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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Você é honesto? (parte I)


Fazendo um curso sobre negociações onde conversamos bastante sobre a política do ganha-ganha, chegamos no impasse da ética.
Honestamente, a ética é uma qualidade quase extinta no mundo hoje em dia. As pessoas simplesmente não se importam com os outros, querem sempre tirar vantagem sobre alguém.
Cito aqui três exemplos bem claros e simples. Começando pelo mais básico até o mais chocante.
Uma das dinâmicas do curso era negociar determinado produto um a um, de forma a concluir o negócio e ambos ganharem. Depois de conclusa a compra, ambos conversavam sobre as condições que poderiam ter flexibilizado. E o mais comum em todos os casos era as pessoas arrependerem-se por não ter espremido mais, não ter tirado mais vantagens ou auferido mais lucro. Mas se a negociação ocorreu, e foi bom para ambos os lados, então por que eu deveria ter espremido mais? Por que preciso ganhar mais e tirar mais vantagens? Por que não posso ficar satisfeito com o que foi atingido, sendo que estava dentro das expectativas?
Outra dinâmica falava sobre a negociação e a livre concorrência, onde não há qualquer tipo de conversa ou combinação prévia entre os participantes e cada um precisa escolher uma cor. São 4 grupos/empresas. Se 3 empresas escolherem azul (A) e uma escolher vermelho (V), a que tirou vermelho ganha 30 pontos e as que escolheram azul perdem 10 cada. Se 2 empresas escolherem A e 2 escolherem V, as que tiraram V ganham 20 pontos e as que escolheram A perdem 20 cada. Se 1 empresa escolher A e 3 escolherem V, as que tiraram V ganham 10 pontos e a que escolheu A perdem 30 cada. Se todas escolherem A, todos ganham 10. Se todos escolherem V, todos perdem 10.
O que se percebe nesse caso é que a única possibilidade onde todos ganham é todos apostarem A. Percebe-se também que a chance de ganhar é muito maior apostando no V, pois qualquer combinação que não for 4V, os V ganham e mesmo que não ganhem, ao menos todos perdem a mesma coisa.
Pensando em ganhar e esquecendo a política ganha-ganha, quase todos apostaram no vermelho.
Não quero ser hipócrita ou demagogo, mas o único grupo que apostou do início ao fim no azul foi o meu. Daí os colegas disseram: “Mas você perdeu! Todos apostaram no vermelho! Sua empresa quebrou e você foi o responsável”. Concordo, está certo. Até pode ser mesmo, mas tenho outra perspectiva para situação. Digamos que o V significasse roubar. Você roubaria porque todas as outras estão roubando? Justifica roubar para manter a empresa operante? Ou prefere quebrar? E se fosse ao invés de roubo, assassinato ou estupro? Você estupraria junto com as outras 3 empresas para se manter vivo e operante? Mataria para não falir?
Repare que não há uma resposta certa ou errada para tais questionamentos, embora eticamente falando a única escolha válida é fazer o que todos sabem que é certo, escolher o A. Mesmo que os outros escolham o V, o A é o que todo mundo ganha. E todos sabem disso.
O correto é apostar na política onde todos ganhem, mesmo que os outros não escolham A, a sua parte está sendo feita.
Um pai tinha um filho pequeno e o amava. Amava muito e ele sabia que era o exemplo para seu filho. Ele era o herói e o grande cara. Sua função era elevar e baixar uma ponte. Ele elevava a ponte para passar os navios e baixava para passar um trem cujos trilhos ficavam na ponte. Elevava, passava o navio, baixava e passava o trem. Um dia elevou e seu filho caiu, se ele baixasse a ponte, mataria seu amado filho, mas salvaria todas as pessoas no trem, em torno de 300. Se não baixasse, salvaria seu filho, mas mataria 300 pessoas. O que é certo?
No fundo todos entendemos que o que deveria ser feito é salvar as 300 pessoas, as mães grávidas que estavam lá, os bandidos que mereciam uma segunda chance, as crianças, os avós. E se neste trem estivesse viajando o cientista que descobriria a cura do câncer e salvaria a humanidade?
Se você fosse essa pessoa, confesse, salvaria seu filho.
Isso significa que você é corrupto, pois pensaria em você e em seu filho e não nas 300 pessoas e dane-se o mundo.
Quando fala dos políticos corruptos, eles são monstros malvados. Se você estivesse lá não se corromperia. Será? Acabou de provar que na primeira oportunidade não hesitaria em pensar em si frente a outras pessoas.
Hipocrisia e demagogia.
Faça a sua parte antes de reclamar e falar mal dos outros.
O certo é o certo mesmo que ninguém faça e o errado é errado mesmo que todos façam. Nosso grupo continuou colocando o A mesmo que ninguém mais estivesse fazendo, porque era o certo. Os outros grupos continuaram colocando o V mesmo sabendo que era o errado, pois pensaram em ganhar, pensaram em si. E acreditaram que para ganhar alguém teria que perder.
Nós consideramos que todos deveriam ganhar.
Reflita. Você ainda se acha honesto e que os políticos láaaaa longe é que são os corruptos?

