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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

As escolas e o Estudo

O maior problema do Brasil é a educação.
Este grave e importante assunto não só vem sendo negligenciado pelos governantes como nos últimos mandatos do PT foi descaradamente desqualificado.
Há uma medição mundial do nível de aprendizado/ensino ou algo do tipo. (Não lembro exatamente agora o nome.) Ocorre que ele era medido pelas reprovações.
O que o governo fez? Determinou que a partir daquela data não se reprovariam mais alunos. Assim nosso índice aumentaria e ficaríamos bem.
Lindo, não?
Agora os alunos, que já não respeitavam muito os professores, passaram a também atrapalhar os que sempre quiseram aprender.
E o reflexo disso? Cada dia mais professores desestimulados e descontentes com o salário e com a profissão. Cada dia mais alunos ofendendo e agredindo os professores.
Cada dia os alunos aprendem menos, e os professores impedidos de os reprovarem.
Em 2015 convidei um aluno do ensino médio para trabalhar comigo, caso ele quisesse alterar seus estudos para noite.
Ele aceitou o desafio, mas não apenas para garantir a oportunidade de trabalho, também porque tinha clareza da falta de qualidade no ensino.
E reforço aqui que sou ferrenho defensor dos estudos e qualificação, tanto formal quanto informal. Entendo e apoio as escolas e os professores.
Ressalto, entretanto, a qualidade.
Esse rapaz acabou concluindo o ensino médio a noite, depois ingressou na universidade.
Honestamente, o ensino médio só nos prepara para o vestibular, e ainda assim olhe lá. Pois na faculdade precisamos reaprender tudo novamente, e dessa vez da maneira correta.
A escola ensina sim, antes que me questionem se não serve para nada.
Serve! Serve como base para muita coisa. Ocorre que nosso ensino anda tão desqualificado, tão atrasado e obtuso, que quando entramos na faculdade muita coisa precisa ser efetivamente aprendido.
E digo mais, a mesma proporção vale entre ensino superior e mercado de trabalho.
Ou seja, o que realmente acaba gerando conhecimento aplicável é o que se aprende na educação continuada e no pós graduação.
Fiz uma enquete com algumas pessoas e perguntei: "do que você aprendeu no ensino médio, o que utilizou na faculdade?"
Resposta unânime: Só português e matemática. Uma pessoa falou em física e outra em conhecimentos gerais.
Pergunta dois: "Do que você aprendeu na faculdade, o que utiliza na vida profissional?" Nesse ponto a resposta foi significativamente melhor. Bastante do que é aprendido na faculdade realmente é utilizado no dia a dia.
Está em pauta uma proposta de remodelagem do ensino fundamental.
Isso precisa acontecer para ontem. Não podemos mais continuar sendo massa de manobra. Ignorantes e analfabetos funcionais. Manipulados por comida para garantir votos. Ensinados por professores desestimulados, mal remunerados, sem reconhecimento e desvalorizados.
Precisamos valorizar nossa educação tanto quando um Japão, país que entrou em colapso por guerras mais de uma vez, e se reergueu alicerçado na educação.
Não há como mudarmos o que quer que seja nesse país onde a corrupção impera sem reformarmos educação fundamental e o ensino médio.
Hoje o que aprendemos serve tão pouco para nossa vida que a maioria das graduações ensina novamente.
Pelo futuro dos nossos netos e quem sabe até filhos, façamos uma reforma profunda.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 08.10.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br 

