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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Atirando aos leões

Hoje em dia, com a maioria das pessoas, para se conseguir algo realmente transformador e significativo, apenas atirando-as aos leões.
Via de regra, a população fica no que considera seguro. Não trocam de relacionamento, nem de emprego, tampouco de atitude.
Experimentar comidas novas já não é um hábito fácil de encontrar. Marcas, mercados, tecnologias, posturas e comportamentos novos, não são confrontados.
Eu, que costumo apostar em coisas que muita gente não teria coragem, quando observo gente morna que só sabe ir do ponto A ao ponto E por uma linha segura e reta, absoluta e confortavelmente dentro de uma zona de conforto, sinto comichões.
Estamos na era da inovação e ainda assim, risivelmente, os humanos conseguiram encontrar uma forma de acompanha-la seguindo em linha reta até o ponto E.
Não há como colocar na cabeça dessas criaturas o quanto se aprende passando por B, C e D antes de chegar ao objetivo. Claro que pode parecer mais longo, e certamente será mais difícil, mas valerá a pena. Depois de experimentar o brilho do caminho alternativo, a primeira reação é arrepender-se do tempo perdido indo pela maneira mais fácil.
Vou explicar como acontece: uma pessoa passa anos e anos fazendo sempre as mesmas coisas, da mesma forma, e tudo bem. Se ela é absoluta e completamente feliz, então ok. Eu apoio. Mas, se ela reclama de algo que não acontece, eu pergunto: como pode querer que algo diferente aconteça se nada diferente é feito?
É irracional querer que as coisas aconteçam por mágica. Depois alguém com entusiasmo, otimismo, atitude e coragem resolve se permitir passar pelo ponto B, experimentar-se no ponto C e arriscar-se no ponto D, e chega ao ponto E com muito mais bagagem. E isto inclui necessariamente felicidade e satisfação, e as pessoas perguntam: como pode conseguir algo assim?
Um muro imaginário é construído ao redor deste ser para proporcionar “segurança”. E isso o impede de ousar, experimentar e se desafiar. E quem não se desafia não se transforma.
Esforço-me diariamente para instigar pessoas a quebrarem esse muro, romperem as amarras da conveniência e finalmente aproveitar as maravilhosas experiências que uma vida, quando intensamente gozada, propicia.
Por argumentos é praticamente impossível. Normalmente é necessário outro tipo de subsídio como tesão, medo, paixão, desespero, decepção... Desconheço algum humano que tenha feito esse caminho diferenciado sem um impulsionador forte como estes.
Felizmente vivo apaixonado, então estou sempre ousando pelas bandas do desconhecido. Os momentos mais marcantes de minha vida certamente foram os quais me arrisquei. Não tem preço!
Mas essas pessoas acomodadas, mornas, precisam de mais gente como eu colocando pressão até não aguentarem mais e serem atiradas aos leões, aí então, enfrentando o animal selvagem de frente, lutando pela sobrevivência, sairão triunfantes da sangrenta batalha. Mais experientes, com muita adrenalina no sangue, mais seguros e finalmente prontos para serem atirados a outras batalhas e cada vez mais aproveitando com entusiasmo todo e qualquer momento da vida.

“Arrisque-se! Toda vida é um risco. O homem que vai mais longe é geralmente aquele que está disposto a fazer e a ousar. O barco da 'segurança' nunca vai muito além da margem.”
Dale Carnegie

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 14.06.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Se não está tremendo, não está acontecendo!





Converso frequentemente sobre minha necessidade de estar permanentemente apaixonado. Sempre por algo diferente. E poucos entendem verdadeiramente isso.
A paixão, antes de qualquer coisa, é viciante. Estudos comprovam que vicia tanto quanto cocaína, gerando dependência e tudo.
Ativa áreas de nosso cérebro que nos fazem sentir mais os cheiros, os gostos e as sensações. O mundo fica mais colorido e tudo fica mais bonito. Desde as coisas mais simples como comer um chocolate que se torna o mais saboroso já provado em sua vida. As músicas arrancam sentimentos, inclusive heavy metal.