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 11.07.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 21 de julho de 2015

Grupos de extermínio



Assistindo ao jornal da manhã, que como todos os demais reserva boa parte de seu tempo para falar de sensacionalismo, fui acometido por um recorrente sentimento de revolta contra a torta justiça brasileira.
É sabido por toda a nação que não temos mais espaço em presídios e/ou cadeias para tanto bandido. Também é de conhecimento comum que essa marginalia toda quando é pega, nunca aprende ou se redime. Quase na totalidade dos casos voltam a reincidir com crimes piores, aprendidos na escola da prisão. E com os melhores e mais graduados professores.
Muitos sequer dão-se ao trabalho de esconder ou omitir que quando forem soltos, tornarão a matar. E a justiça? E a polícia?
Sei que a maioria dos policiais é honesta, está na profissão por acreditar que pode proteger o povo e limpar as ruas dessa corja. Mas sei também que eles sentem-se cada vez mais de mãos atadas.
Eles sabem que os meliantes serão libertos em pouco tempo, e que podem acabar sofrendo rechaças, inclusive familiares.
Todos temos consciência, lá no fundo, que essas pessoas não tem correção e que independente da quantidade  de oportunidade que for oferecida, valores e caráter não se mudam.
A sociedade, formada também por policiais tanto da ativa quanto da reserva, entendendo essa triste realidade e inconformada com a falta de justiça e com a impunidade, resolveu agir por conta própria.
Foi preso recentemente um grupo de extermínio. A imprensa noticiou como se eles fossem os bandidos. A polícia federal estava atrás deles e conseguiu pegá-los. (PF que por sinal está entrando para história no que se refere a prisões de políticos, corruptos e etc. Nunca vi o Brasil prender tanto)
Então eu pergunto: Por que não deixaram esse pessoal continuar a limpeza? Esse bando de assassino e estuprador continuará parasitando a sociedade e eles estão fazendo nada mais do que uma higiene social a qual a polícia não pode.
Isso significa que eles estão fazendo um trabalho comunitário na verdade.
Ironias à parte, o que revolta a nós, cidadãos, é que para pender esses caras há lugar na cadeia, há contingente policial federal e a justiça funciona. E para proteção do cidadão que é assaltado, violentado e humilhado nunca há contingente suficiente. Para prender políticos corruptos não há polícia federal nem nada.
Então quando uma parcela da população resolve fazer justiça/vingança com as próprias mãos, considero completamente compreensível.
E digo mais, essas pessoas que estão tentando fazer o papel de batmans modernos – texto que diga-se de passagem também já escrevi – não estão erradas sob sua perspectiva. Mesmo que a vida seja o bem maior defendido constitucionalmente, a coletividade e o bem comum se sobrepõe.
Matar marginal, assaltante, assassino, estuprador e tirá-los do convívio social é visto por pessoas que costumam ser açoitadas como uma higienização social.
Mesmo que seja completamente ilegal esse tipo de milícia, eu gostaria que grupos assim existissem onde moro.
Em tempo. Entendo que o dever de punição justamente foi transferida ao estado para que não houvessem mais vinganças pessoais, eis que estas são infinitas. Entendo também que a lei de talião não cabe mais na sociedade atual e que a lei e a justiça estão aí para isso. Sei que com cidadãos mantando outros cidadãos, ainda que estes últimos sejam meliantes, temos a equiparação dos dois grupos: matam por motivação diversa, mas tiram a vida de outrem sem que lhe seja dado este direito e que bem nenhum se sobrepõe à vida. Ocorre que na pratica a teoria não funciona e o povo está buscando alternativas.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 04.07.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Privatização