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

O que te aquece por dentro

Vejo que muita gente busca emprego e não trabalho. Busca conforto e não felicidade. Comodidade e não inquietação.
Quem quer a vida pacífica e está na iniciativa privada normalmente é infeliz e frustrado.
Quem quer a inquietação; o novo; sair da quentinha zona de conforto; se desafiar e buscar novos limites, não é feliz no serviço público.
Simplesmente porque a estrutura do que é do Estado não permite que algumas iniciativas sejam aplicadas.
É evidente que não trato aqui das exceções que tem liberdade para atuar em seu cargo nem das que sempre buscaram alguma pachorrice segura e confortável.
Falo dos intraempreendedores que são inquietos e querem fazer diferente, fazer a diferença.
Para ser feliz é necessário buscar aquilo que te aquece por dentro.
Se você desconhece seu sonho. Não sabe o que quer da vida. Não sabe onde quer chegar. Nada lhe agradará.
Você mudará de emprego muitas e muitas vezes. Verá sempre o copo meio vazio e acabará invariavelmente contaminando o ambiente.
Sair da zona de conforto não é fácil.
É necessário o entendimento de que o único caminho para evolução tanto pessoal quanto profissional é sair da zona de conforto.
Forçar-se a esse novo mundo desconhecido lhe provocará frio na barriga, lhe fará tremer.
E honestamente, se não estiver tremendo, não está realmente acontecendo, está esperando acontecer.
Algo genuinamente realizador e novo, fora da zona de conforto, invariavelmente vai lhe tirar a paz. E acredite, isso lhe proporcionará felicidade.
Encontrar o que lhe aquece por dentro. O que lhe move. O que faz seu sangue ferver. Isso deveria ser o propósito de todo mundo.
Nossa maior busca deveria ser por saber no que somos bons e a partir disso sim nos desenvolvermos.
Aquilo que nos aquece é, indubitavelmente, o que faz a vida acontecer.
Quando encontramos, nossa vida se transforma.
Tudo aquilo que acreditamos fica colorido. Sentimos menos sono. Acordamos mais felizes.
Se você acordou e não estava realmente feliz, entusiasmado com seu trabalho. Se o domingo é o pior dia da semana porque precede a segunda. Se você está sempre apenas aguardando a sexta-feira, então reveja sua vida.
Você é um forte candidato a depressão, suicídio, infelicidade, stress, insatisfação. Você possivelmente seja a fruta podre que contamina seu ambiente de trabalho.
Você certamente está se amargurando, se violentando e transformando não só sua vida mas sua personalidade em algo que fica longe de sua melhor versão.
Demorei mais de 30 anos para entender em que eu era bom e me encontrar profissionalmente. Então se ao ler isto você teme, não se preocupe. Busque!
Não importa quanto tempo demore, quando acontecer valerá a pena e compensará todos os dias de busca.
Ser feliz não tem preço!
Insista obstinadamente em encontrar o que lhe aquece por dento, e com certeza sua vida e a vida de todos que lhe cercam se transformará de uma forma tão fantástica e profunda que parecerá bruxaria.

Não há nada mais importante nessa vida que buscar a felicidade.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 01.10.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Ladrão não é vítima da sociedade


Ladrão não é vítima da sociedade. É um covarde, burro, preguiçoso, incompetente que confessa seu fracasso mostrando que para conseguir alguma coisa tem que tomar a força de quem trabalha para comprar. 
Não sei de quem é a autoria nem se é exatamente assim. Mas asseguro que a ideia é essa. 
Essa frase resume bem o pensamento da maioria das pessoas honestas. 
Vejo que políticos cujo caráter eu questiono, (e que não posso citar o nome por estarmos em época de eleição e a excelentíssima procuradora de Santo Ângelo proibir mediante ofício que nos obriga, alegando que poderíamos influenciar o voto) defendem essa escória afirmando que são uns coitadinhos. Vítimas da sociedade. 
Que não tiveram escolha e que todos precisam auxiliar para que possamos resgatar essas pobres almas que foram forçadas a fazer todo tipo de atrocidade, não por escolha, mas por não ter alternativa. 
Vejo cadeirantes cortando grama e jardinando, vejo deficientes mentais e físicos trabalhando e fazendo dinheiro suficiente para sobreviver, e os políticos ainda têm cara de dizer que essa corja é vítima da sociedade? 
São é vagabundos preguiçosos isso sim. 
Roubar é covardia. Os ladrões sempre atacam os fracos e desprotegidos. Já ouvi pessoas dos direitos humanos (certamente não dos humanos direitos) alegando que ladrões precisam ser corajosos, pois arriscam suas vidas para sobreviver e que invadir casas não é para covardes. 
Tem cabimento uma afirmação dessas? 
É burro porque não entende que o crime não compensa. Não percebe o quanto de coisas ruins se retorna com isso. Invariavelmente esse cara acaba caindo em um círculo vicioso de preguiça e acomodação, já que é muito mais fácil simplesmente pegar do que conquistar. 
Se pensasse um pouco não teria chegado ao ponto de roubar, ou mesmo não consideraria isso em consideração as pessoas. 
Essa facilidade de roubar e não ser preso. A impunidade do Brasil. São coisas que fomentam a marginalia a manterem-se preguiçosos. 
O elemento precisa ser muito fracassado e incompetente para roubar. Afinal de contas não é que não haja escolha. Ele opta sim, e escolhe o caminho errado. 
E mais, nenhum ladrão rouba e para. Todos roubam e continuam a fazer até serem pegos de novo e de novo. 
O cara que tem as mesmas oportunidades que todo mundo. Mesmas chances dos desfavorecidos e deficientes, inclusive, e escolhe arrancar a força de quem se esforça e trabalha, merece no mínimo uma punição física severa. 
Então você pode alegar que os assaltantes de carro forte e de bancos não são burros. Tratam disso como profissão. 
É verdade. São "profissionais" e qualificados. Mas ainda assim seguem a lei do menor esforço. Do dinheiro fácil. 
E invariavelmente o que ocorre é a oneração de toda uma sociedade, pois esse dinheiro é tomado por quem não gera valor. Mais ou menos como acontece com o governo quando imprime mais notas que tem lastro. 
Então não me venha com essa de que ladrão é vítima porque não é. Vítima são as pessoas assaltadas por esses marginais que, sem meias palavras, não deveriam viver. 
Vítimas somos todos os que sofremos há anos nas mãos desses marginais.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 24.09.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Costume da dança