Ela também nos escorraça da zona de conforto, fazendo com que sempre nos experimentemos e nos descubramos.
Funciona mais ou menos assim: Se eu faço sempre as mesmas coisas, acabo me acomodando e não descubro maneiras novas de agir frente a novas situações. Além disso, quando não me permito em novos terrenos, estou sempre seguro quanto ao que faço. Tentar coisas novas, experimentar áreas e oportunidades diferentes, enfrentar os medos, necessariamente implica em autoconhecimento e autodescobrimento.
Ocorre que como é verdadeira e genuinamente novo, nos faz tremer. Algo autenticamente “inovador” em nossa vida ou rotina certamente nos tirará o sono e muitas vezes nos fará questionar se realmente devemos fazer, se está certo. E não se iludam, muitas vezes está errado e você saberá que está errado e ainda assim o fará, pois lhe trará benefícios futuros como ensinamentos do que não fazer. A exemplo do dedo na tomada.
Incorrerá em erros de avaliação de caráter, de trabalho, de negócios, de valores, mas aprenderá. Meu Deus como aprenderá! E sentirá tanto esse aprendizado na pele, nas veias, na boca do estômago, na cabeça, que não conseguirá dormir, comerá feito um morto de fome ou então sequer conseguirá comer, e ainda assim será viciante e valerá a pena.
Conhecer-se, sentir a vida intensamente, estar apaixonado por algo, mesmo que seja pelo trabalho, ou apaixonando-se novamente pela mesma pessoa continuamente, faz com que eu sequer sinta frio no mais rigoroso inverno.
Sentir o corpo tremer com novas experiências, voltar a sentir as sensações de criança e adolescente quando chegava perto da menininha e queria beijá-la (principalmente quando conseguia) fazendo o coração querer saltar pela boca, não há dinheiro que pague.
Quando meus conhecidos me vêem transbordando de felicidade, onde mal consigo parar de sorrir, quando respondo a um “como vai?” com um “nunca estive tão feliz e realizado em minha vida”, eles entendem que realmente vale a pena tentar, arriscar e se esforçar, pois o resultado é inegável.
Uma vida sem paixões, não nos permite nos conhecermos e nem crescermos. Uma vida morna não é digna de felicidade, é uma quase vida e aqui cito Drummond: “Embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu”.
Cito também Miguel Gonçalves que diz: “se não estás a tremer, é porque não está a acontecer”, que por sinal é o título deste.
E minha deixa final é: permita se experimentar nas oportunidades da vida, só assim se apaixonará e aproveitará realmente o que de verdade vale a pena. Ateie fogo nos fósforos da imagem.
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 31.05.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Decepção II





Certa vez, ainda quando tinha cabelos (então imagina o tempo que isso faz), um amigo me confidenciou que estava de rolo com uma colega de trabalho. Ambos solteiros, livres e desimpedidos.
Quando ouvi a tal sigilosa e importante confidência, não dei muita bola, pois era algo simples e trivial. Eram adultos, maduros e isso era absolutamente normal.
Posteriormente, acabei comentando o assunto com alguém que estava passando por situação semelhante. Falei despretensiosamente sem cultivar o mesmo zelo e preocupação de meu amigo.
Que grande erro cometi! O assunto era algo tão importante para ele, que mesmo eu achando algo simples e trivial, fez com que ele ficasse profundamente decepcionado comigo.
Decepcionar outra pessoa, para mim, é um dos piores castigos que posso sofrer. Procuro sempre exceder a expectativa daqueles que quero bem e ser empático. Nesse caso a empatia falhou, pois para mim o assunto não era importante, mas para ele era.
Senti-me como se estivesse sem chão, vazio, triste, deprimido... Fiquei tão abalado que até hoje é a única situação capaz de me tirar o foco de alguma coisa importante.
A sensação é a mesma de quando meu pai me pegava fazendo arte. Você sabe que está feito, sabe que não tem volta, sabe que tem culpa, não há nada que possa fazer para desfazer o que foi feito, bate um desespero e uma tristeza que não dá para esconder.
