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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Passe Livre

Depois de tanta manifestação, agora estão considerando (seriamente) a possibilidade de subsidiarem as passagens de ônibus.Nessas horas eu percebo, endosso e dou razão para alguns cientistas políticos não-sazonais os quais afirmam que a população não sabe direito o que está fazendo, falando e muito menos o que está reclamando.
Passe livre é passagem de ônibus "gratuita". Primeiro, se isso fosse concedido, teria que ser a todos e não apenas um nicho da população.
Mas digamos que aconteça uma desgraça dessas, quem arcaria com esse custo? Sim, pois é disso que se trata, e precisa ser pago com dinheiro. Esse dinheiro precisa sair de algum lugar e certamente não aparecerá magicamente.
Bem, se até aqui alguém não entendeu onde quero chegar, então explicito: Todo esse dinheiro sairá do bolso do povo, ou melhor, de uma parte do povo. A mesma classe média que está protestando contra os impostos, os desvios de verbas, a falta de dinheiro para saúde e educação, etc. 
Tudo da mesma classe que vem carregando todo esse assistencialismo subsidiador e fomentador de vadios nas costas. Certamente as pessoas não pararam para pensar ainda que isso trará um ônus bem salgado. Mas como brasileiro quer sempre saber só da hora de ganhar, com jeitinho brasileiro, sequer pensa nas trágicas consequências financeiras que isso acarretará futuramente.
Minha sugestão é bem mais simples: Liberem mais concessões. Tantas quantas desejarem existir nas cidades, tal e qual é feito com lojas atualmente. Deixem que o próprio mercado encarregue-se de fazer seleção natural.
O próprio comércio de lojas regula o preço e garante a qualidade dos serviços entregues. Não seria diferente com as empresas de transporte coletivo. Se houvessem 50 delas em Porto Alegre e pudessem disputar as mesmas linhas, certamente haveria queda nos preços e acréscimo na qualidade do serviço prestado e da infraestrutura oferecida.
Vivemos em um mundo capitalista, e desde uma geração antes da minha, todos só conhecemos - MESMO - o lado capitalista da coisa. Há muita teoria sobre socialismo - teóricos usando smartphones, jeans, tomando coca e querendo ganhar dinheiro - mas a prática é a que faz parte da nossa realidade e de nosso meio. 
Usemos isso a nosso favor e façamos a concorrência ser saudável ao consumidor, tal e qual é em todos os negócios com Market share justo.
Acho o preço da passagem abusivo sim. Sou a favor de queda nos preços, de menor margem de lucro nas empresas e por isso fomento a livre concorrência. Acho que seria a melhor solução. Até quando o povo vai continuar se iludindo de que o Brasil é uma fonte inesgotável de dinheiro e que é tudo fácil?

O que adianta ser grátis, de péssima qualidade, sem linhas suficientes ou segurança adequada? Precisa sim é ajustar essa bagunça toda.
Devido a uma série de fatores geopolíticos da economia mundial estamos em posição privilegiada atualmente. Mas isso já estava previsto há mais de 10 anos, literalmente. Agora era a hora de aproveitarmos tudo isso, só que a má administração dos governos recentes garantiram que estivéssemos passando por instabilidade, justamente num dos momentos que deveria ser o mais brilhante da história da existência de nossa nação, presente e futura. Mas isso é assunto para outro texto.
Quanto ao passe livre, creio que seja o único no meio desse tumulto todo a ter coragem de dizer: SOU CONTRA O PASSE LIVRE E NÃO QUERO PAGAR MAIS IMPOSTOS PARA MUITA GENTE QUE NÃO PRODUZ FICAR PASSEANDO!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 06.07.2013 
Editado/corrigido por Thiago Severgnini