Assistindo aos filmes e novelas que retratam tempos idos, mais especificamente os remotos, entreto-me analisando o comportamento de cada época.
É legal avaliar como os casais dançavam em cada etapa da evolução humana com as variações dos costumes por continente.
Algumas parecem dança de acasalamento entre galos.
O que mais me chama atenção são as pessoas que não dançam porque gostam. Fazem porque faz parte de uma encenação social. Uma espécie de teatro.
Falei sobre isso num outro texto chamado dança do acasalamento.
Mas o objetivo desse texto é falar sobre outra parte específica desse magnífico cenário: o convite.
Incomoda-me quando estou em algum ambiente, explicitamente desconfortável ou deslocado, e alguém tenta me arrastar a força para o meio do salão.
Isso deveria ser considerado bullyng.
Brincadeiras a parte, me refiro a pessoas que estão eufóricas, felizes e empolgadas e acabam não tendo a sensibilidade de serem empáticas com quem não sabe ou simplesmente não gosta de dançar.
Chamam quem está escondido em meio a multidão, da melhor maneira que consegue dentro daquela realidade apresentada, para dançar.
Quando o convite é recusado, muita gente tem a falta de tato absurda de insistir, pegar pela mão, puxar e literalmente forçar fisicamente a outra para a dança.

Já refletiram sobre esse acontecimento? Ele é tão normal em nosso estado que nem percebemos mais.
Quando uma pessoa não quer dançar, todo mundo fala: “Vai lá”, “Deixa de ser bobo”, “Não faz mal que não saiba”, “Levanta”...
Sério, é constrangedor demais. Socialmente intimidante.
Eu não estou no clima, não gosto, não quero, não posso, não gostei do meu par, e ainda assim preciso ir na visão das pessoas.
Sob pena de ser considerado grosso, mal educado, antissocial e mais mil adjetivos pejorativos.
Imaginem a cena. A menina está com cólica, é convidada para dançar. Recusa. O menino insiste, pega pela mão, convida novamente e vai puxando. Todos na mesa se manifestam “incentivando” a moça a ir. Ela cede, sofre espasmos de dor cólica e morre em meio ao salão.
Tragicômico, eu sei. Mas será que apagadas as caricaturas não é o que frequentemente ocorre?
Outra. Dançar para se mostrar. Fedendo, suando e incomodando, para mim não serve.

Suar faz parte, dançar é bom. Estar em ambiente público esfregando meu suor nos outros não é legal.
E mais, quem disse que aquele jeito é o mais bonito? O certo? O melhor?
Por que as pessoas insistem em manter esses costumes? Qual o problema em trocar o 2 e 1 em uma poga bem pegada?
Para quem gosta a dança é maravilhosa, recicla o humor, a alma, e a relação.
Devemos cada dia mais fazer o que nos deixa feliz. Zelar pelos costumes também é importante. Agora, forçar os outros a dançar ou fazê-lo sem realmente querer, mesmo que o momento peça tal formalidade, não gosto.
Por um futuro onde as pessoas sejam educadas e respeitem quem não dança.