Depois disso aprendi que segredo é segredo, e mesmo que para mim não seja importante, se para quem me disse é, então não falo. Minha noiva às vezes fica braba por eu não ter compartilhado alguma informação, mas se não é meu o assunto, não falo.
E não pense que é fácil, alguns estudos atestam que todo ser humano compartilha um segredo com no mínimo três pessoas.
Essa é a hora que você deveria parar e se perguntar quem são as três pessoas as quais você usualmente costuma compartilhar suas informações mais sigilosas, e provavelmente a de outras pessoas também. Pode estar incorrendo em ato similar ao meu.
Pense bem antes de compartilhar informação alheia e... não compartilhe. Se for segredo, nem deveria ter chegado a você, mas se chegou porque a pessoa queria um conselho ou ajuda, então se mantenha à altura da expectativa da mesma e guarde-o para si.
Pare de dividir com suas três pessoas o que só você deveria saber, e garanta não decepcionar outra pessoa. Ao menos não por boca grande.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 24.05.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Fracassado, medíocre ou com sucesso.




As pessoas podem ser divididas em três grandes grupos: fracassados, medíocres e bem sucedidos.
Os fracassados são aquelas pessoas que não se esforçam nem o mínimo. Na verdade eles fazem o contrário, se há algum tipo de esforço no fracassado é em não se esforçar, e em fracassar.
Este tipo tende ao ostracismo, gosta de acomodação, dificilmente lê/estuda/se qualifica, e as vezes até evita conversar com outras pessoas para não cansar ou não demonstrar o quão limitado é.
Essas pessoas sequer chegam à mediocridade, costumeiramente passam necessidade por não correr atrás do que querem.
O tipo medíocre ou é oriundo dos fracassados por não aguentar mais a vida miserável que possuía, ou não tem o gás necessário para atingir o sucesso.
Independente disso, ele representa um gigantesco grupo de pessoas que vivem no quase. Na minha opinião, aqui se encontram os frustrados. Enquanto o fracassado se entende como alguém que não tem futuro, o medíocre não gosta da idéia de que sempre será medíocre.
É nesse grupo que se encontram aquelas pessoas que poderiam ter sido, mas não são. Aquelas pessoas que tem todas as oportunidades de quem é, mas que não sabe utilizar. Aqueles que poderiam fazer algo a mais para sair da linha média e ser diferenciado, mas que às vezes toma atitudes de fracassado, às vezes se esforça um pouco mais e acabam ficando na linha média.
Os que invejam os bem sucedidos e repudiam os fracassados. Os que são acomodados, mas não paralisados. Apenas preguiçosos.
Vejam, fui ácido com os medíocres, mas o normal é ser medíocre. O normal é ser médio, é fazer o que todo mundo faz, quem faz menos, cai no grupo dos fracassados, quem se esforça vai para o grupo dos bem sucedidos.
O grupo dos com sucesso é formado por gente que repetidamente se desafia, sai de sua zona de conforto, enfrenta seus medos, se atreve, tem a atitude de buscar o resultado que almeja, que termina aquilo que começa.
Quem tem sucesso também hesita, também tem medo. Mas enfrenta! Corre atrás e não esmorece quando a situação fica difícil. Pessoas desse grupo raramente cairão no dos fracassados, podendo até decair para o dos medíocres por algum fator muito forte, mas nunca no dos fracassados.
Esse grupo não admite perder enquanto há forças para lutar. Se permite se experimentar e se conhecer.
Enquanto os médios costumam fazer o que todo mundo faz, e consequentemente obter o mesmo resultado que todo mundo obtém, os com sucesso fazem mais, fazem melhor, e consequentemente obtém melhores resultados.
Para encerrar deixo a frase do Roberto Shinyashiki, editada.
"Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois...
Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO.
Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA."
Eu procuro um meio, uma solução. Eu não explico, eu faço.
