Pesquisar este blog

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Liberdade, Igualdade e Fraternidade!




Essa máxima tão fortemente difundida e tão utopicamente defendida existe há anos em nosso mundo com uma bandeira acenada principalmente pelos franceses. Foi o lema da Revolução Francesa. O slogan sobreviveu à revolução, tornando-se o grito de ativistas
Esses três pontos não podem coexistir. Simplesmente não há possibilidade. A condição para um existir é a inexistência do outro.
Bem simples e lhes explico.
Liberdade não existe com igualdade.
Se eu quero ser livre, poder tomar minhas decisões e optar por que caminho seguir e que destino traçar, não posso ser parametrizado como todos os outros. Logo, não posso ser igual.
Isso nos leva à inquestionável conclusão de que para ser livre é necessário que não haja igualdade.
A liberdade respeita a individualidade de cada um, o direito de escolha e de ser diferente e pensar por si, ter opiniões próprias, o indivíduo enquanto indivíduo.
A igualdade segue um viés socialista, do tipo que prefere que todos sejam iguais em condições dignas a ter gente morrendo de fome e passando necessidades enquanto alguns gozam de extremo luxo. Mas não considera a livre escolha e consequentemente a livre iniciativa. Simplesmente atropela a vontade de cada um, forçando que todos ”escolham” a mesma coisa. Assim, aqueles que produzem pouco ou nada, gozam os mesmos benefícios dos que se qualificam mais, produzem mais e se esforçam mais. Nesse contexto, acaba que os que produzem cansam de ver quem não produz ganhar a mesma coisa, e aderem à indolência.
Enfim, igualdade só existe sem liberdade.
Fraternidade:
Se existe igualdade, não há como existir fraternidade pois as diferenças individuais se evidenciam emergindo do mar interno de cada um com o que entregam e o que são para o todo. E isso não agrada quem pensa no contexto, no social e no coletivo.
Se liberdade existe então não há fraternidade, pois mesmo que a liberdade de um vá até onde começar a liberdade do outro, nem todo mundo respeita essa regra.
O ser humano enquanto livre, invariavelmente acaba agredindo de alguma forma seu semelhante.
A liberdade gera uma quebra de limites e um eterno ensaio em águas desconhecidas. Águas que ou já tem dono ou afogam.
Então pense sempre nessas três “premissas” da revolução francesa como algo que não pode ser seguido simplesmente porque é impossível.
Se existe um, então necessariamente não existe outro.
Busquemos a igualdade respeitando a liberdade, ou seja uma parte de liberdade com um pouco de igualdade, mesmo que para isso precisemos abrir mão da igualdade para ter liberdade e da liberdade para ter igualdade. Confuso né?
É, a primeira vez também deu um nó na minha cabeça. Mas para a convivência pacífica, precisamos abrir mão e flexibilizar constantemente, buscando sempre coisas que teoricamente seriam impossíveis de existirem.
Esse é o grande trunfo dessa complexa e inigualável raça humana. A de surpreender a evolução encontrando sempre uma forma de sobreviver e se adaptar.
Sejamos fraternos, fomentemos a liberdade e busquemos uma igualdade meritocrática. Sei que fui meio tosco, mas é mais ou menos na linha de Mises.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 06.02.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Bolha imobiliária