@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Indignados passivos

A nação finalmente acordou! Será? É o que a mídia e “o povo” comentam sem parar desde o início das manifestações.
A classe média, que é quem paga o pato da pesada carga tributária, sem uma compensação condizente, cansou de pagar para os outros ganharem regalias infinitas e começou a reivindicar o que é seu por direito: aplicação correta das verbas, leis coerentes, fim da corrupção e menos impostos.
Mas aqui na capital missioneira muita gente preferiu não participar. Certamente não estão satisfeitos com o absurdo de impostos que pagam ou com o serviço público de péssima qualidade que é fornecido em contrapartida ao que é desembolsado. Mas ainda assim não saíram para a rua.
As desculpas foram muitas. Falta de foco nas reivindicações, ausência de liderança, proibição de violência, veto a bandeiras partidárias e por aí vai...
Muitos manifestaram-se contra o protesto alegando ser um desfile, que foi pedido consentimento da polícia e demais entidades municipais (o que eu acho um absurdo, afinal comunicar que vai fazer algo é colossalmente diferente de pedir pinico. Eu vi pela ótica dos manifestantes que botaram o "pé na porta" com peito estufado e bradaram que iriam para a rua, quer as entidades gostassem ou não), mas na hora de agir, que foi a segunda manifestação, na segunda-feira, na câmara de vereadores, sem comunicação, sem polícia, diretamente aos vereadores que são (ou deveriam ser) os capacitados para fazer algo em âmbito municipal, pela comunidade local, acochambraram-se.
Onde está então a linearidade do discurso desses que só serviram para desprestigiar e boicotar um gesto civilizado, pacífico e organizado? Queriam o quê? Quebrar as lojas? Atear fogo em patrimônio público? Gerar mais gastos que resultariam em mais impostos para a mesma classe reclamante? Quanta incoerência e falta de raciocínio! O que as lojas tinham a ver com isso?
A todos os que foram, o meu parabéns. Principalmente aos mesmos formadores de opinião que já mencionei em textos anteriores e que na oportunidade equivocadamente fomentaram violência, mas que na hora chamaram a responsabilidade de ajudar a coordenar e manter o movimento como deveria ser, para si, e zelaram pela ordem.
Todas essas pessoas saíram para a rua, mostraram a cara, levantaram cartazes, pois estavam insatisfeitos com o Brasil, com a política, com os políticos, com o desvio de verbas, com a insana carga tributária, com a roubalheira, etc.
Os que ficaram em casa, além de não ajudarem, ficaram atrapalhando e comentando que não foi um protesto e sim um desfile. Ora, se sair para a rua - mesmo que como um ato simbólico – representando minha insatisfação com o Brasil como está e minha vontade de querer algo melhor é um desfile, que seja, mas eu fiz a minha parte. E os passivos indignados fizeram o quê?
Teoria versus prática! Ficaram em casa, no conforto de suas "internetes" falando mal de quem quer mudar o país da maneira que dá.
Aqui e na avassaladora maioria das cidades não há cultura de protestos, muito menos de politização. Qualquer iniciativa é válida. Mais de 1000 pessoas foram à rua só aqui. Isso é histórico para nossa cidade, assim como para todas as outras. É um marco e precisa ser reverenciado com o respeito que merece.
Se aqui já rendeu frutos - como IPTU e passagens - sendo tranquila (e concordo que o povo poderia ter gritado mais e sido mais efusivo, embora isso não desmereça a manifestação), imagina em todo o país. O gigante acordou e o povo não está mais disposto a ser empalado resilientemente.
Venho lutando por isso há muito tempo, fazendo a minha parte da minha maneira. Agora finalmente começo a ter motivos par ter orgulho de ser brasileiro. Não esmoreçamos com migalhas. Sigamos em frente! E daqui para frente, venham para a rua, mesmo que não falem nada, estejam presente e mostrem a cara para que todos saibam que vocês também estão insatisfeitos com as coisas como estão. Pare de queixar-se passivamente e tenha uma atitude positiva que gere algum tipo de resultado. Ficar em casa não serve mais.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 29.06.2013 
Editado/corrigido por Thiago Severgnini e @AnaLeticiaSilva

@rjzucco







rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 17 de julho de 2013

#VEMPRARUA

Junho de 2013, uma data a ser lembrada e “?celebrada?!” por todos durante muito tempo. Finalmente a parte não ignorante da massa deixou de ser passiva e passou a um estágio de indignação ativa. O povo foi para rua protestar e manifestou-se a plenos pulmões em busca do fim de muita coisa errada que ocorre nesse país viciado em assistencialismo.
A população não aguenta mais ficar pagando e trabalhando para a parte vadia do povo viver bem. É um número incontável de bolsas isso e aquilo. A classe média – os efetivamente revoltados de tudo isso – cansou de pagar para os pobres ganharem subsídios até o limiar do surreal. E a classe alta, que sonega imposto, desvia verbas, beneficia-se aqui e ganha ali, nem liga.
Isso já devia estar acontecendo há muito tempo e finalmente os “caras pintadas” resolveram arremangar as mangas, pintar a cara e sair para as ruas. Todo protesto e manifestação nesse sentido é válido e necessário, desde que pacífico.
Agora, um dia antes do quebra-quebra em São Paulo, ouvi um dos maiores formadores de opinião da região missioneira da atualidade fomentar manifestação com violência enquanto ouvia um programa local com entrevistas no rádio, após o meio dia. E na sexta, o caos!
É lastimável ouvir uma pessoa para a qual nutro grande admiração e respeito, não só pela inteligência como por sua articulação, não saber medir suas palavras.
O colega de colunas disse que em alguns casos se faz necessário o vandalismo para que se chame a atenção e obtenha-se o resultado esperado. Ouvir isso me causou refluxo gástrico, pois é o mesmo que quebrar pratos e copos para chamar a atenção do garçom.
Uma manifestação perde o propósito quando invade a liberdade alheia. Policiais foram linchados por tentarem manter a ordem. Polícia essa para a qual os manifestantes pedem contingente maior para sua melhor segurança.
Querem mais polícia para que? Para terem mais gente para espancar?
Nada justifica a bestialidade de prédios pichados, carros e ônibus quebrados, gente espancada, depredações, vandalismos, selvageria, etc.
A parte empolgada olha só para o “lado bom” da manifestação. NÃO EXISTE LADO BOM QUANDO HÁ VIOLÊNCIA! Nenhuma causa vale a vida de uma pessoa que está trabalhando honestamente. Cadê os valores desses hipócritas e demagogos que acham que uma parte pequena (desde quando 10 mil pessoas é uma parte pequena?) não representa a importância de todo o manifesto? Onde estava a parte boa enquanto todo o vandalismo ocorria que não tomou providências para cessar? Os bons então não estavam em tão maior quantidade? Ou não eram tão bons assim?
É só pensar um pouco, se a parte agitadora não era grande, seria fácil para a polícia contê-los.
Nessa mesma primeira parte da catástrofe, a ordem da polícia era para os manifestantes não passarem pelas ruas dos hospitais. Mas a massa ignorou e foi justamente nesses locais, forçando a polícia a tomar medidas drásticas. Sempre digo que um erro não justifica o outro, e esse ato culminou em caos.
Se os manifestantes seguissem na intenção inicial e não se transformassem em arruaceiros descumprindo o que havia sido determinado pela lei e quebrando o código de postura que determina silêncio próximo a hospital e invadindo a esfera de outras pessoas, tudo poderia ser evitado.
Mas não foi ato isolado, a ignorância continuou acontecendo ao longo da semana. Se isso é um perfeito exemplo de indignação ativa e de democracia consciente, não me serve.
Se isso é motivo para ter orgulho, então novamente me envergonho de ser brasileiro.
E ainda, para os que pensam como eu e estão dispostos a mudar a coisa que está toda errada, mas fazendo do jeito certo, #VEMPRARUA e vamos botar a boca no trombone. Sirvamos de exemplo a toda terra. Ajude a reprimir a violência. Nada conquistado por vias falhas merece celebração. Os fins não justificam os meios. Se é pra ser, que seja do jeito certo. Não podemos combater corrupção corrompendo-nos.
E FRIZO: SEM VIOLÊNCIA!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 22.06.2013 
Editado/corrigido por Thiago Severgnini
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Dia dos namorados

