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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Das crianças nos adultos


Lendo um livro clássico e tido por muitos como infantil e superficial, mas que na verdade é um dos mais simbólicos, complexos, profundos e subjetivos que existem no mundo, sendo o terceiro mais traduzido perdendo apenas para bíblia e mais um, percebi algumas frases que fazem um sentido imenso em minha vida, e que certamente explica muitas coisas.
Hoje compartilharei apenas um pedaço, mas em outras oportunidades trarei a pauta outros trechos. O livro? O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry. Tenho certeza que haverá identificação de sua parte também!
Quem me conhece sabe que estou sempre brincando, fazendo trocadalhos, exercitando a criatividade, falando coisas subjetivas e com duplo significado. Gosto disso e sempre acreditei que era por exercitar o cérebro, por forçá-lo a funcionar o tempo inteiro, por me desafiar um pouquinho em cada coisa.
Hoje, depois de reler esta obra prima, percebi que esse até pode ser um dos motivos, mas o fato é que minha criança interior sempre falou mais alto.
Eu brinco o tempo inteiro, mesmo em assuntos sérios, e isso não faz com que eu trate a situação com menos seriedade ou que considere o assunto fútil. Os adultos não entendem que não precisa ter hora para brincar depois que se cresce. E ainda dizem que não é hora de brincar ou que o assunto é sério. Como assim? E criança adulta tem hora para brincar e ser feliz? Principalmente as crianças que tem um universo inteirinho só para elas, nosso infinito particular interior.
Dia desses minha cunhada disse que “eu não sou de Deus” pois em meio a um assunto sério onde todos estavam com aquele tom grave, eu larguei uma brincadeira. Fiquei feliz em constatar que a criança dela ainda está viva, pois sorriu.
É triste notar que quanto mais “adultas” e ocupadas, quanto mais responsáveis e atarefadas, mais as pessoas deixam sua criança interior morrer... E morre de inanição.
Muitos já nascem com crianças doentes dentro de si, mas a grande maioria vai a matando à míngua. No meu caso, tenho uma criança morbidamente obesa. Muita gente cansa, se irrita, se afasta, não entende e faria muita coisa para calar essa cria infernal que não para.
Os exemplos mais clássicos que tenho quanto a diálogos entre minha criança interna e os outros são as piadas e os trocadilhos gerados na hora, provocados por algum acontecimento do momento. Os adultos simplesmente não entendem. Nunca entendem. “Eles tem sempre necessidade de explicações” e ainda assim, os que estão com suas crianças interiores doentes, não acham graça. Nem se permitem desfrutar.
“As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando”. Eu sempre achei frustrante contar uma piada, explicar a piada, desenhar a piada e no final a pessoa ainda não achar graça, o que é natural devido a toda explicação. A piada mais interessante é aquela que com apenas 20% e os outros já entenderam e todos riem juntos. Nesse ponto não conheço gente melhor que os bebezões do TI. Essa trupe tem um raciocínio preparado para entender as coisas rapidamente e poucos não tem uma criança bem arteira dentro de si. Programar e desenvolver normalmente está relacionado com curiosidade e atrevimento, coisa que as crianças tem de sobra.
Divertir-se com pequenas coisas, com muitas coisas, consigo mesmo, divagar, brincar, interagir, imergir-se num mundo fantástico só seu e ainda assim ser feliz.
E para concluir reforço, alimente sua criança, fique velho sem envelhecer, não julgue nem condene ou critique as crianças nos outros. Quando alguém que possui sua criança bem ativa se aproximar, redobre a atenção e se permita aproveitar. Não os faça explicar, seja criativo, viaje.
E para quem não leu o livro, a imagem acima está explicada abaixo.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 02.08.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Atirando aos Leões II




