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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Censura velada



Já não é a primeira vez que após escrever algum texto, muitas pessoas ao me parabenizar aproveitam e me avisam, preocupados, sobre as represálias que receberei por manifestar minha opinião publicamente.
Nesse último texto do mau cheiro, advertiram-me que devido ao frigorífico ser uma empresa altamente lucrativa, certamente teria bastante influencia e poder sobre o município e que se a direção da mesma fosse vingativa, eu sofreria as conseqüências desse “ato inconseqüente”.
Então eu perguntei à pessoa que me disse isso: Mas o que você espera que eu faça? Que eu pare de escrever para não incomodar os outros? Que eu não manifeste minha opinião para evitar que verdades indigestas gerem desconforto a outrem?
Pasmem, para minha tristeza a resposta foi afirmativa. Fui aconselhado a parar de escrever, pois isso seria certamente prejudicial ao meu negócio. Que se um cliente deixasse de negociar conosco por algo que escrevi já seria prejuízo para empresa.
Entristece-me profundamente saber que algumas pessoas preferem nivelar todo um contexto apenas pelo lado negativo. E todas as pessoas que gostam do que escrevo, e que começaram a fazer negócio comigo justamente por concordarem com minha forma de pensar, não contam? E as pessoas que discordam totalmente do que escrevo, mas admiram minha coragem em manifestar publicamente, e por isso me respeitam e viram clientes? E as pessoas que são maduras o suficiente para não concordarem e ainda assim respeitarem minha opinião a admirarem a atitude, a forma como escrevo, a semântica, enfim.
Outra crítica sobre esse mesmo assunto que recebi foi de que, se não estou satisfeito com a cidade, que vá embora. Já que não gosto do que Santo Ângelo se tornou, que volte à Porto Alegre.
Fico pensando no absurdo dessas afirmações e novamente me entristeço, agora acrescido de certa dose de revolta. Então toda cidade que escolho para morar deve ser perfeita? Se não for perfeita devo me retirar ou resilientemente aceitar, sem qualquer tipo de opinião?
Então quando gosto de uma cidade preciso aceitar ela exatamente como é sem pensar em melhorá-la ou trabalhar para que se transforme cada vez em algo melhor com crescimento contínuo?
Será mesmo que estou errado em apontar as coisas que atrapalham e atrasam a cidade e sugerir melhorias e formas de resolver? Que deveria enxergar tudo e aceitar calado? Que devo seguir o conselho dessas pessoas e parar de emitir minha opinião, botar minha mochila nas costas e ir-me embora porque vejo algo errado e não me conformo?
Percebo a cada texto que eu mando que sempre há um monte de pessoas prontas para me aconselharem a não fazer mais, a me desencorajarem, dizendo que eu não devo ser sincero nem objetivo. Só que isso vai contra meus valores e meu caráter.
Sinceridade, opinião, respeito, honestidade, linearidade e pensar sobre as coisas ao meu redor fazem parte do que sou. Você acha certo pedir a uma pessoa que deixe de ser o que ela é porque você acha que está errado? Você tem esse direito?
Isso tudo não passa de uma censura velada que vem de pessoas que não gostam de ver outras com personalidade forte e coragem para falar, falando. Ou mesmo de pessoas pequenas que tem ciúmes e por não conseguirem ser iguais ou melhores, se acham no direito ou dever de rebaixar os outros para sentirem-se por cima.
Pois novamente informo-vos: desistam! Continuarei escrevendo.
E a todos os outros, felizmente em maior número, que escreveram pelo face, por e-mail ou mesmo que falaram pessoalmente comigo dando-me forças e elogiando, um agradecimento especial. Saibam que isso realmente faz a diferença!
Como diz o administrador, escritor e poeta Danilo Branco: "Uma cidade só cresce com uma postura séria, responsável e crítica de seus cidadãos. Jamais haverá crescimento enquanto os mesmos continuarem dizendo sempre amém.”
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 12.04.2014
Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Santo Ângelo: Capital (DO FEDOR) das Missões




