meu corpo, sobre a gripe, sobre sensações, sobre anticorpos, sentir a água molhando meu corpo, correr na sarjeta, abraçar...
É um tropeção dos mais imperfeitos na rua, um salto que se quebra (e isso não pode ser perfeito), um joelho esfolado, uma luxação dolorosa que faz eu conhecer a pobre mulher machucada no chão e ajudá-la até um pronto socorro.
E se eu conseguisse chegar a perfeição? Então tudo que eu tinha e considerava perfeito antes não o era? Sendo assim será que essa perfeição é finalmente a perfeita? O que vem depois?
E se depois de eu chegar a perfeição eu ver que aquilo não é o que eu quero, então o perfeito não é perfeito? Então será perfeito quando for imperfeito?
Sim, na minha concepção o imperfeito é o que colore nossos dias, o que “despenteia meu cabelo ao vento”, o que me emociona.
E se a vida não fosse assim, seria perfeita, ou seja, não está perfeito ainda pois falta ficar imperfeito.
Longa vida à imperfeição das coisas, dos relacionamentos e da convivência entre os humanos.
Ideia roubada de um discurso de casamento do Taio Zucco. Um dos Zuccos que finalmente conseguiu casar. Obviamente não porque não conseguimos candidatas, certamente é porque preferimos ficar solteiros. Todos garantem que chove mulher querendo casar.
Parabéns Taio e Tine! Que a imperfeição desse relacionamento todo errado se perpetue até ficarem bem velhinhos. Parabéns por abraçarem o imperfeito e o aceitarem com toda a alegria e positividade que ele merece.

Parabéns Tine pela coragem de casar com um cara que nem o Taio, com esse calhamaço de defeitos. Parabéns por conquistar alguém tão sensacional quanto ele, um dos nossos melhores.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 05.12.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Empresários e Novos Empreendedores



Reativamos neste ano de 2015 o projeto Miniempresa da Junior Achievement.
Este projeto visa fomentar o empreendedorismo nas escolas, ou seja, mostrar aos jovens que existem alternativas viáveis, que eles podem empreender, como funciona uma empresa, como é o marketing, como é a logística, os impostos, o controle ponto, o rh, o financeiro, etc.
Santo Ângelo tradicionalmente sempre ganhou muitas premiações tanto no regional quanto no estadual, pois há uma competição entre as escolas do Brasil inteiro para identificar o melhor achiever, o melhor vendedor, o produto mais inovador entre outros. Contudo nos últimos 10 anos nossa cidade não participou do projeto.
Acreditem, o fato de nossos jovens ainda na escola não entenderem o que é empreender, saber como funciona a constituição de uma empresa, quão pesadas são as cargas tributárias, ver como é lucrativo, viável e legal, acabou fazendo com que uma “leva” grande de pessoas evadissem.
Muita gente qualificada não viu oportunidade aqui e foi empreender fora, muitos optaram por concurso não por preferência ou vocação mas por acreditar que era o único caminho ou mesmo desconhecer a possibilidade e viabilidade de empreender aqui.
Na verdade se fossemos desmembrar todas as consequências ou oportunidades eu escreveria umas boas páginas.
Nesse texto quero destacar um ponto específico: Como os empresários interferem no desenvolvimento municipal.
Em todos os grupos de discussão fica muito claro que a solução para o Brasil é investirmos em educação e acabarmos com a corrupção antes que ela floresça no coração das crianças e que para isso precisamos não só sermos vigilantes mas ativamente fazermos o que for possível para proporcionar esse acontecimento.
Acontece que Santo Ângelo está no estado em que está não só por culpa dos políticos. Na verdade acho até que eles possuem a menor parcela de culpa nessa novela toda.
Os empresários não fazem sua parte, e faz tempo.
Todos reclamam muito, falam mal da administração pública, mas fazem muito pouco. Na hora que precisam dar a cara a tapa, fazer a diferença, realmente interferir positivamente para que algo aconteça na cidade, quase todos se omitem.
É ridículo ver um bando de demagogos falando muito, cuspindo xingamentos, mas fazendo nada para mudar a situação municipal.
Falo obviamente pelo que vi nesse projeto, mas fui atrás e percebi que nada acontece também em qualquer outro projeto, via de regra.
Os empresários usam influência  e network, mas não desembolsam um tostão para fomentar a evolução da cidade, nem mesmo disponibilizam colaboradores ou eles mesmos para fazerem algo em qualquer projeto.
Entretanto, continuam reclamando cheios de razão.
Em tempos de crise muitos patrocinadores pararam de repassar dinheiro ao projeto. Entrei em contato com os empresários municipais informando inclusive que poderia ser abatido no imposto da empresa (obviamente dependendo da modalidade de arrecadação como eles bem sabem), e muito poucos vieram falar comigo.
Para cada aluno precisamos de R$ 30,00, e são 35 alunos por escola. Este ano serão 9 escolas e mais um projeto piloto em uma única instituição onde atuaremos desde a 5ª série.
Isso dá um investimento insignificante frente a arrecadação de várias empresas.
Os empresários não se importam, preferem que vá para o governo a ter que fazer algo que possa retornar ao município em forma de projeto social.
E mesmo que não fosse abatido, pretendem gerar mudança e transformação fazendo o que sempre foi feito?
As pessoas não fazem a sua parte e continuam hipocritamente com sua fulgas indignação passiva.
Menos teoria e mais prática. Precisamos acreditar na cidade e ter atitudes diferentes para começarmos a ter resultados diferentes.
Em 2015 contamos com o apoio de muitos empresários, muitos voluntários e algumas empresas e tudo isso foi determinante e decisivo para o sucesso do projeto. Todos oportunamente foram reconhecidos e agradecidos e sempre serão. Para 2016 outras pessoas já entraram em contato querendo participar, ou seja, estamos ganhando corpo. As pessoas estão começando a acreditar.
Caso alguém queira saber mais sobre o projeto, queira ser voluntário (apenas 15 encontros por ano) ou principalmente auxiliar financeiramente, me procurem.