Os cativos leitores de meus textos sabem que um dos principais propósitos na escolha dos assuntos é justamente instigar e provocar o leitor a redarguir. A possibilidade de ser desafiado por alguém que pensa diferente, de contrapor, de argumentar e, oxalá, de convencer-me que determinado ponto de vista é falho, definitivamente, excita-me.
Um dos textos por mim escritos - “Atirando aos Leões” - foi contraposto por uma das minhas mais fiéis leitoras. E o foi feito de maneira magistral. Tanto que, em um espaço aonde tradicionalmente traço continuações, hoje venho para voltar atrás.
Em “Atirando aos Leões”, fomentei que as pessoas enfrentassem seus medos, que se atirassem aos leões, para que pudessem experimentar-se, conhecer-se, enfrentar-se e, finalmente, atingir um resultado positivo e diferenciado em suas vidas.
Depois da conversa com a leitora que se sentiu preocupada e incomodada, a ponto de se prontificar em passar um bom tempo redarguindo comigo, mudei de opinião.
Ser atirado aos leões exige uma grande quantidade de pré-requisitos que a avassaladora maioria dos humanos não os possui. Conversando com essa iluminada e paciente mente, entendi que é impossível querer que todas as pessoas permitam-se agir dessa forma e ter a tal atitude.
Um humano convencional possui uma determinada base emocional suficiente para que todas as suas escolhas sejam suportadas e administradas. Caso algo extrapole essa base, aparecem doenças psicossomáticas, alterações no apetite, estresse, insegurança, ...
Esse nem é o principal problema. Para ser atirado aos leões, é necessário que se tenha uma forte estrutura e organização mental. É basilar que tudo, nessa seara, seja bem sólido e firme.
Caso um humano seja atirado aos leões contra sua vontade e não tenha a estrutura mental necessária para enfrentar algo desse nível, o resultado pode ser extremamente danoso.
Isso é tão sério que, se alguém que não tenha estrutura para enfrentar-se, permitir-se, conhecer-se, desafiar-se, seja atirado aos leões, pode ser devorado por eles.  E, quando digo ser devorado, refiro-me a gente que, quando colocada a prova (provas internas e profundas), desorganiza-se tão profunda, tão drástica e tão complexamente em sua base mental, bagunça tanto suas ideias e seus pensamentos, que não terá condições de reorganizar-se.
São pessoas que se suicidam, que rompem o elo com a realidade e enlouquecem, que viram drogados, alcoólatras, etc. O choque é tão forte e poderoso que, quem não tem estrutura para agüentar, desorganiza-se a ponto de não conseguir reestruturar-se novamente: Jamais!
Até escrever o primeiro texto, ficava indignado com as pessoas “mornas” que passavam a vida inteira em suas zonas de conforto e tinha comichões por atirá-las. Em toda e qualquer oportunidade, fomentava que o fizessem por si e quando não acontecia – a maioria dos casos, diga-se de passagem – eu ficava ainda mais revoltado.
Continuo não me conformando com pessoas acomodadas e mornas, mas agora não pretendo mais jogá-las, por saber que muitas realmente não conseguiriam. Hoje, entendo que, se fizesse o que havia proposto no primeiro texto, mais de 80% dos humanos ou morreriam ou enlouqueceriam.
O que não significa que devamos nos aceitar resilientemente. Precisamos sim buscar melhoria contínua e testar nossos limites até o máximo. Ocorre que agora entendo que há um limite e que ele é individual. Meu limite é diferente do seu.
Aquelas pessoas que não querem melhorar, que não querem conhecer-se, nem se experimentar, continuam tendo meu desrespeito. Afinal de contas, quem está acostumado a caçar leões jamais convidará quem sequer tenha coragem de caçar ovelhas para passar uns dias em seu habitat.

“Pior do que você querer fazer e não poder é você poder fazer e não querer.” Autor desconhecido.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 26.07.2014
Revisado por Cristiano Zucco
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Reflexo do governo




