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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Greve dos servidores



Essa semana conversei com uma servidora pública. Ela é nova e está em estágio probatório ainda nessa função, mas já havia conquistado estabilidade em outra antes dessa aprovação.
Ela reclamava fervorosamente sobre como a morosidade dos servidores atrapalham a nação e o povo. Falou que gente que está há anos no cargo não tem pressa, não se preocupa com o povo, não tem prazos, tem pilhas e pilhas de coisas para dar encaminhamento e não se prestam sequer a tentar uma melhora em produtividade.
Então conversávamos sobre a diferença entre o concursado e o privado e falando ainda sobre meu texto dos servidores públicos.
Na iniciativa privada ou se trabalha ou é demitido (a menos, é claro, que tenha estabilidade por algum sindicato. Daí a pessoa não trabalha MEEESMO, ainda que em empresa privada, pois não pode ser demitida).
Mas o ponto mais importante que quero citar hoje é a reivindicação por melhores salários por parte dos servidores públicos.
Essa servidora me fez pensar algo de uma forma que não havia feito ainda.
Se eu estudo para um concurso é porque aceito os termos daquela função, incluindo o salário. Então um ano depois de aprovado, fico insatisfeito e quero fazer greve ou afins?! Mas pelo amor de Deus, gente. Isso na iniciativa privada funciona diferente.
Se eu não estou satisfeito com o salário no local em que estou, não fundo um sindicato, ou me associo a algum, nem convenço meus colegas a fazerem greve. Eu simplesmente peço as contas e vou trabalhar em algum lugar que me pague melhor.
É isso que, ao meu ver (e dessa minha amiga que diz estar acompanhada por inúmeros outros que pensam igual) deveriam fazer os servidores públicos que estão insatisfeitos com sua remuneração.
Exonerem-se!
Peçam as contas e vão trabalhar em outro local. Simples assim!
Afinal de contas, é assim que o mundo funciona. Se não está satisfeito, troque.
Mas, nesse Brasil assistencialista todo mundo quer ganhar. E digo mais, ganhar sem entregar um resultado condizente.
Alguém que na iniciativa privada ganha mais de 10 mil reais produz espetacularmente. Verifiquem por si.
Atendem bem os clientes, preocupam-se com os clientes, investem em qualificação, produzem, entregam resultado.
Quantos servidores públicos você conhece que realmente são eficazes? Ou mesmo eficientes?
E digo mais, muita gente entra com todo o gás, quer realmente fazer a coisa andar, então começa a ser boicotada pelos mais antigos e “forçosamente” entra no ritmo.
Muitos antigos também já estão cansados de remar contra a maré, ou de verem tanta gente entrar em busca apenas de um cabide, sem qualquer forma que possibilite cobrar uma produtividade maior.
Penso que está na hora de as pessoas pararem de acreditar que é dever do estado sustenta-las, dar melhores salários e condições de trabalho e começar a pensar o que elas podem fazer por sua nação, cidade e estado. Parar de querer forçar seu empregador a dar mais dinheiro por algo que normalmente não vale.
Está na hora do nosso povo tomar vergonha na cara e começar a fazer ao invés de esperar cair no colo.
Chega! Vamos fazer a nossa parte.
O povo precisa perder essa ideia de que parasitar está certo. Para rir temos que fazer rir. Precisamos fazer a nossa parte para então conquistarmos algo.
Sei que uma grande parte dos servidores pensa como eu e compartilho de muitas frustrações deles.

Vamos mudar, eu acredito!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 10.10.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Trabalhista