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 17.05.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Batman Moderno II



Pois começou a inevitável consequência da impunidade no Brasil. Pegaram uma mulher, inocente, que não praticava magia negra, não sequestrou quem quer que seja e espancaram publicamente até a morte.
Imagine o que deve passar na cabeça de pessoas que sempre fizeram coisas normais para passarem do limite a ponto de bater em alguém até a morte. E não se arrepender. Ver a pessoa morrendo e sangrando em suas mãos e achar isso certo. Chamar de justiça. Veja a que ponto chegamos.
Isso ocorre porque ninguém mais acredita na justiça brasileira. A impunidade passou do nível crítico e chegou ao caótico. Mais um pouco chegará ao inaceitável e a anarquia será instaurada.
A bem da verdade muitos movimentos anarquistas já estão ocorrendo sob o olhar complacente dos governantes, pois preocupam-se mais com o voto do que com a ordem e o progresso.
Pessoas quebrando vitrines nas ruas, acabando com shoppings centers, invadindo propriedade alheia e achando que os outros tem a obrigação de ceder terras de graça simplesmente porque eles não tem onde morar.
É político roubando, desviando, traficando, comandando quadrilhas, sendo desmascarado e não sendo preso, voltando a atuar no cenário político e muitas vezes se reelegendo. Se o povo é burro o suficiente para reeleger políticos que em larga escala foram expostos como corruptos, então merece ter tal representante. Todo povo tem o representante que merece!
Quem vota consciente, quem paga os impostos e não fica recebendo bolsa isso e bolsa aquilo, quem produz e movimenta a economia não aguenta mais tanta impunidade. Isso revolta tanto, mas tanto, que mesmo os mais pacíficos e passivos começaram a tomar algum tipo de atitude.
Atitude essa que, como não tem intervenção do estado, não tem controle nem medida. Não há como cada um seguir pelo seu bom senso. Para isso existem leis. Enquanto a impunidade impera, as pessoas se sentem no direito de matar, roubar, espancar, estuprar sabendo que nada vai acontecer.
E esse cenário tende a piorar até que o povo clame por algo que será tão ruim quanto a anarquia: Uma ditadura.
Não se iludam, mentes brilhantes como a de Getúlio Vargas não aparecem duas vezes na mesma função numa mesma nação. Militares também podem ser corruptos. E pode ser pior do que está, mesmo agora sendo horrível.
Precisamos tomar as rédeas dessa nação e acabar com a esculhambação toda, tirar essa patota que só rouba e faz porcaria do poder, cobrar por justiça sem esquecer a morosidade e independente do tempo que demore.
É isso ou resilientemente observar essa corja nos roubar, diariamente.
Minha sugestão: Fazer a coisa certa, dar o exemplo, votar consciente e cobrar ativamente por justiça fazendo sua parte no âmbito social.
Exemplo? Não se acadelar para políticos e donos de empresas frigoríficas que fazem as coisas erradas e todo mundo engole quieto por medo do que for. Um país de fracos e covardes não pode ter um futuro digno!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 10.05.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Agora não mudo mais!






A quantidade de vezes que já ouvi essa expressão não está no gibi. Principalmente, mas não somente, do pessoal mais velho. Lembro-me claramente quando ouvi certa vez uma pessoa muito próxima a mim dizer que era velho demais para mudar.
Falou com certo sorriso no rosto, uma resiliência gratificada, como se tivesse orgulho daquilo. Só que era algo muito errado. Dessas manias antigas que insistem em passar de geração para geração e que hoje todos sabemos ser errado, mas que para algumas pessoas é mais fácil manter. Um exemplo: antigamente algumas pessoas mais dotadas de dinheiro e/ou poder viravam as costas aos seus interlocutores quando não lhes interessava mais a conversa, deixando-os falar sozinhos.
Se pedíssemos para qualquer um deles mudarem esse hábito hoje, repetiriam o título do texto.