Há duas linhas de posicionamento quanto à privatização e, via de regra, ninguém opta pelo caminho do meio. Ou se é a favor ou se é contra e fim de papo.
Na maioria dos lugares do mundo atualmente há uma coabitação entre setor privado e estatal. O que se discute é o tamanho e o papel de cada um.
Pois bem, os que são contra a privatização defendem que ficamos dependentes de tecnologia e da economia de outros países pois todo o lucro vai para os donos das empresas. Que precisamos manter a soberania nacional não colocando na mão de empresas estrangeiras partes estratégicas para o desenvolvimento nacional; que seria um roubo à nação que pagou impostos para que fosse instituída determinada empresa pública e isso seria “dado” a empresários; que geraria desemprego em massa; que constitucionalmente o governo precisa prover sem custo determinados serviços e, se for privatizado, isso será cobrado. E por aí vai...
Na verdade a grande questão não é sobre privatizar ou não, embora eu já deixe bem claro que sou um acalorado defensor desta, e sim sobre gestão e gerência. Tem a ver com interesse público.
Eu, enquanto cidadão pagante de impostos, gostaria de ter a contrapartida de tudo que pago, como saúde de fundamento, educação de qualidade, estradas descentes para se trafegar, professores com salários honestos, etc.
Na verdade, as pequenas partes de asfalto que prestam são as de concessionários de pedágio. Quando a iniciativa privada colocou a mão, o trecho foi duplicado e qualidade foi incrementada sensivelmente. Antes de privatizarem a telefonia, um telefone custava um absurdo e ficávamos dois anos na fila para conseguir uma linha. Hoje temos livre concorrência, habilitamos novas linhas na hora e ainda ganhamos aparelhos grátis.
Tudo que está na iniciativa privada funciona. Nada do que está na mão do governo vai bem. A última instituição que era o último exemplo de quem defende estatização caiu, que é a Petrobras. Tanto que os próprios funcionários e auditores reconhecem que para ajustar, só privatizando.
Hoje as empresas públicas são cabides de empregos. Um monte de gente encostada, languida, fazendo serviço porco e preguiçosamente. Na iniciativa privada ou se produz ou está na rua.
Pegue o exemplo de hospitais. Os particulares estão crescendo cada vez mais, enquanto os públicos estão cada dia mais sucateados. Os médicos não querem trabalhar em SUS, ou o que seja, devido à falta de condições.
Escolas e universidades particulares crescem a uma velocidade espantosa enquanto as públicas mal tem bibliotecas decentes. Nem mesmo estrutura física básica eles possuem. Salas com goteiras, classes caindo aos pedaços.
Se não sabe gerir o negócio, pare de possibilitar que corruptos coloquem a mão e deixe quem sabe administrar fazê-lo. Antes ter a maior parte do lucro indo para outro país e ter um serviço de qualidade do que botar privada abaixo todo o dinheiro de impostos direto na conta de políticos corruptos.
Ainda que o lucro vá para fora, uma gigantesca parte de dinheiro fica aqui pois toneladas de impostos seriam pagas. Outra, além de não termos que pagar os salários de uma tropa de gente, isso seria custeado pela respectiva iniciativa privada.
E quanto a quem não tem condições de pagar? Pois bem, esses teriam livre acesso mediante comprovação de falta de condições.
Obviamente que tudo que fosse privatizado seria abatido de nossos impostos, senão não haveria sentido algum.
Chega de sustentar ladrões, corruptos e preguiçosos. Chega de ficar parado no tempo. Chega de aceitar quieto péssimo atendimento e serviços. Privatizemos!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 27.06.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 14 de julho de 2015

Não tem medo que nasça assim?



Estava aguardando em uma fila e ouvindo as conversas das pessoas que trabalhavam na instituição enquanto falavam sobre comportamento alheio.
Não paro de me surpreender com a pequenez dos valores humanos, ou de suas “almas”.
Comentavam sobre alguém que tripudiou uma criança com problemas motores e não quis aceita-lo como aluno pois o mesmo não ouvia nem falava e estava em uma cadeira de rodas. Pelo que comentavam o tal “maléfico” gestor/professor disse que se quisessem deixa-lo, poderiam, mas que ficaria em um canto da sala sem assistência. Que a instituição não tinha estrutura nem qualificação e que não podia dar atenção diferenciada a um aluno.
Depois do relato do fato, horrorizadas com a atitude do “monstro”, sem em qualquer momento tentar um exercício empático ou entender as limitações e regras da instituição, ou mesmo os motivos para tal conduta (e absolutamente não estou dizendo que ele estava certo, pois a princípio, da forma como foi colocado, realmente é chocante), já o condenaram.
Primeiro que as pessoas não querem justiça nesse mundo. Querem vingança, o que é bem diferente. E isso por sinal é um dos maiores combustíveis da falta de diplomacia, compaixão e articulação da atualidade.
Mas voltando ao assunto. Encerrado o relato, começaram então a falar coisas do tipo: “Ele não tem medo que o filho dele nasça assim?”, “Um dia vai acontecer com ele”, etc.
Nesse exercício de prever o mal e desejar mentalmente que agruras ocorram a terceiros, os humanos não percebem o quão baixo é o ponto em que se colocam na escala evolutiva.
O que esse tipo de gente pensa, não faz sentido. É algo como: “Ou ele deseja o bem de todos, ou Deus vai vir e fazer com que o mesmo aconteça com ele causando dor e sofrimento, huaaaaaaahahahahaha”
Não faz sentido esse tipo de raciocínio. Porque pense comigo: Eu estou analisando uma situação, que é crítica, que eu condeno, considero errada e defendo que não deveria ocorrer, e qual é a minha palavra final?
Um pensamento negativo de vingança e de sincero e profundo desejo de infelicidade a quem o praticou.
Só um pouquinho?! Como pode, incoerente humano, que você cobre de outra pessoa que seja feito algo certo, bom e positivo, se, ato contínuo, você próprio na mesma observação da situação, age tão mesquinhamente quanto?
Possivelmente seja devido a esse tipo de pensamento e conduta que surgiram tantos ditados até hoje amplamente multiplicados como: “cuide do seu rabo”, ou “suas crenças não fazem de você uma pessoa melhor, suas atitudes sim” e “antes calar que mal falar”.
Com isso, concluo deixando um pensamento que tem tudo a ver com o assunto e que fala, resumidamente, o que penso e como tento me portar dia-a-dia:
 