A justiça é cega!
Quem disse isso não conhecia a realidade brasileira, ou era um cego funcional.
A justiça é absolutamente tendenciosa.
Quem tem empresa sabe, quem tem empregada em casa sabe, quem tem funcionários sabe. Desde quem trabalha em seu condomínio, na sua casa, em seu trabalho... Todos sabem que algum dia serão contemplados.
E sabe o que é certo?
Garantia de que o funcionário irá receber alguma coisa. Alguma coisa, qualquer que seja.
Todo mundo já ouviu alguém falar sobre gente que é demitida e entra na justiça pedindo rios de dinheiro. Absurdos.
Pessoas que passaram três anos ganhando salário mínimo e entram na justiça pedindo 300 mil, inventando mil e uma coisas que não ocorreram.
E a empresa que vá atrás para provar que o que o cara falou é mentira.
Tenho certeza que muitos juízes sabem que os caras estão tirando vantagem da empresa. Explorando. Fazendo a empresa pagar por algo que eles sabem que não aconteceu. E ainda assim favorecem o colaborador.
Honestamente tudo me leva a crer que o magistrado dessa área entende que as empresas todas são opressoras, escravizadoras, exploradoras, malvadas e que querem apenas a infelicidade de seus empregados.
Quem é que fica quatro anos tomando chicotada de boa vontade e apenas depois que sai entende isso?
As empresas tem uma função social que se não for "A" mais importante, é certamente uma delas. Gerar emprego, dinheiro, riqueza, fazer a máquina girar.
Acabe com a iniciativa privada e com as empresas e veja o que acontece com o mundo.
Veja como ficou Cuba quando isso aconteceu!
Então a pessoa entra na justiça pedindo o que sabe que não merece. Recebe muito mais do que imaginava, sabendo que não teria direito, por certo, a nada daquilo. Os responsáveis endossam esse tipo de conduta. E a empresa que se lasque.
Depois que uma empresa “perde” uma causa na justiça, é notificada a pagar seja lá quanto for em um prazo de 48 horas.
E dane-se de onde vai tirar, se tem o dinheiro ou não, se vai quebrar ou não, se vai penhorar algo ou não.
Então acompanhe comigo. Sou empregado, roubei da empresa e fui descoberto. Não deixei provas, mas a empresa descobriu e eu confessei. Judicialmente não pode ser comprovado, então não fui demitido por justa causa.
Não gostei de ser demitido, mesmo tendo roubado, e resolvi prejudicar um pouco mais a empresa colocando uma ação trabalhista e pedindo um milhão. O juiz entendeu que era um absurdo e mandou pagar “apenas” 100 mil de algo que no fundo sabia que não era verdade mas que a empresa não tinha como provar o contrário.
Esta recebe uma notificação para pagar os 100 mil em 48 horas, tirando do reto de quem quer que seja sob pena de penhorar todos os bens da empresa e inclusive as contas. Mesmo que isso faça com que ninguém dos atuais 50 colaboradores receba salário.
Mesmo que a empresa quebre e coloque 50 colaboradores na rua.
Mesmo que a coletividade seja muito mais importante que aquele filho da mãe que roubou da empresa e mentiu na justiça.
Então a empresa quebra, e dizem que a culpa é da crise, do governo, de má administração, do passarinho que cagou no poste... sei lá...
Sinto profundo desprezo por pessoas que cospem no prato que comeram, onerando empresas que um dia ofereceram oportunidade de trabalho e sempre fizeram tudo conforme o acordo inicial do contrato, mas que quando saem, querem mais é prejudicar.
Fica meu desabafo e a reflexão.
Se todo mundo sabe que qualquer um que entra na justiça contra empresa leva, SEMPRE, será que todas as empresas do Brasil estão erradas?
Proponho revermos nossos conceitos. A má fé impera e quem está pagando a conta, mais uma vez, é a classe empresarial.
Se todos resolvessem fechar as portas e ir embora, como ameaçou a Alibem quando o pessoal trabalhista estava assediando-os despropositadamente, a cidade teria sentido um baque muito forte.
Se a Fundimisa fosse embora quando os fiscais do trabalho não paravam de procurar irregularidades sem sentido, todos teríamos sofrido.
O curtume quebrou por isso na cidade.
Depois ninguém fala que quem quebrou a empresa foram as ações trabalhistas.

Há que se rever muita coisa nesse arremedo de país.

PS:Estou desconsiderando nesse texto os quase extintos empregados que realmente são prejudicados pela empresa.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 01.10.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Empolgação


Sou um empolgado inveterado. Entusiasta incurável.
Quando faço algum tipo de curso ou treinamento em conjunto com algum colaborador, os colegas sempre lhes perguntam: ele é sempre assim?
Normalmente as pessoas me perguntam: tá mas e aí? Não cansa nunca?
É bem verdade que dificilmente canso. Também é verdade que ser “pilhado” desse jeito tem pontos positivos e negativos.
Os positivos são que contagio muita gente, sobretudo meus colaboradores além de amigos e conhecidos ou, eventualmente, colegas de aula.
Os negativos são que não raro as pessoas ficam tensas, ansiosas, angustiadas e cansadas.
A grande vantagem é que quando colocamos em uma balança toda essa energia positiva e otimismo percebemos todos os resultados que isso proporciona nos negócios, no ambiente de trabalho e na vida de uma maneira geral, no dia a dia.
Um exemplo bem interessante disso aconteceu em uma reunião do Qcomércio onde comentava com a instrutora e alguns colegas sobre o quanto tudo está fervilhando na Jaeger. Falei das técnicas e ferramentas que estamos aplicando.
Falei em PDCA, 5w2h, SMART, Canvas, SCRUM, Design Thinking, Planejamento Estratégico, MVVE, Gestão de Serviços, Matriz GUT e SWOT, Descrição de Cargos, Avaliação de Desempenho, Feedback, Brainstorm, Mapeamento de Processos, CRM, ERP, ufa...
Informei também como estamos conduzindo tudo ao mesmo tempo e de que forma isso vem refletindo em nosso ambiente de trabalho, e como o cliente vem sentindo o resultado.
Normalmente as pessoas costumam se assustar com a quantidade de projetos tocados paralelamente, depois surpreendem-se em perceber isso em uma empresa tão “pequena”, afinal de contas isso são práticas de grandes empresas.
O grande ponto chave de toda essa loucura é conseguir perceber nessa selvageria de informações e falta de tempo desse poluído mundo pós moderno o quanto nossa postura frente às outras pessoas, e ao que quer que seja, refletem em nosso sucesso particular e profissional.
Muita gente passa a maior parte do dia reclamando, julgando, condenando e criticando. Com isso estão colhendo maus resultados.
Já tem outras pessoas que por estarem sempre de bem com a vida, chegam a inclusive afirmar que “parece que tudo dá certo e que as portas se abrem sem fazer nada”.
Avalie rapidamente, pense com cautela. Em qual dos dois times você está? Em qual gostaria de estar?
Nesse dia recebi um convite para palestrar em Santa Rosa para alguns empresários novos, os quais carecem de bons exemplos de empolgação, ânimo e resultado prático aplicado aos negócios.
Mais uma oportunidade. Mais uma porta que se abre. Mais uma semente que germina.
Semeie certo, e colha bem.