E foi numa dessas conversas que um dia um colega de aula me disse que eu nunca mais mudaria minha letra. Eu estava no segundo ano do segundo grau e não me conformei. Comprei cadernos de caligrafia e treinei, treinei muito. Em menos de um ano tinha mudado completamente minha escrita, que segundo alguns é um dos traços mais característicos de cada pessoa.
Dizem até que se consegue mudar a letra, muda-se personalidade e todo o resto. Bom, quanto à primeira parte atesto que é possível sim.
Ainda assim muita gente falaria: “ah mas você era novo e daí fica fácil, quem é mais velho não consegue!”
Para quem pensa assim asseguro que estão errados. Quantas pessoas aprendem a amar depois da terceira idade? Quantas aprendem a escrever? Quantas mudam sua vida e maneira de agir em consequência de algum acontecimento?
E não me venha dizer que são exceções. O que ocorre é que quanto mais velhas as pessoas vão ficando, mais elas se sentem no direito de acomodarem-se e de não mudar. O mundo que se adapte e lhes aceite pois, na cabeça deles, já fizeram muito e agora os outros é que devem dobrar-se.
Aprender etiqueta? Agora? Para que? Ou então: “não sei mexer nessas coisas de smartphone e internet, e nem vou aprender, sou velho demais para isso”.
Olha, meu pai tem 81 anos, acessa Facebook, verifica e-mails toda semana, usa celular para bater fotos, grava vídeos do youtube, grava seus dvds, tem Skype, digita seus textos no Word e aprendeu tudo depois dos 70.
Por que ele fez e muitos não fazem? Simplesmente porque havia algo nesse aprendizado que traria algum tipo de recompensa.
Vou dar o exemplo mais clássico de todos e se aplica a qualquer pessoa de qualquer raça, sexo, idade, religião ou o que for.
Imagine que essa pessoa a qual alega que não muda mais, ganhe na megasena de final de ano ultra acumulada com 5 BIlhões de reais. Eu disse bi e não milhões. Você acha realmente que essa pessoa continuaria fazendo exatamente tudo que vinha fazendo? Não viajaria mais do que sempre fez, ou compraria coisas que queria comprar, mas que não podia?
Absolutamente ninguém permaneceria na mesma rotina depois desse tipo de mudança. E ainda tem gente que vem e me diz ser velho demais para mudar?
O que existe é gente preguiçosa demais, acomodada demais, confortável demais, e desrespeitosa demais, isso sim.
Se todas essas pessoas que resilientemente aceitam sua condição “ostracística” soubessem o atraso que provocam para a sociedade e o meio em que vivem, certamente ou tomariam vergonha na cara e assumiriam uma atitude positiva, ou privariam o todo de sua convivência negativamente contagiosa.
Para todos que estão sempre melhorando, mudando e que não se conformam com a mediocridade, deixo os meus parabéns. Vocês são as maravilhosas metamorfoses ambulantes que asseguram o progresso e a evolução.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 03.05.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Solução para Saúde



Depois de muito conversar com várias pessoas e de ser inspirado pelo câncer do Lula, descobri a milagrosa solução para um dos maiores males no Brasil: A Saúde Pública.
Não é complexa. Na verdade é bem simples e prática. Basta que se determine, mediante perda de mandato e proibição de candidaturas futuras (sim, isso também deveria ser implementado) que todo político, independente de cargo ou função, seja obrigado a usar apenas o sistema único de saúde (SUS).
O dia que isso acontecer, tenha certeza, num passe de mágicas todos os hospitais terão equipamentos, médicos, enfermeiras, insumos, treinamentos, estruturas, manutenções, etc.
O problema é que as pessoas não querem resolver um dos maiores cânceres do Brasil. Sempre que se fala nisso, nesses termos, vem algum articulador alegando que não se pode privar o coitadinho do político de assistência e blá blá blá.
Vai ver se o LULA e a Dilma usaram o SUS para cuidar de suas doenças. Falam bem do sistema e o defendem com unhas e dentes, mas e na hora de usar? Se é tão bom assim porque não o usam? O SUS é bom apenas para o povão, para políticos não? Então que todos os políticos o usem e veremos se ele não fica bom da noite para o dia!