PS: Mas não esqueça. Tem os "fazidos". Querem dançar e dizem não só para ganhar uma insistida. Tem os que gostam e não receberam um convite sequer ou não tem par. E tem até aqueles que não podem hoje. Então convidar tudo bem, insistir é que não é legal.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 17.09.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Ajuda aos pobres



Políticos, sociólogos, esquerdistas, economistas, anarquistas, petistas, sindicalistas e até mesmo vagabundos de plantão e bêbados de bar tem uma solução própria e infalível para resolver o problema da pobreza.

Perceba, via de regra todos os supracitados veem os pobres como coitados. Como seres desprovidos de... “sorte?!”.
A sociedade, de uma maneira geral, os trata como incapazes de buscarem as coisas por si.
Isso ocorre sobretudo pelos que não acreditam no modelo de recompensa meritocrático. (E aqui não entrarei no mérito de que quem não concorda é porque não estudou direito o conceito de geração de valor)
Para esses, os pobres são vítimas do sistema. Gente que mesmo que se esforce muito não tem condições de mudar de situação.
Pois mais uma vez reforço, isso não é verdade.
Todos os pobres que tenham verdadeira força de vontade tem sim condições de mudarem de vida econômico-financeira.
Então muitos me perguntam: Não devemos ajudá-los?
Podemos, não precisamos e eu não acredito que devamos. Ao menos não no modelo atrofiante que praticamos hoje.
Nossa realidade implica em dar esmolas aos pobres para que “consigam sobreviver”. Quem faz isso acredita estar ajudando quando na verdade está atrofiando. Quando o pobre não recebe esse tipo de esmola, ele aprende a buscar os recursos por si.
Nos debates, me dizem que se a esmola não for dada, o pobre morrerá de fome.
Se o cara tem condições de trabalhar e gerar sua própria renda, então porque precisamos ficar brincando de ONG?
Se, tendo condições, morrer de fome, então que morra mesmo. Porque poder fazer e não querer a ponto de passar necessidade, tem mesmo é que sumir do mundo. É o cúmulo da preguiça e vitimismo.
Se ele não tem condições, além de pobre é incapaz e inválido; e exceção eu não trato nesse texto.
Então não devemos fazer nada para ajudar os pobres?

Devemos sim.

Devemos fazer o que de melhor qualquer pessoa pode fazer. Evitar se tornar um deles.
Ajudemos os pobres empreendendo, gerando riqueza, criando empregos e gerando valor. Fazendo a nossa parte e aquecendo a economia.
Dizer que precisamos ajudá-los por esse ou aquele motivo é um pensamento assistencialista e só serve para políticos que buscam votos ou qualquer outro tipo de candidato que quer manter essas pessoas permanentemente dependentes de alguma forma de controle.
De resto, precisamos cuidar de nossa vida, fazendo nossa parte e garantindo que o que fazemos gere resultado no mundo em que vivemos de forma a respingar positivamente nas pessoas que não tem condições e torcer para que elas tenham a força de vontade necessária para mudar de status.
Caso a vontade delas seja menor que a preguiça, então só me resta lamentar.
Não somos obrigados a sustentar ninguém e principalmente não devemos nem sustentar nem ajudar de qualquer forma que seja quem não está disposto a fazer sua parte, quem não se ajuda.
Quer realmente ajudar os pobres? Evite tornar-se um deles.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 10.09.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Família são coisas privadas