Vai estourar a bolha! A situação é insustentável! O Brasil vai entrar em crise e a economia vai quebrar tal e qual aconteceu nos EUA.
Será?
Muito me perguntam sobra a bolha e a crise, se haverá um estouro de bolha e etc.
Você sabe o que é bolha imobiliária?
Você entende algo do mercado e entende sistemicamente o que ocorre para multiplicar essa informação?
Primeiro deixe-me explicar o que aconteceu nos Estados Unidos para que fique claro o que é bolha imobiliária, para então responder se isso está ocorrendo por aqui ou não.
Os valores aumentaram muito e depois, quando as pessoas quiseram vender por uma série de fatores como inadimplência e afins, acabou ocorrendo queda de até 60% do valor dos imóveis para quem comprou no pico.
Só que preço alto não significa bolha. É um dos ingredientes, mas não é suficiente. É necessário que isso seja insustentável e que os motivos que levem a isso sejam erros estratégicos governamentais. Se não for insustentável de forma alguma, é bolha!
Os americanos não tinham limite de comprometimento de renda para financiamentos, então muita gente comprometeu mais de 60% da renda familiar, faltando dinheiro para o restante (como agua, luz, comida, roupas, etc.).
Outro ponto chave é o fato de eles terem comprometido 90% do PIB americano com empréstimos. Nesse caso quando as pessoas começaram a não pagar, o Estado se viu sem recursos para garantir.
Outro fator crítico foram as garantias. Emprestaram dinheiro para gente que não tinha condições de arcar até o final.
Daí o pessoal endividado tentou torrar o imóvel o quanto antes para não ficar com dívidas, forçando a queda de preços e esculhambando o mercado.
Já aqui no Brasil, houve sim um aumento surreal de preços. Alguns imóveis chegaram a ficar seis vezes mais caros (coincidentemente também foi a proporção que o governo aumentou de recursos para financiamento).
O montante de recursos no Brasil para fins de financiamento não representa mais do que 10% do nosso PIB. Ou seja, em caso de total inadimplência, o país não quebra.
O máximo que um brasileiro pode comprometer de sua renda era 30%, agora já está em 35% quando for compartilhado com cartão de crédito (não morre de fome).
A inadimplência brasileira é muito baixa. Atualmente está em menos de 2%. Isso gera menos leilões que consequentemente não pressionam o mercado.
Dizer que não existe bolha seria audacioso da parte de qualquer um, assim como dizer que existe significará um "adivinhacionismo" futurológico só visto por Nostradamus.
O efeito manada que fez os preços dos imóveis subir ainda não se manifestou quanto a queda que poderia gerar um colapso na economia e então se consolidar como uma bolha. Fora isso, apenas mais dois fatores poderiam forçar e eles já ocorreram.
Primeiro: Investidores pararam de comprar imóveis. Segundo: O governo parou de liberar crédito indiscriminadamente, fazendo com que muita gente não tenha mais acesso aos recursos.
O que podemos afirmar com certeza é que só vai vender imóveis agora quem está com a corda no pescoço ou quem é consciente e aceita vender pelo real valor de mercado (e que pese esse valor não é, ainda, mais baixo do que as pessoas pagaram na aquisição). E no Brasil isso não é representado pelos usuários finais, visto que as garantias foram tomadas corretamente.
Construtoras e alguns investidores sazonais – oportunistas – precisarão vender com urgência e esses casos acontecem mais em grandes centros. De resto, as pessoas esperarão o mercado normalizar.
Minha opinião? Não há bolha. Nunca existiu e não existirá.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 30.01.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 31 de março de 2016

Estupro político


Fomos estuprados nos dias 16 e 17 de março de 2016.
Chutaram nosso cachorro, passaram a mão em nossa bunda, cuspiram em nós, bateram em nossa cara, espancaram nossa mãe, atearam fogo na moralidade e com cachaça.
Não tem cabimento o que está acontecendo no Brasil.
As passeatas, camisetas amarelas, vestir preto, panelaços, isso não chega aos ouvidos do Lula e da Dilma.
Tenho certeza que eles não tem a menor ideia do que está acontecendo em Santo Ângelo, uma ilha localizada no noroeste do estado do Rio Grande do Sul.
Entretanto entendo claramente a importância desses levantes populares. Todos os networks são acionados e funcionam como uma onda.
As pessoas aqui em nossa cidade saem para protestar, manifestam sua indignação nas redes sociais, formam opiniões, influenciam conhecidos.
Essa ação invariavelmente respinga na área jurídica, ou seja, OAB, juízes, advogados e todos aqueles que hoje são os únicos que poderiam dar um fim nessa palhaçada toda. Eles começam a entender que precisam dar jeito na coisa.
As classes influenciadoras como proprietários, médicos, empresários e afins também começam a sofrer e manifestar ativamente seu descontentamento, utilizando suas conexões, apoiando a revolta do povo e as decisões judiciais.
O jornal só divulga a manifestação em POA ou em São Paulo porque sabe que isso está acontecendo em POA, em Passo Fundo, em Erexim, Santo Ângelo...
Se não estivesse acontecendo em todo Brasil, nas cidades pequenas inclusive, entenderiam como eventos isolados em capitais e sem representatividade significativa.
Quando o movimento ganha corpo, ganha escala, quando a notícia chega aos salafrários lá em cima, a mídia é OBRIGADA a se manifestar.
Quando o povo reivindica algo, a mídia divulga e tudo estremece, necessariamente os representantes da justiça acabam entendendo a importância de se posicionarem.
Quando toda uma nação está posicionada de forma firme e segura contra corrupção e não a favor de partidos ou ideologias partidárias, ou seja, pró justiça, não há como advogados e juízes irem contra. Eles precisam seguir as leis.
Você pode argumentar que sempre tem como, e de fato, sempre tem. Mas some-se a tudo isso os políticos e a coerção social que todo esse movimento representa.
Sim, os políticos, eles querem votos e o povo não quer mais saber da pujança, então eles articulam para que os juízes façam o que o povo pede e assim se reelejam.
Outra coisa que fica, independente do resultado, é o exemplo para as gerações atuais. Jovens que sabem sobre política, entendem sobre justiça (ou a falta dela), sabem o poder que tem nas mãos, veem a consequência de um péssimo voto.
Ao menos em teoria nossos jovens serão empreendedores, focarão em conhecimento e estudo, serão mais qualificados e mais preparados para o futuro.
A parte boa de tudo isso é, o Lula caindo ou não, mantendo ou não a suspensão desse ministério, os jovens entenderam que PT é do mal e que comunistas continuam comendo criancinhas como ouvíamos quando éramos crianças.
E sabendo disso, revolucionarão nosso país em 10 anos.
Façamos com que todos sempre lembrem desse dia, dessa raça, desse mar de lama de corrupção, do maior escândalo de roubo já registrado na história da humanidade que é o PT no governo roubando do BNDES e da Petrobrás.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 19.03.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