Eu semeio sonhos, e você?

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 26.09.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Servidor público



Esses dias estava pensando sobre a cultura do concurso. A cidade onde me criei (Santo Ângelo) sempre teve isso muito forte.
Os mais jovens crescem querendo passar em concursos. Muita gente se forma apenas para poder concorrer a vagas de terceiro grau.
Então vem a reflexão: Tanto quando eu estudava para este fim (e foram bons longos 10 anos) quanto quando pergunto para alguém ou mesmo vejo algum tipo de reportagem a resposta é unânime - todo mundo faz concurso para mamar nas tetas do governo!!
As pessoas querem passar para ter estabilidade e ganhar bem. E era isso!
Eu nunca ouvi e desafio você a conhecer alguém, que com sinceridade, queira passar em um concurso para mudar o mundo ou o Brasil.
Sério, não existe!
E se por acaso existir em algum lugar, que por favor esteja lendo este texto e venha conversar comigo. Gostaria que me convencesse de que está servindo por idealismo e não pela estabilidade e dinheiro.
Digo isso pois com o tempo investido, a inteligência e capacidade de um concursado, passar e se acomodar é um desperdício.
Empresários trabalham de graça (por muitos anos até o negócio dar certo), são idealistas, lutam por uma causa, um sonho. Querem mudar o mundo e transformar a humanidade.
Os servidores públicos não entram por possuírem um fervoroso desejo de colaborar, produzir, entregar resultado e transformar a imagem de que nada que é público funciona.
Entram apenas para terem segurança de salário gordo e certo no final do mês, principalmente quando não gostam da função e ainda assim permanecem.
Quem não tem um exemplo de algum servidor que prevarica, locupleta ou mesmo negligencia suas funções?
As pessoas querem é ficar estendidas nesse cabide de empregos que é a inchada máquina pública.
Então você pode me dizer que o Seu Fulano executa muito bem seu papel, que gosta do que faz e que com ele a coisa anda.
Eu vou lhe responder que ele pode ser honesto, esforçado, responsável e pode até gostar da profissão. Mas ser feliz e realizado em serviço público, não.
Não há como ser feliz e realizado sem que reconheçam seu mérito. Quando o parentesco e os favorecimentos valem mais que a competência e a produtividade, o tesão e a empolgação pela profissão caem por terra.
E digo mais, desafio perguntarem a qualquer um para saber se quando a pessoa prestou concurso sabia que queria a profissão por acreditar e por querer entregar resultado. Defendo que todos quando entram querem é os benefícios, mas muitos nem tem ideia de quais são os deveres.
As reportagens nos jornais sempre falam em salários, em estabilidade, em segurança. Nunca se fala em produtividade, eficiência, eficácia, responsabilidade com o cliente, etc.
Tem que fazer muita caca para ser demitido. O cara que é desligado de uma função pública fez uma gigante.
Se o servidor não gosta de algum cidadão, aí mesmo é que a coisa não anda.
Entendo que todo mundo mereça aumento de acordo com defasagem de poder aquisitivo, inflação, etc. Mas é revoltante ver as pessoas fazendo greve e querendo ganhar mais sendo que foram aprovadas a menos de um ano. E mais, quando assumiram sabiam quanto ganhariam e não acharam ruim, depois reclamam de aumentos de anos antes de entrarem. A cultura de mamar nas tetas do governo e tirar vantagem.
Óbvio que quem esteve exercendo a função todo esse tempo merece, mas que parcela dos servidores representa isso? Pense a respeito.
Se você é servidor, não se ofenda. Sei de cadeira as frustrações e as mazelas da função. Sei como é angustiante querer fazer a coisa certa, produzir mais e ser boicotado pelos próprios colegas de função.
Gostaria que todas as pessoas que se aventuram na função pública realmente pensassem um pouco mais como os empreendedores, fossem mais idealistas e genuinamente quisessem fazer a diferença. E para aqueles que o fazem, meus sinceros parabéns! Vocês estão fazendo sua parte.