Na semana do dia dos namorados uma cliente perguntou-me o que havia comprado para presentear minha excelentíssima.
Respondi que não havia comprado presente algum. Então ela redarguiu sobre o que eu compraria. Respondi que não faria.
Quando falei isso as mulheres que trabalham comigo manifestaram-se horrorizadas. Como pode um namorado ser tão frio e insensível a ponto de deixar passar uma data tão clássica em branco? Como pode não comprar nem uma lembrancinha sequer? E antes de sair, parou na metade do caminho, virou-se e disse afirmativa e categoricamente: “Você deve comprar ao 
menos UMA rosa que seja, ou UM bombom, mas precisa dar um presente!”
Falou como se essa fosse a única verdade possível, como se conhecesse todas as mulheres tal e qual a palma de sua mão, e saiu, provavelmente crente de ter me deixado convencido ou ao menos com peso na consciência. 
Aprovada por todas as mulheres do ambiente que a endossaram.
Ocorre que não acho que algo material precise ser dado em datas românticas. Não penso que esse consumismo materialista que enfiam diariamente garganta adentro nos consumidores também precise ser aceito por mim. Não entendo que o ato de comprar algo para a pessoa que amo significará mais do que palavras sinceras ou gestos de carinho.
Felizmente a pessoa que está comigo sabe que não é por causa do dia dos namorados que sairei de casa e comprarei algo que vale um quarto do valor da época, para que represente o que demonstro diariamente e que não há dinheiro que compre, para uma pessoa que não espera de mim bens materiais ou coisas e sim sentimentos, atitudes e gestos.
Sorte do comércio as pessoas não pensarem como eu, para que as mulheres possam ser presenteadas por homens que não costumam fazê-lo se não em datas assim. Ou por homens que precisam comprar para preencher, já que palavras, gestos e atitudes não são de suas práticas.
Então os que estão acostumados ao mecanismo capitalista que fomenta violentamente o consumismo (e não me entendam mal, sou apaixonado pelo capitalismo) e que consequentemente nunca pararam para pensar em: por que comprar algo? Por que a coisa material ou que custe dinheiro precisa ser a prova de alguma coisa? Por que o sentimento sincero e verdadeiro não é suficiente? Sentir-se-ão ofendidos e tentarão defender-se argumentos do tipo: “os românticos presenteiam”,” eu faço sempre tudo 
que posso e nessas datas o adicional é o presente” e por aí vai. Quando na verdade isso é tudo uma desculpa para a falta ou preenchimento de algo que não vem sendo entregue.
Continuo na minha briga pelos valores corretos, e nesse exemplo defendo que antes de comprar, procure estar, pensar, fazer e ser algo para quem você ama. Será o melhor presente da vida dessa pessoa, pois será permanente, diário, apaixonante, sem preço e exatamente o que a pessoa gostaria de ganhar.
Agora, se quem está com você interessa-se mais por um presente do que pelo que supracitei, então que bom que ela está com você e não comigo!
Feliz dia dos namorados!
 