Eventualmente alguns vídeos, chamados virais, se destacam mais que outros nas redes. Essa semana vi um onde um rapaz, bem vestido, bem nutrido (pançudinho), com fone de ouvido e tatuagens, abordou uma série de pessoas em um Shopping Center e pediu um pedaço da comida delas.
Alegou que estava com fome e pediu um pedaço do que estavam comendo. O resultado foi o mais óbvio, eles não deram.
O processo se repetiu várias vezes e o resultado se manteve inalterado. Depois a equipe que estava filmando foi até um mendigo e perguntou se ele estava com fome. Ele respondeu que sim. Então lhe deram uma caixa cheia de esfihas. Enquanto o mendigo comia, o mesmo cara com fone o abordou perguntando se podia pegar uma esfiha, que ele estava com fome. O mendigo assentiu.
Este gesto do mendigo, que não tinha nada e ainda assim deu de comer a um estranho fez todo mundo achar o máximo e compartilhar aos montes o tal vídeo.
Percebam que isso é reflexo do governo assistencialista. Agora, depois de tantos anos, as pessoas acham que o certo é dar. Se alguém pediu é porque tem fome. Negar é errado. Tem que dar ao pobre playboyzinho que disse estar com fome. Afinal de contas, se você trabalhou e tem dinheiro para compartilhar com quem não trabalha e “precisa” é seu dever fazê-lo. É o certo. Imoral não dar.
Mendigos - quem já viu sabe - quando recebem mais comida do que querem, dão uma ou duas bocadas e abandonam o resto. Não guardam para comer depois ou dizem que não precisam. Colocam fora com o maior desdém. E ainda pessoas manipuladoras de opinião e tendenciosas ousam me dizer que aquele parasita social tem mais moral e valores do que eu?
O cara que não está aí para nada, que não quer trabalhar, não quer tomar banho, não quer responsabilidades, não quer nada de nada (testem oferecer trabalho por comida e verão que digo a verdade) é o certo e eu que corro atrás dos resultados sou o errado?
Percebem que há aqui uma profunda e grave inversão de valores oriunda dessa podridão assistencialista provocada pelo governo PT desde que Lula assumiu a presidência?
Isso é mais do que grave. São duas gerações influenciadas pelo mau exemplo. São valores que se impregnaram no DNA e que não serão corrigidos com facilidade. Se é que um dia serão.
Por que, afinal de contas, eu, que trabalho, estudo, produzo, gero riqueza e faço a máquina econômica girar, TENHO que dar comida a qualquer vagabundo que venha me pedir?
Prefiro infinitamente auxiliar pessoas que queiram fazer algo, que queiram produzir e se ajudar. Prefiro dar o exemplo a crianças, carentes ou não. Prefiro acreditar com esperança que algumas pessoas têm salvação e que meu exemplo pode servir como modelo para algum infante, quem sabe um dia, escolher o caminho do esforço e não o da preguiça.
Uma vez fiz um projeto em Porto Alegre chamado “Semeando Diversão” onde o objetivo era proporcionar um dia de alegria para as crianças de alguma comunidade.
A proposta era diferente do convencional. Normalmente as instituições ou grupos adotam determinada comunidade e sempre levam ou comida ou agasalhos, mas dificilmente levam algum tipo de lazer, conforto emocional, diversão, etc.
Juntamos um grupo que pensava parecido, conseguimos arrecadar fundos com rifas para comprar brinquedinhos, mais algumas doações, ganhamos também umas 3 centenas de cachorros quentes – afinal de contas festa de criança tem que ter – e mais balões e insumos para “tatuagens” e maquiagens na pele.
Demoramos bastante tempo para encontrar uma comunidade onde os próprios membros dissessem que ali valia a pena e que o pessoal ainda tinha chance de enxergar o lado bom das coisas. Então fomos com a esperança de pelo fuzuê e felicidade provocar esperança nas crianças e quem sabe até ser exemplo.
Voltando ao assunto, não demos apenas comida, passamos o dia com eles, convivemos com eles, brincamos, conversamos, entendemos, ensinamos, aprendemos, nos divertimos e semeamos a diversão e a esperança nos corações de alguns, que certamente não esquecerão esse dia tão cedo.
E daí vem algum demagogo hipócrita me dizer que os valores daquele playboyzinho do vídeo são mais corretos? Baseado em que? Em não alimentar parasitas sociais que coagem as pessoas por dinheiro?
Muito cuidado com seus filtros, pois possivelmente você está entrando na onda petista de pensar antes nesse bando de sanguessuga do que em você e na sociedade ideal que gostaria que existisse, ou seja, a que beneficia o mérito.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 19.07.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Whatsapp