Ah mas é inconstitucional privar alguém disso ou daquilo. Ah mas é contra a lei impedir que faça isso ou aquilo. Mas então mudem a porcaria da lei. Mudem a constituição!
Ou a lei e a constituição que deveriam ser para beneficiar o povo são mais importantes que o próprio povo? Mais importante que a vida do povo? Enquanto uns ficam preocupados com os entraves legais e as licenças jurídicas, o povo morre na fila de espera. O povo morre por ser mal atendido, por não ter gente qualificada, por não ter higiene, por não ter insumos e estrutura.
E os políticos por acaso não são representantes do povo? Não deveriam ser do povo para o povo?
Não gostou? Então se exonere! Deixe a vaga para alguém que realmente vista a camisa do povo e não se importe em usar o sistema único de saúde por acreditar que pode torná-lo algo eficiente e bom.
Deixe o cargo para alguém que se preocupe em usar o dinheiro do povo em benefício do povo e não em ficar forrando as cuecas e as contas internacionais com o MEU dinheiro, com o SEU dinheiro.
Desculpe senhores políticos, mas estou do lado de quem vota, de quem toma na cara todos os dias por pagar 70% do meu salário em imposto e não receber retorno porque políticos corruptos roubam, desviam, prevaricam e impedem que a coisa ande.
Se vocês senhores políticos, também pensam como eu e estão do lado de quem vota, de quem paga imposto e não vê retorno, apóie essa causa. Basta que queiramos e isso acontece. Basta que os políticos tenham vontade de fazer algo.
Existem os que falam e os que fazem. Políticos são muito bons em falar.
No fim das contas, atitude é tudo!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 26.04.2014
Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Chegou a copa!

Sou absolutamente contra a copa no Brasil. Considero um absurdo lograr bilhões dos cofres públicos, tirar dinheiro do orçamento que deveria ser direcionado ao povo, para gastar em circo. Ceder território e soberania nacional para uma instituição estrangeira, que não está nem aí para a economia da nação.
Honestamente não acredito que todo esse dinheiro despejado em estádios e em todas as obras voltadas à copa acabaria sendo investido no que realmente é importante para o povo. Não seria destinado à escolas, educação, folha de pagamento dos professores, cursos de capacitação e treinamentos, hospitais descentes, maior controle do serviço público, segurança de qualidade, etc.
Tenho ciência de que essa fortuna acabaria em cuecas e contas bancárias de políticos em paraísos fiscais, em gastos desnecessários do governo como convenções no litoral ou em cidades turísticas, em cargos e mais cargos em comissão, em propinas, em altos salários do poder público, ...
Deveríamos ter nos mobilizado antes, quando o Brasil se candidatou à copa. Aquela era a hora dos protestos, das revoltas, de virar o coxo e a mesa. Se tivéssemos pressionado os políticos no momento correto, talvez, e apenas talvez, tivéssemos evitado essa lástima catastrófica.
Muita gente não entende a profundidade dos reflexos disso. Depois dessa copa, queiram ou não, o Brasil terá uma imagem que será veiculada ao mundo todo. Cabe a nós decidirmos agora se essa imagem será de civilidade ou de anarquistas. Se mostraremos organização e civilidade ou se provaremos ao mundo que somos subdesenvolvidos, com subcultura e subeducação.
Agora que não tem mais volta, que a copa já será aqui mesmo, que o dinheiro já foi gasto e desviado a vontade por todo mundo e mais um pouco, o que nos resta é receber bem os visitantes e mostrar ao mundo como somos bons anfitriões e calorosos com os estrangeiros.
Confesso que não torcerei pela seleção brasileira. Sou fã do Felipão, não tenho coisa alguma contra qualquer jogador convocado, mas entendo que politicamente para o Brasil a melhor coisa que pode acontecer é a seleção perder, e perder feio, rápido e logo!
Assim a massa ignorante que presta mais atenção no circo (futebol) ficará revoltada com os governantes e quem sabe, talvez quem sabe, resolva votar em outro tipo de corrupto que não pense de forma assistencialista.