E para os que tentam fazer a diferença e não conseguem, as portas do empreendedorismo estão abertas. Vamos mudar o mundo!       


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 19.09.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Teoria do chocolate


Pense que você possui o melhor chocolate do mundo. Não apenas você o considera assim, é unanimidade, todas as pessoas do planeta concordam que seu chocolate é o melhor. Incomparável!
Então você descobre que esse seu pequeno pedaço, que não possui uma validade muito longa tal qual os demais chocolates, é o último pedaço do mundo.
Imagine a preciosidade que você tem nas mãos.
Instantaneamente um monte de fábricas começam a produzir outros doces para suprir a falta deste tão cobiçado. Inclusive muitas empresas fabricam o tal do “chocolate” hidrogenado, que convenhamos, não deve ser tratado como chocolate.
Então, nesse momento você percebe que aquele seu último e precioso pedaço não vai encher sua barriga, mas que o hidrogenado sim. Este último entretanto, não mata a vontade de comer chocolate, não é saboroso, especial, cheiroso, cremoso, com a textura perfeita, etc.
Em meio a esse impasse você começa a deliberar que talvez valha mais a pena nem comer este pequeno chocolate, afinal de contas não mata a fome...
Pois é, muita gente prefere hoje em dia trocar pedaços de valor inestimável de chocolate por arremedos hidrogenados. Preferem quantidade ruim a qualidade, mesmo que em pouca quantidade.
Prefere o Natu ao Blue Label.
Tem algumas pessoas, cognitivamente deficientes, que por não poderem encher a barriga com o chocolate, jogam-no fora e também não comem o hidrogenado. Rebelam-se contra a vontade de comer doces.
Tem gente ainda que mesmo antes de acabar os chocolates do mundo, na fartura de bons chocolates, quer provar outras marcas.
Certa vez perguntei para uma pessoa o seguinte: “Você tem o melhor chocolate do mundo nas mãos, e pode desfrutar desse incomparável sabor e experiência sempre que quiser, desde que jamais experimente outras marcas. Levando-se em consideração que você já conhece outras marcas e que sabe, assim como todo mundo, que a proposta é do melhor chocolate do mundo. O que você faria?”
A resposta de todos sempre é: “ficaria com o melhor chocolate do mundo, se ele realmente é o melhor e eu sei disso, fico com ele”.
E na pratica, não é o que acontece. Humanos...!!!
Defendo que as pessoas precisam olhar para dentro de si e entender seus valores, estabelecer suas prioridades e entender que em muitas situações estarão se deparando com talvez o último pedaço do melhor chocolate do mundo.
Precisam definir se o valorizam e o tratam com a devida importância e zelo e o comem com todo cerimonial que isso demanda, se simplesmente o engolirão inteiro feito cachorro, ou mesmo se largarão fora, pois um tipo de chocolate só, mesmo que seja o melhor do mundo, não serve. Afinal de contas, para muitos a quantidade se sobrepõe à qualidade.
Chocolates caros e raros não são simples de comprar ou mesmo fáceis de administrar, resta saber de cada um se compensa o investimento.
Cada cabeça uma sentença, o que é certo é que mesmo quem quer só conhecer muitas marcas, sabe que o melhor chocolate do mundo é o melhor chocolate do mundo e que depois dele, todos os outros serão mais ou menos. Também quem só quer encher a pança sabe que o melhor chocolate do mundo é o melhor chocolate do mundo.
E quem enjoa do melhor, jamais se contentará com o pior ou mesmo será feliz com outros doces medíocres. Não a médio/longo prazo.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 12.09.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Integridade