Vejo muita gente trazer a família ao assunto do trabalho e querendo misturar as coisas como forma de justificar o não fazimento de algo ou uma entrega ineficiente.
Pessoas que não se qualificam, não estudam, não se dedicam, não fazem o algo mais com a desculpa de que a família é o mais importante e que isso não é negociável.
O que elas não entendem é que a família nunca competiu com o trabalho, bem como o inverso também é verdadeiro.
Trazer o assunto família ao trabalho é tão ultrajante quanto falar sobre intimidades sexuais de seu matrimônio. Simplesmente não tem razão ou sentido algum.
A família está em uma esfera, e o trabalho em outra. E elas só se fundem no espaço do indivíduo que é membro de ambas.
É habitual ouvirmos comentar que a família é mais importante, por isso não me dedico como poderia ao trabalho.
Quem faz isso normalmente dá atenção para família no trabalho mas não o inverso. E com isso sua competência e eficiência profissional acabam sendo comprometidas.
Ter família é lindo, mágico, maravilhoso e incomparável. Precisa ser tratado com o devido respeito e zelo. O que não pode ocorrer é tratar de sua profissão como algo que não é importante.
O fato de em minha cabeça a família estar em primeiro lugar não me dá o direito de enquanto estou no trabalho colocá-lo em segundo plano.
A família é uma coisa. É privada. É particular e está fora da empresa.
O trabalho é outra. É o sustento. É profissional.
Colocar a família em uma negociação profissional como limitador de oportunidade ou de qualificação é imaturidade.
Conheço pessoas que recusaram fantásticas oportunidades de colocação profissional pois iam ficar longe da mãe, ou porque o pai estava já em idade avançada, ou mesmo porque seu filho estava na escola e trocar no meio do ano não é legal.
O mundo não é assim. Talvez fosse no passado, mas hoje quem não se adapta, atrofia e castra.
Se uma mãe declina propostas pois o filho não gosta dos EUA, ela está, invariavelmente, misturando as coisas e se atrofiando profissionalmente.
Você pode alegar que ela pode conseguir algo tão bom quanto em outro lugar sem abrir mão da família.
Como supracitado, não é uma competição. O fato é que mais uma oportunidade foi perdida e quando isto ocorre o profissional mais uma vez foi amputado.
Passamos a maior parte de nossas vidas no trabalho. A segunda maior parte, dormindo. E a terceira dividimos entre todo o resto, incluindo família.
Pode sim ser conciliado. Aliás, deve ser conciliado. Sob pena de frustração profissional. Imaginou passar a maior parte do tempo de sua vida frustrado?
Levar esses valores privados de família para os negócios só é bom em um ou outro aspecto. Na maior parte do tempo devemos saber separar.
Se enquanto trabalho estou pensando que aquilo não é tão importante quanto algo, invariavelmente meu cérebro entende que pode ser relapso.
A grande questão é que quem quer ser um grande e bom profissional. Realmente qualificado e competente. Não usa a família como desculpa para procrastinação.
Simplesmente encontra uma maneira de fazer acontecer.
Veja os maiores profissionais do mundo. Possuem família. Convivem tanto com seus filhos que conseguem multiplicar seus valores.
Não competem com a família e entendem que não há como crescer e sair da linha da mediocridade pensando coitadistamente.
Deixo aqui uma reflexão a todos que querem ser ricos, viver bem, morar bem, viajar o mundo e proporcionar muitas coisas para família: Se quer o mundo e pretende ter o que muitos não tem, é necessário fazer o que os outros não fazem. E isso é saber separar o pessoal do profissional. É saber correr atrás do que realmente importa para quem quer sucesso.

Se o objetivo é o sucesso, pare de usar a família como bengala ou desculpa. Tenha a hombridade de fazer o seu melhor independente de mimimis.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 03.09.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Sindicatos. Aliados? Ou inimigos?