Antigamente havia comunidades no Orkut, depois grupos e chats com várias pessoas no face. Agora a febre é dos grupos no whats.
Vejo que esses grupos evidenciam o que há de pior nas pessoas. Mostra o lado vazio, o sarcasmo, a falta de inteligência, a falta de atenção, falta de cultura, falta de raciocínio, falta de companhia para conversar, falta de vocabulário, falta de noção...
Época de copa, muitas pessoas com a família e/ou amigos assistindo ao jogo, mas o celular “bombando”. Apito a cada segundo informando um novo comentário super descolado e engraçado a respeito do jogo. Se não for do jogo, é sobre novela, ou sobre a chuva, o frio, o calor, a xuxa, o que quer que seja desde que superficial, é comentado.
O que me frustra e me chama atenção é que as pessoas integrantes desses grupos, de fato gostam desses comentários vazios e superficiais. São os que falam do bumbum do hulk no jogo da seleção, ou do gol perdido pelo Fred que até a vó do fulano faria, ou mesmo aqueles vídeos (suuper) engraçados e cultos que muitos compartilham e sorriem e divertem-se.
Ora, alguém da minha turma que passa o dia em função desse tipo de troca de “informações”, absolutamente vazias e rasas, num pseudo-autismo social, definitivamente não me serve como amigo. No máximo conhecido com convivência eventual. (sim, nesse ponto sou terrorista. Não passou no crivo, abandono sem remorso)
Amigo é aquele que está ali para interagir comigo, conversar, jogar alguma coisa e principalmente, trocar ideias, formar opiniões, pensar junto, debater, instigar, desafiar, aprofundar, acrescentar de alguma forma qualquer que seja.
Esse tipo de relacionamento sim vale a pena investir.
Um dos hábitos mais débeis da atualidade é ficar replicando, rindo, comentando e gostando, durante o dia todo, sobre as mais fúteis atrações. Acompanhe o raciocínio comigo. Você está dando mais atenção às mais banais atualizações de seu grupo, de assuntos absolutamente pobres? Então significa que sua vida e tudo que a preenche, necessariamente é menor que isso.
Fosse de outra forma, certamente a atenção estaria focada em coisas mais enriquecedoras. A dica que fica é: será que sua vida é tão preenchida quanto você pensa que é? Será que seus amigos são bons como você sempre acreditou? Será que VOCÊ não está bem abaixo do nível intelectual que julga estar? Será que você, quem sabe, não esteja na mesma linha de pessoas com baixíssimo nível cultural e intelectual que invariavelmente já se pegou criticando?
Pessoas que se contentam com mesquinharias e conteúdo abaixo da mediocridade, necessariamente precisam estar inseridas nesse nível. Alguém de nível intelectual positivamente diferenciado, jamais se conformaria em coexistir social e intelectualmente com pessoas sem estudo, sem educação, sem conteúdo, sem raciocínio, sem algo para ser trocado.
Pense bem, seu grupo lhe instiga? Provoca? Acrescenta? Ou apenas vomita em seu mural um monte de bobagens que atrofiam seu raciocínio?
Reflita sabiamente a respeito do resultado final desse tipo de influência sobre você. Ela existe e é bem latente.
Sua postura frente a um simples grupo reflete bastante sobre você (comportamento se repete). Está buscando ascensão? Pretende ficar estagnado? Não se importa em regredir como desculpa para descansar?
Olhe para seus grupos e o tempo que despende em cada um deles com mais atenção a partir de hoje.
E para encerrar, antes que me crucifiquem, quero dizer que não sou contra o Whatsapp, nem seus grupos ou conversas. Sou absolutamente a favor de caminhos que facilitem a aproximação entre as pessoas, mesmo que virtual. Sei que muitos grupos são fantásticos e acrescentam bastante, diminuem distancias e provocam debates extremamente produtivos. Esse tipo de prática é válida e recebe meu apoio. Tenho certeza, no entanto, que essas pessoas que passam o dia trocando mensagens em grupos, não acrescentam. É impossível ser tão produtivo e criativo por tanto tempo, além do que, enquanto estão no celular, não estão produzindo profissionalmente, o que consequentemente evidencia falta de comprometimento e irresponsabilidade.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 05.07.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Filosofia de copo