O projeto sai! Mesmo que muitos não acreditem ou incentivem, e isso eu garanto. Quem está comigo?

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 28.11.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Cleanskin em Paris



Você sabe o que significa Cleanskin?
Cleanskin são “agentes secretos” ou pessoas “normais”. São gente sem antecedentes criminais, sem qualquer tipo de suspeita ou ficha. Pessoas que moram em qualquer lugar, com hábitos comuns e que passariam facilmente despercebidos por qualquer cidadão.
Pois bem, essas pessoas são, no caso da França, muçulmanos que nasceram na Europa, nunca viveram a realidade e o terror dos conflitos e na maioria dos casos não teriam necessidade alguma de “comprarem a ideia” desse horror todo.
Ocorre que os mais antigos, sobreviventes de muitos conflitos em solo “sagrado” e que não são clenskins, difundem e recrutam jovens para darem continuidade a matança irracional.
Alguns mais esclarecidos resistem um pouco, não aceitando tranquilamente as palavras dos difusores. Esses são enviados à sua “terra mãe” para entenderem o que é sofrimento, verem amigos morrendo, terem seu ódio alimentado e semeado bem fundo em seus corações, receberem treinamento e finalmente voltarem com cérebro lavado, tendo certeza que matar todos os “infiéis” é a única solução para o mundo.
Normalmente não me manifesto sobre religião, mas convenhamos, quantos neurônios precisa ter para entender que matar outro ser humano é errado?
Defender um Deus tirano que quer a vingança?
Se o cara a quem eles devotam toda sua fé é onipotente, então por que não faz todo o mal dos corações humanos desaparecer em um piscar de olhos? Por que criou pessoas de outras raças e outras religiões se só uma é certa e o resto deve sofrer?
Se ele está ao lado dos homens bomba, então como permite que haja rechaçassão de seu povo protegido?
São questionamentos primários que gente ignorante não consegue articular.
Mas eles sofreram e suas famílias foram mortas?!
Desde quando isso justifica fazer o mesmo? Desde quando um erro começou a justificar outro?
E por mais contraditório que pareça, para acabar com isso só quando todos morrerem. Ou se prende todos e impede que se reproduzam até definitivamente acabar com esse tipo de conduta, ou se elimina todos da face da terra, tal e qual Hitler tentou com os judeus.
A diplomacia não funciona, não funcionou e está claro que não funcionará junto a esse tipo.
Dois anos antes dos atentados de 11 de setembro nos estados unidos já haviam alguns “muçulmanos” aqui em Santo Ângelo que profetizavam o acontecido. Diziam: “esperem para ver o que acontecerá com os estados unidos daqui dois anos, eles estão comprando briga com o povo errado”.
Missioneiros, brasileiros, gaúchos. Gente que nasceu aqui e não teria definitivamente o menor propósito em odiar seus conterrâneos/compatriotas ou mesmo pessoas de outras religiões.
Isso significa que o perigo está sim espalhado em todo o mundo. Ninguém está seguro! Espero que o anonymous realmente cumpra o prometido, exponha esses terroristas, roube todo o dinheiro de suas operações e entregue-os para a polícia.
Em meio a esse contexto todo, o ministro das relações exteriores do decide que será facilitada a entrada no Brasil com liberação instantânea para pessoas oriundas do Afeganistão, Paquistão, Síria, Iraque.
O mundo inteiro afastando, temendo, se protegendo e tentando evitar a disseminação desse mal, e o Brasil querendo que eles venham explodir as coisas aqui?
Se a intenção não é explodir os políticos e Brasília, então definitivamente não faz sentido.

