Pesquisar este blog

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Nota de Falecimento



Sabe que desde muito pequeno, e me lembro ainda de quando meu avô faleceu, e que eu tinha bem pouca idade - algo em torno de 4 ou 5 anos -, nunca fui muito apegado a falecimentos.
Lembro que não dei muita importância para isso. Não sei exatamente porque, mas sei que sempre gostei mais de celebrar os vivos e os momentos de vida do que o falecimento.
Quando penso em reencarnação e em vida após a morte, sempre considero que, se de fato isso existe, então eles tem coisas mais importantes a fazer do que ficar nos importunando ou se ocupando conosco, meros mortais de tão efêmera passagem. Crença minha e que nunca tentei convencer quem quer que seja a respeito, assim como respeito a crença dos outros.
Se não penso em reencarnação – e normalmente não creio muito nisso, nem em vida após a morte - então acredito que quando alguém falece, acaba ali. Tudo tem um fim!
Pois bem, seguindo essa linha de raciocínio, ou qualquer outra linha que ao meu ver seja saudável, ficar dando importância e atenção ao que já passou não faz o menor sentido.
Vejo muita gente que quando perde alguém chora, se desespera, tenta suicídio, entra em depressão, não sabe mais como lidar com a vida. Considero tudo isso de uma fraqueza absurda. Aliás, considero tudo isso absurdo.
Lembro que quando minha saudosa mãe faleceu, em dois dias já havia retomado minha vida normal, pois considero de um egoísmo incomensurável ficar querendo que as pessoas que gostamos permaneçam conosco o tempo que nós achamos e definimos certo. Faz parte da vida deixarmos os outros partirem e seguir seus caminhos. É muito egoísmo querer que as pessoas fiquem o tempo e da forma que queremos conosco.
Com meus irmãos foi a mesma coisa.
Estou falando isso pois estávamos passando essa semana em frente ao cemitério onde minha família está sepultada e perguntaram-me se eu queria entrar e verificar se a lápide estava em bom estado, se não estava sujo, se eu não desejava efetuar alguma oração ou qualquer coisa do tipo.
Informei que não e as pessoas se surpreenderam, e fizeram cara de “Como assim? Você não gosta de sua mãe?”. No que eu respondi: “Isso não tem nada a ver com os sentimentos e memórias que nutro pela minha queria mãe, e sim em como eu vejo o mundo. Na minha concepção, precisamos zelar e cuidar dos vivos e não ficar reverenciando túmulos e mortos”.
Vejo com tristeza e pesar pessoas colocando notas de falecimento no jornal. Mas notas de um mês, um ano, dois anos, dez anos. Esses dias cheguei a ver uma nota de falecimento de vinte anos.
Meu Deus o que é isso? Quanto sofrimento essa pessoa deve passar? Ficar contando o aniversário de falecimento durante vinte anos?
Puxa vida, se existe mesmo vida após a morte, essas pessoas não estão descansando. Se não existe, fico pensando em que vida mais triste deva ser a dessas pessoas que não conseguem se desapegar dos que já passaram e não conseguem se ver livres desses sentimentos por alguém que há muito se foi.
Passar anos e anos lastimando a perda de alguém não é, independente do que digam, saudável e não arranjo meios que me façam entender como pode existir esse lúgubre hábito entranhado na rotina de quem quer que seja.
O mundo tem tanta coisa boa para ser aproveitada, tanta gente especial para nos fazer companhia e compartilhar alegria, que ficar celebrando morte e seus aniversários não deveria mais existir.
Espero que o dia em que eu falecer tenha nota de falecimento e no máximo de missa de sétimo dia – e, preferencialmente, que esteja cercada de notas de nascimento, casamento e festas de formatura ou outras comemorações, pois pretendo, quando partir, estar tranquilo e seguro de que estive sempre cercado por pessoas que vivem do presente e que celebram as coisas boas e positivas e não tristezas e coisas ruins.