O mau cheiro do frigorífico já é tradicional em Santo Ângelo. Somos conhecidos nas missões como a mais fétida entre todas.
Mas essa última semana, ao menos em minha opinião, bateu o recorde. Em pleno centro, pelas 21 horas o fedor estava tão forte, mas tão forte que me causou náuseas e ânsia de vômito.
Minha sorte é que não havia jantado ainda, senão certamente ela teria voltado.
Tapei o nariz e comecei a respirar pela boca para não sentir mais aquele horror. Acreditem, senti a garganta arranhar.
Nessa hora entendi a gravidade da situação. Não era só um cheiro que não me possibilitava sequer pensar de tão nefasto, era mais forte que isso, chegando inclusive a dificultar a respiração.
Ocorre que sabermos não está surtindo efeito. Isso é grave, assunto sério!
Já passou da hora de “convidarmos” a empresa a trocar de local para um ponto bem afastado de forma a não prejudicar a população.
Entendo que é uma empresa que gera muitos empregos e que traz um grande lucro ao município, e não quero de forma alguma que a expulsem da cidade ou forcem-na a sair. Meu interesse com isso é apenas afastar uma instituição poluente para longe da população.
Não há como efetuar algum tipo de filtro no cheiro dos lagos de escoamento deles, até onde sei. Então só há uma solução: afastar do povo.
Inadmissível para uma cidade que quer ser turística ter um mau cheiro tão forte e recorrente.
Lá por aquelas bandas, nos bairros arredores, locar e vender imóveis é bem difícil. E convenhamos, com razão! Se passando pelo centro quase tive um refluxo gástrico, imagina se morasse perto.
Penso que uma providência precisa ser tomada, e precisa ser logo pois ver coisas erradas e esperar por burocracias, prazos, licitações e mais o diabo a quatro para que qualquer coisa importante e que não da votos seja feita está complicado.
Enquanto isso nossa fama vai crescendo, os turistas vão diminuindo e os “imigrantes” desistindo de morar aqui.
Já ficamos sabendo de mais de um caso de gente que veio transferida e não quis ficar nem um dia por causa da fetidez.
Não dá mais para agUentar o que essa cidade fede. Por favor alguém tome uma atitude.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 05.04.2014
Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Valores Errados III




Então um maconheirinho é pego pitando seu baseado dentro de uma instituição federal de ensino, é preso, depois de revistado encontram mais outra quantidade - suficiente para configurar tráfico de drogas – em seu bolso, e os colegas resolvem protestar contra a polícia.
Pasmem, agora combater o tráfico é errado? E não me venham com argumentos rasos do tipo “tem muito crime mais importante para cuidar do que ficar prendendo alguém que só está fumando seu baseadinho na paz sem fazer mal para ninguém”.
Então o estudante não tem dinheiro para pagar uma faculdade particular, mas consegue financiar o crime mediante consumo de drogas?
Sou só eu que estou vendo valores errados nessa situação? Tá na lei que não pode fumar maconha, daí o cara vai lá e consome, e todo mundo protesta e critica a polícia?
É tipo aquele outro caso em que pegaram um meliante roubando, daí o elemento tentou fugir e foi morto pela polícia, e a população da mesma favela que estava sendo roubada protestou contra os policiais, quebrando viatura e tudo.
Espera aí, algo se perdeu no meio dessa bagunça toda e eu não estou entendendo mais nada. Os valores estão todos errados.
A manobra incansável para fazer a polícia ser vista como vilã, pelo jeito, finalmente foi bem sucedida. O povo de tanto receber tudo do governo, agora além de não trabalhar também não quer mais seguir regra alguma, entendeu que virou tudo uma festa da uva, mas daquelas sem qualquer organização.
O personagem central desse bafafá todo, só pra esclarecer, não estava na dita instituição para fins de estudo? Se sim, pois então vá e estude! Eu, enquanto cidadão contribuinte, não pago meus impostos para drogaditos ficarem “viajando” no campus.
Muito menos para aceitar protesto de sua turminha quanto à permissividade desse tipo de conduta, que, retificando, é ilegal. Ah, e imoral também!
O superintendente da Polícia Federal disse: “não temos compromisso algum com a falta de "pulso firme" dela. Autonomia universitária não deve ser confundida com libertinagem. É sabido que a universidade é um antro de crimes. E a reitora quer transformar a universidade numa república de maconheiros.”
Isso significa que não eram apenas os alunos, mas a própria reitora e inclusive uma professora – que subiu no carro depredado e gritou que ninguém deveria sair – que estão a favor dessa libertinagem toda. E aqui volto a afirmar, o problema do Brasil é falta de educação.
Universidade é lugar de estudar, não de fumar maconha. Quer fumar, deixa a vaga para quem quer estudar e vai perder tempo em outras vizinhanças.
Estou em campanha por resgate de valores corretos, e aplico isso com meus amigos, minha família e minha empresa. Quem compartilha das mesmas intenções, entre em contato e vamos nos unir. Porque do jeito que está, mesmo com união, não vai ser fácil.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 29.03.2014
Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Universo Masculino e Feminino