Você tem algum amigo irritantemente animado e empolgado? Alguém que se empolgue com chuva, com sol, com tempo nublado, com comida, com junção, com qualquer tipo de jogo, ficar sozinho, em turma...
Conhece alguém que consiga achar pontos positivos em tudo que faz? Em todas as situações? Até quando alguém morre pensa em algo positivo, como parar de sofrer ou algo que o valha?
Pois é, esse cara sou eu. Sou tão empolgado, entusiasmado e animado que as vezes meus amigos reclamam e mandam eu ficar quieto, diminuir o ritmo. Chegam a falar que é tanta energia que chego a cansar as pessoas. Pode isso?
Resultado disso é que tenho várias turmas, e estou sempre providenciando algum tipo de função com uma ou outra.
A vida inteira me considerei um otimista, alguém que vê o copo sempre meio cheio. Mesmo com tanta gente vendo o copo sempre meio vazio. Ficar cercado por gente negativa é algo que cansa até o mais empolgado.
Mas filosofando sobre uma frase que aprendi em um dos cursos que fiz, que casualmente saiu de alguém que não sei exatamente quem, fiquei pensando... Será mesmo que sou eu que vejo o copo meio cheio e os outros que o veem meio vazio? E se na verdade a quantidade de água seja a suficiente para preencher o copo independente de como o vejamos?
Hoje já me questiono se quem sabe não seja o copo que esteja no tamanho errado, afinal de contas erro de avaliação é muito mais comum do que imaginamos.
E se o copo for exatamente na medida ideal para caber toda a água que precisamos? E se achamos que precisamos de um copo muito maior do que na verdade precisamos para satisfazer nossa necessidade? Já ouviu alguém reclamar ter agua demais para copo pequeno? Ou muita agua para pouca sede?
Reforço aqui que na verdade é tudo uma questão de perspectiva. Pelo meu ponto de vista hoje, a água é a mesma para todos, mesma medida e tudo, bem como a sede. O que muda na verdade é a maneira como enxergamos  necessidade de copos maiores.
Quem entende de eneagrama, sou tipo 7 com galho 1. Para mim tudo vai dar certo no final. Tudo está na medida. Realmente não fazia sentido ter a metade do copo vazio e ficar glorificando metade, independente se ela seria suficiente.
Hoje entendo que tudo pode ser tão bom quanto precisamos, precisamos é ajustar nossa percepção para ver tudo de forma positiva e não de forma negativa. Depois que comecei, é só alegria. E quando penso que não pode melhorar, me surpreendo. Acredite, sempre fica melhor.
Sem pontos negativos? Sem coisas ruins? Claro que não. Infelicidade faz parte da vida. Nem toda água tem a temperatura que desejaria, ou o sabor exatamente esperado, mas isso não significa que não seja tão boa quanto precisava que fosse.
Entenda que o copo é do tamanho ideal para a agua e que sempre está cheio. Foco na água e bola pra frente!


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 28.06.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O tempo não cura!

O tempo cura tudo! Nada como o tempo para acalentar a dor e curar as feridas! Certo?
Será?
Sempre ouvi em variadas situações as pessoas falarem do tempo como se fosse um remédio milagroso. Um bálsamo que cura as intempéries do corpo, da mente e da alma.
Acontece que o tempo é o maior exemplo de democracia que existe no universo. Ele é o mesmo para todos e passa da mesma forma. Todos possuem as mesmas 24 horas no dia. O sol nasce para todos.
Então o que muda?
Atitudes mudam o curso de sua vida! E o fazem de maneira radical.
Fico pensando que se o tempo fosse uma entidade consciente, estaria absolutamente revoltado com toda a população que coloca sobre seus ombros a responsabilidade de fazer algo que elas mesmas deveriam.
Sei que alguns demoram mais para digerir certas intempéries que outros, e isso faz parte da maravilhosa massa viva chamada humanidade. Muitos ficam esperando que o tempo as cure durante... uma vida inteira(!), para no fim morrerem tristes. E o tempo?! Não curou.
Falando não do tempo cronológico, mas do filosófico agora. Citando o exemplo da morte. Algumas pessoas alegam precisar de mais “tempo” para superar algo. Tempo? Esse espaço existente entre o início e o fim do sofrimento, que para alguns pode ser absolutamente intenso e até infinito, é só o período necessário para que as influências de outras pessoas, casualidades, coincidências e tudo mais que faz parte da vida AJAM de forma a arrefecer esse sentimento profundo de vazio. Tanto é verdade que se o tempo realmente curasse, não existiriam pessoas que ficam até o fim da vida em luto, na inércia atormentadora do sofrimento. O “tempo” não entra dentro de você e faz algo mágico acontecer. São ações.
Outros tem um pouco mais de sorte ou competência, e aceitam ajuda ou mesmo resolvem agir para mudar seu estado lânguido de sofrimento e autopiedade.
É consenso que não há como seguirmos sempre em frente no mesmo ritmo, com empolgação e otimismo, mesmo quando coisas realmente ruins acontecem. Mas daí até o ponto de ficarmos esperando que o tempo cure enquanto passivamente assistimos a vida passar perante nossos olhos não é uma opção inteligente.
Quem acredita realmente que o tempo cura, não está considerando todas as pessoas envolvidas na vida de quem está sofrendo.
Esse agir de quem compartilha nossas vidas muda necessariamente o curso de nossos dias, fazendo com que novos resultados sejam apresentados. Esses novos resultados acabam transformando nossos pensamentos e sentimentos e quando isso acontece, pronto! As pessoas dizem que o tempo curou.
Pena não curar cegueira também. O tempo não cura! Se algo precisava ser superado, se alguma página precisava ser virada, algum novo passo tomado, alguma nova decisão enfrentada, isso foi porque alguém teve a atitude de fazer. Mesmo os indolentes precisam ter a atitude de aceitar as ações de outras pessoas. Mesmo para a resiliência a atitude é evocada.
Quantos casos conhecemos de filhos que herdaram as mesmas coisas dos pais, com o mesmo tipo de criação e condições, e um prosperou e outro não? Quantas pessoas saíram do nada e se tornaram exemplos a serem seguidos? Ao passo que outros tinham tudo e acabaram na infelicidade/miséria? Uns souberam usar sábia e produtivamente o tempo, outros o desperdiçaram debilmente.
Enquanto alguns se consideram cansados demais para fazer algo diferente de assistir tv e novela, outros se qualificam, leem, estudam e correm atrás.
Então daqui para frente, lembre-se sempre de que o tempo é igual para todos e que sua atitude é o que define quanto tempo demorará para conseguir algo. E que aguardar que algo suma ou passe com o tempo pode acabar lhe matando... à míngua.
A vida é uma só, é agora e só depende de você. Sua felicidade depende de suas atitudes. Faça por merecer, pare de colocar suas responsabilidades em coisas abstratas e seja feliz!
 