E você? Dá mais atenção às coisas positivas? Ou costuma se ater ao que lhe entristece? Veja sempre o lado bom da vida! Celebre a felicidade!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 18.04.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 2 de junho de 2015

Pelo futuro

Participo de uma confraria de empresários na cidade. Nas reuniões conversamos sobre muitas coisas, trocamos ideias sobre estratégias de mercado, procedimentos e afins. Dentre os temas usualmente debatidos, o mais recorrente é: “Como fazer de Santo Ângelo uma cidade melhor?”
A conclusão unânime foi de que é necessário agirmos nas escolas, fomentar educação de qualidade, tentarmos elevar sempre o nível de ensino, auxiliar no que for possível.
Certo dia, no meio de uma sessão com minha coach, fiquei sabendo sobre um projeto desenvolvido pela ONU chamado Junior Achievement, que em tradução livre seria algo do tipo, jovens realizadores.
Sempre fui um empreendedor apaixonado, e ela sabendo disso indicou algo que fomentasse empreendedorismo nas escolas, juntando incentivo em educação, projeto social e empreendedorismo.
Entrei em contato com a responsável no estado e consegui novamente ativar esse projeto que há muito não acontecia na cidade.
Reuni ACISA, SEBRAE e URInova para definirmos as escolas e provocar participação, que felizmente foi fortemente abraçada por todos. Ficou definido então que seria Escola Getúlio Vargas, Escola da URI, Escola Odão e Colégio Missões.
Iniciamos ano passado para convocar e alinhar com as escolas participantes. Conversei com muita gente, pedi auxilio voluntário e gratuito para serem tutores, que no projeto se chamam “adviders”. Muita gente adorou a ideia e se colocou à disposição.
Nessas horas reforço minha descrença nos humanos em geral, pois muitos disseram que era tudo lindo e maravilhoso, mas poucos efetivamente decidiram participar. Falar em crescimento, dizer que precisa mudar e melhorar, falar mal do governo e da educação, reclamar do PT, isso todo mundo faz e é muito cômodo. Mas o que você está fazendo para tentar mudar e melhorar a sua realidade?
Nem quando as pessoas tem a oportunidade jogada no colo elas aproveitam, então como querer uma realidade diferente?
Não entro aqui no mérito da falta de tempo, pois para coisas que consideramos realmente importantes, sempre arranjamos tempo, ou quando você não tem tempo MESMO, não vai ao banheiro?
Mas enfim, independente do motivo, muito pouca gente se dispõe de fato a fazer algo para mudar o mundo, nem que seja seu mundo. O restante... pensa apenas em si.
Os poucos que se colocaram à disposição realmente abraçaram a causa e estão conosco desde o início, fazendo a coisa acontecer. Hoje temos mais gente do que o mínimo para iniciar as atividades.
A URInova em especial se fez presente em absolutamente todas as etapas, pois entende que é necessário preparar os jovens de hoje para que ingressem na universidade com mais clareza do que querem e, quem sabe, até querendo empreender. E se isso acontecer, irá colaborar com o projeto Incubadora, que acabaria sendo uma evolução da Junior pois é real, com investidores realmente interessados em fazer o negócio de alguém crescer.
Resumidamente o que acontece é que será criada uma empresa com os alunos em cada escola e eles aprenderão como funciona marketing, financeiro, administrativo, e RH. Entenderão sobre pagamento de contas, impostos e afins, almejarão lucro, produzirão de fato algum produto e venderão. Receberão salário simbólico (pois é proporcional ao valor de tudo no projeto e tudo é de valor baixo) e ratearão dividendos.
Muita gente nem ficou sabendo, outros se colocaram à disposição para ajudar como consultores eventuais ou quando pudessem, sem compromisso devido a grandes demandas de suas empresas, e tudo acabou dando certo.
Quem tiver interesse em participar mande-me um e-mail que se não nesse, quem sabe no próximo consigamos providenciar.
Hoje a Junior Achievement é uma realidade novamente na cidade e eu, como empresário proprietário da Imobiliária Jaeger, tenho orgulho em ter feito parte desse esforço para o resgate de um projeto maravilhoso.
Estou fazendo minha parte para tentar transformar a realidade que me cerca em algo melhor. Estou plantando sementes. E você?

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 11.04.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Páscoa