segunda-feira, 21 de março de 2016

Novo Mundo

Durante a história da humanidade muitos eventos desencadearam uma drástica e radical mudança nos rumos do que seria o caminho certo.
Hitler foi derrotado e com isso muita coisa mudou, não só na Alemanha como no mundo. Ele falava muito bem, convencia as massas, era esperto e escorregadio feito uma cobra.
Na Argentina, depois de muitos anos sob o comando de uma linha ideológica não tão distante da do ditador alemão, finalmente o povo conseguiu trocar por um liberalista.
Liberalista este que em dois meses fez mais pela Argentina do que os presidentes anteriores fizeram em duas décadas.
Isto meus amigos, chama-se competência. Chama-se quebra de paradigmas. Chama-se revolução.
Em Cuba, desde que a ditadura impera, as pessoas não têm roupa decente, nem carro, nem comida, nem casas. Vivem numa miséria incrível, tentam fugir a nado, de barco, do que for. Atletas olímpicos aproveitam a oportunidade para ficarem onde der. Qualquer coisa é melhor que voltar a Cuba. Nem a tão elogiada e difundida saúde é, na prática, perto de ser razoável.
Este país precisa de uma revolução.
Revolta socialista? Socialismo para todos? A cadeia é o melhor exemplo de socialismo. E você gosta disso? Todos com a mesma roupa, mesma comida, mesma cama, mesmo tratamento, tudo disponibilizado pelo Estado. Se gosta, bom pra você, cometa um crime e seja feliz.
Lembram do episódio do Berlusconi na Itália? Foi o maior escândalo de corrupção já noticiado na história até o então momento. Até o então momento...
Foi espetacular pois todos acreditavam que não tinha saída. Que o país estava fadado ao fracasso. Que nada do que fosse feito desinfetaria a podridão bolorenta que havia impregnado nas entranhas da política.
Estavam todos errados. Lá haviam pessoas que não desistiram e não descansaram enquanto os corruptos não foram presos.
Há em nosso país uma boa quantidade de gente que acredita que a mudança é possível. Que não podemos baixar a cabeça e nos calar. Que precisamos ir as ruas e gritar a plenos pulmões que não estamos satisfeitos com a impunidade. Que não queremos mais a injustiça. Que a roubalheira e a falta de caráter estão com os dias contados.
Há aí um novo juiz que em toda sua vida traz uma trajetória exemplar de carreira, e que está caçando os corruptos. Este senhor está dando esperança e coragem a todo um povo calejado de tanto trabalhar feito escravo para que alguns vivam na mamata.
Esse povo que cansou de ser feito de idiota, agora quer ver a coisa acontecer. Não quer mais saber de esperar nem de indignação passiva. Está indo para as ruas com a cara pintada, bandeiras e cartazes em mãos, apitos, cornetas, carros, som, megafones...
O levante realmente está acontecendo. A história está sendo escrita bem diante de nossos olhos. O maior caso de corrupção da história da humanidade está sendo combatido hoje, no Brasil, com garra, pelo povo, com fé.
E você, vai ficar comendo pipoca e assistindo pela televisão?
Vai continuar de costas e inclinado esperando o governo continuar fazendo o que vem fazendo há tanto tempo?
Ou vai fazer o seu papel e somar corpo ao movimento?
Você está conformado com o que está acontecendo? Está feliz com a falta de dinheiro e com a crise gerados pela corrupção ativa de alguns dos nossos políticos?
Estou acompanhando a movimentação daqui de Santo Ângelo e vai ser uma das maiores e mais ativas que já tive notícias. Os líderes resolveram comprar a briga e se revoltar e agora vão MESMO nem que seja com seus familiares e filhos apenas.
Vai contar aos seus netos que assistiu pela televisão o maior acontecimento político dos últimos 200 anos? Ou vai falar orgulhosamente que pintou a cara e foi junto para a rua protestar, e ainda vai mostrar fotos aos netos com os olhos marejados de emoção e orgulho contando o que estava sentindo ao fazer a diferença?
A escolha é sua!
Domingo às 17:30 na Praça do Brique em Santo Ângelo!
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 13.03.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 10 de março de 2016