Integridade é um “ativo” em extinção nos tempos atuais. As pessoas não querem saber de seus valores. Dizem que os tem e que, como deveria ser, não são negociáveis, quando na verdade o que ocorre não é nada parecido.
Questiono sobre integridade quando choco dois valores e um deles é descartado. Quando você descarta um em detrimento de outro, não está sendo íntegro.
Se você define seus valores e os negocia pelo que quer que seja, como fazer o errado para garantir que outro valor “mais importante” seja mantido, está corrompendo sua essência.
Vejo muita gente entrando na justiça de caso pensado, fazendo-se de desentendida quando está tudo muito claro, apenas para tirar vantagem.
Perceba, se eu sei que o que estou fazendo está ok, entrar na justiça para tirar alguma vantagem é uma falta de caráter e integridade incomensurável, entretanto bastante comum hoje em dia.
Não que gente que “não vale nada” só esteja existindo recentemente, mas é fato que a massificação dos advogados fomentou impetração de ações e hoje há uma corja de filhos da mãe que não valem a boia que comem sempre tentando auferir algum tipo de vantagem sobre outrem, o que não existia nessa quantidade nos tempos idos. Além de, é claro, as pessoas que se preocupavam com o que os outros pensariam a seu respeito. Zelavam por um nome, uma moral, uma conduta.
Antigamente pelo menos essa má conduta era significativamente em menor quantidade, mas hoje já é quase regra.
Não é triste. É revoltante e ultrajante ver a tendenciosidade da justiça visando atender a solicitações falaciosas de gente transformada em iniquidade ambulante.
Vejo gente entrando com ações trabalhistas sabendo que não merece, mas que vai ganhar algo. Ações de dano moral mesmo sabendo que não está certo.
Gente querendo tirar vantagem. A filosofia do jeitinho, do tirar um por fora, do dar uma volta em alguém, do lograr. A corrupção no Brasil é endêmica!
Sei que não estou só nessa indignação. Quem é parecido se encontra facilmente, e também se afasta.
Se você faz negócio em algum lugar onde sabe que alguém é desonesto, tenha certeza, a desonestidade é prática habitual do estabelecimento. Se fosse diferente, os honestos manteriam suas integridades e procurariam emprego em outro local.
E se você pensou agora que não é bem assim, que pode sim existir gente honesta trabalhando com gente corrupta ou em ambiente corrompido, então os seus valores também não estão incólumes.
Se você tentou, mesmo em pensamento, relativizar a situação supracitada, então meu caro, seus valores são, no mínimo, questionáveis.
Se você aceita conviver e trabalhar com gente desonesta, se isso não lhe incomoda profundamente a ponto de trocar de emprego ou mesmo ficar desempregado, então você perdeu sua integridade.
Se você negociou algum valor em troca de uma “causa maior”, algo como “tenho filhos para alimentar”, então você necessariamente se colocou em uma vala comum.
Valores não são negociáveis e para deixar bem claro um exemplo disso, já que hoje todo mundo questiona muita coisa que para mim não é negociável, vou usar um exemplo drástico, pois se não for chocante, muita gente não entende.
Ou você estupra aquela menininha de 6 anos e pega esses 3 milhões ou eu vou te matar. Não há acordo.
Quantas pessoas você conhece que morreriam?
Ou você fecha os olhos e fica com tantos por cento, ou lhe demito e você vai preso.
Ou você entra com essa ação na justiça alegando tudo isso que estou mentindo, ou vou em outro advogado. E por aí vai...
Mas como disse anteriormente, quem preza pelos seus valores se atrai, assim como quem só quer passar a perna também anda junto. Está na bíblia, diga-me com quem andas...
Dito isto finco aqui minha bandeira do “VAMOS FAZER A COISA CERTA E CONSTRUIR UM MUNDO HONESTO”. Acreditem, estou com uma turma bem grande e cada dia mais gente está se unindo a nós.
Venha fazer parte de quem faz a coisa certa, plantemos essa semente para as gerações vindouras, e vamos expurgar do nosso convívio esses filhos da mãe que foram paridos pelo buraco errado.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 05.09.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Se eu me visse do passado



Quando eu era criança pensava em muitas coisas. Queria ser gaúcho, milico e doutor - e por doutor entendam médico e não doutor com doutorado.
Queria uma namorada legal e bonita (não necessariamente nessa mesma ordem). Queria ter dinheiro, ser bonitão, ter cabelo comprido, toda a coleção dos comandos em ação e uma bicicleta especial. Queria ter muitos amigos e, sobretudo, ser bem sucedido em tudo que eu fizesse. Queria este último em particular, mas sem essa clareza que tenho hoje.
Tinha, como toda criança tem, algumas referências. Os “modelos de sucesso”. Como meu irmão, que tinha sempre as namoradas mais legais e gatas, meu padrinho bem sucedido, meu vizinho com sua bicicleta incrível...
Hoje eu fico pensando... E se por acaso eu pudesse olhar por alguma janela do tempo e, enquanto criança, vislumbrar meu futuro?
E se pudesse ver aos 5, 8 ou 10 anos o que me tornei hoje, como sou, como construí minha vida?
Como será que eu reagiria? O que sentiria? Pena? Vergonha? Orgulho?
Será que eu ficaria ansioso por chegar de uma vez nesse futuro e ser quem hoje sou? Será que ia gostar da pessoa que me tornei, mesmo sem cabelos e muitas outras coisas que, na minha visão infante, eram indispensáveis?
Pois hoje, exatamente hoje, eu tenho essa resposta. Eu pensaria algo do tipo: “Bãããi que linda minha namorada! Que massa o relacionamento que terei com ela! Que tri meu trabalho, minha função, minha empresa e meus amigos!!! Cadê meu cachorro? Não tenho um carrão? Não sou rico? Cadê meus cabeeelooos?”
Mas, certamente ia querer sair falando para todo mundo o que/quem eu havia me tornado, com o peito estufado e muito orgulho. Possivelmente até fosse levar mais a sério o colégio e o resto das coisas.
Mas essa não é a grande reflexão que trago hoje. Meu objetivo com esse texto é lhe provocar a pensar em como você acredita que se enxergaria hoje se estivesse se vendo do passado. O que acha que pensaria?
Eu explico o motivo do questionamento. Se o que você se tornou não causa orgulho, vontade, emoção e desejo no seu eu de infância, muito provavelmente você não é o que ou quem deveria ser, e ainda há tempo (sempre há) para mudar o rumo de sua vida, radical ou parcialmente e buscar novos caminhos.
Desenvolver um novo futuro para que ao menos daqui algumas décadas, quando puder fazer a mesma reflexão, entenda que seu eu de hoje ao olhar para o futuro verá alguém que ele quer ser e por quem valha a pena dedicar anos, noites, tempo e vida.
Pense em quem você é, pense em quem queria ser quando era novo, e pense principalmente em quem você quer ser, pois assim, quando estiver deitado em um sofá no colo de alguém que quer bem, possa respirar fundo e pensar: “era isso mesmo o que eu queria!”.
Quando estiver assando uma carne com os amigos e falando besteira, possa olhar para todo o cenário e saber com a alma lavada que isso é a colheita de um bom semeio.
Para quando estiver curtindo um final de semana com a companhia mais especial, saiba que foi por mérito e que é exatamente ali e assim que queria estar, e sentir-se feliz com isso, valorizando o momento.
Que entenda que está fazendo o seu papel para melhorar o mundo, gerando empregos (ou não), transformando sua sociedade com exemplos e atitudes e legando ao universo algo que realmente fará a diferença, mesmo que ridiculamente pequena.