 
Homens de personalidade forte, dominantes, com atitude e iniciativa normalmente são bem sucedidos. Não esperam as coisas acontecer ou cair no colo, vão atrás de seus objetivos e os agarram com a unha. Esse “tipo” é apelidado de alfa-líder, macho-alfa, etc.
Mas é interessante reparar nas consortes desses homens. Ao contrário do que se imagina, um alfa-líder não aceita ter uma pessoa submissa ao seu lado, a menos que ele seja um pit-bull, muita massa muscular e/ou ação e pouco cérebro.
Alfa-líderes querem sempre ter mulheres que estejam ao seu lado, que peguem junto, que sejam dinâmicas como eles para quando começarem a cansar ter alguém que incentive. Não à sua frente, pois uma mulher mais dominante que um macho-alfa provavelmente é muito masculinizada (normalmente tem cabelo bem curtinho). Também não atrás, para que estejam sempre acompanhando seu ritmo, tanto profissional quanto intelectual.
Querem mulheres que pensam, que ajam, que não se submetam ao coitadismo e comodismo quotidiano, que façam acontecer.
Ou seja, pessoas com atitude se atraem! E se não for assim não serve. E não serve também para mulheres que não toleram perder tempo com homens que não acompanham seu ritmo.
O mundo como conhecemos ainda é muito machista, e por pelo menos mais algumas gerações o será, mas certamente as mudanças iniciarão por esse tipo de casal e principalmente por esse tipo de mulher.
Atualmente o universo masculino é muito mais subversivo. As mulheres ainda acham normal sujeitarem-se e aceitarem um homem tomando as decisões do que quer que seja. Os humanos aprendem com exemplos práticos e é essa a realidade que conhecemos.
As mulheres acabam se acomodando em cargos, preferem não competir com homens pela mesma função, evitam enfrentamentos “desnecessários”. E isso explica na maioria das vezes porque homens ocupam mais cargos de chefia e são promovidos antes. Também explica porque homens ganham melhor. Simplesmente porque subvertem sua realidade particular tendo a coragem de pedir aumento, de enfrentar um chefe, de disputar abertamente uma vaga.
Como homens já são criados desde pequenos com esse tipo de fomento, acabam sendo naturalmente mais corajosos. Nas escolinhas, reparem nos meninos e nas meninas. Eles estão pulando corrimão, andando de patinete, skate,... Elas estão brincando de boneca, de casinha, e cuidando para não se sujarem. Percebem como vem de berço?
Mulheres são mais fracas! Sexo frágil! O biótipo feminino é diferente do masculino!
Alguém ainda acredita que isso é uma verdade imutável? E será que se realmente criássemos desde cedo com verdadeira igualdade a sociedade não seria diferente?
Fica o tema para pensamento e discussões.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 22.03.2014
Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sábado, 3 de maio de 2014