O sindicato tanto fez e intercedeu, articulou e pressionou, utilizou de todo tipo de estratégia ao seu alcance que finalmente conseguiu.
Mercados fechados aos domingos!
O sindicato não está nem aí para os interesses dos trabalhadores.
E se isso não fosse verdade, eles estariam preocupados com o desemprego que será desencadeado com esse tipo de ação, tanto direto quanto indireto.
Teriam ao menos feito uma pesquisa com os funcionários dos mercados para entender o que preferem. E essa pesquisa deveria ser quantitativa.
No dia em que um candidato foi até um dos mercados anunciar efusivamente aos empregados que agora eles teriam finalmente o direito ao descanso aos domingos, quem estava entre eles ouviu praticamente todos dizerem: “queremos é ter direito a comida na mesa e a emprego”.
Ou seja, os empregados, segundo o sindicato, são incompetentes até para terem voz e opinião. E isso fica evidente quando a vontade dos “beneficiados” é exatamente oposta ao que o sindicato enfiou goela abaixo.
Absolutamente contraprodutivo e contraevolutivo.
Com isso nossa cidade está na contra mão do que ocorre no mundo e o que ninguém está publicitando são os efeitos colaterais de uma ação desse tipo.
Os grandes mercados não podem abrir porque os “coitadinhos” dos trabalhadores precisam descansar aos domingos. Então o mercado demite em massa, e assim fica bom para os gênios sindicalistas.
O que ninguém questiona é quem fez isso acontecer nos bastidores. Os pequenos mercados, que continuarão abertos aos domingos, votaram pelo fechamento. E um pequeno tem o mesmo peso de voto de um grande que gera 150 vezes mais empregos.
Curioso como as coisas funcionam. Mas ninguém questiona quanto ao descanso do pobre trabalhador empresário. Ninguém quer saber se ele vai ter ou não seu domingo para relaxar. Por quê?
Empresário não é trabalhador? Não é gente? Não merece também um dia de descanso? É uma máquina que deve apenas se autoescravisar?
E os familiares do empresário do minimercadinho? Esses também trabalharão. Também não entram nessa súbita e imaculada preocupação dos sindicatos?
Tudo bem, digamos que o sindicato também tenha sido manipulado por algumas pessoas que queriam a todo custo fechar os mercados aos domingos.
Ninguém percebe o que isso representa para a cidade e para nosso futuro?
Hoje começou com os mercados. Mas há muito mais tipos de estabelecimentos abertos aos domingos. Todos fecharão? E quanto aos que operam 24 horas?
Seguindo o raciocínio dessas pessoas nada mais abre aos domingos. Nem o vendedor de pipoca e churros na praça deveria fazê-lo, pois é dia de descanso.
Postos de gasolina não abrirão mais domingos, nem padarias, lancherias, restaurantes ou qualquer outro tipo de negócio.
Os empresários já se atentaram a isto?
A população percebeu que esses inteligentes estão querendo nos transformar em uma colônia novamente?
Enquanto o mundo está cada vez mais online, ligado e vivo, atuante 24 horas em todos os pontos do mundo, Santo Ângelo está no retrocesso.
Querendo fechar aos domingos, e certamente os próximos passos será fechar tudo, caso ao menos não nos considerem imbecis e alienados, afinal de contas se o objetivo é o “zelo com o empregado que precisa descansar” então que seja com todos e não apenas por birra com três mercados municipais.
E mais. A vontade da maioria não deveria prevalecer a vontade de poucos?
Não só os empregados querem abrir aos domingos mas também toda a população deseja continuar consumindo.
E todo mundo vai continuar assistindo sem fazer nada?
A atrocidade explícita atentada contra a evolução e o mundo atual, e ninguém se manifesta?
Depois reclamam de tanta gente indo embora daqui. Reclamam que não há emprego porque ninguém empreende aqui.
Não empreendem e continuarão não empreendendo. Desse jeito cada vez mais gente vai embora. Continuaremos exportando mão de obra qualificada, pois estes inteligentes que aqui operam atuando fortemente contra a evolução continuarão expulsando e reprimindo quem quer gerar valor e riqueza.
Estamos lutando por um passado que não serve mais? Ou por um futuro que invariavelmente nos atingirá?

Por um futuro melhor para Santo Ângelo.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 27.08.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Homens trabalham mais que mulheres


