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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Valores Errados III




Então um maconheirinho é pego pitando seu baseado dentro de uma instituição federal de ensino, é preso, depois de revistado encontram mais outra quantidade - suficiente para configurar tráfico de drogas – em seu bolso, e os colegas resolvem protestar contra a polícia.
Pasmem, agora combater o tráfico é errado? E não me venham com argumentos rasos do tipo “tem muito crime mais importante para cuidar do que ficar prendendo alguém que só está fumando seu baseadinho na paz sem fazer mal para ninguém”.
Então o estudante não tem dinheiro para pagar uma faculdade particular, mas consegue financiar o crime mediante consumo de drogas?
Sou só eu que estou vendo valores errados nessa situação? Tá na lei que não pode fumar maconha, daí o cara vai lá e consome, e todo mundo protesta e critica a polícia?
É tipo aquele outro caso em que pegaram um meliante roubando, daí o elemento tentou fugir e foi morto pela polícia, e a população da mesma favela que estava sendo roubada protestou contra os policiais, quebrando viatura e tudo.
Espera aí, algo se perdeu no meio dessa bagunça toda e eu não estou entendendo mais nada. Os valores estão todos errados.
A manobra incansável para fazer a polícia ser vista como vilã, pelo jeito, finalmente foi bem sucedida. O povo de tanto receber tudo do governo, agora além de não trabalhar também não quer mais seguir regra alguma, entendeu que virou tudo uma festa da uva, mas daquelas sem qualquer organização.
O personagem central desse bafafá todo, só pra esclarecer, não estava na dita instituição para fins de estudo? Se sim, pois então vá e estude! Eu, enquanto cidadão contribuinte, não pago meus impostos para drogaditos ficarem “viajando” no campus.
Muito menos para aceitar protesto de sua turminha quanto à permissividade desse tipo de conduta, que, retificando, é ilegal. Ah, e imoral também!
O superintendente da Polícia Federal disse: “não temos compromisso algum com a falta de "pulso firme" dela. Autonomia universitária não deve ser confundida com libertinagem. É sabido que a universidade é um antro de crimes. E a reitora quer transformar a universidade numa república de maconheiros.”
Isso significa que não eram apenas os alunos, mas a própria reitora e inclusive uma professora – que subiu no carro depredado e gritou que ninguém deveria sair – que estão a favor dessa libertinagem toda. E aqui volto a afirmar, o problema do Brasil é falta de educação.
Universidade é lugar de estudar, não de fumar maconha. Quer fumar, deixa a vaga para quem quer estudar e vai perder tempo em outras vizinhanças.
Estou em campanha por resgate de valores corretos, e aplico isso com meus amigos, minha família e minha empresa. Quem compartilha das mesmas intenções, entre em contato e vamos nos unir. Porque do jeito que está, mesmo com união, não vai ser fácil.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 29.03.2014
Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Universo Masculino e Feminino


 
Homens de personalidade forte, dominantes, com atitude e iniciativa normalmente são bem sucedidos. Não esperam as coisas acontecer ou cair no colo, vão atrás de seus objetivos e os agarram com a unha. Esse “tipo” é apelidado de alfa-líder, macho-alfa, etc.
Mas é interessante reparar nas consortes desses homens. Ao contrário do que se imagina, um alfa-líder não aceita ter uma pessoa submissa ao seu lado, a menos que ele seja um pit-bull, muita massa muscular e/ou ação e pouco cérebro.
Alfa-líderes querem sempre ter mulheres que estejam ao seu lado, que peguem junto, que sejam dinâmicas como eles para quando começarem a cansar ter alguém que incentive. Não à sua frente, pois uma mulher mais dominante que um macho-alfa provavelmente é muito masculinizada (normalmente tem cabelo bem curtinho). Também não atrás, para que estejam sempre acompanhando seu ritmo, tanto profissional quanto intelectual.
Querem mulheres que pensam, que ajam, que não se submetam ao coitadismo e comodismo quotidiano, que façam acontecer.
Ou seja, pessoas com atitude se atraem! E se não for assim não serve. E não serve também para mulheres que não toleram perder tempo com homens que não acompanham seu ritmo.
O mundo como conhecemos ainda é muito machista, e por pelo menos mais algumas gerações o será, mas certamente as mudanças iniciarão por esse tipo de casal e principalmente por esse tipo de mulher.
Atualmente o universo masculino é muito mais subversivo. As mulheres ainda acham normal sujeitarem-se e aceitarem um homem tomando as decisões do que quer que seja. Os humanos aprendem com exemplos práticos e é essa a realidade que conhecemos.
As mulheres acabam se acomodando em cargos, preferem não competir com homens pela mesma função, evitam enfrentamentos “desnecessários”. E isso explica na maioria das vezes porque homens ocupam mais cargos de chefia e são promovidos antes. Também explica porque homens ganham melhor. Simplesmente porque subvertem sua realidade particular tendo a coragem de pedir aumento, de enfrentar um chefe, de disputar abertamente uma vaga.
Como homens já são criados desde pequenos com esse tipo de fomento, acabam sendo naturalmente mais corajosos. Nas escolinhas, reparem nos meninos e nas meninas. Eles estão pulando corrimão, andando de patinete, skate,... Elas estão brincando de boneca, de casinha, e cuidando para não se sujarem. Percebem como vem de berço?
Mulheres são mais fracas! Sexo frágil! O biótipo feminino é diferente do masculino!
Alguém ainda acredita que isso é uma verdade imutável? E será que se realmente criássemos desde cedo com verdadeira igualdade a sociedade não seria diferente?
Fica o tema para pensamento e discussões.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 22.03.2014
Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sábado, 3 de maio de 2014