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 21.06.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br
 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Atirando aos leões

Hoje em dia, com a maioria das pessoas, para se conseguir algo realmente transformador e significativo, apenas atirando-as aos leões.
Via de regra, a população fica no que considera seguro. Não trocam de relacionamento, nem de emprego, tampouco de atitude.
Experimentar comidas novas já não é um hábito fácil de encontrar. Marcas, mercados, tecnologias, posturas e comportamentos novos, não são confrontados.
Eu, que costumo apostar em coisas que muita gente não teria coragem, quando observo gente morna que só sabe ir do ponto A ao ponto E por uma linha segura e reta, absoluta e confortavelmente dentro de uma zona de conforto, sinto comichões.
Estamos na era da inovação e ainda assim, risivelmente, os humanos conseguiram encontrar uma forma de acompanha-la seguindo em linha reta até o ponto E.
Não há como colocar na cabeça dessas criaturas o quanto se aprende passando por B, C e D antes de chegar ao objetivo. Claro que pode parecer mais longo, e certamente será mais difícil, mas valerá a pena. Depois de experimentar o brilho do caminho alternativo, a primeira reação é arrepender-se do tempo perdido indo pela maneira mais fácil.
Vou explicar como acontece: uma pessoa passa anos e anos fazendo sempre as mesmas coisas, da mesma forma, e tudo bem. Se ela é absoluta e completamente feliz, então ok. Eu apoio. Mas, se ela reclama de algo que não acontece, eu pergunto: como pode querer que algo diferente aconteça se nada diferente é feito?
É irracional querer que as coisas aconteçam por mágica. Depois alguém com entusiasmo, otimismo, atitude e coragem resolve se permitir passar pelo ponto B, experimentar-se no ponto C e arriscar-se no ponto D, e chega ao ponto E com muito mais bagagem. E isto inclui necessariamente felicidade e satisfação, e as pessoas perguntam: como pode conseguir algo assim?
Um muro imaginário é construído ao redor deste ser para proporcionar “segurança”. E isso o impede de ousar, experimentar e se desafiar. E quem não se desafia não se transforma.
Esforço-me diariamente para instigar pessoas a quebrarem esse muro, romperem as amarras da conveniência e finalmente aproveitar as maravilhosas experiências que uma vida, quando intensamente gozada, propicia.
Por argumentos é praticamente impossível. Normalmente é necessário outro tipo de subsídio como tesão, medo, paixão, desespero, decepção... Desconheço algum humano que tenha feito esse caminho diferenciado sem um impulsionador forte como estes.
Felizmente vivo apaixonado, então estou sempre ousando pelas bandas do desconhecido. Os momentos mais marcantes de minha vida certamente foram os quais me arrisquei. Não tem preço!
Mas essas pessoas acomodadas, mornas, precisam de mais gente como eu colocando pressão até não aguentarem mais e serem atiradas aos leões, aí então, enfrentando o animal selvagem de frente, lutando pela sobrevivência, sairão triunfantes da sangrenta batalha. Mais experientes, com muita adrenalina no sangue, mais seguros e finalmente prontos para serem atirados a outras batalhas e cada vez mais aproveitando com entusiasmo todo e qualquer momento da vida.