Esta foi a declaração do ministro Ricardo Barros. Imediatamente uma avalanche de "mimimis" e feministas caíram em cima, crucificando-o. 
Está cada vez mais difícil emitir opinião nesse Brasil "politicamente correto" onde quase nada correto acontece. 
Sempre questionei a tal dupla jornada de trabalho feminina, a aposentadoria antecipada e outras vantagens oriundas desse desgaste extra das mulheres. 
Sei que isso acontecia há algum tempo. Sei que algumas mulheres ainda fazem isso. 
O que questiono é: O que acontece com pais solteiros? Com quem cuida dos filhos em casa e ainda trabalha? Com quem mora sozinho e tem dupla jornada de trabalho? 
Falam muito da oprimida e coitada mulher, mas nunca ouvi falar dos homens que fazem tudo que elas fazem e ainda trabalham muito mais. 
Na lei em momento algum há qualquer menção sobre empresários que trabalham 10, 12 ou 14 horas por dia. Nada referente a jornada excessiva de trabalho. A períodos desgastantes gerindo empresa. 
Então falam em sexo frágil. Frágil que tem uma expectativa de vida muito superior ao homem? Ninguém sequer parou para pensar ainda qual seria o motivo dos homens morrerem antes? 
Não estou, absolutamente, desmerecendo o trabalho das mulheres. Reconheço, entendo, respeito e valorizo. 
Estou justamente falando que o inverso não ocorre. 
Homens realmente trabalham muito. 
Trabalhei com muita gente em muitos lugares e ainda não conheci pessoalmente uma mulher que gostasse de trabalhar tanto quanto os homens, ficando meses realizando uma jornada diária de mais de 14 horas. E aqui me refiro a quantidade. Gostar de trabalhar muito e não gostar muito do trabalho. 
Um dia ou outro, eventualmente, tudo bem. 
Sei que elas existem, leio a respeito, assisto e acompanho-as no que posso. São minhas referências em muitas coisas. Mas em outra realidade, outro contexto. 
Mulheres executivas do Vale do Silício. Diretoras de grandes multinacionais. Empreendedoras "normais" só em regime de exceção. 
Mas independente disso. Falando dos homens. 
Esses comprovadamente trabalham muito. Investem pesado em qualificação. Estudam bastante. E no final ainda são vistos como menos merecedores que as mulheres que, nesse contexto segundo a lei, trabalham mais. 
Evidente que não são todos os homens que trabalham um monte ou que se qualificam ou qualquer dos pontos supracitados. Estou falando da regra e não da exceção. Afinal, exceção deve ser tratado como exceção. 
Então escrevo justamente para manifestar minha espécie frente a uma indignação tão atroz que na verdade nem deveria existir. 
E os tais direitos iguais nunca foram genuinamente requisitados pelo povo. São iguais para o que convém e não para tudo devido as condicionantes excludentes.     


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 20.08.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A felicidade é minha!






Ultimamente tenho conversado com algumas pessoas sobre o que é ser feliz. Planejamento de vida. Objetivos pessoais, profissionais e financeiros... 
Muitos me dizem que precisam estar casados, acompanhados ou namorando para se sentirem felizes e completos. 
Isso é um erro grave. 
Se eu entregar a minha felicidade a alguém estarei respirando por aparelhos. A felicidade é minha. Precisa partir de mim. 
Quando condiciono colocar a felicidade no colo de outra pessoa e terceirizo a responsabilidade disso, estou invariavelmente optando por não ser feliz. 
Se preciso de outras pessoas para ser feliz, é porque a felicidade nunca esteve aqui comigo. 
E não significa, absolutamente, que não gosto da companhia de outras pessoas ou que queira viver uma vida de solidão. 
O fato de eu saber que não preciso de outras pessoas para viver, não significa que não goste de tê-las por perto. 
É diferente "precisar porque gosta" de "gostar porque precisa". 
Não sou antissocial e nem quero estar sozinho. Adoro companhia. Gosto de sempre estar com amigos. Gosto de ter uma companheira. 
E nada disso significa que em qualquer momento eu precise disso para viver. 
Pessoa nenhuma vive sem o convívio social. É enlouquecedor. 
Ter amigos, família, colegas e quaisquer outros tipos de companhia sempre por perto porque gosta do auê é ótimo. Precisar ter pessoas por perto senão não estará feliz, não.  Tem gente que passa a vida inteira se decepcionando com os "amores", mas não pensa que esperava que viesse de fora o que deveria ter dentro e que, não tendo dentro, não sustentou o fora. 
Mesmo para aqueles que se dizem muito felizes com sua família e que não se imaginam mais vivendo sem seus filhos é basilar que se entenda a visceral necessidade de se bastar em si. 
É poder ficar por longos períodos (e isso são dias, meses ou anos, e não horas) sem precisar de alguém. É chegar em casa, não ter alguém lhe esperando e não achar ruim. 
É ser feliz. 
Independente de outra pessoa. 
Se houvesse essa condição de outra pessoa para ser feliz, quando a família de alguém fosse abruptamente arrancada em uma fatalidade, esta não aguentaria e morreria junto. Não que isso não aconteça em alguns casos. 
Também não haveria pessoas solteiras felizes no mundo. 
Então pense bem daqui para frente sempre que acreditar que precisa de alguém para ser feliz. Aprenda a se bancar e se bastar. 
Aprenda a ser feliz com sua própria companhia e um mundo muito mais firme e consistente se abrirá para você. 
Quando a nossa companhia é suficiente, qualquer lugar é bom, qualquer momento é mágico e qualquer evento pode ser memorável. 
Tanta coisa acontece, tantas oportunidades se desenham, tantos caminhos se abrem que honestamente fica difícil respirar por aparelhos novamente após respirar o ar puro e a tranquilidade que é aceitar-se e saber conviver com seu silêncio ou barulhos próprios. 
Felicidade vem de dentro!