Relacionamento ioiô






Continuando o tema da semana passada, sobre relacionamentos e sentimentos, quero hoje aprofundar-me um pouco mais no do relacionamento “vigente”.
Refletindo sobre essas pessoas que brigam e voltam, rompem e reatam relacionamentos, alguns com a mesma frequência que troco de roupas, outros uma ou duas vezes a cada enlace.
Como fica a cabeça e o sentimento delas? Se cada vez que ocorre um rompimento uma parte de nós vai embora, quando há o reate as pessoas se iludem que essa parte volta?
Sim, pois quando há esse tipo de quebra, o que se perde, se perde. Não há como resgatar o que está perdido.
Claro que no início de um casamento – ou algo que o valha, por já terem passado pela fase do flerte, do namoro, do noivado e da experimentação, as pessoas crêem – ou esperam – que será para sempre. Mas “o pra sempre, sempre acaba”. E o mais triste é que algumas coisas acabam, mas não terminam. Complexo e confuso né? Mas é assim mesmo.
Alguns relacionamentos acabam, e o sentimento continua. As pessoas entendem que não dão certo e que não devem voltar, mas o teimoso coração insiste em manter a chama do sentimento acesa.
Quem entende de comportamento humano e estuda psicologia sabe que muitas coisas iniciam na infância. Muita gente ao se sentir rejeitado não reconhece o amor, assim como tantas outras são amadas, mas não percebem. São pessoas que não se sentem amadas, e quem é assim, não é capaz de amar.
As pessoas precisam aproveitar as inúmeras chances que recebem a cada dia sem questionar ou colocar condições. Hoje em dia há muito mais necessidade que razão.
Ouço muita gente dizer que não vai mais amar, não se apaixonará, evitará. Chegam ao ponto de dizer que não vale a pena, que estão no momento casulo, fechadas para balanço. Então nesse meio tempo uma parte importante da vida se perde enquanto todo o resto acontece?
Se todos apenas tentassem fazer o seu melhor em cada situação já seria mais do que suficiente e excederia a expectativa de muita gente. Falta aceitação e compreensão. Falta fazer com os outros o que gostaríamos que fizessem conosco.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 15.03.2014
Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Uma das consequências do fim