Longe demais das captais


Santo Ângelo encontra-se em uma posição privilegiada, dizem alguns. 
Estamos no centro das missões e em local estratégico no noroeste do estado. 
Trago aqui uma provocação: Será mesmo? 
Ijuí e Santa rosa estão muito melhores posicionadas. Há um trecho de seis quilômetros que inviabiliza a instalação de indústrias. E agora nem por ar há acesso aqui. 
Isso gera, na prática, um isolamento. Você pode tentar argumentar que seis quilômetros não são nada e que isso não faz a menor diferença. 
Pois os fatos provam o contrário. Muitos clientes nossos dizem que preferem comprar imóveis e instalar negócios em outras cidades por pura logística. 
Não sou eu quem está falando, são os fatos. E contra fatos não há argumentos. 
É difícil discutir com números. 
Adoraria defender minha cidade e dizer que somos privilegiados estrategicamente. Mas honestamente, que empresário de indústria em sã consciência colocaria uma fábrica aqui, sem isenções do que quer que seja, com todas as fiscalizações possíveis - pois as centrais públicas estão aqui - e para depender de uma ponte estreita e condenada que pode cair a qualquer momento? 
Ter que passar todos os dias por Entre-ijuís ou ir pela estrada esburacada de Catuípe? 
Nem Santa Rosa passa por aqui para ir à 285, preferem passar por Ijuí. 
Nossos políticos pensam pequeno, e não é de agora. Historicamente, o ego falou muito mais alto e ninguém efetivamente tomou uma providência. 
Falam do aeroporto, mas e a infra toda alguém já começou a movimentar? Mais táxis, o aumento do terminal de bagagens, a esteira, o estacionamento... 
Não se pensa mais do que duas ou três jogadas a frente, e nesse jogo estamos tomando xeque-mates diários das nossas vizinhas. 
Vizinhas que por sinal já nos ofereceram parcerias em tempos idos, mas que hoje, devido a nossa postura individualista e arrogante, não tem mais interesse. 
Restaurantes de fundamento, com requinte e culinária refinada, existem? Não que eu não goste dos restaurantes que temos aqui. Gosto bastante. Mas todos sabemos que eles não oferecem nem um décimo do que restaurantes finos devem oferecer. 
Vocês já viram algum maitre aqui? Um sommelier? Um cheff de cozinha com faculdade na área, experiência em restaurantes renomados e especialização em determinada área? 
As empresas não recebem incentivos fiscais, pelo contrário, são vistas como máquinas de geração de receita através de multas. 
Veja o exemplo da Alibem e do Calegaro. Independente do esforço, estão sempre sendo penalizadas. Na prática é o poder público formalmente convidando as empresas a se retirarem. 
E eu já avisei, a Alibem vai embora logo e isso é uma perda inestimável para a cidade. Não só pela geração de empregos – Alibem é a número 1 em geração de empregos na cidade – mas pela arrecadação municipal. 
Poder público comprando briga com indústria... Hotéis sempre lotados... Cultura nem se vê mais... Infraestrutura precária... 
Nem esgoto a cidade tem ainda. Mais de 80% da cidade não possui esgoto. 
Asfaltos sempre foram um problema 
E a lista continua indefinidamente endossando o que venho dizendo. Turismo aqui? Para funcionar só o rural como o do caminho das missões e olhe lá. 
Nossos representantes precisam enxergar mais movimentos a frente. Pensar no futuro, no município. Não no mandato e nos votos. 
Entender que primeiro precisamos resolver nossos graves problemas de infra para apenas depois iniciarmos projetos mais elaborados. 
Do jeito que está, estamos queimando dinheiro e a cortina de fumaça gerada por essa queima serve apenas para corruptos esconderem-se enquanto enchem os bolsos. 
Pensem um pouco nisso...