Relacionamento ioiô






Continuando o tema da semana passada, sobre relacionamentos e sentimentos, quero hoje aprofundar-me um pouco mais no do relacionamento “vigente”.
Refletindo sobre essas pessoas que brigam e voltam, rompem e reatam relacionamentos, alguns com a mesma frequência que troco de roupas, outros uma ou duas vezes a cada enlace.
Como fica a cabeça e o sentimento delas? Se cada vez que ocorre um rompimento uma parte de nós vai embora, quando há o reate as pessoas se iludem que essa parte volta?
Sim, pois quando há esse tipo de quebra, o que se perde, se perde. Não há como resgatar o que está perdido.
Claro que no início de um casamento – ou algo que o valha, por já terem passado pela fase do flerte, do namoro, do noivado e da experimentação, as pessoas crêem – ou esperam – que será para sempre. Mas “o pra sempre, sempre acaba”. E o mais triste é que algumas coisas acabam, mas não terminam. Complexo e confuso né? Mas é assim mesmo.
Alguns relacionamentos acabam, e o sentimento continua. As pessoas entendem que não dão certo e que não devem voltar, mas o teimoso coração insiste em manter a chama do sentimento acesa.
Quem entende de comportamento humano e estuda psicologia sabe que muitas coisas iniciam na infância. Muita gente ao se sentir rejeitado não reconhece o amor, assim como tantas outras são amadas, mas não percebem. São pessoas que não se sentem amadas, e quem é assim, não é capaz de amar.
As pessoas precisam aproveitar as inúmeras chances que recebem a cada dia sem questionar ou colocar condições. Hoje em dia há muito mais necessidade que razão.
Ouço muita gente dizer que não vai mais amar, não se apaixonará, evitará. Chegam ao ponto de dizer que não vale a pena, que estão no momento casulo, fechadas para balanço. Então nesse meio tempo uma parte importante da vida se perde enquanto todo o resto acontece?
Se todos apenas tentassem fazer o seu melhor em cada situação já seria mais do que suficiente e excederia a expectativa de muita gente. Falta aceitação e compreensão. Falta fazer com os outros o que gostaríamos que fizessem conosco.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 15.03.2014
Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Uma das consequências do fim

Sabe por que muita gente não sabe amar? Não dá certo? Se boicota? Não encontra a pessoa certa?
Por medo! Covardia descarada!
Eu explico como funciona: Primeiro a pessoa conhece alguém que acredita ser a mais especial de todas, e projeta nela todas as suas expectativas e esperanças. Então conforme o tempo vai passando, a projeção vai dando lugar ao que realmente a pessoa é, e na maioria desses casos o que sobra não é suficiente.
Então, a pessoa que sofreu todo esse processo – não a que aplicou – começa a perceber um afastamento de quem havia projetado um monte de coisas baseado unicamente nas próprias expectativas e não sabe o que fazer.
Resultado? Ambos saem desiludidos, machucados e tristes.
Assim dá-se início a um novo processo. A pessoa que se desiludiu começa a exigir demais das próximas “candidatas”. E a que foi abandonada sem nem entender direito, começa a se fechar para evitar novamente se machucar e ser rejeitada.
Nesse ponto começamos a perceber pessoas excessivamente estereotipadas no dia a dia, como gente que escolhe, escolhe e acaba sempre só. São aquelas pessoas que vêem defeito em qualquer “candidato”. As pessoas nunca são boas o suficiente e elas acabam nem tentando, pois uma ou duas características de seu checklist egoísta e absurdo não foram preenchidas. Pura fuga!
E também gente que não quer mais se envolver para não se machucar, que diz não estar pronto para um novo relacionamento, que está “fechado para balanço”, que voltou para o casulo por uns tempos...
Esse tipo, ao contrário do primeiro que deixa passar maravilhosas oportunidades por medo, sequer permite que as oportunidades sejam criadas e o motivo é ofuscantemente claro: Essa pessoa foi machucada tão profundamente em algum momento que acredita ter perdido uma parte sua no último relacionamento. Afinal de contas fora descartada sem saber por quê.
Como sofreu muito e demorou tanto tempo para começar a cicatrizar, agora não quer mais “perder pedaços” sob qualquer argumento.
Assim, essas pessoas desaprendem a amar, e nesse ponto eu pergunto:
Você sabe amar? O que é saber amar?
Eu responderia parafraseando Paralamas: “Saber amar, é saber deixar alguém te amar”. Pois no fim das contas, se você sequer consegue permitir que outra pessoa se aproxime, se não possui dentro de si as ferramentas necessárias para receber outra pessoa em sua vida, se não está preparado para convidar outras pessoas, de coração aberto, para entrarem em sua vida, então você não está preparado para deixar alguém te amar.



Publicado em: A Tribuna Regional no dia 08.03.2014
Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br




sábado, 19 de abril de 2014

Falar é fácil, fazer é que complica!