Sabe por que muita gente não sabe amar? Não dá certo? Se boicota? Não encontra a pessoa certa?
Por medo! Covardia descarada!
Eu explico como funciona: Primeiro a pessoa conhece alguém que acredita ser a mais especial de todas, e projeta nela todas as suas expectativas e esperanças. Então conforme o tempo vai passando, a projeção vai dando lugar ao que realmente a pessoa é, e na maioria desses casos o que sobra não é suficiente.
Então, a pessoa que sofreu todo esse processo – não a que aplicou – começa a perceber um afastamento de quem havia projetado um monte de coisas baseado unicamente nas próprias expectativas e não sabe o que fazer.
Resultado? Ambos saem desiludidos, machucados e tristes.
Assim dá-se início a um novo processo. A pessoa que se desiludiu começa a exigir demais das próximas “candidatas”. E a que foi abandonada sem nem entender direito, começa a se fechar para evitar novamente se machucar e ser rejeitada.
Nesse ponto começamos a perceber pessoas excessivamente estereotipadas no dia a dia, como gente que escolhe, escolhe e acaba sempre só. São aquelas pessoas que vêem defeito em qualquer “candidato”. As pessoas nunca são boas o suficiente e elas acabam nem tentando, pois uma ou duas características de seu checklist egoísta e absurdo não foram preenchidas. Pura fuga!
E também gente que não quer mais se envolver para não se machucar, que diz não estar pronto para um novo relacionamento, que está “fechado para balanço”, que voltou para o casulo por uns tempos...
Esse tipo, ao contrário do primeiro que deixa passar maravilhosas oportunidades por medo, sequer permite que as oportunidades sejam criadas e o motivo é ofuscantemente claro: Essa pessoa foi machucada tão profundamente em algum momento que acredita ter perdido uma parte sua no último relacionamento. Afinal de contas fora descartada sem saber por quê.
Como sofreu muito e demorou tanto tempo para começar a cicatrizar, agora não quer mais “perder pedaços” sob qualquer argumento.
Assim, essas pessoas desaprendem a amar, e nesse ponto eu pergunto:
Você sabe amar? O que é saber amar?
Eu responderia parafraseando Paralamas: “Saber amar, é saber deixar alguém te amar”. Pois no fim das contas, se você sequer consegue permitir que outra pessoa se aproxime, se não possui dentro de si as ferramentas necessárias para receber outra pessoa em sua vida, se não está preparado para convidar outras pessoas, de coração aberto, para entrarem em sua vida, então você não está preparado para deixar alguém te amar.



Publicado em: A Tribuna Regional no dia 08.03.2014
Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br




sábado, 19 de abril de 2014

Falar é fácil, fazer é que complica!

 
Falar é fácil, fazer é que complica!
As pessoas estão assustadoramente imbuídas no espírito da chacota pública e da opinião corrosiva. Suas opiniões DEVEM prevalecer sobre a dos outros, sob pena de exclusão de perfil. Sua ideia é única e soberana, não permitindo espaço para nada além de aceitações.
E isso nem é o pior. Vejo todas essas pessoas e até as que não participam de redes sociais seguir a onda de falar mal. Falam do Brasil, da política, da saúde, de futebol, da copa, do presidente, dos vizinhos, da sociedade, de Deus e o mundo.
Falar é fácil, ver os defeitos é simples. E ser positivo? E ver o lado bom inclusive na desgraça? E pensar sempre em ajudar e fazer coisas boas ao invés de apenas colocar para baixo e ripar? Sobretudo, e quanto a fazer sua parte?
Será mesmo que você não se enquadra na parte ruim dessa estatística? Certamente já fez manifestação de algum tipo quanto a política, que é o exemplo mais clássico. Todos falam da roubalheira e da corrupção.
Então vamos lá. Você fala mal dos que roubam e são corruptos. Lembrando que corrupto é aquele que se corrompe, ou corrompe seus valores para conseguir algo que queira. Você por acaso usa o cinto de segurança? Sempre? Mesmo quando senta no banco de traz para ir “daqui ali”? Mas sabe que está na lei e que é o certo. Sabe e não faz!
Quando bebe, não dirige? Usa sempre cadeirinhas com crianças no carro? Nunca escora o braço para fora enquanto dirige? Respeita o limite de velocidade? Se não pratica tudo isso e sabe que está na lei e que não praticar está errado, como pode falar mal de outras pessoas que fazem coisas erradas? Quem disse que o erro delas é menor que o seu? Quem disse que o seu pode ser relevado e o delas não? Que moral você tem para julgar outra pessoa se sua conduta não é irrepreensível?
Você sempre devolve o troco quando lhe pagam errado para mais?Assume todos os erros que comete prontamente sem antes tentar se justificar e colocar a culpa em alguém? Perde um cliente por dia para a concorrência por fazer a coisa certa?
Eu sinto na pele diariamente quando possíveis clientes migram para a concorrência que dá o jeitinho, alivia na documentação e abre exceções apenas para conseguir mais um cliente. Mesmo que isso fira os valores do ramo e prejudique a outra parte destes (proprietários) a longo prazo.
Falar mal da concorrência, do governo, do Brasil é bem fácil, basta repetir as coisas ruins que um ou outro diz. Que tal começarmos nos policiar e fazer sempre o certo? Chamam-me de Caxias. Falam que sou inseguro e dirijo mal por fazer sempre o certo e tomar cuidado, será mesmo que estou errado? Que tal antes de explicarmos algo, assumirmos que estamos errados? Ouvir, aprender e tentar sempre melhorar? Não colocar a culpa em outra pessoa mesmo que ela tenha alguma?
Precisamos fazer a nossa parte, olhar para nosso umbigo e cuidar do nosso rabo. Essa febre de fofoquinha e de ficar falando mal não acrescenta em nada. Quer apontar o dedo para alguém? Aponte para si mesmo. O Brasil está ruim? Melhore-o, começando por suas atitudes. Não crie um mundo melhor para seus filhos nem filhos melhores para o futuro, comece praticando melhorias pessoais que necessariamente refletirão em todo o mundo.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 01.03.2014
  Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Teatro dos Vampiros