A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados.
É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.
O Coelho da Páscoa representa o nascimento, a esperança da vida e é um dos símbolos das festividades da Páscoa.
O coelho é um animal que se reproduz em grandes ninhadas. Está relacionado com a Páscoa, comemorada pelos cristãos, por representar a esperança da vida após a Ressurreição de Jesus Cristo.
O Ovo da Páscoa é um ovo feito de chocolate normalmente recheado com surpresas. É um símbolo de nascimento e vida e está relacionado com a Páscoa pelos cristãos, pela representação da Ressurreição de Jesus Cristo, com a esperança de uma nova vida.
É uma celebração muito bonita, alegre, divertida e que atavicamente é passada de geração a geração. Brincadeiras como esconder ovos de galinha recheados com “carrapinhas” para que as crianças encontrem ocorrem em muitos países no mundo. Depois de comer o “recheio”, alguns têm o hábito de quebrar a casquinha na cabeça de alguém que está distraído, normalmente acontece em 1º de abril e daí o termo “enganei o bobo na casca do ovo”. Embora existam muitas outras teorias para origem desse termo.
Enfim, tudo é alegria, celebração, comemoração, festa, muitos doces e chocolates, não se come carne vermelha, só se come peixe e não é permitido castigar crianças nem trabalhar pesado.
Só que a indústria comercializou a data, que hoje foca apenas em ovos de chocolate, coelhos de chocolate, chocolate, propagandas, ninhos, doces, “carrapinhas”, casquinhas, etc.
Pouca gente da nova geração sabe o que significa a Páscoa. É sério, acreditem!
Perguntem aos jovens de hoje em dia o que é a Páscoa, por que ela é celebrada e qual o sentido de tudo. Eles não saberão responder.
E mais, muitos estão absolutamente desvinculados da religião. E até defendo que cada um é soberano sobre suas crenças, mas entendo também que a religião ocupa um papel importante e fundamental na atual estrutura familiar contemporânea.
Ocorre que muita gente quer saber dos chocolates, do feriado, da folga, dos doces, mas se diz ateu, ou mesmo de uma religião que não celebra a Páscoa.
Então qual o sentido?
Se eu não concordo com as crenças e/ou filosofias de determinada instituição, certamente não devo me curvar também aos seus benefícios.
Muito fácil falar mal, discordar, reclamar, mas no Natal, Páscoa e afins querer aproveitar.
Então, respeite. É o mínimo. E quando fazer uso de alguma vantagem de algo que não pratica, valorize.
Mesmo que não seja sua crença, é uma data bonita que prega bons princípios.
Feliz Páscoa!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 04.04.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 26 de maio de 2015

Cavalheirismo?



Essa semana estava acompanhando a história daquele médico cirurgião de Porto Alegre que “abandonou” a mulher no restaurante.
Pior, estava ouvindo um relato de uma amiga dessa moça falando mal desse cara de várias formas.
Nesse relato ela fala que essa amiga, bonita, formada, nível legal, não consegue se acertar com homem algum pois escolhe sempre uns meio malucos. Aqui já fica um alerta de que a culpa não é só do cara, mas continuemos.
Na sequencia ela informa que o cara era chato pois era sério demais. Horas, se o cara é chato e sério demais, por que continua saindo com ele?
Foram ao cinema e ele pagou. Depois foram comer sushi, ele tinha cupons do Groupon e ele pagou. E nesse ponto a relatora ainda diz: “normal né gente, nada de mais, ele pagar”.
No início das conversas ele perguntou se ela gostava de homens que decidissem tudo e pagassem tudo sempre. No que ela respondeu que era cedo demais para responder esse tipo de pergunta e que ele deveria descobrir com o tempo e convivência.
Saíram de noite e foram ao Valentina’s Bar. Racharam a conta no final, cada um pagou o seu. E aqui a relatora já começa a achar que o cara estava errado.
Como assim? Mulher não pode pagar a própria conta quando está acompanhada?
Decidiram que sairiam jantar e ela sugeriu o Takeda. Para quem não sabe esse é um dos restaurantes japoneses mais caros de Porto Alegre. Algo em torno de R$ 300,00 por pessoa fácil fácil.
Daí que a mocinha não levou bolsa, nem carteira, nem dinheiro, nem cartão nem nada. Literalmente foi às custas do cara. Só que ela havia definido o restaurante caro. Ela já conhecia o perfil dele que havia perguntado isso no início da “relação” e eles já haviam dividido as despesas em oportunidade anterior.
Ele disse que não gostaria de pagar ou dividir sempre, cada um pagar uma vez. Ela se mostrou ofendida com a proposta dele perguntando se eles já estavam nesse “nível”. Ele argumentou que a mulher também tem que agradar tanto quanto o homem e que ele achou que ela pagaria visto que foi quem sugeriu o local. Ela informou que sequer havia cogitado essa possibilidade e que o cavalheirismo mandava ele pagar.
Ele falou que buscaria a carteira no carro e ela ficou esperando. Ele saiu e não voltou.
Ele sai pegar a carteira e não volta, mandando uma mensagem depois ao celular dela dizendo que não estava acostumado com mulheres interesseiras. Bloqueia ela e desliga o celular. Até o pessoal do restaurante tentou ligar. Um horror, segundo a amiga.
Só um pouquinho?! Esse cara ao meu ver é um gênio, mito! Ele é corajoso ao extremo. Pegar uma mulher interesseira, que age como uma prostituta e trata-la com o comportamento que ela pediu, não tem nada de errado.
Cavalheirismo? Por favor né?! Cavalheirismo é tratar com educação e cortesia, levantar para ela sentar, puxar a cadeira, abrir a porta do carro, pegar no colo, abrir o guarda-chuva para ela não se molhar, tratar com o carinho e zelo pertinentes a cada situação. Pagar a conta é coisa de provedor. Ela queria um namorado ou um pai/banco?
Desaforo dessas mulheres de hoje não só quererem que os homens paguem tudo, como ofenderem-se se o cara não paga. Fazem das tripas coração para serem reconhecidas pelo mundo como competentes e tão capazes quanto os do sexo masculino mas na hora da divisão de custos, apelam para o “cavalheirismo”?
Quando convém, são tão capazes quanto os homens e são as vítimas da sociedade que não lhes dá todas as possibilidades que elas precisam para mostrarem-se competentes. Quando não convém, são o sexo frágil, desfavorecidas fisicamente, o cavalheirismo precisa ser evocado, elas precisam ser protegidas e amparadas, e por aí vai...
Achei lindo o que esse cara fez, encorajo todos os homens a fazerem isso com mulheres interesseiras. Querem seu dinheiro? Pois que fiquem passando vergonha no estabelecimento.
Mulheres interesseiras: se dependesse de mim, vocês passariam esse fiasco recorrentemente.
E não me venham com argumentos falaciosos de que eu estaria sendo um mal educado e grosso, pois má educação é tentar tirar vantagem de outrem em benefício próprio e abusar da boa vontade alheia para angariar coisa para si. E digo mais, parem de tentar viver às custas dos homens. Consigam as coisas por si já que são tão competentes e capazes quanto nós (e honestamente acredito MESMO que sejam). E chega de esperar dos homens coisas que vocês também deveriam fazer já há muito tempo.
Por uma sociedade mais igualitária já!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 28.03.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Golpe militar