 
Falar é fácil, fazer é que complica!
As pessoas estão assustadoramente imbuídas no espírito da chacota pública e da opinião corrosiva. Suas opiniões DEVEM prevalecer sobre a dos outros, sob pena de exclusão de perfil. Sua ideia é única e soberana, não permitindo espaço para nada além de aceitações.
E isso nem é o pior. Vejo todas essas pessoas e até as que não participam de redes sociais seguir a onda de falar mal. Falam do Brasil, da política, da saúde, de futebol, da copa, do presidente, dos vizinhos, da sociedade, de Deus e o mundo.
Falar é fácil, ver os defeitos é simples. E ser positivo? E ver o lado bom inclusive na desgraça? E pensar sempre em ajudar e fazer coisas boas ao invés de apenas colocar para baixo e ripar? Sobretudo, e quanto a fazer sua parte?
Será mesmo que você não se enquadra na parte ruim dessa estatística? Certamente já fez manifestação de algum tipo quanto a política, que é o exemplo mais clássico. Todos falam da roubalheira e da corrupção.
Então vamos lá. Você fala mal dos que roubam e são corruptos. Lembrando que corrupto é aquele que se corrompe, ou corrompe seus valores para conseguir algo que queira. Você por acaso usa o cinto de segurança? Sempre? Mesmo quando senta no banco de traz para ir “daqui ali”? Mas sabe que está na lei e que é o certo. Sabe e não faz!
Quando bebe, não dirige? Usa sempre cadeirinhas com crianças no carro? Nunca escora o braço para fora enquanto dirige? Respeita o limite de velocidade? Se não pratica tudo isso e sabe que está na lei e que não praticar está errado, como pode falar mal de outras pessoas que fazem coisas erradas? Quem disse que o erro delas é menor que o seu? Quem disse que o seu pode ser relevado e o delas não? Que moral você tem para julgar outra pessoa se sua conduta não é irrepreensível?
Você sempre devolve o troco quando lhe pagam errado para mais?Assume todos os erros que comete prontamente sem antes tentar se justificar e colocar a culpa em alguém? Perde um cliente por dia para a concorrência por fazer a coisa certa?
Eu sinto na pele diariamente quando possíveis clientes migram para a concorrência que dá o jeitinho, alivia na documentação e abre exceções apenas para conseguir mais um cliente. Mesmo que isso fira os valores do ramo e prejudique a outra parte destes (proprietários) a longo prazo.
Falar mal da concorrência, do governo, do Brasil é bem fácil, basta repetir as coisas ruins que um ou outro diz. Que tal começarmos nos policiar e fazer sempre o certo? Chamam-me de Caxias. Falam que sou inseguro e dirijo mal por fazer sempre o certo e tomar cuidado, será mesmo que estou errado? Que tal antes de explicarmos algo, assumirmos que estamos errados? Ouvir, aprender e tentar sempre melhorar? Não colocar a culpa em outra pessoa mesmo que ela tenha alguma?
Precisamos fazer a nossa parte, olhar para nosso umbigo e cuidar do nosso rabo. Essa febre de fofoquinha e de ficar falando mal não acrescenta em nada. Quer apontar o dedo para alguém? Aponte para si mesmo. O Brasil está ruim? Melhore-o, começando por suas atitudes. Não crie um mundo melhor para seus filhos nem filhos melhores para o futuro, comece praticando melhorias pessoais que necessariamente refletirão em todo o mundo.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 01.03.2014
  Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Teatro dos Vampiros