"Tudo o que somos é o resultado do que temos pensado.
Se uma pessoa fala ou age com pensamento ruim, a dor a segue, tal como a roda segue a pata do boi que puxa a carroça...

Se uma pessoa fala ou age com um pensamento puro, a felicidade a segue, como uma sombra que nunca a abandona." (Pensamento budista)

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 20.06.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Mundo Melhor


Estamos acostumados demais a reclamar do mundo. Sempre falando sobre guerras, crises, recessões, violência, abandono, religiões, regimes de governo, novas doenças, novas práticas prejudiciais como internet e redes sociais, videogames, obesidade, bitolação, geração sem quoeficiente emocional, desapego exagerado, e por aí vai...
Mas será mesmo que o mundo está pior? Sim, pois da forma como pintam o que fica claro para mim é que a depressão e o suicídio são as únicas opções nesse mundo doente e caótico, quando na verdade a história não é bem assim.
A impressão que tenho é que há uma lavagem cerebral generalizada tentando convencer o mundo de que os tempos atuais não são bons nem saudáveis. Talvez as pessoas não estejam sabendo lidar com a quantidade de informação diária ou a forma como ela é multiplicada.
Então vamos fazer um pequeno exercício de otimismo e “tentar” olhas as coisas sob uma nova perspectiva.
A mídia vende o atual cenário geopolítico como pré-apocalíptico, com guerras, mortes e destruição, quando na verdade estamos em um momento histórico onde nunca morreu tão pouca gente. Hoje a diplomacia impera, os governos dialogam e se entendem. Guerras são evitadas. Aliás, muito pouca guerra existe no mundo hoje se comparado a décadas passadas, e quanto mais passadas maior a diferença.
Crises existem sim, mas nada igual ao que aconteceu após o holocausto ou a grande crise de 29. Com certeza que alguns países não vão bem, mas isso faz parte do mercado. Via de regra, e de uma maneira geral, a economia mundial está muito bem. Cuba voltou a negociar com o mundo, Europa com juros próximos a zero, países emergentes como China, México, Chile e Brasil estão tendo seus lugares no cenário mundial. Dinamarca é potência... Tudo coisa boa.
Quanto mais evoluído o país é e melhor desenvolvido social, cultural, tecnológica e economicamente, menor seu índice de violência. Com a supracitada evolução dos países de uma maneira geral,  e com a redução drástica nas guerras, a criminalidade diminuiu. Principalmente se formos considerar percentualmente, visto que a quantidade de gente no mundo aumentou sensivelmente.
Nunca houve tanta gente querendo adotar. Nunca houve tanta humanização e preocupação com as pessoas, a natureza e os animais.
Salvo algumas exceções, as religiões estão se respeitando hoje mais do que em qualquer época.
A expectativa de vida hoje é de 100 anos, os remédios funcionam, as doenças são combatidas quando não erradicadas. Curas são descobertas em pouco tempo.
As redes sociais aproximam cada vez mais pessoas, possibilitam reencontro e manutenção de contato, novas experiências e acesso à liberdade de expressão em massa.
Os videogames são uma forma de interação que além de segura, desenvolve capacidades específicas como coordenação motora, foco, atenção, raciocínio lógico, etc.
Obesidade? Então significa que há comida em abundância, há conforto, há praticidade.
Hoje as pessoas não se apegam a pequenas coisas, não se preocupam em perder tempo com fofoquinhas e picuinhas. Se não gostam de algo, se desapegam, viram as costas e esquecem. Simplesmente desligam. Antigamente, as pessoas da minha geração e mais velhos, ficavam remoendo, falando mal, articulando.
Ou seja, na verdade tudo é uma questão de perspectiva. Se você olhar para as coisas procurando sempre algo ruim, algum defeito, algo negativo, certamente ficará frustrado, pois encontrará apenas coisas ruins em tudo que observar.
Entretanto se você procurar sempre o que de bom há em cada pequena coisa, perceberá que na verdade tudo está cada dia melhor e terá inclusive vontade de fazer sua parte nessa maravilhosa transformação pela qual o mundo está constantemente sofrendo.
Comece a observar o mundo com melhores olhos e enxergará mais coisas positivas que jamais imaginou. E faça a sua parte nessa transformação.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 13.06.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 30 de junho de 2015