Tenho acompanhado as manifestações de insatisfação do povo brasileiro quanto à fracassada administração pública atual do governo federal. Há reivindicações de impeachment (o que na minha opinião ajuda, mas não resolve, pois não é apenas a presidente a culpada e sim todo um esquema muito bem articulado envolvendo, se não todos os políticos, ao menos a grande maioria) no face, em blogs, no twitter, fotos de protestos no instagram, panelaços, televisores desligados nas comunicações oficiais e o principal, as passeatas nas ruas com o povo mostrando sua cara.
Até aqui “tudo bem”. O que me preocupa é ver tanta gente falando em golpe militar e acreditando que essa é a, se não única, a melhor solução para a atual conjectura da nação.
Os jovens não estudaram, não leram nem se informaram para saber o que foi a época da ditadura.
Se fosse hoje, eu não estaria escrevendo os textos que escrevo pois certamente 90% deles seriam censurados. Não haveria twitter nem face e nem mesmo whatsapp no Brasil. Talvez até a internet fosse restringida violentamente como é na China ou em Cuba.
Adicionar legenda
Liberdade de expressão seria o primeiro direito a ser derrubado, mas muitos outros também seriam paulatinamente tolhidos. A tirania voltaria a imperar e atrocidades como autoritarismos seguidos de impunidade, tornariam a ocorrer, com assassinatos, torturas e afins.
Mas os jovens não sabem disso, não viveram isso e pior, não acreditam nisso. A maioria dos mais velhos lembram, mas a massa ignorante esquece tudo muito fácil e não lembra da parte ruim.
E sabe por que isso tudo está acontecendo agora? Sabe o motivo que faz as pessoas pensarem que a ditadura e um golpe seria a melhor ou a única situação?
O povo está desacreditado na justiça. Vivemos em uma era onde a impunidade impera.
As pessoas não acreditam mais na ilusão de que o Brasil se recupere pelos meios tradicionais, legais e convencionais. Na cabeça do povo ou há uma intervenção externa a essa corja toda, ou a realidade continuará a mesma.
E nesse ponto o exército é visto como o grande salvador. É, na cabeça do povo, a última instituição com valores incólumes e que não se prostituiu por dinheiro.
Os militares são para esses desesperados todos o último fio de esperança na reforma da pátria, não mais tão amada. Afinal de contas seguem regras, possuem valores sólidos e éticos, fazem a coisa certa, cumprem o que precisa ser feito independente das consequências, e pensam no Estado antes de qualquer coisa.
E se for pensar por esse lado faz todo sentido. Os milicos são sim a última esperança de todos quanto a justiça e incorruptibilidade. Mesmo que isso seja uma utopia.
Bem, do jeito que está não dá para ficar e isso é consenso de qualquer pessoa de capacidade cognitiva de medíocre para cima. Que o Exército seria uma opção também é fato. Que a ditadura é uma péssima escolha também.
Nesse cenário então, qual a saída? Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.
O ideal seria consumir com TODOS os políticos de Brasília e começar tudo de novo, após uma boa reforma na educação para que o povo aprenda a votar conscientemente e desenvolva memória.
Não sou pessimista, mas não vejo solução para nosso caso.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 21.03.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Feminicídio?!