O Brasil perder a copa fará com que o Zé povo sem instrução se revolte contra o governo e não vejo outra saída para tirarmos esse bando de corruPTos do poder.
Agora é hora de sermos educados,k receber bem as pessoas e dar um fantástico exemplo ao mundo do quão maravilhoso é o povo que vive aqui. Pois brincando com o poema, “as aves que lá gorjeiam, não gorjeiam como aqui”.
Boa copa a todos, má sorte à seleção brasileira, e sejam bem vindos “gringos”!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 07.06.2014
Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br
 
 PS: e o mau cheiro continua... Estamos de olho apenas aguardando o prazo.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Falta de emprego é mentira!






Não falta emprego, falta gente para trabalhar. E quem disser diferente disso está incorrendo em tentativa de articulação.
Tomemos como exemplo apenas dois segmentos no mercado municipal: os supermercados e a indústria de fundição de ferro. Você sabia que há hoje em torno de 1000 (mil) vagas de emprego abertas sem candidatos para ocupar nessas empresas? Sabia que no ramo de supermercados, assim como no da indústria, contrata-se mesmo sem qualificação, mas as pessoas não se candidatam?
Ninguém acha estranho que continuem falaciosamente reclamando de falta de emprego? É ridículo ver pesquisas falando em desemprego, mas ouvindo os desempregados alegarem que não há.
Ora tenha muita paciência para digerir isso calmamente. Hoje arranjar eletricista é artigo de luxo. Engenheiros têm emprego garantido antes de colarem grau nas faculdades, babá só por contrabando. Procure faxineiras disponíveis e me diga se encontra alguma. De confiança então é mais difícil que ver óvni no céu. Pedreiros, faxineiros, encanadores, peões, pintores, ... Nada disso se acha nesses tempos de PT.
Aliás PT que ironicamente deveria fomentar o trabalho, afinal de contas é o partido dos TRABALHADORES, quando na verdade fomenta o ócio mediante assistencialismo generalizado.
As pessoas não querem mais trabalhar porque ganham tudo de graça, e com isso a mão de obra fica escassa no mercado de trabalho. E elas não querem parar de ganhar o benefício do bolsa isso e bolsa aquilo, o que eu entendo como subsídio-vadiagem.
Qual a consequência disso que muita gente não vê? As novas gerações não são comprometidas. Elas mudam de emprego como mudam de namorado, que é no mesmo ritmo que eu mudo de roupa. Não se apegam a nada nem ninguém.
Com a grande oferta de emprego e a escassez de profissionais, os jovens que estão entrando e tem facilidade em aprender, ficam um pouco em algum lugar, cansam e trocam (mas isso é assunto para outro texto).
Então para todas as pessoas que tal e qual papagaio repetem que há falta de emprego, informo. Atualizem seus discursos! Informem-se! Leiam mais e atentem para a realidade atual que vos cerca. Há falta de pessoas afim de trabalhar, falta de trabalhadores, com ou sem qualificação.
Há gente querendo ganhar muito sem qualificação, que recusa emprego na sua área por achar que merece mais. Há gente que recusa emprego em chão de fábrica ou supermercado por se considerar muita coisa ou achar que esse tipo de emprego é inferior de alguma forma, quando na verdade é tão digno quanto qualquer outro e exige muitas coisas que muito outro emprego não exige.
Há muito vagabundo reclamando de barriga cheia, muito vadio multiplicando lorota no Face, falando que falta emprego, quando o que falta é vontade de trabalhar.
Se a atual política governamental não mudar imediatamente, se o poder não trocar de mãos nessas eleições, a economia nacional entrará em colapso. Mesmo trocando de mãos entraremos em crise e isso é irremediável. São muitos anos dando o peixe e implorando que desaprendessem a pescar. Nunca mais o bolsa família poderá ser retirado. Depois que o povo se acostumou a ganhar mastigado e perdeu os dentes, se der algo que precise mastigar ele não conseguirá comer e passará fome.