Meritocracia II

O que é meritocracia nas empresas?
Se você me disser que meritocracia é beneficiar o mais competente/produtivo, terei que lhe contrariar.
Para falarmos em meritocracia nas empresas precisamos entrar em outra esfera: os valores.
Uma pessoa pode ser qualificada, extremamente inteligente e portar um colossal conhecimento, ser esforçada e entregar um resultado significativamente positivo. E de uma hora para outra o Joãozinho, preguiçoso e desleixado, tem uma ideia que faz a empresa lucrar muito e que gere valor para muita gente. Clientes, colegas e acionistas.
Quem será promovido? O Joãozinho que conseguiu gerar valor para muito mais gente, mesmo sendo menos competente e qualificado, ou mesmo esforçado.
E então, onde fica a meritocracia nesse caso? O cara que merecia mais, que vem trabalhando sério a mais tempo e entregando um melhor resultando não foi reconhecido e o Joãozinho sim.
Bem-vindo ao mundo real!
Quem entrega mais valor é reconhecido, quem entrega menos, mesmo que seja mais esforçado e qualificado, recebe menos.
Basicamente é a filosofia da Seicho-No-Ie que prega que quanto mais pessoas eu fizer feliz, mais feliz serei em retorno.
Não estou aqui fazendo apologia a nada, mas na prática mercadológica é assim. Tem aquele funcionário que fica atirado o mês inteiro mas que em um dia de trabalho entrega mais resultado que todos os outros juntos. Coisas do mundo corporativo...
Por que jogador de futebol ganha tanto mais do que um administrador? Um professor? Um médico?
Porque ele gera valor para mais gente ao mesmo tempo. Independente se esses valores são os que você concorda ou não. Esses valores são gerados e muita gente está satisfeita com eles.
Então voltamos a colocar em xeque a tal meritocracia.
Se independe de postura, esforço, conhecimento, genética, origem social ou realidade, então depende de que?
Depende de uma série de fatores e variáveis como a realidade em que a pessoa se encontra e quais são seus limitadores, ou seja, até onde pode chegar. Depende de esforço, conhecimento e dedicação. E principalmente, depende de geração de valor.
Trabalhar, gerar valor e querer que isso seja distribuído para quem não faz nada alegando falta de condições é revoltante. Isso é um ultraje aos que produzem e aos competentes.
Prejudicar os melhores de alguma forma com a desculpa de beneficiar os piores, independente de que realidade ou em que contexto, apenas gera maior revolta e aumenta as diferenças entre todos.
Cada um tem que fazer a sua parte da melhor forma possível e não esperar que as coisas aconteçam de graça e/ou por acontecer. O mundo perfeito, ao meu ver, é aquele em que cada um expande positivamente um pouco mais a cada geração, sua realidade, forçando assim uma melhora em seu status quo.
Meritocracia é transformar sua realidade dentro de suas condições e limites e não querer que utopicamente o mundo seja justo. A linha de saída não é igual, as condições também não. Então pare de ver os entraves e os “poréns” e comece a perceber as oportunidades. Seja bem vindo ao mundo meritocrático de quem faz por merecer e não espera que caia no colo.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 06.06.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 23 de junho de 2015