Mais uma coisa agora para aumentar as diferenças entre homens e mulheres. A desculpa sempre é a tal da igualdade de direitos. Mas que diabos de igualdade de direitos são esses que sempre acabam beneficiando as mulheres?
Não fosse suficiente todo o tendencialismo já existente, agora esse ser de deficiência cognitiva grave e irreversível sanciona uma nova lei. Haja paciência!
Veja bem, mulher se aposenta antes, ganha mais tempo de “licença tudo”, e é considerada pela lei como sexo frágil e incapaz de fazer muitas coisas a ponto de precisar ser protegida e diferenciadamente amparada.
Depois reclamam que não conseguem as mesmas condições dos homens. Mas será que se parassem de se vitimizar e assumissem uma postura mais autossuficiente a realidade não seria outra?
Li recentemente duas pesquisas que constatavam o principal motivo de a mulher ganhar menos. Sabe qual é? Ela não pede aumento que nem os homens. Falta atitude e coragem. E a outra falava sobre por que mulheres não são promovidas a cargos de chefias como os homens. A resposta? Elas não pedem a promoção, não reivindicam a vaga. Os homens sim, logo eles são promovidos e elas não. Notem que não está relacionado a preconceito ou falta de competência e sim a pura postura e atitude.
Quando uma mulher ou um percentual de mulheres consegue ocupar os cargos de homens é uma festa e todo mundo comenta que finalmente o mundo está mudando para melhor e blá blá bla. Quando um homem consegue ingressar numa profissão eminentemente feminina, ninguém fala nada.
Ah, mas as mulheres sempre sofreram nas mãos dos homens, são o sexo frágil e precisam de ajuda. Elas apanham, são humilhadas e hostilizadas, sofrem assedio moral e sexual. Os perversos e monstruosamente malvados homens precisam de freios e contrapesos para manterem-se na linha, ou então continuarão sendo marginais incontroláveis, verdadeiros animais. Só eu percebo incoerência nisso?
Mulher nos dias de hoje que apanha e continua em casa, ou é porque possui problemas mentais, ou é porque gosta (o que para mim é a mesma situação da primeira hipótese).
Ok, eu entendo toda a necessidade de leis que amparem e o motivo de tudo isso, mas entendo também que hoje a realidade já é diferente, as mulheres são e estão diferentes e essa diferenciação exacerbada toda é já desnecessária.
Homens que são assediados, discriminados, espancados, etc., não possuem leis específicas, e mais, quando vão para justiça solicitando a aplicação de uma “Maria da Penha” por exemplo, não recebem o mesmo tratamento das mulheres.
Agora a lei do feminicídio. Feminicídio? Crime hediondo por algo que na maioria dos casos as mulheres se sujeitam por puro comodismo?
Chocante minha manifestação? Então converse um pouco com mulheres que conseguiram as coisas por si, que não se sujeitam a ficar dependentes dos maridos, a comer na mão do homem que for. Que não admitem ficar em casa dependendo da receita do marido, que não se importam em darem a cara a tapa e irem trabalhar.
Essas mulheres concordam que é inadmissível nos dias de hoje sujeitar-se a qualquer tipo de assédio ou violência, e que se alguém o faz é porque não está disposta a sair de sua confortável vida de madame ou mesmo de preguiça.
Os crimes tratados na lei do feminicídio são hediondos por si só, não precisariam de cunho feminista ou relacionar ao gênero feminino. São horrendos e absurdos e deveriam ser tratados com pena de morte.
Veja, entendo que a mulher sofre sim perseguições. Sei que o mundo não é perfeito. Mas combater discriminação com discriminação não existe.
O mundo mudou, a realidade é outra. Está na hora de pararmos de viver de passado e nos atermos ao presente. Virarmos a página e enxergarmos o mundo sob uma perspectiva mais igualitária e não diferenciadora com o mascarado e pseudo intuito de ajuste de diferenças.
Querem leis que protejam as mulheres por isso ou aquilo? Então providenciem leis também aos homens que sofrem todo tipo de preconceito e discriminação.
E chega dessa bagunça toda e desse tendencionismo pró mulher. Isso está mais batido que as mentiras da Dilma.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 14.03.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Dança do acasalamento