A população está amedrontada com a criminalidade. Morre mais gente no Brasil em um final de semana do que durante o ano inteiro em alguns países da Europa. Consequência de recorrentes governos negligentes.
Não sendo suficiente, veio a campanha do desarmamento. E não satisfeitos em desarmar os cidadãos e divulgar amplamente que os mesmos estão agora desprotegidos e sem condições de se defender, ainda orientam o povo a não reagir.
É mais ou menos como se mandassem colocar suas mãos para atrás, prazerosamente observassem alguém lhe bater no rosto e ainda lhe obrigassem a não reagir. Absurdo!
Mas não é só isso! Junto você leva um poderoso conjunto de políticas internas e de campanhas publicitárias que vão contra a polícia, e que servem, sobretudo para desvalorizar e desqualificar a imagem e a instituição, descredibilizando-a frente ao povo.  Além, é claro, de o executivo, o legislativo e o judiciário sentarem porrada por todos os lados.
Não para por aí, depois de tudo isso, os super politicamente corretos, os donos do saber e da razão, os únicos providos de capacidade cognitiva e que são melhores e que sabem mais que todos, os oráculos dos Direitos Humanos, que segundo suas declarações públicas são os únicos que entendem a real situação do universo - afinal de contas para eles quem não os entende ou apoia é imbecil – estão preocupados com o bem estar dos bandidos. Alguma vez alguém ouviu esse pessoal brigar com garra e veemência a favor de alguma das vítimas dos marginais defendidos por eles?
Os legisladores precisam estar do lado dos bandidos, do contrário não ficariam criando leis e mais leis que beneficiam a morosidade, os malabarismos jurídicos, a inimputabilidade do assassino que não tem 18 anos, mas tem 50 óbitos.
Isso, meus amigos, chama-se planejamento. Mais até. Chama-se saber executar perfeitamente um plano de ação com objetivo de fazer o planejamento dar certo. E como deu certo! O Brasil está nas mãos da criminalidade. Bandido nenhum sente medo. Ninguém se sente seguro!
A corrupção permeia tudo que envolve o governo, a criminalidade impera, a violência é a palavra de ordem, o país dá anistia a tudo que é tipo de criminoso internacional. A justiça é lenta; tendenciosa; permissível e falha, proporcionando assim que quem está errado saiba com segurança de sua impunidade, não respeitando mais nem polícia nem justiça, nem ninguém.
Sendo assim, ainda alguns me dizem para ter orgulho de ser brasileiro. Orgulho do que? Das coisas que não dependem do brasileiro? Das belezas naturais? Aquelas que não são oriundas do brasileiro e sim do Brasil? Que motivos eu tenho para me orgulhar de gente que, via de regra, vive para dar nó, jeitinho, golpe e fazer coisa errada?
O que é certo continua sendo certo, mesmo que ninguém pratique.
O que é errado continua sendo errado, mesmo que todo mundo pratique.

“Os assassinos estão livres, nós não estamos” Legião Urbana

OS: O título, mesmo de uma música do Legião Urbana, é para quem se prestar a ler pensando na corrupção dos políticos e como se encaixa em nossa realidade atual. Renato Russo enxergava longe!

 

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 22.02.2014
  Corrigido por Josiane Brustolin
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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Batman Moderno

Tudo começou com a mídia falando mal da polícia, tirando o poder de coação e supressão de vândalos, bandidos, marginais e todo tipo de pessoa que se entendia no direito de sair fazendo o que bem entende, à sua vontade, independente de lei.
Um dos primeiros casos foi numa chacina onde de um lado havia colonos armados com foices, paus, pedras e o que mais encontravam pela frente e que agrediram policiais. Estes então revidaram com violência – possivelmente desproporcional – e acabaram matando alguns agitadores que invadiram propriedade que não era deles, agrediram policiais e proprietários e recusaram-se a sair.
A mídia não hesitou em crucificar os “malvados e truculentos” policiais que atacaram com violência os pobres colonos sem terra que estavam reivindicando o que, segundo eles, era seu direito (fico pensando se esse povo entrasse na residência desses mesmos formadores de opinião, o que falariam).
Depois, devido a muita palhaçada e pilantragem política, a população cansou de sua indignação passiva, e passou ao estágio de indignação ativa, saindo para rua protestar e manifestar.
Essas manifestações eram legitimas, bem como a causa e os ideais de seus participantes. Só que a ignorância do povo é ilimitada, e muitos não entenderam a oportunidade que tinham nas mãos,  resolvendo então macular todo o gesto com muito vandalismo.
Como tradicionalmente ocorre no mundo, os bons pagam pelos maus. É assim que a sociedade precisa funcionar para conviver civilizadamente. Consequência é que muita gente que não tinha a ver acabou pagando o preço.
A mídia novamente caiu forte sobre a polícia, como se eles não estivessem certos. O povo começou a ver que a impunidade vinha pelo quarto poder, que estava manipulando todos.
Hoje existe uma onde de justiceiros que cansados de aguardar a justiça tradicional e vendo que a cada dia amarram mais as mãos dos policiais, resolveram agir por conta própria.
O que preocupa é perceber que esse exemplo está sendo seguindo por pessoas de todos os lugares do Brasil, como as guerrilhas de Guevara. As pessoas estão cansadas de injustiça, cansadas de ver marginais roubando, estuprando, matando, saqueando, depredando e ninguém faz algo efetivo para cessar.
Essas pessoas que agem feito Batman dos quadrinhos estão tentando preencher uma lacuna que o governo deveria ocupar e que não o faz. Ao menos não satisfatoriamente.
E se muitas providências não forem tomadas, a cada dia continuaremos a nos aproximar mais e mais do comportamento da idade das pedras.
Não acho que eles estejam errados em se revoltarem dessa forma, embora também não fomente tal atitude. Entendo a revolta por ver tanta barbaridade e se sentir impotente. Entendo que a responsabilidade disso é do Estado. Entendo como educação faz falta.