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 15.06.2013 
Editado/corrigido por Thiago Severgnini

@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Sexo casual?





Hoje é moda falar em amizade colorida, FG, FC, e outras siglas referentes a amigos que transam com amigas descompromissadamente. A única regra garantida é a de que não há nem haverá “um relacionamento”.
Em uma sociedade machista onde os homens – principalmente os solteiros – querem conferir a maior quantidade possível de mulheres, há sobra de oferta oriunda desse gênero.
Homem para consumar uma relação sexual com qualquer mulher que lhe interesse não precisa de envolvimento ou qualquer outro tipo de sentimento que não seja tesão. E às vezes nem isso.
Os tais “machos”, via de regra, querem é “mijar” na maior quantidade de “postes” possíveis. Então adoram essa nova moda de não precisar ser só amigo das mulheres. Agora eles podem também aproveitar o que antes, como amigos, não podiam.
Até aqui tudo bem – tudo bem porque não vou, neste texto, entrar na seara dos valores e do que seria a moral ideal do mundo correto – mas, quando começamos a analisar a situação pelo lado feminino, a coisa não é bem assim.
São raríssimas as mulheres que conseguem transar sem se envolver emocionalmente. Elas não transam com qualquer bundinha bonita que passa. O sexo feminino precisa de sentimento para despir-se a algum homem. Mesmo que esse sentimento aflore em uma noite e acabe arrebatando-a.
Ouso afirmar que menos de 1% das mulheres consegue fazer o que os homens fazem: transar com alguém sem ao menos saber seu nome ou querer ligar no dia seguinte.
Mesmo que seja apenas para aliviar o tesão, que o cara tenha sido péssimo de cama, que ele não preste e que não gostaria de estabelecer um relacionamento com o cafajeste, ela gostaria de receber um telefonema no dia seguinte.
Então, voltando para o assunto sexo entre amigos: se a mulher está nessa onda de apenas curtir sem compromisso com algum amigo e tudo bem, veja como ela reage quando este amigo colorido começa a namorar.
Ela sente-se traída e o ciúme aflora como algo praticamente incontrolável. Iniciam-se instantaneamente as comparações e as crises existenciais e de insegurança.
Normalmente nesse momento as “fêmeas” sentem-se descartadas e começam a questionarem-se quanto ao “FG”, sobre tudo o que “investiram” nesse “relacionamento”. A sensação é, simplificando, de que o chão sumiu.
Isso significa que sexo casual e amizades coloridas funcionam só para os homens. Mulheres que acreditam nessa nova receita, ou estão enganando-se, ou o que pode ser pior, enganando ao “amigo”.
Mas rogo-lhes: Não parem!! Os homens estão muito mais calmos e felizes desde o advento dessa nova prática. Encarem isso como um serviço social.
E de mais a mais, vocês recebem sua parcela de compensação enquanto duro dura.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 08.06.2013 
Editado/corrigido por Patrick Heinz
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Valores errados II

Tenho muitos conhecidos e amigos que trabalham na área da pedagogia, e a reclamação recorrente de todos, principalmente quanto aos alunos mais novos, é a de que as crianças não têm limites.
Tomemos como exemplo a professora que colocou uma fita adesiva na boca de um aluno recentemente e que foi amplamente divulgado pela mídia como uma atrocidade, algo absurdo e incrivelmente fora de qualquer valor.
Não quero defender a tal professora. Acho que a atitude é condenável e estava errada. Mas a escola é lugar para ensinar conteúdo, onde as crianças aprendem a conviver em sociedade, que a liberdade de um termina onde começa a de outro, que a outra criança também é uma pessoa e como tal merece respeito. Se os professores tiverem que ensinar valores, limites, educação, respeito, etc., então estes estarão fazendo o papel dos pais.
O que ocorre hoje é que crianças são colocadas no mundo e aqueles que deveriam ser responsáveis por elas, não querem saber de preocupar-se em educar. Trabalham fora o dia todo deixando os filhos com babás – que sabe-se lá quais são os valores ou os padrões de moral e caráter – ou em escolinhas. Nesses locais, por mais que os profissionais se esforcem, estão limitados a sua função, e nela não está incluso a formação dos valores da criança como indivíduo.
A máxima “educação se aprende em casa” nunca deixou de existir. Então vem uma criança mal educada; acreditando ter o rei na barriga; oriunda de uma família onde os pais são ausentes e não querem ajustar seu precioso tempo para passar os valores corretos aos seus filhos; atrapalha a aula; prejudica os colegas; e faz um professor sendo este despreparado ou experiente tapar a boca desse mal criado e insolente aluno com fita adesiva. Pronto! Está feito o circo.
Mas o pior não é isso. A grande desgraça está, ainda e novamente, na postura e atitude dos pais, que com deslavada cara de pau se dirigem até a instituição para cobrar dos professores que levantaram a voz para seu “precioso” e “santinho” filhinho, uma atitude correta.
Ora façam-me o favor. Se os pais são frouxos o suficiente para omitirem-se na educação em casa, então ao menos colaborem na hora em que outra pessoa tem o caráter e a coragem de preencher essa lacuna na vida dessa desencaminhada criança. Tenham discernimento e pensem na sociedade. Pensem nos filhos dos outros que possuem pais preocupados em passar valores corretos.
Tenho refluxo gástrico quando fico sabendo desses desqualificados pais modernos que não sabem como educar seus próprios filhos em casa e querem cobrar uma educação e valores que nem eles sabem passar, dos mal pagos e marginalizados professores.
A função de educar é e sempre será da família e dos pais. Educação vem de casa!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 01.06.2013 
Editado/corrigido por Ana Leticia Silva
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Forçando o cérebro a aprender