O jornal não autorizou a publicação
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 4 de março de 2016

7 motivos para contratar uma administradora




Se você não mora em um condomínio, certamente ou já morou ou já conversou com alguém insatisfeito com o síndico.
Há também os insatisfeitos com os vizinhos. E há ainda os síndicos insatisfeitos com a função e suas agruras.
A reputação da função não existe por acaso. Todo síndico se incomoda e se estressa, e na maior parte dos casos acaba sendo chamado de ladrão ou de prevaricador.
Nesse mar de caos, algumas cidades começaram a oferecer um barco seguro onde todos podem confortavelmente navegar sem pessoalidade e com segurança e transparência.
Muitos motivos reforçam essa indicação e aqui cito, entre tantos, apenas 7.
Primeiro: as administradoras – ao menos as que possuem estrutura adequada – oferecem síndico profissional com experiência em organização e gestão de conflitos. Isso faz com que o condomínio imediatamente pare de sofrer com indisposições pessoais e animosidades particulares.
Segundo: há um setor de manutenção com ampla carteira de prestadores de serviços, dispostos a prover a solução para eventualidades. Isso sem contar com a economia que a manutenção preventiva e permanente gera ao longo e ao final do ano. Passa de 100%.
Terceiro: existência de um setor administrativo. Com uma empresa organizada e um setor dedicado a isso, toda a documentação fica devidamente catalogada, registrada e organizada. Disponível ao cliente e sempre exposta em reuniões e assembleias.

Quarto: apoio de um setor Jurídico. A assessoria jurídica, tanto de lei do inquilinato, quanto cobrança de inadimplentes e até mesmo trabalhista fazem toda a diferença no orçamento de um conjunto. Imagine você contratando empregados diretamente e depois o condomínio tendo que arcar com custas trabalhistas. Ou não tendo condições de abrir conta em banco por não possuir um CNPJ.

Este item também contempla as cobranças judiciais e orientações quanto a melhor forma de efetivamente alcançar o valor devido.
Quinto: Contabilidade interna. Normalmente os condomínios terceirizam a contabilidade para algum escritório. Geralmente, esses escritórios não auxiliam no desenvolvimento de um planejamento financeiro nem orientam o desenvolvimento de determinado projeto de forma a não ficar pesado ao bolso de todos. Uma administradora confiável oferece isso junto no pacote.
Sexto: Parcerias. A escala faz com que a administradora consiga barganhar preço junto aos terceirizados formando parcerias que não só facilitam a vida dos clientes como também barateiam o custo. Você sabia que é obrigatório por lei que todo condomínio tenha seguro contra incêndio? (E que para fazê-lo precisa do CNPJ?) Pois com uma administradora consegue-se um desconto maior junto as seguradoras bem como as empresas de gás, segurança, jardinagem e prestadores de serviços em geral.
Sétimo e último, mas não menos importante: Transparência. Com o síndico do prédio dificilmente consegue-se um nível de transparência que uma administradora proporciona pois há boletos (o que também não são todos os condomínios que conseguem ter ao preço acessível das administradoras) que podem ser acessados via site, documentações, comunicação 24 horas e exposição de contas com recibos de entrada e saída, além da tradicional ata escrita e divulgada mediante canais pré-estabelecidos.

Ok, mas e o que eu tenho a ver com isso?

Estou mostrando que nossa cidade está evoluindo. Hoje já possuímos serviços assim que inclusive incentivam financeiramente quem indica um condomínio e este acaba fechando contrato.
Então você, assim como tantas outras pessoas, que já ouviu alguma reclamação ou sofre com isso já tem a quem procurar.
Isso é uma magnífica solução para os problemas de muita gente, um sinal de evolução, uma boa notícia para a cidade que, além de entregar algo de valor para a população, buscava ainda gerar empregos e riqueza, fazendo o comércio girar e aquecendo o mercado.
Tudo está relacionado.
Não é mais necessário ouvir reclamações calado. Indique para a melhor administradora da cidade. A da imobiliária mais tradicional da cidade.
Acho que você sabe qual ;)

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 23.01.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

“Tem que matar esse cara!”