Meritocracia I



Assistindo uma aula do Sandler (professor de Harvard) sobre meritocracia e lendo alguns comentários recentes sobre uma tirinha publicada na internet, reacendeu minha revolta quanto à falta de capacidade reflexiva da massa ignorante.
Mesmo as pessoas mais capazes e inteligentes estão destreinadas e desacostumadas a pensar reflexivamente.
A tirinha falava sobre um rapaz oriundo de família com boas condições financeiras, que frequentava as melhores escolas. Tinha o carinho e atenção dos pais que tinham tempo para lhe assistir. Quando tirava notas baixas tinha condições de fazer reforço com professor particular. Não precisava trabalhar. Depois de adulto conseguiu, mediante contatos de sua família, uma boa colocação profissional. Por ser conhecido, os chefes no trabalho ficavam lhe monitorando, aguardando uma oportunidade de crescimento. Depois de adulto e médico diz que tudo que conseguiu foi por mérito de seu esforço.
A menina morava em uma casa úmida, família humilde cujos pais precisavam de dois empregos para conseguirem se manter e desta forma estavam sempre ausentes. A menina não podia dedicar-se exclusivamente aos estudos pois frequentemente os pais estavam doentes e ela precisava cuidá-los, ou então tinha que cuidar da casa ao invés de estudar. Ou ainda, trabalhar fora para ajudar nas despesas domésticas.
A tirinha defendia que não existe meritocracia pois nesses casos cada um saiu de uma realidade diferente, logo já partiram de condições desiguais e sendo assim jamais conseguirão competir em pé de igualdade, e que visto sob a ótica meritocrática não há igualdade de condições.
Bom, para haver igualdade real as pessoas para começar precisariam nascer todas com o mesmo código genético. Ou seja, geneticamente competitivas levando-se em consideração o físico e o intelecto.
Então essa utópica “justiça” não existe. Aliás, nem justiça divina existe, como querem que exista uma social? Jurídica nem se fala.
Voltando à meritocracia. Voltemos as realidades familiares. A família com melhores condições financeiras não precisa se sentir culpada ou muito menos ser penalizada entregando boa parte do que conseguiu para custear melhores condições para a família pobre (o que ocorre com a classe média hoje que paga 70% do que ganha em impostos para que o povo possa comer sem trabalhar).
Meritocracia não pode ser avaliada como confronto de classes sociais. Precisa ser avaliada dentro do contexto de cada um.
Uma pessoa com grandes capacidades, muita inteligência, extremo conhecimento pode se esforçar muito e conseguir piores resultados do que uma pessoa relapsa que com pouco esforço entregou um fantástico resultado.
E onde fica a meritocracia nisso? (Pauta de um próximo texto).
Agora raciocine comigo. Se sou pobre, não tenho condições de estudar condizentemente, sei que não serei tão bem sucedido quanto alguém de classe média ou alta, e isso não tira meu mérito. Obviamente interfere no meu resultado final. Interfere onde chegarei ao longo da minha jornada de vida. Mas não significa, absolutamente, que terei que me conformar em ser medíocre e não possa fazer algo para melhorar.
Então se sou extremamente pobre e me esforçar, melhorarei minha realidade particular em alguma coisa mediante esforço e dedicação. Mérito meu. Meritocracia.
Claro que alguém oriundo da famigeração muito dificilmente chegará à riqueza. Mas pode chegar a uma realidade bem melhor e diferente da qual se encontrava no início da jornada. Isso fará com que meu filho tenha uma realidade melhor. E se eu conseguir passar os mesmos valores, ele vai continuar essa caminhada e meu neto terá uma realidade melhor e assim por diante, até que vai chegar o momento que um dia vão dizer que meu tataraneto conseguiu as coisas de graça, e não por meritocracia. Quando na verdade foi uma construção de várias gerações.
Então o mérito imediatista é melhor que o atávico e construído ao longo das décadas?
Mesmo aquela pessoa oriunda da classe média/alta sabe que jamais terá a mesma realidade do príncipe William, por exemplo. Isso não a impede de se esforçar e dar o melhor de si para transformar sua realidade em algo o mais próximo possível de seu limite atingível, de acordo com suas condições gerais (sociais, financeiras, intelectuais e genéticas), ou mesmo seus sonhos, para quem sabe suas gerações seguintes possam dar continuidade à sua busca por crescimento.
Falta de mérito é aquela pessoa que tem tudo e perde por não fazer por merecer. Por ser desleixado e relapso. Preguiçoso e incompetente. É aquele que dentro de sua realidade poderia ter muito e retroage evolutivamente não forçando seus limites particulares para conseguir novos horizontes.
Então antes de falar em meritocracia, comece pesando sempre mais de uma variável. Trarei outras e continuarei o exercício reflexivo e espero que ao final possamos debater a respeito e que eu tenha ao menos lhe feito pensar um pouco.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 30.05.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Religião na escola