Publicado em: A Tribuna Regional no dia 30.07.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Não me importo com os outros

Frequentemente converso com pessoas ou as vejo manifestando desdém quanto a opinião alheia.
Muita gente se diz autossuficiente e confiante o bastante para fazer o que quiser e bem entender de sua vida sem precisar do aval de mais ninguém.
“Cuide da sua vida que da minha cuido eu”, é o que dizem.
“Não estou nem aí para o que os outros vão falar ou pensar, o que falam a meu respeito não é verdade e por isso não me atinge”.
O que me revolta nesse tipo de discurso infantil é que algumas pessoas realmente acreditam que não se importam com a opinião alheia.
Não percebem que tudo o que fazem o tempo inteiro desde que começaram a desenvolver consciência está relacionado a aceitação social e ao que os outros vão pensar a seu respeito.
As roupas que veste são diferentes? Se não importasse a opinião dos outros, isso mudaria. Se fosse um eremita haveria preocupação apenas em funcionalidade e conforto, e não com estética e afins.
As convenções sociais são coercitivas e pressionam muito para que seja feito o que é “certo”. Quando alguém se diz diferente, talvez esteja considerando um ou outro aspecto. Viver sem qualquer preocupação com o que os outros pensam é só para autistas, e ainda assim, em grau elevado.
Se você ainda não concorda comigo e se ilude que realmente pode levar uma vida sem se preocupar com a opinião dos outros, e que inclusive o faz com atitudes bem autênticas e nada convencionais, então desafio-o a fazer nudes.
Grave um vídeo erótico ou mesmo pornográfico fazendo sexo.
Tenho certeza que a partir de agora o desconforto começou a tomar conta de você. Então vamos mais longe um pouco, se o gravar por si só já não fosse ruim o suficiente, então agora publique, divulgue e compartilhe esses vídeos e fotos com qualquer pessoa.
Lembra que o argumento era: “não me importo com o que os outros pensam e falam”?
Então... eles estão ávidos por consumir seus vídeos e fotos, compartilhar e comentar com montes de gente, emitir impressões e tecer comentários venenosos. Comentários esses que não fazem a menor diferença para você que não se importa.
Afinal de contas, que olhem mesmo e compartilhem, isso não faz a menor diferença para você de qualquer jeito.
Aliás, poderia até fazer um sanitário de vidro. Que se lixem todos, você não está nem aí para o que vão falar ou pensar mesmo, não é?!
Não é!
Nossas vidas são mais norteadas para o social do que a maioria imagina. Quem estuda antropologia e comportamento humano e social entende que tudo que fazemos é buscar aceitação de algum tipo de grupo.
Então, na próxima vez que você for falar que não se importa com o que os outros pensam, falam ou fazem quanto a suas atitudes, pense e pondere bem. Pois isso não é uma verdade.
Considere que é uma defesa, uma mentira ou mesmo uma desculpa.
Ninguém consegue enganar a si mesmo.
Ninguém consegue enganar a todos por muito tempo.
Se você está tentando se enganar ou enganar os outros de que não se importa com o que pensam e falam, reveja seus conceitos. Ninguém acredita.

Mas... cada um faz com sua vida o que bem entende, apenas saiba que a sociedade está aí e ela não perdoa.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 23.07.2016
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