Para que, se por um milagre o seu eu criança o veja hoje, fique com os olhos marejados de felicidade, e conte os dias para chegar finalmente nesse déjá vu.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 29.08.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Obsolescência profissional



“Todo empreendedor é um visionário.”
Frase de Ana Kemper. Uma das tantas pessoas que admiro pela competência, esforço, dedicação, honestidade e seriedade. São exemplos a serem seguidos. Gente que faz!
Concordo com ela. Precisamos ser visionários para fazer as coisas acontecerem. Precisamos enxergar o que outras pessoas não enxergam. Ver anos a frente. Perceber oportunidades onde outras pessoas veem problemas.
Não é fácil, precisamos constantemente  “evangelizar” os colaboradores, os amigos, os parentes, o mercado e o que mais for. Também é difícil pisar no freio e não ficar falando sempre muito do futuro ou as pessoas não acreditam, não entendem ou não acompanham.
Também é necessário termos os pés no chão, afinal de contas apenas ser visionário e viver no futuro não paga as contas e não enche barriga.
Como encontrar a medida certa nessa complexa equação? Como participar e ser bem sucedido em um mercado com esse nível de hostilidade?
Investindo em qualificação. Estudando. Aprendendo. Tentando ser uma pessoa mais capaz e eficaz.
Aqui cito outro exemplo, Fabio Schmitt, que um dia me disse: "estudar, estudar e estudar... esse é o caminho".
Pois bem, aqui estamos nós, empresários empreendedores, nesse sangrento oceano capitalista lutando para nos destacarmos e explicitarmos aos nossos clientes o quão capacitados e qualificados somos.
Mas isso não acontece sem o auxílio de, se não a principal parte, uma das mais importantes de qualquer empresa: o capital humano.
Lugar comum entre os gestores que está cada vez mais difícil encontrar colaboradores eficazes.
Ocorre que as pessoas não querem estudar. Não querem se qualificar. Querem ganhar mais porque acham que produzem mais, quando de fato estão fazendo o feijão com arroz.
Em qualquer negócio, em qualquer ramo, em qualquer cidade, ofereça treinamento fora do horário de trabalho e pague apenas 50% para que haja uma valorização condizente. Depois venha me dizer quantas pessoas aceitaram a proposta.
Caso a aceitação seja positiva, observe por quanto tempo e em quantos cursos.
Perceba que estamos afogados em uma lamacenta cultura assistencialista. Quero ganhar mais mas não quero me qualificar. Acho que sou bom e mereço ganhar mais, mas não quero estudar todas as noites durante alguns anos, nem “perder” finais de semana com a cara enfiada nos livros ou em treinamentos.
Mas quero ganhar mais porque sou bom. Meu perfil é excelente e entrego um resultado diferenciado.
Se seu perfil fosse bom, você estaria permanentemente se qualificando. Sem qualificação necessariamente seu resultado não é satisfatório. Pode ser dentre os piores o menos pior, mas não significa que seja bom.
Mas a empresa não me valoriza, porque vou me qualificar para trabalhar nela? Experimente se qualificar para ver se a empresa não vai lhe reconhecer. E se não o fizer, troque de empresa.
Atualmente no mercado as pessoas “obsolescem-se “ e não querem ser descartadas, e isso é paradoxal pois em tudo, nas próprias vidas que ocorre o mesmo, elas descartam.
Não há esforço e querem ser reconhecidas. Não há visão ou acompanhamento e exigem participação no processo decisório.
Quem não se qualifica não merece trabalhar em empresas qualificadas. Boas empresas demandam bons profissionais. Excelentes empresas demandam excelentes profissionais. Empresas medíocres se contentam com os profissionais que tem. Invista em si, qualifique-se, estude e valorize seu passe, depois assista alegremente os cifrões entrarem em sua conta.
Não foi por acaso que quando assumi a Imobiliária Jaeger troquei 70% das pessoas e também não é por acaso que hoje mais de 50% dos meus colaboradores está estudando. Isso diferencia pessoas e posicionamento.