 
Essa foi a frase que li nos comentários do face ao ver um vídeo em que um homem espancava um cachorro até a morte.
Não foi o único caso em que vi, ouvi ou li manifestações desse tipo.
É um ódio tão pujante que ultrapassa a sanidade.
Hoje, se alguém faz algo que uma pessoa não concorde, o discordante se acha no direito de vomitar toda sua ira sobre o primeiro.
Pense bem na incoerência. Alguém matou um cachorro, então eu posso matar alguém. Então eu posso espancar, surrar, escaldar em água fervente, deitar em um formigueiro...
Com o cachorro não pode fazer, mas com meu semelhante, um ser humano pode. Independente se ele é “humano” ou não.
Eu fico estarrecido com a falta de coerência dos humanos. Alguém faz mal para um bicho então merece sofrer todos os tipos de torturas imagináveis. Ou seja, com um animal não pode, mas com um semelhante deve.
Ah mas ele fez por merecer. Ele fez o mal a um animal conscientemente então merece receber um belo castigo. Será? Então já que ele fez algo horrível com um bicho podemos justificadamente fazer o mesmo ou pior com ele?
E seguindo essa lógica, será que o bicho não havia feito também algo horrível antes que justificasse as ações de seu algoz?
Mas é diferente, o bicho é irracional.
Então racional é você que pretende descarregar esse monte de raiva acumulada em alguém que fez algo que você não concorda? E não estou nem entrando no mérito de se está errado ou não.
Vejo pessoas com discursos de ódio tão profundo e insanos que nem parecem seres que convivem em sociedade.
As vezes alguém posta algo contra um político ou contra uma causa e vem uma enxurrada de gente metralhando vômito nos comentários.
Basta haver divergência e há os inflamados discursos “talianeses”.
Gente querendo fazer justiça com as próprias mãos. Gente que não acredita mais em justiça pública. Gente cansada de sofrer quieta. Independente, gente ignorante.
Então quando um assaltante é filmado sendo pego no flagra e apanhando, todo mundo fala que o cara tinha que morrer (pena de morte é aceita finalmente então? E olha que sou a favor hein?!), que tinham que cortar os órgãos sexuais dele, amputar as mãos, furar o olho...
Só eu entendo que isso é lei de Talião e que é uma forte incitação a voltarmos aos tempos dos bárbaros onde os mais fortes mandavam e os mais fracos eram obrigados a obedecer? Onde apenas quando grupos se uniram para espancar a minoria forte opressora que iniciou-se o diálogo?
Diálogo, você ainda sabe o que é isso?
Hoje não se discute mais. Se duas pessoas divergem em algo profundamente, elas não conseguem chegar em um consenso mesmo em sua divergência e continuar se dando bem e conversando numa boa. Elas cortam relações.
Tem gente que para de se falar por política, por futebol... Tem gente que para de se falar por uma discussão sobre a novela, pasmem!
Se a situação continuar nesse ritmo, não tardará a nos desentendermos generalizadamente de forma a ninguém conseguir (ou poder) discordar de outrem sob pena de linchamento ou mesmo desqualificação verbal e massiva.
Está na hora de todo mundo pensar mais antes de escrever. Parar de emitir opiniões com o resíduo do que sai após uma boa seção de evacuação intestinal.
Muitas coisas nos irritam sim e isso faz parte, entretanto não nos dá o direito sequer de pensar em agredirmos outras pessoas. Isso não é civilidade.
Por favor, mais cérebro e dedos ao escrever e menos músculos e estrume.
Precisamos aplicar mais o triplo filtro de Sócrates em nossos dias.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 16.01.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

“Early adopters”