Sabe quando você vê uma cena entre duas pessoas e entende o que está por trás? As verdadeiras intenções de cada um?
Não é a primeira vez que escrevo sobre ler pessoas, sobre PNL e sobre comportamento humano. Confesso que sou fascinado pelo assunto e que quanto mais estudo e aprendo, mais percebo que tenho muito a aprender.
Ocorre, entretanto, que algumas coisas são mais claras mesmo aos olhos destreinados, e nem por isso deixam de ser fascinantes.
Os humanos, em essência, são bastante instintivos. Via de regra o primeiro impulso é sempre o mais visceral e animal. Não ocorre apenas porque fomos treinados e ensinados a nos comportar de acordo com a sociedade. Essa teoria toda é amplamente explicada pela psicologia e filosofia e mesmo dentre as tantas linhas de raciocínio desde a época de Sócrates, o básico é, se não idêntico, muito próximo disso.
Não há manifestação mais clara de tudo que estou falando do que a “dança do acasalamento”.
Comecemos com clássica frase: “Homem que sabe dançar consegue muito mais mulheres”. Fato! “Mulher nasce praticamente sabendo dançar”. Fato! Principalmente porque mulher tem o poder na hora da decisão.
Por se tratar de algo tão primitivo, me darei ao luxo de tratar como macho e fêmea.
Quando há interesse entre uma fêmea e um macho, independentemente de onde é originado, são emitidos vários pequenos sinais que são fortes e claros o suficiente para atrair a atenção.
Feito isso, cabe ao macho a atitude inicial, a abordagem. Cada fêmea responde melhor a um certo tipo de primeiro contato e isso está bastante relacionado a como o macho se comporta naturalmente.
Já nesse primeiro momento há uma competição. As fêmeas não aceitam machos que sejam menos machos que elas. Logo, fêmeas mais experientes, seguras e bem sucedidas, necessariamente apenas cederão a machos que sejam mais do que elas.
Feita a abordagem, segue a dança. Inicia uma fase de hipocrisia. A fêmea encena todo um teatro de que não está interessada, mesmo que ela tenha provocado o macho e que esteja realmente muito a fim. E se ela não for competente nessa etapa, o macho certamente ou se desinteressará, ou continuará apenas para não “perder a viagem” e depois a abandonará sem cerimônias.
No momento em que a fêmea finge estar sendo conquistada, cabe ao macho ser extremamente convincente em provar para a fêmea, e quem mais estiver próximo, que ele a está conquistando.
Quando isso ocorrer e a fêmea se sentir convencida de que ele seguiu o ritual da dança do acasalamento corretamente – e isso implica em falas, expressões, danças, postura atitude, cheiro, hálito, beijo, jeito, etc. –, ela então encenará que foi conquistada por todo o conjunto de atributos e competência do macho e cederá às suas investidas.
Mas a história não termina assim. Nesta etapa só aconteceu a aceitação da fêmea, que nunca é absolutamente completa e incondicional. Depois disso cabe ao macho continuar seguindo o script da dança do acasalamento até a hora de finalmente e efetivamente o acasalamento acontecer. E pode não acontecer.
É bem verdade que quando chega nesta etapa as fêmeas costumam orientar os machos quanto a como proceder, vão dando sinais mais explícitos, dicas, ou mesmo sendo absolutamente claras para que ocorra o que ambos queriam desde antes disso tudo.
Caso depois alguma das partes se arrependa, e isso é bem comum, colocam a culpa na bebida ou em qualquer outra coisa ridícula, como se justificasse. Na verdade todo mundo sabe como isso funciona, enxerga acontecendo, e finge que não entende. Esse é apenas um exemplo. Todos vemos coisas desse tipo acontecer ao nosso redor aos montes todos os dias.
Fica a dica para quem acha que faz e ninguém percebe. Na verdade todos entendem!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 07.03.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Mulheres hipócritas dizem que preferem a verdade!