Mas se for, confesso que estou ao lado dele.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 21.11.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Sem mercado aos domingos!



Santo Ângelo tinha começado a evoluir neste sentido. Estava tudo muito bom e legal com a população indo aos mercados em massa aos domingos, dias em que alguns tinham tempo e todo mundo estava feliz.
Todo mundo mesmo, tanto a população de uma maneira geral, quanto os proprietários e principalmente os funcionários.
Os empregados ganhavam 100% de hora extra. Nenhum era obrigado a trabalhar aos domingos, entrando na escala quem quisesse. Todos queriam. TODOS!
Com essa sandice sem cabimento, por causa de algumas pessoas que não tem noção do que fazem e não pensam na coletividade, preocupando-se apenas com seu umbigo e negócio, um “acordo” foi firmado.
O sindicato patronal escolheu dentre todas as possibilidades possíveis, a mais danosa para a coletividade. Danos coletivos onde no máximo 100 pessoas foram beneficiadas e mais de 60.000 foram prejudicados.
Isso sem contar todas as demissões oriundas do fechamento do domingo.
É de espumar de brabo de tão óbvio que muita gente seria demitida com isso. Mais óbvio ainda é que esses sindicatos ignorantes preferem que as pessoas fiquem sem emprego a deixa-las trabalhar como e quando bem entendem.
Bolas, se o sindicato acha que o empregado deve ficar em casa que nem eles coçando o domingo inteiro, então que possibilite, pergunte, mas não proíba-os de trabalharem.
E a liberdade tão fortemente defendida na constituição?
Então, quer dizer agora que tenho o meu negócio, quero abrir e atender ao público, meus empregados também querem, todo mundo vai ganhar com isso - principalmente o cliente - mas por causa de alguns representantes que claramente não entendem o que seus representados querem, definem de acordo com suas vontades pela mais imbecil e burra das soluções.
Criem escalas! Adequem-se a realidade. O mundo mudou, evoluiu, e as pessoas e o mercado precisam também fazê-lo.
Os mercados grandes fecharam, os pequenos não. Mas a fiscalização não está em cima deles. Curioso os fiscais do ministério do trabalho não fecharem os pequenos. Fechem tudo então. Vamos ouvir a chiadeira e vamos ver se a coisa continua.
Imaginem todos os estabelecimentos fechados aos domingos? Até os pequenos armazéns?!
Lembro-me ainda das empresas de cinema protestando contra o youtube. Que coisa mais pequena, tacanha, medíocre, ridícula. Coisa de quem pensa pequeno e não tem capacidade de conseguir algo por competência, então precisa que os outros também não façam. Se eu não consigo, então tu não pode fazer também!
Ora, mas que diabos! Em que mundo vivemos? Em que era vivemos? Ateando fogo em “bruxas” apenas porque não entendemos que elas cozinham bem ou o que seja?
Sindicalistas ignorantes que pensam pequeno! Nem um pouco preocupados com as demissões ou o extra que essas pessoas ganhavam ou mesmo com a qualidade de vida da coletividade municipal. Mas seus ideais foram atendidos, então está tudo bem.
Vi ainda no face de uma “socialista de Iphone” falando que os coitadinhos precisam ter um dia para descansar com a família. Pois bem, agora terão meses. Estão na rua.
Mas para esse tipo de gente isso não importa. Pois obviamente trabalham em funções que exploram muito bem toda essa manobra assistencialista. Não são eles que precisam de um extra do domingo para conseguir pagar a conta com muito esforço no final do mês.
Para eles sobra salário enquanto para os empregados dos mercados sobra mês.
Se é dada a opção de trabalhar aos finais de semana, se isso não é imposto, se gera uma importante renda extra, se isso faz com que mais de 150 empregos diretos e no mínimo o triplo de indiretos continuem existindo, então por que diabos cancelar?
Capricho, inveja e incompetência da concorrência? Isso é suficiente em algum lugar do mundo, além daqui?

Enquanto a cidade se curvar a atitudes medíocres de humanos medíocres, seremos sempre um povo medíocre.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 14.11.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br