Sempre fui a favor da religião. Entendo que ela é necessária para controle social e de massas. Mas não apenas por isso. Religião ensina muitos valores que normalmente a maioria dos pais não tem capacidade de repassar de uma forma a ficar consolidado no coração e na mente das pessoas. É um valor, para muitos, mais forte que a lei ou mesmo o respeito aos familiares, embora se confundam regularmente.
Não entro aqui no mérito de qual religião é certa ou qual errada, nem mesmo se uma é melhor que outra, mas quero no entanto ressaltar uma das minhas maiores queixas e frustrações do tempo da escola. A religião “guela abaixo”.
Lembro que estava na quarta série e estudava numa dessas escolas municipais que são orientadas por alguma instituição religiosa quando uma professora, chamada Irmã Ceci ou algo do gênero, nos mandou cantar uma música “de igreja”.
Eu devia ter em torno de dez anos, e não aceitei tal obrigação. Lembro de dizer que não cantaria pois não havia definido ainda se concordava com tal doutrina, que me entendia novo demais para decidir algo desse gabarito e que a escola não poderia me obrigar.
Pois eles forçaram a barra e tentaram me obrigar. Falaram que quem optou por estudar em uma instituição que defende valores religiosos fui eu.
Não vou falar aqui qual escola é pois embora serem defensores de religião e de boas práticas, na prática são rancorosos e vingativos e não tenho tido tempo ultimamente para comprar esse tipo de briga.
Mas voltando ao foco do assunto, disseram que se eu não cantasse chamariam meus pais na escola e que eu deveria fazê-lo, afinal de contas essas eram as regras da instituição.
Foi quando pedi à “flexível” irmã que me mostrasse onde, no regulamento do colégio, constava a obrigatoriedade dos alunos em seguirem a doutrina pregada pela escola e principalmente, se estava explícito que eu era obrigado a cantar aquelas torturantes músicas.
Sei que foi tão chocante, pioneiro e ofensivo à diretoria e à “compreensiva” irmã que de fato chamaram meus pais.
Lembro-me que fiquei um pouco constrangido por eles, um pouco preocupado pois não sabia como eles agiriam, e mais obstinado ainda a não ceder em meus valores que desde, pasmem, dez anos, já eram não convencionais.
Quando meus pais chegaram, perguntaram por que eu não queria cantar. Aleguei que ainda não havia me decidido se aquela era a religião que queria seguir, e que não concordava com o que a letra da música defendia, e que o fato de me estarem obrigando me levava a crer que aquela religião certamente não seria minha opção, que não tinha nada no regulamento da escola que dizia ou me obrigasse a praticar tal conduta e principalmente, que eu havia sido orientado por eles, meus pais, de que quem escolheria em que acreditar e quais seriam minhas convicções seria eu. Que eu não precisaria seguir forçosamente a crença de outras pessoas.
Eu sabia que os colocaria em uma sinuca de bico. E realmente eles ficaram em uma situação delicada. Pediram então que eu cantasse apenas para não me opor à tal irmã.
Eu disse que não faria e que se quisessem me expulsar, que o fizessem (obviamente que estava aterrorizado com o fato de realmente ser expulso, ficar com meu boletim “maculado”, perder um ano e mais todas as angústias que uma criança dessa idade tem.
Então negociamos e entramos em um acordo. Eu participaria das atividades, que para mim eram torturantes, da “amável” irmã, mas não cantaria e também não instigaria outros a agirem da mesma forma. Ou seja, não canto, não convenço os outros e ainda sou punido. Ela ficou satisfeita!
Não pensem que nos tempos atuais algo mudou. Hoje ainda enfiam religião garganta adentro dos alunos, forçando-os a seguirem algo que nem entendem direito.
Está na hora de revermos nossos métodos educacionais, revermos nossos conceitos de crenças e religiões, revermos as instituições que seguimos, e principalmente revermos as atitudes das pessoas que ensinam nossos filhos. Afinal de contas se eles não são capazes de convencer com argumentos, nem de flexibilizar frente uma criança de míseros dez anos, certamente não estão preparados para difundir palavras em nome de quem quer que seja.
Por uma sociedade formada por instituições laicas que oportunizem aos alunos escolherem seus caminhos de acordo com suas convicções e valores. Abaixo às “irmãs Cecis” da vida que sequer conseguem argumentar inteligentemente com crianças de um quinto de sua idade.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 23.05.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 16 de junho de 2015

Milicos



Lembro-me bem até hoje de quando tive que me apresentar ao exército para o serviço militar obrigatório. Estava apavorado. Queria estudar para o vestibular. Queria faculdade. Queria ganhar o mundo e queria fazer isso ao meu modo e com meus pés.
Não queria continuar seguindo a logística militar que sempre tivemos em casa por ter um “milico” da reserva conduzindo firmemente as regras domésticas.
Meu pai não intercedeu para que eu ficasse, mas também não fez o menor esforço para eu sair. Fiquei até o último dia de seleção e, por uma boa vontade de algum mais graduado, acabei “escapando” já na prorrogação do segundo tempo.
Pois hoje vejo uma juventude sem parâmetros. Vejo pais que não educam. Vejo famílias repassando o dever de educar dos pais, os limites à polícia, e as consequências à falha e morosa justiça.
A consequência disso é uma geração irresponsável, que acredita ter o rei na barriga. Os jovens não tem limites.
Não recebem educação. E como Einsten disse: “Educação é tudo aquilo que sobra quando você esquece o que aprendeu na escola”. Então, são mal educados de muitas formas, não só com a sociedade, mas consigo mesmos, com meio ambiente e o resto todo.
Não querem saber de nada com nada. Vivem a geração da impunidade e aprendem isso desde muito cedo pois hoje em dia os papais e as mamães não batem porque pode traumatizar o coitadinho do filhinho. Depois, veem os coleguinhas fazerem o que querem em sala de aula e na rua e também nada acontece. Quando adolescentes, veem os políticos, ladrões e os profissionais fazer o que querem com tudo e nada lhes acontecer. Com todos esses exemplos, tem certeza do direito que lhes cabe de fazer o que lhes bem entender sem que o que quer que seja aconteça.
A polícia precisa acabar prendendo esses desajustados, mas nada acontece ainda assim, pois são soltos logo em seguida e os policiais ainda recebem uma advertência.
E lhes pergunto agora, sabe porque isso tudo acontece hoje? Sabe como tudo poderia ser evitado?
Serviço militar obrigatório PARA TODOS!
E digo mais, isso deveria ser expandido também para as mulheres que tanto querem direitos iguais. E não paro por aqui. Defendo que as coisas possam ser como eram 15 e 20 anos atrás. Quando direitos humanos e o capeta não se metiam nem se envolviam com o regulamento interno militar. Quando os oficiais e sargentos eram soberanos sem precisar se preocupar com gente que não tem nada útil para fazer e resolve tentar estragar uma das poucas coisas boas remanescentes de nossa pátria.
No quartel aprende-se limites. Eles entendem na marra o que é hierarquia. Que respeito não é só bom, é obrigatório!
Aprendem a ser organizados. Aprendem o que é dever. Aprendem a ser gente. Entendem que o universo não gira em torno de seus umbigos e que independente do que queiram ou de quanto dinheiro tenham, precisam seguir regras e que elas são para todos.
Que as ordens tem um propósito e que, concorde ou não, elas serão cumpridas.
Saudades do tempo em que merthiolate doía, ao menos tínhamos pessoas mais resistentes às pequenas dorzinhas da vida e não reclamando de qualquer olhar atravessado.
Hoje a sociedade cria margarinas, quando na verdade precisamos de osso com tutano.
Parabéns a todos que serviram ou que aprenderam com seus pais sobre os valores corretos de um serviço militar e tudo que isso representa. Vocês certamente refletem positivamente em nossa nação.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 16.05.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Procurando emprego?