Você sabe o que é um early adopter?
Esse é um termo utilizado para definir pessoas que aderem rapidamente a novidades.
Existe muitos adeptos dessa prática. Cada vez que lançam um Iphone, um Playstation, um jogo, enfim...
Essas pessoas ficam na fila por mais de uma semana. Querem o novo. Há relatos de gente que acampou quase um mês em frente a estabelecimentos comerciais para garantir o lugar na data de lançamento.
Obviamente que nem todos ali o eram, alguns eram protestantes que queriam comprar para quebrar em frente às câmeras.
Isso não ocorre apenas com produtos. Serviços também são muito cobiçados.
Tudo isso é levado em consideração quando efetua-se pesquisa de mercado antes de empreender. Ou ao menos deveria ser.
Obviamente que há muitos aventureiros na praça que simplesmente resolvem abrir negócio sem sequer entender o mercado.
Em Santo Ângelo temos uma população de early adopters. Quem é mais antigo lembra que há bem pouco tempo os empresários de casas noturnas precisavam anualmente abrir outro ponto em outro lugar para chamar público. As pessoas não queriam mais saber do “velho”. Hoje eles ainda mudam, mas apenas reformam, redecoram, mudam alguma coisa para contentar o povo. E funciona.
Cada novo negócio, diferentemente de muitas outras cidades onde o povo é receoso e primeiro espera para ver no que vai dar e como funciona para só então depois experimentar, é visto com gula pelos santo-angelenses.
É uma curiosidade de brilhar os olhos, uma necessidade, uma ansiedade. Algo que reflete fortemente nas expressões das pessoas ao comentarem.
Pense bem, recentemente abriu uma hamburgueria e todos foram conhecer. Então abriu uma loja de uma grande franquia e dá-lhe movimento. Depois uma sorveteria que até hoje tem filas. Por último, uma sanduicheria e o resultado foi o mesmo, chegando a ter mais de 30 minutos de espera para fazer seu pedido.
Todos sabemos que com o tempo as coisas se ajustam, esses fanáticos por novidade se acalmam ou encontram outra inovação para experimentarem.
Eu particularmente nunca havia me identificado como alguém desse time, até ir morar fora. É um traço bem forte nosso.
O ponto importante de toda essa constatação é sobre mercado, comportamento e negócios.
Muitos preferem se aventurar por águas desconhecidas arriscando toda a carga em um pequeno bote – o que justifica os 60% de fechamento de empresas antes dos 5 anos de vida – a fazer seu dever de casa. Pesquisar mercado, definir público alvo, conhecer a cidade e as pessoas, entender comportamentos e preferências pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de um negócio.
O grupo aqui da cidade detentor de muitas casas noturnas faz isso muito bem. Entende que o público demanda novidades e as oferece sistematicamente.
Evidente que cada caso é um caso e há limitadores. Em minha empresa procuro inovar com novas abordagens ao cliente ou projetos que culminem, ao menos em teoria, em incremento da satisfação.
Se as empresas entendessem isso, estariam sempre ajustando e reinventando-se para atender (ou exceder) a expectativa do cliente.
Claro que isso não se aplica a 100% da população. Alguns conservadores remanescem, mas fica a ideia de que sempre antes de querer navegar é necessário dar uma boa estudada nos mapas cartográficos.

Quem manda são os clientes e o mercado, lembre-se disso.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 09.01.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

São apenas cachorros...!

Um cachorro é um bom amigo do homem, mas não é um homem. Embora muitos afirmem que os cachorros são mais “humanos” que muitos humanos.
Eles provavelmente não se entendam inferiores – e há muita gente que assegure que não são, chamando-os de seres evoluídos – dada a conduta que assumem na família.
Os cachorros são carismáticos, fáceis de se apegar. Reivindicam seu lugar e sua posição. Comunicam-se à sua maneira, e quase sempre são eficazes.
Mas retomo, eles não são humanos.
São animais irracionais, mesmo que digam que eles são fora de série e inteligentes.
São bichos, de outra raça, com outra função nesse mundo.
E nós quando os vemos entendemos a abissal diferença que há entre nossas capacidades e as deles. Os cuidamos, os alimentamos, oferecemos carinho e mais um sem fim de coisas.
Ok, entendido tudo isso, nada de novo, mas qual é o ponto?
O ponto é que quando você se qualifica, estuda, preocupa-se, aprende, dá um pouco mais de si – às vezes o que não se tem -, prepara-se, é empático, treina, traça objetivos, estipula metas, gera riqueza e empregos, entende mais claramente as outras pessoas.
Pense nas pessoas inúteis. Gente mesquinha, que rouba, trapaceia, esconde, vive pensando em vingança, mata, estupra, fofoca, logra, espanca, trai, fala mal, reclama do emprego e da empresa, reclama dos colegas e dos chefes, vê sempre o lado ruim, etc.
Pense bem, quem nunca se deparou com isso? Vemos isso em todos os lugares hoje em dia. A bem da verdade é o mais comum.
Gente infeliz no trabalho e reclamando de tudo, na faculdade, gente querendo ser demitida para ganhar benefício, fazendo corpo mole. Incompetentes em cargos públicos. Políticos corruptos. Roubos, mortes, assassinatos, atrocidades...
E o que isso tem a ver com cachorros?
Tem que esses infelizes estão para os competentes e bem sucedidos, como os cachorros estão para os humanos.
Se um cachorro faz uma coisa errada, você não pensa em se vingar dele. Não o odeia pelo resto da vida. Entende que ele não tem condições de passar daquilo e que não entende a que veio nesse mundo.
Então acaba relevando e aceitando que são condições diferentes.
Quando enxergar esses cachorros defecando onde não deve, latindo incomodativamente, abanando o rabo para conquistar seu carisma e atenção, ou simplesmente se comportando irracionalmente como um cachorro, entenda, não são pessoas, são apenas cachorros.
Seres legais, que convivem conosco e eventualmente nos alegram o dia, que dependem de nós, mas que estão em outro nível.
E digo mais, sou fã do bicho cachorro. Eles são especiais em muitos aspectos.
Você que faz a diferença, que se esforça, que estuda, que ajuda, que faz resultado, quando encontra um cachorro, entende o que estou falando.
Sempre que converso com mentes pensantes chegamos à conclusão de que não tem o que fazer. Que é impossível mudar o Brasil de um século para outro por causa da massa ignorante, entendemos que precisamos cada vez mais gerar adestradores de cães, e transformar o mundo manobrando-os.
Não seja apenas um cachorro!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 19.12.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O relho do vereador