Não há como ser competitivo com preguiça e má vontade. Ou você acredita e se esforça, ou será substituído por estar obsoleto.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 22.08.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Fiasco

Sabe... fico pensando... Realmente a mandioca é uma das maiores conquistas do Brasil, afinal de contas conquistar a mandioca não é para qualquer um. Pense bem, a conquista da mandioca é algo que os índios fizeram, com toda sua cultura e tecnologia, então devemos realmente valorizar.
Assim como a bola, que também é uma das maiores conquistas dessa erudita nação. Ela é justamente o símbolo que nos distingue como Homo  e Mulheres Sapiens, essa é a importância dela.
Aliás, acredito que essa seja a grande meta do Brasil. Porque não estipulamos uma meta, essa meta fica aberta e então quando atingimos, dobramos a meta que não havia sido estipulada. Simples, fácil, óbvio e lógico assim!
Afinal de contas nosso país é o mais importante da galáxia, tanto que a via láctea é fichinha perto da galáxia, mesmo que a via láctea seja a nossa galáxia.
E esse é o nosso legado. Um legado que deixaremos antes, durante e depois de nossa existência. Inovando na forma de legar.
Estranho e confuso? Bem, quem está um pouco contextualizado com as atualidades da nação entende a origem destas.
Atualmente (últimos 15 anos) somos governados por gente que sequer consegue construir uma frase coerente. Como pode confiarmos uma nação à gente que nem falar sabe?
Se não sabe falar, certamente não sabe escrever e muito menos fazer contas. Imagina então planejar e pensar estrategicamente.
Se não analfabetos completos, certamente analfabetos funcionais e mais ainda no âmbito da gestão.
Gerir uma nação, ao contrário do que a massa ignorante acredita, não é para qualquer um. Não basta ter assessores bons e estar cercado de gente que entende. É necessário também saber o que está fazendo.
Ou você conhece algum empresário bem sucedido que não entenda de seu negócio, não saiba sobre a gestão de sua empresa e coloque tudo no colo de seus gerentes que entendem de tudo por ele? Uma empresa assim não daria certo.
Honestamente esse é um dos maiores erros do sistema estatal. A desqualificação dos políticos!
E o povo, obtuso, míope, cognitivamente incapaz e alienado, continua votando em gente assim. Como progrediremos desta forma?
Não acho que resolva alguma coisa o impeachment da Dilma, mas tenho certeza da obrigatoriedade enquanto povo e nação de irmos à rua protestar e manifestar nossa insatisfação ante a toda barbárie que está ocorrendo nesse rascunho que sonhamos um dia se transformar numa nação digna de gente honesta, eficaz e competente.
Todos na rua dia 16/08/2015 em protesto a toda essa orgia administrativa que acomete nossa tupiniquim terra. Em revolta pública à política de anistiar dívidas à Africa (perdão sobre 79% da dívida que o Congo-Brazzaville mantinha pendente com o Brasil há quatro décadas. O débito somava US$ 353 milhões. O governo brasileiro renunciou a US$ 278 milhões. Aceitou receber US$ 68,8 milhões — em até 20 parcelas trimestrais até 2019 —, do país que é o quarto maior produtor de petróleo da África.), cuba e outros e não auxiliar um dos estados federativos que mais contribui financeiramente que é o Rio Grande do Sul. Tirou 16 Bi da saúde para aplicar 17bi em propaganda políticas. Doou 7 bi para Angola cujo presidente pagou 250 mil para transar sem camisinha com uma prostituta. Entre tantas outras afrontas ao povo.
Abaixo as frases originais da presidentA em seus discursos só em 2015. E não se iludam, seu antecessor, o presidentO não fica longe.
“E aqui nós temos uma, como também os índios e os indígenas americanos têm a dele, nós temos a mandioca. E aqui nós estamos comungando a mandioca com o milho. E, certamente, nós teremos uma série de outros produtos que foram essenciais para o desenvolvimento de toda a civilização humana ao longo dos séculos. Então, aqui, hoje, eu estou saudando a mandioca. Acho uma das maiores conquistas do Brasil.”
“Acho uma das maiores conquistas do Brasil. (…) Eu acho que a importância da bola é justamente essa, o símbolo da capacidade que nos distingue como… Nós somos do gênero humano, da espécie Sapiens. Então, para mim essa bola é um símbolo da nossa evolução. Quando nós criamos uma bola dessas, nós nos transformamos em Homo sapiens ou “mulheres sapiens”.”
“Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta.”
“Paes é o prefeito mais feliz do mundo, que dirige a cidade mais importante do mundo e da galáxia. Por que da galáxia? Porque a galáxia é o Rio de Janeiro. A via Láctea é fichinha perto da galáxia que o nosso querido Eduardo Paes tem a honra de ser prefeito.”