Sabe quando a gente está na aula e odeia a matéria? Sabe quando um professor explica tudo igualzinho e um aluno aprende e outro não? Sabe por que isso acontece?
Funciona assim: Nosso cérebro é composto de duas partes, uma racional e uma emocional. A parte racional é responsável por cognizar a parte lógica de tudo, e consequentemente responsável também por “armazenar o que precisa ser esquecido”.
Esta parte do que precisa ser esquecido pode ser considerada como uma lixeira do cérebro, pois não podemos carregar com a mesma intensidade as lembranças boas e ruins. Nenhum humano aguentaria este fardo. Exemplos clássicos são: Quando nos cortamos, sentimos dor. Quando lembramos do corte posteriormente, não a sentimos simplesmente por lembrar. Agora, quando vivenciamos um momento de felicidade, sorrimos e ficamos alegres. Quando nos lembramos disso tempos depois, sentimos a mesma alegria e felicidade. A parte que carrega emoção fica guardada no lugar do cérebro responsável por lembrar/reter/salvar.
Exemplificando mais claramente. Pense em um momento de sua vida realmente ruim. Péssimo. Traumático. Daqueles que você gostaria de ter apagado da memória e que é pesaroso até lembrar. Pensou? Congele essa imagem na cabeça! Agora pense em um momento fantástico. Sensacional. Daqueles que sempre quando lembra um sorriso brota involuntariamente em seu rosto. Pensou? Congele essa imagem.
Coloque ambas as imagens lado a lado em uma tela imaginária em sua mente. Analise-as como se estivesse em uma exposição de obras de arte e responda: Qual das duas é mais colorida? Em qual das duas consegue lembrar-se dos detalhes das roupas? Qual delas tem cheiro? Se pudesse atribuir temperatura, qual delas seria quente e qual seria fria?
Essas respostas apenas evidenciam que a parte emocional consegue guardar as informações com muito mais qualidade, a observar os detalhes como cheiro, cores, gostos, temperaturas, etc.
Então fica claro que uma parte do cérebro armazena mais e melhor as informações. Sendo assim, pessoas que sabem como acessar esse canal diretamente, gravam muito mais as coisas e possuem uma memória melhor
Sendo assim,  como forçar o cérebro a colocar as informações na parte emocional? Aqui vem a grande dica: Existe uma boa quantidade de técnicas que nos permitem fazê-lo. Citarei superficialmente algumas coisas.
Visualização – Pessoas visuais (homens tendem a ser visuais) precisam ver para gravar. Se você estiver em uma aula de línguas, por exemplo, tapar os olhos e só ouvir, terá que repetir inúmeras vezes mais para gravar algo que levaria uma ou duas vezes visualizando. Mas apenas ver não basta. Este é o canal de entrada de uma pessoa visual, além de ver, é necessário forçar o cérebro a guardar no lado emocional. Para isso deve-se utilizar cores, destacar, visualizar mentalmente, imaginar, fazer o cérebro criar a representação visual do que se está querendo gravar. Precisa gravar o número de um celular? Visualize-o inteiro e colorido em uma tela branca. Pode ser na cor amarelo (embora não precise) que significa atenção. Fazer resumos bem coloridos também da um excelente retorno.
Mas este é apenas um dos canais, possuímos muitos outros. Entre os principais além do visual estão o auditivo e o sinestésico. Normalmente as pessoas são auditivas e mais alguma coisa, como auditivo e visual, auditivo e sinestésico ou auditivo e olfativo, etc.
Auditivo – Pessoas auditivas precisam ouvir para aprender. São aqueles que gostam de audiolivros, que preferem ouvir o professor a prestar atenção no que ele escreve ou copiar a matéria. São os que leem em voz alta para assimilar. Essas pessoas precisam ouvir. Gravar as aulas e escutar em casa, comprar um gravador e ler a matéria em voz alta para depois reproduzir.
Sinestésico – é aquela pessoa que enquanto está prestando atenção na aula está batendo o pé, balançando a perna, batendo com a caneta em algum lugar. Se você chegar nesse tipo de gente e segurar a caneta impedindo-a de bater, ela não conseguirá mais prestar atenção. É como se o fato de não batê-la fizesse o motor do armazenamento parar. Essas pessoas precisam copiar a matéria, fazer rascunhos, escrever muitas vezes.
Bom, isso é só uma introdução, bem superficial, desse mundo. Qualquer pesquisa básica na internet traz bastante conteúdo específico e aprofundado sobre o que mais lhe interessou. Agora já sabe que há como gravar rapidamente as informações, então sugiro descobrir qual seu tipo e focar. Há testes em abundância em sites do gênero. Otimize seu tempo. Aprenda uma nova técnica por semana, em pouco tempo estará aprendendo com muito mais qualidade.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 25.05.2013 
Editado/corrigido por Ana Leticia Silva
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Valores errados