A população está amedrontada com a criminalidade. Morre mais gente no Brasil em um final de semana do que durante o ano inteiro em alguns países da Europa. Consequência de recorrentes governos negligentes.
Não sendo suficiente, veio a campanha do desarmamento. E não satisfeitos em desarmar os cidadãos e divulgar amplamente que os mesmos estão agora desprotegidos e sem condições de se defender, ainda orientam o povo a não reagir.
É mais ou menos como se mandassem colocar suas mãos para atrás, prazerosamente observassem alguém lhe bater no rosto e ainda lhe obrigassem a não reagir. Absurdo!
Mas não é só isso! Junto você leva um poderoso conjunto de políticas internas e de campanhas publicitárias que vão contra a polícia, e que servem, sobretudo para desvalorizar e desqualificar a imagem e a instituição, descredibilizando-a frente ao povo.  Além, é claro, de o executivo, o legislativo e o judiciário sentarem porrada por todos os lados.
Não para por aí, depois de tudo isso, os super politicamente corretos, os donos do saber e da razão, os únicos providos de capacidade cognitiva e que são melhores e que sabem mais que todos, os oráculos dos Direitos Humanos, que segundo suas declarações públicas são os únicos que entendem a real situação do universo - afinal de contas para eles quem não os entende ou apoia é imbecil – estão preocupados com o bem estar dos bandidos. Alguma vez alguém ouviu esse pessoal brigar com garra e veemência a favor de alguma das vítimas dos marginais defendidos por eles?
Os legisladores precisam estar do lado dos bandidos, do contrário não ficariam criando leis e mais leis que beneficiam a morosidade, os malabarismos jurídicos, a inimputabilidade do assassino que não tem 18 anos, mas tem 50 óbitos.
Isso, meus amigos, chama-se planejamento. Mais até. Chama-se saber executar perfeitamente um plano de ação com objetivo de fazer o planejamento dar certo. E como deu certo! O Brasil está nas mãos da criminalidade. Bandido nenhum sente medo. Ninguém se sente seguro!
A corrupção permeia tudo que envolve o governo, a criminalidade impera, a violência é a palavra de ordem, o país dá anistia a tudo que é tipo de criminoso internacional. A justiça é lenta; tendenciosa; permissível e falha, proporcionando assim que quem está errado saiba com segurança de sua impunidade, não respeitando mais nem polícia nem justiça, nem ninguém.
Sendo assim, ainda alguns me dizem para ter orgulho de ser brasileiro. Orgulho do que? Das coisas que não dependem do brasileiro? Das belezas naturais? Aquelas que não são oriundas do brasileiro e sim do Brasil? Que motivos eu tenho para me orgulhar de gente que, via de regra, vive para dar nó, jeitinho, golpe e fazer coisa errada?
O que é certo continua sendo certo, mesmo que ninguém pratique.
O que é errado continua sendo errado, mesmo que todo mundo pratique.

“Os assassinos estão livres, nós não estamos” Legião Urbana

OS: O título, mesmo de uma música do Legião Urbana, é para quem se prestar a ler pensando na corrupção dos políticos e como se encaixa em nossa realidade atual. Renato Russo enxergava longe!