Já ouvi inúmeras vezes muitas mulheres falando que a sinceridade é a melhor coisa que existe para um relacionamento duradouro e que indubitavelmente preferem a verdade do que uma mentira reconfortante.
Essa mentira é mais cabeluda que o Primo IT e mais difícil de engolir que as promessas de campanha da Dilma.
Raciocine comigo, e tente considerar todas as situações em que pequenas mentiras são contadas ou que verdades são omitidas para o bem do relacionamento. Considerou? Pense mais um pouco e tente considerar mais algumas.
Vamos lá, a mulher pergunta se ela está gorda. Se você acha que ela está gorda e, pasmem, normalmente quando ela pergunta isso está sim acima do peso, se você disser a verdade vai arranjar um climão em casa por um bom tempo. Vai ficar um saco e refletirá inclusive no sexo, pois se você a acha gorda, na cabeça dela não sente mais o mesmo tesão.
Outras clássicas: “você olhou para bunda dela?”, “ela é mais bonita/gostosa do que eu?”, “você tem vontade de transar/ficar com outras mulheres?”, “você sente saudades de seu tempo de solteiro?”
Se algum homem responde honestamente sempre a essas perguntas, via de regra, o relacionamento não dura muito. Isso se não acabar imediatamente após a resposta. Essas e algumas outras verdades não precisam ser ditas. Os humanos não estão preparados para a verdade nua e crua.
Agora desçamos a um nível um pouco mais profundo. Imaginem se você está se questionando sobre o relacionamento, sobre o desempenho sexual de sua parceira, pensando sobre outra mulher pelo motivo que for, pensando nos defeitos e nas grandes pequenas coisas dela que gostaria que fossem diferentes mas que são dela, tipo aquela verruga peluda na ponta do nariz que ela acha um charme pessoal e que você nunca gostou.
Então ela vem e pergunta: “o que você está pensando?”
Se os homens fossem realmente sinceros como todas as mulheres dizem que gostariam que eles fossem, com a mais absoluta certeza, os relacionamentos não durariam.
Mesmo porque muitas dessas respostas, na cabeça masculina, não interferem em absolutamente nada no relacionamento.  Não fazem, na maioria das vezes, qualquer diferença prática na vida dele.
Se a cada filme, novela, seriado, livro, revista, conversa ou o que quer que seja for verbalizado com a mais visceral verdade tudo que está passando na cabeça, não só o relacionamento homem/mulher como qualquer tipo de relacionamento finda.
Há inclusive muitas peças de stand-up onde os humoristas abusam desse tipo de sinceridade e por ser algo tão assustadoramente chocante, acaba tornando-se hilário na interpretação.
Quase tudo que foi mencionado a respeito de como o homem pensa e a mulher recebe, vale também para o que a mulher pensa e como o homem recebe. Com a evidente ressalva das peculiaridades concernentes a maneira de pensar de cada um e da importância que dão para cada fato. Homens dão importância a coisas que mulheres não dão, e se ofendem com assuntos que sequer passa na cabeça delas.
Então mulheres, aceitem as mentiras dos respectivos e parem de se iludir hipocritamente que gostam de verdade. Pois o que vocês menos querem, é a verdade.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 28.02.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 14 de abril de 2015

O problema somos nós



Sabe qual o problema do Brasil? Sabe por que os políticos são corruptos? Sabe qual o problema da falta de tudo por aqui? Somos nós! O povo! Os brasileiros!
O Brasil é um país sem futuro. Acabado! Fadado ao que de pior pode acontecer a qualquer país e a responsabilidade é todinha da grande massa.
E não pense você que essa massa são os outros. Que são apenas os sem estudos e supostos ignorantes os responsáveis. Você é tão culpado disso quanto o político, quanto a Dilma, quanto o Maluf ou qualquer outro.
Você reclama da alta taxa de impostos que o governo cobra, mas sempre que pode evita pagar impostos. Sempre que dá sonega. Mas os culpados são os outros. Os ricos e os políticos que não pagam impostos. Nunca você!
Você bebe e dirige, ou seja, infringe a lei, e culpa os políticos que também o fazem como se eles fossem demônios. Mas se nem a sua pequena parte você faz, por que diabos o outro deve fazer a parte dele? Que direito você acha que tem de cobrar?
Não... o problema do Brasil são os políticos!
E eles vieram de onde? Eles são povo de que meio? Eleitos por quem? Oriundos de que sociedade? De que cultura? Da sua (suposta) perfeita Europa? Ou do seu imundo Brasil?
Você já se perguntou por que existe tanto estelionato? É a maldita mania do brasileiro querer tirar vantagem sobre o sistema ou sobre outra pessoa, e o estelionatário sabendo disso, usa essa ganância a seu favor e enrola o imbecil que se considera malandro.
Aqui, o brasileiro assiste filmes de roubo e assalto e torce para o bandido sair ileso no final.
Então antes de querer falar mal dos políticos, do sistema, dos outros, sugiro que cada um faça sua parte.
É óbvio que muitos fazem a sua parte e esses são realmente injustiçados. São os que pagam o pato inteiro. Agora por exemplo, saiu uma MP que aumenta a responsabilidade do empresário sobre o auxílio doença.
O que isso significa? Resumindo significa que independente do que o funcionário faça, se em horário de trabalho ou não, caso ele se machuque, o empregador arcará com uma grande responsabilidade financeira junto ao mesmo.
Raciocine comigo. Sou empresário, disponibilizo três mil empregos (um exemplo), daí eles bebem e dirigem numa festa no final de semana, ficam lesionados por um bom tempo, e eu, o empresário, preciso auxiliar no custeio disso.
Nem indo tão longe. O funcionário está praticando algum esporte de noite, bem fora de seu horário de trabalho, e fratura algum osso. O empresário mais uma vez vai ficar refém.
Isso é o governo repassando ao empresário custos e responsabilidades que não são do empresário. Na verdade as responsabilidades são do próprio governo em oferecer saúde, educação e segurança de qualidade para todos.
Dinheiro para isso tem de sobra, falta é competência e vontade. E por que falta isso? Pelo motivo citado no início do texto. O problema do Brasil são os brasileiros.