Não sei explicar se sou eu que resolvi corrigir o rumo da minha vida de forma drástica, e então preciso assumir que eu estava num caminho muito errado, ou se o mundo realmente mudou e apodreceu veloz e assustadoramente.
Na minha visão, embora ainda existam muitas pessoas empenhadas em fazer o bem e ajudar; engajadas em projetos sociais e/ou grupos de ajuda comunitária, a sociedade de uma maneira geral está apodrecendo.
Lembro-me das palestras na escola quando era jovem e um policial vinha nos orientar quanto a como proceder em caso de assalto. Não reaja em circunstância alguma. Essa era a regra elementar. Sempre que andar só na rua, mantenha uma distância imaginária de 20 metros de diâmetro e se alguém a invadir, não pestaneje, saia correndo. Previna-se. Mantenha sua integridade física em primeiro lugar, pense depois se poderia ser assalto ou não.
Nada disso vale nos dias atuais! O que é a violência atual? Os marginais perderam completamente a noção de valores a tudo. Aliás, cabe aqui salientar que não só os marginais que a mídia pinta como tal, pois atualmente temos outros tipos de marginais inseridos.
Enquanto todo mundo 'baba o ovo' desse governo revoltantemente assistencialista e paternalista, que dá subsídio até para pobres transarem, os ladrões que tradicionalmente sempre se sentiram prejudicados e excluídos pelo sistema e que se acham no direito de parasitarem cidadãos de bem, ostensivamente, a fim de achacar o que quer que seja, agora entendem-se no direito de levar mais do que alguns meros trocados, e as regras do policial da escola não valem mais.
Ouvimos na revolta passiva já comum de atualmente a notícia de um homem que matou seis taxistas apenas para pegar o dinheiro do aluguel. Fico pensando se isso vira moda.
Em outro episódio, os insolentes atearam fogo em uma mulher porque ela tinha apenas R$ 30,00 consigo. Matar já seria suficientemente absurdo para meus valores, mas matar queimada viva está além dos limites aceitáveis até para uma sociedade decadente e com sistema falido.
Em outro caso um adolescente foi morto, apesar de ter feito exatamente tudo que o bandido pediu, porque possuía um celular de modelo ultrapassado. Latrocínio só já não é suficiente, os valores nem são mais deixados de lado, eles não existem mais para sê-lo.
Em outro episódio um “di menor” depois de assaltar um ônibus inteiro, foi para frente com a passageira que lhe parecia mais bonita e mandou ver. Roubo seguido de estupro. Depois desceu tranquilamente, sem importar-se em ter sido filmado ou o que quer que seja. E sabe o que vai acontecer com esse covarde? Nada! Porque a débil lei brasileira entende que ele, por ser menor de idade não tem completo discernimento sobre seus atos. Bem, gostaria de ver os magistrados tentando explicar isso para a mulher que foi violentada em frente a todo mundo. Fico pensando se eles pensariam da mesma forma se isso acontecesse com algum parente deles, ou com eles mesmos. Ou se fosse deles o filho que morreu num estádio de futebol com um tiro de sinalizador na cara.
Daí, quando um policial resolve dar uma de 'batman' – o que eu acho que deveria acontecer mais vezes – e pega um helicóptero e acaba com a desgraçante vida de um traficante assassino, a mídia cai em peso em cima da operação divulgando amplamente que eles atiraram várias vezes na vila do pobrezinho podendo acertar civis. Detalhe: só foi ferido o marginal.
Esse “batman” vai sofrer, vai perder posto, será colocado de molho por um bom tempo e talvez até permanentemente afastado de sua profissão. E os menores aqueles? Em uma semana estão soltos fazendo tudo de novo.
E ainda dizem que eu sou um revoltado. Que fico brabo à toa e por qualquer besteira. Será que eu estou errado? Ou é o mundo que não sabe mais nada de valores?
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 18.05.2013 
Editado/corrigido por Thiago Severgnini
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Aperto de mãos