 

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 22.02.2014
  Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Batman Moderno

Tudo começou com a mídia falando mal da polícia, tirando o poder de coação e supressão de vândalos, bandidos, marginais e todo tipo de pessoa que se entendia no direito de sair fazendo o que bem entende, à sua vontade, independente de lei.
Um dos primeiros casos foi numa chacina onde de um lado havia colonos armados com foices, paus, pedras e o que mais encontravam pela frente e que agrediram policiais. Estes então revidaram com violência – possivelmente desproporcional – e acabaram matando alguns agitadores que invadiram propriedade que não era deles, agrediram policiais e proprietários e recusaram-se a sair.
A mídia não hesitou em crucificar os “malvados e truculentos” policiais que atacaram com violência os pobres colonos sem terra que estavam reivindicando o que, segundo eles, era seu direito (fico pensando se esse povo entrasse na residência desses mesmos formadores de opinião, o que falariam).
Depois, devido a muita palhaçada e pilantragem política, a população cansou de sua indignação passiva, e passou ao estágio de indignação ativa, saindo para rua protestar e manifestar.
Essas manifestações eram legitimas, bem como a causa e os ideais de seus participantes. Só que a ignorância do povo é ilimitada, e muitos não entenderam a oportunidade que tinham nas mãos,  resolvendo então macular todo o gesto com muito vandalismo.
Como tradicionalmente ocorre no mundo, os bons pagam pelos maus. É assim que a sociedade precisa funcionar para conviver civilizadamente. Consequência é que muita gente que não tinha a ver acabou pagando o preço.
A mídia novamente caiu forte sobre a polícia, como se eles não estivessem certos. O povo começou a ver que a impunidade vinha pelo quarto poder, que estava manipulando todos.
Hoje existe uma onde de justiceiros que cansados de aguardar a justiça tradicional e vendo que a cada dia amarram mais as mãos dos policiais, resolveram agir por conta própria.
O que preocupa é perceber que esse exemplo está sendo seguindo por pessoas de todos os lugares do Brasil, como as guerrilhas de Guevara. As pessoas estão cansadas de injustiça, cansadas de ver marginais roubando, estuprando, matando, saqueando, depredando e ninguém faz algo efetivo para cessar.
Essas pessoas que agem feito Batman dos quadrinhos estão tentando preencher uma lacuna que o governo deveria ocupar e que não o faz. Ao menos não satisfatoriamente.
E se muitas providências não forem tomadas, a cada dia continuaremos a nos aproximar mais e mais do comportamento da idade das pedras.
Não acho que eles estejam errados em se revoltarem dessa forma, embora também não fomente tal atitude. Entendo a revolta por ver tanta barbaridade e se sentir impotente. Entendo que a responsabilidade disso é do Estado. Entendo como educação faz falta.

"Cada homem sentiu em algum momento a vontade de cuspir em suas mãos, içar a bandeira preta e começar a cortar a gargantas."
H. l. Mencken.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 15.02.2014
  Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 27 de março de 2014

Rolezinho?


 