Aconteceu um fato pitoresco no interior do estado do Rio Grande do Sul. Coincidentemente foi aqui ao lado de Santo Ângelo.
Duvido muito que alguém não tenha ficado sabendo visto que houve ampla divulgação, tanto na mídia local quanto na nacional.
Um servidor público jovem, ativista e idealista viu que muitos vereadores estavam sem nenhuma cerimônia infringindo a lei em frente a toda população.
Veja bem, não era apenas um vereador, eram vários. Todos fazendo coisas erradas descaradamente como que afrontando a sociedade dizendo: “olhem, eu estou acima da lei e faço o que bem entender e ousem me repreender para verem o que acontece”.
Pois bem, este rapaz ousou. Começou a tirar fotos denunciando as pequenas coisas. Atitudes óbvias e visíveis a todos mas que ninguém tinha coragem de chamar a atenção a público repreendendo os infratores.
Não bastasse o fato desses “meliantes” fazerem a coisa errada, ainda se deram ao trabalho de se ofender quando foram expostos à mídia. E se isso já não fosse absurdo suficiente, sentiram-se no direito de, além de infringirem a lei e sentirem-se acima dela, tomarem para si e de acordo com suas vontades, fazer “justiça” com as próprias mãos. Ou com o próprio relho.
Agora pense um pouco comigo, eu faço coisas erradas e se alguém me expõe eu pego meu relho e surro. Isso é o que? Tempo das cavernas?
O servidor levou uma surra de relho do vereador por ter postado fotos que denunciavam as irregularidades dos vereadores.
Como pode gente assim se eleger?
Em que mundo estamos vivendo?
Não bastasse o cara estar completamente errado no ato da infração, também estava errado ao sair agredindo outra pessoa.
E como se tudo isso já não fosse suficiente para, no mínimo, prender um maníaco desses, ele ainda sai dando entrevista em rede nacional dizendo que o guri estava precisando de uma lição mesmo. Que o que ele fez foi certo, "onde já se viu sair por aí divulgando na internet as coisas erradas que os políticos fazem".
Pose orgulhosa, dando risada debochadamente, peito estufado sabendo que nada iria acontecer e vendendo a ideia de que o que fez foi certo e que o rapaz estava errado.
Sério isso?! Prestem atenção no absurdo que é isso. Pelo amor de Deus, isso é um ultraje.
Mas tchê, esse tipo de ser não pode conviver em sociedade. Eu não sei em que mundo ele vive, mas certamente não é civilizado.
Agora imagina se todo mundo se achasse no direito de fazer coisas erradas e quando fosse repreendido, surrar. Voltaríamos a época dos bárbaros?
Se eu to armado e um cara desses resolve dar uma de machinho pra cima de mim, não penso duas vezes e passo fogo no cara. O desaforo dum loco desses achar que vai sair surrando todo mundo e ninguém vai reagir.
Será que ele pensa que todo mundo vai ficar quieto?
Muita gente me disse: “melhor não escrever sobre isso, vai que esse cara queira te surrar”. Olha que coisa mais sem cabimento isso.
Então eu não posso falar a verdade, comentar e dar minha opinião sobre um fato público por medo do cara que fez todas essas porcarias vir me bater?
Aliás não sei porque o servidor deixou isso acontecer. O vereador sabia onde estava atando o burro. Pega um cara mais estourado já dá um laço nele de pronto.
Não sei como ficou a situação do servidor. Não sei se há algum tipo de ação na justiça. Mas sei que esse cara errou mais vezes do que poderia para ser perdoado e a sociedade não pode deixar por isso mesmo.
Gente assim precisa ser expurgada do convívio social.
Cadeia no mínimo.

Ou algo acontece, ou cadeirantes continuarão apanhando de motoristas ao reclamarem por terem estacionado na vaga e tudo mais que ocorre nesse sentido.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 12.12.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br