Todos que vivem na atual civilização sabem da importância de um aperto de mãos. Alguns acreditam que apenas por formalismo, outros pela educação, mas na verdade esse cumprimento transmite bem mais informações que a maioria pensa.
Como o assunto é abrangente demais, vou me ater apenas aos principais pontos.
Se uma pessoa lhe estender a mão para um aperto, e esta estiver com a palma voltada para baixo significa que a pessoa considera-se dominadora/superior: Se um chefe arrogante tiver que apertar a mão de alguém que ele considere muito inferior, como da faxina, contínuo ou recepcionista (nada contra essas profissões ou esses profissionais, apenas citei por serem normalmente as funções oferecidas como iniciais em grandes empresas) ele o fará com a palma para baixo, de forma a manter sua mão por cima. Seu aperto de mão expõe seu sentimento de superioridade e diz “eu estou por cima”.
Esse tipo de cumprimento pode ser visto também em duplas de vôlei onde quem faz o ponto cumprimenta a outra pessoa com a palma para baixo, enquanto o que reconhece um bonito ponto da dupla estende as palmas para cima aguardando que o pontuador venha celebrar.
Quando um amigo chegado quer comemorar algo com intensidade, sempre o comprimento é: palma estendida para cima de quem está reconhecendo a superioridade ou superação do outro e palma estendida pra baixo de quem aceita o reconhecimento ou de fato sente-se superior.
A saudação nazista já era com o braço estendido e a palma para baixo.
Apertar com firmeza também indica superioridade, mesmo que alguns turrões queiram através de força demonstrarem-se superiores esmagando os ossos das mãos dos outros, eles apenas demonstram sua pequenez frente aos intelectualmente melhores. Possivelmente um sentimento implícito de inveja.
Sendo assim a palma estendida para cima indica submissão/inferioridade: Se uma pessoa vier lhe cumprimentar com a palma virada para cima, saiba que ou ela lhe reconhece como alguém melhor/superior/merecedor de referência ou se considera humilde demais para os outros/está deprimida/é modesta/quer parecer modesta ou massagear seu ego.
No caso de apertar as mãos verticalmente, ou seja, com igualdade onde nenhuma das duas pessoas fica com a palma para baixo, não há submissão ou dominação. Há um mútuo acordo implícito de equivalência.
Uma dica importante é: sempre que puderem torcer um pouco a mão, jogando para a esquerda e para a direita, façam. Se não for possível poderão medir que a pessoa é inflexível e intransigente. Caso consiga girar o pulso com muita facilidade, dê as cartas, pois a pessoa é flexível. Se não for muito fácil, mas também não for firme, faça uso da cautela, precisará ser hábil ao negociar. A flexibilidade do pulso tende a explicitar a flexibilidade da pessoa junto aos relacionamentos interpessoais.
Aperto de mão submisso são aceitos e usados por 70% das mulheres, já que isso não costuma ser importante para elas. Um sinal clássico de feminilidade que aliás até é estereotipado, é o aperto de mãos frouxo, mas como isso as descredibiliza em reuniões de negócios, elas optam pelo formalismo do aperto de mão firme tradicional. (as boas executivas, obviamente).
Um parágrafo para explicar este “estereotipado aperto frouxo feminino” supracitado: Os filmes antigos onde a clássica cena do lenço branco caído ao chão e um cavalheiro junta, sempre vinha agradecido de um cumprimento formal com ele beijando a mão da moça que a levanta praticamente deixando apenas os dedos em contato com a mão dele. É tão clássico esse gesto e tão estereotipado que é comum em desenhos animados estilo cartoon.
A fuga ideal para não ficar na subserviência do aperto é aceitar a posição da palma para cima, mas imediatamente abraçar a mão de quem está tentando lhe forçar submissão. Fazendo isso se apropria do controle da situação tornando-se o dominante.
Há também a técnica de dar um passo a frente e para o lado fazendo com que a pessoa com quem interagimos force-se a posicionar seu pulso verticalmente. Muita prática e estudo nessa técnica.
Além disso, há a simbologia do aperto com ambas as mãos, afinal de contas ele também é visto como um mini-abraço, já que é comumente usado em situações onde o abraço não é apropriado.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 11.05.2013  
Editado/corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Esse cara sou eu!