Estava lendo uma opinião em uma coluna a respeito dos rolezinhos e suas discriminações e não me contive em comentar, não a coluna, mas quanto ao que penso sobre o assunto.
Eu vejo fascistas de esquerda defendendo o direito dos pobres em frequentar locais abertos ao público. O que me irrita nesse tipo de comentário é que essas pessoas, normalmente formadores de opinião, não medem as consequências do que falam.
Primeiro que o local não é público, é privado e as empresas podem sim definir quem pode ou não entrar.
Segundo que não é contra a pobreza que há animosidade e sim contra o vandalismo absurdo e descarado. As pessoas marcam essa junção toda com as desculpas mais descabidas e absurdas possíveis, onde possivelmente os próprios organizadores estejam com más intenções, e querem que o povo aceite?!
Juntar 300 pessoas para fazer um encontro pacífico com finalidade de confraternização em um local que serve para negócios, e querer que todo mundo acredite que eles iriam lá apenas para conversar e que nada mais aconteceria é até ofensa à inteligência.
Se o objetivo realmente fosse esse, parques e praças certamente seriam mais adequados. E mais, ninguém pensou por que essas mesmas pessoas “barradas” nos rolezinhos não são barradas nos outros dias? Falta um pouco de reflexão de quem aponta o dedo aos administradores.
Sigamos por essa linha e nos coloquemos na pele do dono da loja. Sabendo que muitas outras foram saqueadas e depredadas, por que diabos eu negligentemente permitiria que essa tropa desgovernada chegasse perto de meu ganha-pão?
Nessa hora ninguém fala mal dos vândalos que só querem saber de roubar e saquear, e ainda sem nenhuma vergonha – a exemplo dos políticos – dizem que eram meia dúzia infiltrada no meio da massa pacífica e ordeira.
Se fossem meia dúzia, primeiramente seria fácil de serem controlados, coisa que não ocorre. Segundo que a própria massa coibiria as ações e por fim, o resultado final não seria tão caótico e desastroso para todos.
Falam ainda que iniciou um processo de politização do brasileiro desde junho. Desde quando quebrar tudo e roubar é ser politizado? Desde quando baderna e algazarra é sinal de evolução?
“Ah, mas as pessoas querem demonstrar suas insatisfações” Quebrando tudo? Então se eu não gosto de uma comida quebro o prato e todo o restaurante que me vendeu? Não gosto do atendimento, espanco o atendente? Não gosto de um comentário do facebook, ataco quem escreveu até que ele se sinta pior que o estrume do cavalo do bandido? Não gosto dos políticos, quebro tudo que é de órgão público? Não gosto de rico, quebro o shopping? Não gosto de policiamento, falo mal e espanco a polícia?
E ainda tem gente que defende que o brasileiro está evoluindo, ficando mais politizado, pensando mais coerentemente. Quem diz isso entende de Brasil? Não podemos usar o Rio Grande do Sul ou o sudeste como parâmetro, pois somos diferenciados. E ainda assim portamos indignação passiva e assistimos novela sabendo que é desconfortavelmente burra, e Big Brother nos iludindo que estamos de certa forma aprendendo sobre comportamento humano.
Imaginem o resto do Brasil que tem um nível de escolaridade muito inferior e que também vota e estão em muito maior número e entenderão porque temos os políticos que temos e o Brasil está como está.
Você ainda é a favor do rolezinho? Deixe-os passar perto de suas propriedades então.
 
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 08.02.2014
  Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br
 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Copa? E nós?






Quase época de copa e a mídia continua se esforçando para denegrir a imagem da polícia. Não sei como o pessoal dos direitos humanos conseguiu entrar tão profundamente nas entranhas da engrenagem da sociedade brasileira atual.
Vamos falar um pouco dos presos então, já que a polícia é tão ruim, nada do que eles fazem presta, nada serve, nada está bom. Absurdamente conseguem enxergar coisas ruins em qualquer ação.
Já que os estádios não ficarão todos prontos, pergunto aos brasileiros. Alguém tem uma noção real do montante gasto em estádios. Estou falando de dinheiro público e falando de gastos diretos e indiretos. Incluo nisso também os desvios e subornos.
Desafio alguém apostar a própria mão em um número qualquer, pois o mais entendido sabe que certamente não há como falar com certeza.
Enquanto isso os direitos humanos, que são contra a polícia que botará ordem nessa bagunça toda do governo, fomentam que a instituição seja açoitada em mídia pública quando prende marginais e delinquentes. Chegam a usar a falta de locais em presídios como argumento. As más condições carcerárias são de conhecimento comum. Na verdade hoje são faculdades para marginais.
Será que só eu pensei que deveríamos então investir em melhores condições prisionais? Em mais treinamento e qualificação para quem nos protege? Em melhores salários para quem realmente merece – como polícia e professores e não vereadores, deputados e senadores - ?
Sempre digo que falar mal e criticar é fácil, difícil é trazer uma solução. Eu trago várias então. Cancelem essa porcaria de copa, invistam todo dinheiro possível em educação e segurança, e nisso incluo as respectivas infraestruturas. Aprovem a pena de morte para desgraçados que não tem correção e que falam abertamente que vão continuar matando, fazendo e acontecendo. Iniciem um programa de qualificação dentro das cadeias de forma a forçá-los trabalhar e produzir.
Algo como quebrar pedras, colocar trilhos, carpir inços, fazer coisas que a população recusa, fazer trabalhos onde sempre há falta de mão de obra. Fazer esse bando de vagabundo com horror de tempo e saúde sobrando produzir algo para o estado de forma a, no mínimo, custear a própria cadeia.
Pode aproveitar, de quebra, e colocar os milicos que também fazem pouco nesse balaio. Insira-os no programa e faça-os monitorarem esse povo todo. E aqui deixo claro antes que venham, mais uma vez, deturparem minhas palavras. Não sou contra o exército e acho-os extremamente necessários para a defesa da soberania nacional. Sei que não são todos os que ficam coçando, assim como sei que muitos outros tantos o fazem sim. Para esses que também acabam sendo parasitas sociais, visto que é do mesmo governo que eu pago imposto que saem seus soldos, e apenas para esses com tempo disponível, deveriam ser inclusos como algum tipo de polícia desse pessoal que estará produzindo para pagar a própria cadeia. Afinal, o soldo está sendo pago mesmo!
O problema do Brasil eu digo e sempre repetirei – espero que não até morrer – é a falta de investimento na educação. Os governantes querem se privilegiar da falta de intelecto da massa ignorante para continuarem se reelegendo. Viva o pão e circo! Viva o bolsa carteira de habilitação! Viva as cotas para negros em concursos públicos! Viva o bolsa quem tem mais filhos que continue vadiando! Viva o bolsa dei apartamento e agora dou móveis! Viva o bolsa o diabo a quatro! Viva os novos estádios super super super faturados! Viva os ingressos para “o povo” ao custo de R$ 2.000,00! Viva a copa do mundo no BraZil!!
E viva a ignorância do povo que não vê o que está claro!
“A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor a sua escravidão. (Aldous Huxley)”
 