Depois das eleições, o caos!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 19.04.2014
Corrigido por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Censura velada



Já não é a primeira vez que após escrever algum texto, muitas pessoas ao me parabenizar aproveitam e me avisam, preocupados, sobre as represálias que receberei por manifestar minha opinião publicamente.
Nesse último texto do mau cheiro, advertiram-me que devido ao frigorífico ser uma empresa altamente lucrativa, certamente teria bastante influencia e poder sobre o município e que se a direção da mesma fosse vingativa, eu sofreria as conseqüências desse “ato inconseqüente”.
Então eu perguntei à pessoa que me disse isso: Mas o que você espera que eu faça? Que eu pare de escrever para não incomodar os outros? Que eu não manifeste minha opinião para evitar que verdades indigestas gerem desconforto a outrem?
Pasmem, para minha tristeza a resposta foi afirmativa. Fui aconselhado a parar de escrever, pois isso seria certamente prejudicial ao meu negócio. Que se um cliente deixasse de negociar conosco por algo que escrevi já seria prejuízo para empresa.
Entristece-me profundamente saber que algumas pessoas preferem nivelar todo um contexto apenas pelo lado negativo. E todas as pessoas que gostam do que escrevo, e que começaram a fazer negócio comigo justamente por concordarem com minha forma de pensar, não contam? E as pessoas que discordam totalmente do que escrevo, mas admiram minha coragem em manifestar publicamente, e por isso me respeitam e viram clientes? E as pessoas que são maduras o suficiente para não concordarem e ainda assim respeitarem minha opinião a admirarem a atitude, a forma como escrevo, a semântica, enfim.
Outra crítica sobre esse mesmo assunto que recebi foi de que, se não estou satisfeito com a cidade, que vá embora. Já que não gosto do que Santo Ângelo se tornou, que volte à Porto Alegre.
Fico pensando no absurdo dessas afirmações e novamente me entristeço, agora acrescido de certa dose de revolta. Então toda cidade que escolho para morar deve ser perfeita? Se não for perfeita devo me retirar ou resilientemente aceitar, sem qualquer tipo de opinião?
Então quando gosto de uma cidade preciso aceitar ela exatamente como é sem pensar em melhorá-la ou trabalhar para que se transforme cada vez em algo melhor com crescimento contínuo?
Será mesmo que estou errado em apontar as coisas que atrapalham e atrasam a cidade e sugerir melhorias e formas de resolver? Que deveria enxergar tudo e aceitar calado? Que devo seguir o conselho dessas pessoas e parar de emitir minha opinião, botar minha mochila nas costas e ir-me embora porque vejo algo errado e não me conformo?
Percebo a cada texto que eu mando que sempre há um monte de pessoas prontas para me aconselharem a não fazer mais, a me desencorajarem, dizendo que eu não devo ser sincero nem objetivo. Só que isso vai contra meus valores e meu caráter.
Sinceridade, opinião, respeito, honestidade, linearidade e pensar sobre as coisas ao meu redor fazem parte do que sou. Você acha certo pedir a uma pessoa que deixe de ser o que ela é porque você acha que está errado? Você tem esse direito?
Isso tudo não passa de uma censura velada que vem de pessoas que não gostam de ver outras com personalidade forte e coragem para falar, falando. Ou mesmo de pessoas pequenas que tem ciúmes e por não conseguirem ser iguais ou melhores, se acham no direito ou dever de rebaixar os outros para sentirem-se por cima.
Pois novamente informo-vos: desistam! Continuarei escrevendo.
E a todos os outros, felizmente em maior número, que escreveram pelo face, por e-mail ou mesmo que falaram pessoalmente comigo dando-me forças e elogiando, um agradecimento especial. Saibam que isso realmente faz a diferença!
Como diz o administrador, escritor e poeta Danilo Branco: "Uma cidade só cresce com uma postura séria, responsável e crítica de seus cidadãos. Jamais haverá crescimento enquanto os mesmos continuarem dizendo sempre amém.”
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 12.04.2014
Corrigido por Josiane Brustolin
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