Antes de mais nada é necessário definir o que está em busca. Emprego? Ou trabalho?
Emprego normalmente quem busca é quem quer apenas bater o ponto e cumprir horário, seguindo talvez um ou outro formalismo. Agora, quem quer trabalho, pretende entregar resultado. Produzir. Fazer a roda girar.
Sabendo disso, fica mais claro para o candidato definir qual a postura a seguir quanto a buscar uma colocação no mercado.
O que normalmente os candidatos não sabem é o que os empresários procuram. Quais os pontos valorizados por quem emprega e procura por pessoas para ocupar funções em suas empresas.
O que o mercado espera hoje em dia são pessoas de ação. Quem faz. Contratamos por perfil e não mais por experiência.
Obviamente que em alguns cargos há um conhecimento mínimo necessário, ou mesmo um vasto e específico "know-how" sobre algo, mas normalmente o que se busca é perfil.
Vejo muita gente reclamando que tem currículo e que não é contratado. Ou seja, tem muito estudo sobre algo, muita teoria e pouca prática. Ou ainda, gente que já passou por muitos empregos em um pequeno intervalo de tempo, qual será o perfil dessa pessoa?
Ouço muito candidato reclamar que possui um currículo bem completo e cheio de qualificações, mas que não há vagas no mercado ou que não lhe dão oportunidade. Pergunta: Você tem experiência? Se não, sua pretensão salarial está adequada ao mercado? Se tem experiência e um bom currículo alega que não há vagas. Pois informo que para bons currículos, com experiência e bom perfil sempre há vagas.
Hoje procuramos dedicação e esforço. Gente que vista a camisa, que assuma posturas que os “adultos” sempre assumiram. Que não se importem em ter que trabalhar algumas horas a mais desde que seja para ganhar mais e produzir diferenciadamente.
Que se comprometa e seja responsável. Termine o que iniciar. Encare com seriedade o trabalho e não como brincadeira. Entenda que não é como o joguinho de computador que pode ser pausado no meio para depois continuar ou mesmo descartar.
Quem pensa como o dono acaba agindo diferenciadamente e entregando um resultado digno de reconhecimento, logo, será rapidamente recompensado.
Querer ficar bastante tempo na empresa também é um diferencial. Quando na entrevista a empresa identifica que o candidato não se apega a nada, não dura em trabalho algum, opta por outro candidato. Isso ocorre porque os custos de rescisão são altos e há que se efetuar novamente todo o processo seletivo e treinamento. E colaborador em treinamento não entrega o mesmo resultado de um que já conhece a função.
“Turn over” nunca é bom, sobretudo em empresas pequenas onde o impacto é maior devido ao acúmulo de funções.
Então o grande trunfo dos novos candidatos é empenho genuíno, vontade de entregar resultado, maturidade e comprometimento. Se na entrevista, a empresa ficar segura de que o perfil do candidato não é o dito “aventureiro”, as chances são grandes de a vaga ficar com ele.
É bem difícil hoje em dia conseguir candidatos que preencham esse simples requisito: Perfil!
Conhecimento? Não precisa, ensinamos. Os treinamentos estão aí para isso. Não precisa saber absolutamente nada da maioria das funções. Precisa vestir a camisa e trabalhar.
Procurando emprego? Ou quer uma colocação no mercado de trabalho? Para a segunda opção existe bastantes vagas.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 09.05.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br