“Arrisque-se! Toda vida é um risco. O homem que vai mais longe é geralmente aquele que está disposto a fazer e a ousar. O barco da 'segurança' nunca vai muito além da margem.”
Dale Carnegie

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 14.06.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Se não está tremendo, não está acontecendo!





Converso frequentemente sobre minha necessidade de estar permanentemente apaixonado. Sempre por algo diferente. E poucos entendem verdadeiramente isso.
A paixão, antes de qualquer coisa, é viciante. Estudos comprovam que vicia tanto quanto cocaína, gerando dependência e tudo.
Ativa áreas de nosso cérebro que nos fazem sentir mais os cheiros, os gostos e as sensações. O mundo fica mais colorido e tudo fica mais bonito. Desde as coisas mais simples como comer um chocolate que se torna o mais saboroso já provado em sua vida. As músicas arrancam sentimentos, inclusive heavy metal.
Ela também nos escorraça da zona de conforto, fazendo com que sempre nos experimentemos e nos descubramos.
Funciona mais ou menos assim: Se eu faço sempre as mesmas coisas, acabo me acomodando e não descubro maneiras novas de agir frente a novas situações. Além disso, quando não me permito em novos terrenos, estou sempre seguro quanto ao que faço. Tentar coisas novas, experimentar áreas e oportunidades diferentes, enfrentar os medos, necessariamente implica em autoconhecimento e autodescobrimento.
Ocorre que como é verdadeira e genuinamente novo, nos faz tremer. Algo autenticamente “inovador” em nossa vida ou rotina certamente nos tirará o sono e muitas vezes nos fará questionar se realmente devemos fazer, se está certo. E não se iludam, muitas vezes está errado e você saberá que está errado e ainda assim o fará, pois lhe trará benefícios futuros como ensinamentos do que não fazer. A exemplo do dedo na tomada.
Incorrerá em erros de avaliação de caráter, de trabalho, de negócios, de valores, mas aprenderá. Meu Deus como aprenderá! E sentirá tanto esse aprendizado na pele, nas veias, na boca do estômago, na cabeça, que não conseguirá dormir, comerá feito um morto de fome ou então sequer conseguirá comer, e ainda assim será viciante e valerá a pena.
Conhecer-se, sentir a vida intensamente, estar apaixonado por algo, mesmo que seja pelo trabalho, ou apaixonando-se novamente pela mesma pessoa continuamente, faz com que eu sequer sinta frio no mais rigoroso inverno.
Sentir o corpo tremer com novas experiências, voltar a sentir as sensações de criança e adolescente quando chegava perto da menininha e queria beijá-la (principalmente quando conseguia) fazendo o coração querer saltar pela boca, não há dinheiro que pague.
Quando meus conhecidos me vêem transbordando de felicidade, onde mal consigo parar de sorrir, quando respondo a um “como vai?” com um “nunca estive tão feliz e realizado em minha vida”, eles entendem que realmente vale a pena tentar, arriscar e se esforçar, pois o resultado é inegável.
Uma vida sem paixões, não nos permite nos conhecermos e nem crescermos. Uma vida morna não é digna de felicidade, é uma quase vida e aqui cito Drummond: “Embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu”.
Cito também Miguel Gonçalves que diz: “se não estás a tremer, é porque não está a acontecer”, que por sinal é o título deste.
E minha deixa final é: permita se experimentar nas oportunidades da vida, só assim se apaixonará e aproveitará realmente o que de verdade vale a pena. Ateie fogo nos fósforos da imagem.
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 31.05.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Decepção II