Nós nos representamos e somos os responsáveis por essa balburdia toda. Precisamos fazer melhor a nossa parte e quem sabe assim sirvamos de exemplo a toda a terra.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 21.02.2015
@rjzucco

rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 26 de março de 2015

Geração Z





Processo seletivo, recrutamento e seleção são atividades cada dia mais difíceis para o empresário moderno. Quem não é do ramo não entende os reflexos de uma política de administração pública há mais de 12 anos em uma geração inteira.
Contratar uma pessoa na faixa dos 20 anos hoje em dia é tarefa mais que difícil. Os perfis dos jovens foram moldados à nova realidade.
Eles cresceram aprendendo uma filosofia de vida e de governo absolutamente diferente da realidade mundial (ao menos a parte capitalista dela, que, diga-se de passagem, representa a avassaladora maioria do planeta).
As consequências disso são empregados que não permanecem em seus empregos por muito tempo pois entendem a grande oferta de trabalho e se acham bons demais para ficar em um lugar que não os promove no tempo deles e que na verdade nenhuma empresa é boa o suficiente para eles. De pessoas que cresceram aprendendo que o governo é assistencialista e subsidia tudo e todos, e que se eles ficarem desempregados, vão ganhar seguro desemprego. Que trabalhar é para classe média pois os ricos não precisam e os pobres ganham do governo. Que quem é pobre é coitado e oprimido e precisa receber auxilio para sobreviver. Que empregos simples como faxineira, jardineiro, pedreiro e afins não são dignos e não merecem ser executados (vide caso de mulher na matéria do jornal que falou que se não tivesse bolsa teria que trabalhar de faxineira, como se isso fosse humilhante).
A consequência é uma grande procura por profissionais não qualificados (vulgarmente chamados de subemprego) a um custo alto, e consequente efeito cascata com os qualificados recebendo bem mais. Isso necessariamente acaba gerando inflação, pois se eu pago mais salário, preciso faturar mais para poder honrar o compromisso e ainda auferir lucro (objetivo principal de qualquer negócio).
A falta de mão de obra nesses subempregos ocorre por que hoje há a cultura da preguiça. Famílias de cinco ou mais pessoas que sempre viveram com uma aposentadoria, hoje ganham, além dela, uma série de bolsas e benefícios. Isso os convenceu a não trabalhar, não produzir, e ficar em casa o tempo inteiro vadiando. Não acredita? Então dê uma passeada pelas vilas da cidade a qualquer hora dentro do período comercial e veja a quantidade de gente sentada nas sombras das casas e das árvores tomando mate.
E o pior nem é isso. Os empresários são vistos como vilões. Exploradores e opressores que escravizam e abusam dos empregados. Que não reconhecem e não valorizam seus esforços. Que querem cada vez mais que o pobre coitado produza mais, ganhando menos.
Na verdade o que acontece é que hoje a classe média custeia toda a massa que, além de não trabalhar, ainda abusa de recursos governamentais. Quem faz essa máquina girar é o empresário, afinal de contas eles que geram empregos e pagam os impostos. Aliás, impostos esses que normalmente são cobrados duas ou três vezes, com nomes diferentes e desculpas novas mas para o mesmo fim.
E ainda insistem em tentar crucificar a classe, distorcendo dados e manipulando informações e estatísticas.
É... Ser empresário no Brasil é tarefa de gente realmente diferente. Tem que ter muita coragem e uma boa dose de loucura.
Enquanto esse time faz o país desenvolver, outros tantos só sabem reclamar e falar mal. E alguns parasitam.
Difícil ter orgulho de ser brasileiro em um país assim. Tudo muito errado, valores muito distorcidos...


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 14.02.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br