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 01.02.2014
  Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br
 

quinta-feira, 13 de março de 2014

Vocabulário?!





Ultimamente a mídia tem se esforçado em convencer suas audiências de que o Brasil está lendo mais. Honestamente, acho que isso é mais uma vez a tal da estatística mascarando verdades.
Eles alegam que a venda de livros aumentou. Isso é ululante, se a população aumenta e o percentual de pessoas que lê permanece, a quantidade absoluta aumenta. Mas as pessoas e a mídia atêm-se apenas aos valores absolutos e afirmam falaciosamente que a nação está lendo mais.
Usam também como subsidio embasatório a quantidade de livros vendida. Comprar não significa ler! Posso presentear qualquer pessoa, e não significa que irá sequer retirar da embalagem.
A prova que a população não lê está no vocabulário. E olha que estamos no Rio Grande do sul, um estado que juntamente com o sudeste está entre os com nível cultural mais elevado. Ainda assim é assustadoramente quase impossível encontrar alguém que saiba falar corretamente.
Vou um pouco mais fundo nessa análise. Experimente falar corretamente e veja a cara que as pessoas lhe olham. Não é força de expressão, elas lhe repreendem com o olhar – quando não com palavras – ao ouvirem um “tu vais até a esquina e pegas a primeira à direita”.
Ainda lhe respondem com algo do tipo: “Não seje tão formal cara, cada dia tem menas pessoas se preocupanu com isso, elas podem até tá meia errada e acredito que tejem, mas precisemo relaxar”.
Não é necessário ir muito longe para ouvir qualquer das palavras erradas supracitadas. Ou se adapta e mistura um “tu” (segunda pessoa do singular) com a conjugação do “você” (terceira pessoa do singular), ou lhe chamarão de metido, cheio, arrogante...
Se as pessoas lessem, necessariamente, seus vocabulários seriam melhores, assim como sua capacidade de interpretação, concentração e principalmente criatividade, visto que quando se lê algo, conforme vai seguindo a linha de raciocínio do autor, imagina todo aquele universo em sua mente.
A leitura acrescenta nossa capacidade de raciocínio e comunicação de uma forma tão ampla e positiva que chega a ser difícil a convivência com pessoas que não a praticam. Aqueles que preferem esperar o filme sair por preguiça de ler, jamais serão equiparados aos devoradores de páginas.
Não é por acaso que pessoas bem sucedidas tenham o hábito da leitura, uma coisa puxa a outra.
Tive a felicidade de conviver com algumas pessoas que eram praticamente traças ambulantes e a maneira como se expressavam a respeito de qualquer coisa era fascinante. Desde a referência a respeito de uma temperatura climática até dicas gastronômicas de como se faz uma batata frita.
Qualquer conversa fica mais interessante com quem tem o hábito da leitura. Leia mais e preencha sua mente com conteúdo interessante e útil.
 
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 25.01.2014
  Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br