As pessoas estão tão acostumadas a desejarem o que é dos outros e a viverem insatisfeitas com o que têm que acabam querendo inclusive infernos pessoais por ser vendido melodicamente e como algo lindo e maravilhoso.
Olhe o exemplo da música do Roberto Carlos que não para de tocar desde que foi colocada numa novela da Globo. Eu não assisto novela, mas infelizmente ouço e leio os comentários das pessoas querendo um cara perfeito como o relatado pela letra da música. Música que por sinal não gostei desde o início achando pobre e brega, mas isso é questão de gosto e não entra no mérito desse texto. O que quero citar aqui é como as pessoas, na amplitude de sua infelicidade, aceitam até coisas que na prática são horríveis, mas que nem pensam a respeito.
O cara que pensa em você toda hora - O cara da música pensa na mulher toda hora, ou seja, ele nem tem vida própria, ele não alivia um segundo, tá sempre pensando na coitada da mulher. Primeira evidência do stalker.
Que conta os segundos se você demora - Ele conta os segundos se ela demora, ou seja, ele não é compreensivo nem flexível. Ela não pode atrasar e ele já começa a se apavorar e surtar e contar os segundos. O inferno começa.
Que está todo o tempo querendo te ver - Ele quer a ver todo o tempo, então além de ele não ter uma vida, impede ela de também a ter. A vida dela também precisa ser a vida dele como a dele é a dela. Não há mais privacidade ou individualismo. Ele agora a tem como patrimônio particular, e ela tem que estar com ele o tempo inteiro e absolutamente tudo que ela desejar fazer, precisará incluir ele. Isso no caso de ela ainda poder pensar em fazer algo por si, pois possivelmente ele pensará pelos dois.
Porque já não sabe ficar sem você - O cara já não sabe ficar sem ela, ele não possui uma vida enquanto indivíduo e também claramente não permitirá que ela o faça.
E no meio da noite te chama – O cara, não satisfeito em alugar a mulher o dia inteiro, num acesso de ciúme, liga pra mulher no meio da noite pra saber o que ela esta fazendo, com quem está, chamando ela. Ou seja, nem dormir em paz mais ela pode.
Pra dizer que te ama – Pensa num ser grudento, que liga quinhentas mil e trinta e duas vezes por dia dizendo “eu te amo”. No início tudo pode parecer lindo e cor de rosa, mas depois de uma semana ninguém aguenta. É muito grude. É muito eu te amo pra um dia só, pra um relacionamento só.
Esse cara é um stalker!
O cara que pega você pelo braço – Pronto, aqui inicia o estágio violento. Não satisfeito com toda a possessividade do restante, agora ele agarra a mulher pelo braço e parte para a agressão física. Ou ela faz o que ele quer, ou ele a força a fazê-lo.
Esbarra em quem for que interrompa seus passos – Caso alguém intervenha, ele é ignorante o suficiente pra sair batendo até nos parentes. Tendências psicopáticas graves.
Está do seu lado pro que der e vier – Pro que der e vier significa que não importa o que aconteça, independente das consequências, ele não vai largar a mulher jamais. Nem que morra.
O herói esperado por toda mulher – Daí a mulher fica rezando por um milagre, esperando algum herói aparecer, porque sua vida já está em ruínas.
Por você ele encara o perigo – Ele encara até a polícia, o cara surtou e está fora de controle.
Seu melhor amigo – Melhor e único, aliás única pessoa existente em sua vida desde que ele entrou.
Esse cara é um stalker.
O cara que ama você do seu jeito – Ele realmente ama como ela é, mas um amor sufocante e possessivo.
Que depois do amor você se deita em seu peito – e ainda tem a cara de pau de nem liberar um travesseiro para ela. Quer deitar, deita nele e fique satisfeita.
Te acaricia os cabelos, te fala de amor – acaricia na visão dele né. Puxa os cabelos e nem eles saem ilesos do domínio doentio dele.
Te fala outras coisas, te causa calor – Sabe aquelas pessoas que nos deixam tão brabas quando falam algo que nos dá até rubor? Pois é, é o caso.
O cara da música é ignorante, acorda feliz porque acha que está tudo certo, tudo bem. Ele se considera a pessoa perfeita para ela. Na cabeça dele, a faz feliz. E que ainda tem a audácia de enxugar os prantos dela quando ela chora por culpa dele.
O cara que sempre te espera sorrindo – Ele é cínico, ardiloso. Provoca nessa fase raiva, náuseas e úlcera. Como pode transformar a vida dela num inferno e ainda estar sorrindo feliz?
Apaixonado te olha e te diz Que sentiu sua falta e reclama – Óbvio que ele reclama, ele apesar de tudo, de ter arruinado a vida dela, é um eterno insatisfeito e está sempre reclamando. Por mais que ela tenha entregue a vida nas mãos dele, ele ainda quer mais. É o diabo do inferno.
Ele te ama – isso é o que ele pensa e diz, mas o conceito de amor de um stalker é deturpado.
Tão assustador, que as pessoas infelizes e alienadas ao lerem/ouvirem a música, acham lindo e o máximo e querem isso para si. Daí quando conseguem, arrependem-se.
Por isso sempre digo: Cuidado com o que desejas, podes conseguir!
“Stalker - Stalker é uma palavra inglesa que significa "perseguidor". Aplica-se a alguém que importuna de forma insistente e obsessiva uma outra pessoa que, em muitos casos, é uma celebridade. A perseguição persistente pode levar a ataques e agressões.
Com a Internet, a prática entrou para o campo virtual: o cyberstalking é praticado com qualquer pessoa que desperte o interesse do agressor.
A prática de espionar e perseguir alguém é denominada "stalking" (espreitar). O termo é usado desde a década de 1980 quando havia uma obstinada perseguição a celebridades. Em muitos países passou a ser considerado um crime dependendo do sentimento da vítima em relação ao stalker.
As diversas redes sociais proporcionam aos stalkers todas as informações que buscam sobre o seu alvo. As celebridades instantâneas, a superexposição de algumas pessoas e a quantidade de dados pessoais divulgados nas redes facilitam e estimulam a atitude dos perseguidores virtuais.”




Publicado em: A Tribuna Regional no dia 04.05.2013 
Editado/corrigido por Ana Leticia Silva
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br