Eu acredito que nós teremos uns Jogos Olímpicos que vai ter uma qualidade totalmente diferente e que vai ser capaz de deixar um legado tanto… porque geralmente as pessoas pensam: ‘Ah, o legado é só depois’. Não, vai deixar um legado antes, durante e depois.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 15.08.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Assumir erros



Assumir erros não é um hábito muito comum, sobretudo aos brasileiros.
Quando somos crianças costumamos negar as coisas que fizemos ou colocarmos a culpa em algum coleguinha, por medo das consequências, das repreensões, dos castigos, ou mesmo de um bom laço.
Depois, conforme vamos crescendo e vamos evoluindo, começamos a assumir nossas atitudes e finalmente quando adultos, somos inteiramente responsáveis, certo? Errado!
As pessoas crescem e aprendem com o exemplo dos adultos e de toda a sociedade, que salvo algumas exceções, costumam mentir para tirar algum tipo de vantagem.
A prática começa desde as coisas mais banais, e vai tornando-se hábito até que finalmente acaba virando compulsão.
Então chega um ponto em que as pessoas simplesmente perdem o caráter e começam a deslavadamente mentir para tirar algum tipo de vantagem, qualquer que seja.
Vejo que as pessoas mentem pequenas coisas e acreditam realmente que não há mal nisso, afinal de contas foi por uma “boa causa” ou por um “bem maior”.
Esses dias uma conhecida minha tinha esquecido de avisar seu professor particular que não compareceria em sua aula. Quando lembrou já era tarde. Então ela me disse: “vou ligar e dizer que não pude avisar pois estava sem sinal ou com um cliente, sei lá...”.
Nesse momento eu disse: “Mas isso não está certo. O correto seria ligar para ele e falar a verdade informando que esqueceu do compromisso, pedir desculpas, compromete-se a não repetir o erro. E arcar com as consequências, caso haja”.
Ela ainda resistiu argumentando que ele certamente ficaria triste e se sentiria menosprezado, afinal de contas esquecer de sua aula acabaria em algum grau lhe ofendendo.
Eu disse que ela quem sabia, mas que se fosse o contrário ela não gostaria.
Perceba, começa com coisas simples e acaba se estendendo ao ambiente familiar, ao trabalho, aos amigos e contamina sua vida por completo.
Fazer a coisa certa é um hábito e precisa ser permanentemente reforçado sempre com pequenas ações e normalmente envolve empatia.
Tem muita gente que ao primeiro sinal de erro já pula longe e começa a desesperadamente pensar em uma desculpa ou como transferir a culpa para alguém.
Isso acaba gerando outro problema, mais grave ainda. Quando as pessoas fazem algo, não se preocupam em responsabilizar-se pelos atos no futuro, afinal de contas basta dar uma desculpa e tudo acabará bem.
Então iniciam negócios de maneira errada, parcerias de maneira errada, relacionamentos de maneira errada e depois ainda tem a cara de pau de alardearem que não entendem porque algo não deu certo.
É muito simples. Se todo mundo antes de fazer algo tivesse ciência de que precisa responder por tudo que faz, e que se aquém da sua vontade algo ocorrer precisará arcar com isso, certamente teríamos um mundo muito mais direito.
Isso, prezados, é o óbvio. Deveria ser básico e chega a ser ridículo de tão certo, mas ao mesmo tempo tenho convicção de que muita gente que está lendo isso está ironizando e pensando que sou um sonhador utópico e que isso não é capaz de existir jamais no mundo em que vivemos.
Pois eu asseguro-lhes de que isso existe sim, sobretudo fora do Brasil. E que não só pode como deve ser praticado de todas as formas. E mais, tem muita gente que compartilha dessa filosofia e está praticando ativamente a política do fazer a coisa certa.
Sem qualquer demagogia. Não é pelo bem maior da humanidade – mesmo que isso acabe refletindo – mas sim por uma questão de caráter.
E você, prefere ter qualquer tipo de relação com alguém que faça a coisa certa, ou com alguém que faça, independente de como?
No meu ramo muita gente acaba optando pela concorrência por algum benefício efêmero, como a rapidez na locação por exemplo, e depois acaba voltando pois o inquilino não possuía as garantias necessárias, o imóvel foi entregue depredado, etc.
Comportamento sempre reflete no profissional e pessoal.

Escolha muito bem as pessoas a estabelecer qualquer tipo de relação, elas dirão muito sobre você.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 08.08.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br