Certa vez, ainda quando tinha cabelos (então imagina o tempo que isso faz), um amigo me confidenciou que estava de rolo com uma colega de trabalho. Ambos solteiros, livres e desimpedidos.
Quando ouvi a tal sigilosa e importante confidência, não dei muita bola, pois era algo simples e trivial. Eram adultos, maduros e isso era absolutamente normal.
Posteriormente, acabei comentando o assunto com alguém que estava passando por situação semelhante. Falei despretensiosamente sem cultivar o mesmo zelo e preocupação de meu amigo.
Que grande erro cometi! O assunto era algo tão importante para ele, que mesmo eu achando algo simples e trivial, fez com que ele ficasse profundamente decepcionado comigo.
Decepcionar outra pessoa, para mim, é um dos piores castigos que posso sofrer. Procuro sempre exceder a expectativa daqueles que quero bem e ser empático. Nesse caso a empatia falhou, pois para mim o assunto não era importante, mas para ele era.
Senti-me como se estivesse sem chão, vazio, triste, deprimido... Fiquei tão abalado que até hoje é a única situação capaz de me tirar o foco de alguma coisa importante.
A sensação é a mesma de quando meu pai me pegava fazendo arte. Você sabe que está feito, sabe que não tem volta, sabe que tem culpa, não há nada que possa fazer para desfazer o que foi feito, bate um desespero e uma tristeza que não dá para esconder.
Depois disso aprendi que segredo é segredo, e mesmo que para mim não seja importante, se para quem me disse é, então não falo. Minha noiva às vezes fica braba por eu não ter compartilhado alguma informação, mas se não é meu o assunto, não falo.
E não pense que é fácil, alguns estudos atestam que todo ser humano compartilha um segredo com no mínimo três pessoas.
Essa é a hora que você deveria parar e se perguntar quem são as três pessoas as quais você usualmente costuma compartilhar suas informações mais sigilosas, e provavelmente a de outras pessoas também. Pode estar incorrendo em ato similar ao meu.
Pense bem antes de compartilhar informação alheia e... não compartilhe. Se for segredo, nem deveria ter chegado a você, mas se chegou porque a pessoa queria um conselho ou ajuda, então se mantenha à altura da expectativa da mesma e guarde-o para si.
Pare de dividir com suas três pessoas o que só você deveria saber, e garanta não decepcionar outra pessoa. Ao menos não por boca grande.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 24.05.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Fracassado, medíocre ou com sucesso.




As pessoas podem ser divididas em três grandes grupos: fracassados, medíocres e bem sucedidos.
Os fracassados são aquelas pessoas que não se esforçam nem o mínimo. Na verdade eles fazem o contrário, se há algum tipo de esforço no fracassado é em não se esforçar, e em fracassar.
Este tipo tende ao ostracismo, gosta de acomodação, dificilmente lê/estuda/se qualifica, e as vezes até evita conversar com outras pessoas para não cansar ou não demonstrar o quão limitado é.
Essas pessoas sequer chegam à mediocridade, costumeiramente passam necessidade por não correr atrás do que querem.
O tipo medíocre ou é oriundo dos fracassados por não aguentar mais a vida miserável que possuía, ou não tem o gás necessário para atingir o sucesso.
Independente disso, ele representa um gigantesco grupo de pessoas que vivem no quase. Na minha opinião, aqui se encontram os frustrados. Enquanto o fracassado se entende como alguém que não tem futuro, o medíocre não gosta da idéia de que sempre será medíocre.
É nesse grupo que se encontram aquelas pessoas que poderiam ter sido, mas não são. Aquelas pessoas que tem todas as oportunidades de quem é, mas que não sabe utilizar. Aqueles que poderiam fazer algo a mais para sair da linha média e ser diferenciado, mas que às vezes toma atitudes de fracassado, às vezes se esforça um pouco mais e acabam ficando na linha média.
Os que invejam os bem sucedidos e repudiam os fracassados. Os que são acomodados, mas não paralisados. Apenas preguiçosos.
Vejam, fui ácido com os medíocres, mas o normal é ser medíocre. O normal é ser médio, é fazer o que todo mundo faz, quem faz menos, cai no grupo dos fracassados, quem se esforça vai para o grupo dos bem sucedidos.
O grupo dos com sucesso é formado por gente que repetidamente se desafia, sai de sua zona de conforto, enfrenta seus medos, se atreve, tem a atitude de buscar o resultado que almeja, que termina aquilo que começa.
Quem tem sucesso também hesita, também tem medo. Mas enfrenta! Corre atrás e não esmorece quando a situação fica difícil. Pessoas desse grupo raramente cairão no dos fracassados, podendo até decair para o dos medíocres por algum fator muito forte, mas nunca no dos fracassados.
Esse grupo não admite perder enquanto há forças para lutar. Se permite se experimentar e se conhecer.
Enquanto os médios costumam fazer o que todo mundo faz, e consequentemente obter o mesmo resultado que todo mundo obtém, os com sucesso fazem mais, fazem melhor, e consequentemente obtém melhores resultados.
Para encerrar deixo a frase do Roberto Shinyashiki, editada.
"Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois...
Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO.
Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA."
Eu procuro um meio, uma solução. Eu não explico, eu faço.
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 17.05.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br