"Cada homem sentiu em algum momento a vontade de cuspir em suas mãos, içar a bandeira preta e começar a cortar a gargantas."
H. l. Mencken.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 15.02.2014
  Corrigido por Josiane Brustolin
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quinta-feira, 27 de março de 2014

Rolezinho?


 

Estava lendo uma opinião em uma coluna a respeito dos rolezinhos e suas discriminações e não me contive em comentar, não a coluna, mas quanto ao que penso sobre o assunto.
Eu vejo fascistas de esquerda defendendo o direito dos pobres em frequentar locais abertos ao público. O que me irrita nesse tipo de comentário é que essas pessoas, normalmente formadores de opinião, não medem as consequências do que falam.
Primeiro que o local não é público, é privado e as empresas podem sim definir quem pode ou não entrar.
Segundo que não é contra a pobreza que há animosidade e sim contra o vandalismo absurdo e descarado. As pessoas marcam essa junção toda com as desculpas mais descabidas e absurdas possíveis, onde possivelmente os próprios organizadores estejam com más intenções, e querem que o povo aceite?!
Juntar 300 pessoas para fazer um encontro pacífico com finalidade de confraternização em um local que serve para negócios, e querer que todo mundo acredite que eles iriam lá apenas para conversar e que nada mais aconteceria é até ofensa à inteligência.
Se o objetivo realmente fosse esse, parques e praças certamente seriam mais adequados. E mais, ninguém pensou por que essas mesmas pessoas “barradas” nos rolezinhos não são barradas nos outros dias? Falta um pouco de reflexão de quem aponta o dedo aos administradores.
Sigamos por essa linha e nos coloquemos na pele do dono da loja. Sabendo que muitas outras foram saqueadas e depredadas, por que diabos eu negligentemente permitiria que essa tropa desgovernada chegasse perto de meu ganha-pão?
Nessa hora ninguém fala mal dos vândalos que só querem saber de roubar e saquear, e ainda sem nenhuma vergonha – a exemplo dos políticos – dizem que eram meia dúzia infiltrada no meio da massa pacífica e ordeira.
Se fossem meia dúzia, primeiramente seria fácil de serem controlados, coisa que não ocorre. Segundo que a própria massa coibiria as ações e por fim, o resultado final não seria tão caótico e desastroso para todos.
Falam ainda que iniciou um processo de politização do brasileiro desde junho. Desde quando quebrar tudo e roubar é ser politizado? Desde quando baderna e algazarra é sinal de evolução?
“Ah, mas as pessoas querem demonstrar suas insatisfações” Quebrando tudo? Então se eu não gosto de uma comida quebro o prato e todo o restaurante que me vendeu? Não gosto do atendimento, espanco o atendente? Não gosto de um comentário do facebook, ataco quem escreveu até que ele se sinta pior que o estrume do cavalo do bandido? Não gosto dos políticos, quebro tudo que é de órgão público? Não gosto de rico, quebro o shopping? Não gosto de policiamento, falo mal e espanco a polícia?
E ainda tem gente que defende que o brasileiro está evoluindo, ficando mais politizado, pensando mais coerentemente. Quem diz isso entende de Brasil? Não podemos usar o Rio Grande do Sul ou o sudeste como parâmetro, pois somos diferenciados. E ainda assim portamos indignação passiva e assistimos novela sabendo que é desconfortavelmente burra, e Big Brother nos iludindo que estamos de certa forma aprendendo sobre comportamento humano.
Imaginem o resto do Brasil que tem um nível de escolaridade muito inferior e que também vota e estão em muito maior número e entenderão porque temos os políticos que temos e o Brasil está como está.
Você ainda é a favor do rolezinho? Deixe-os passar perto de suas propriedades então.
 
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 08.02.2014
  Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
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