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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Mordaça branca



No final de semana dos protestos contra a corrupção manifestei uma opinião nas redes sociais que é senso comum entre a classe empregadora, os empresários, os empreendedores e uma gigantesca fatia de empregados.
Quando o fiz, um militante pró PT (e vejam, minha afirmação não era contra o partido e sim referente a conduta de pessoas que defendiam a postura de uma linha de raciocínio que é absolutamente contrária aos ideais empresariais que visam lucro; lucro este necessário para pagar e elevar o salário dos empregados) não só ficou indignado comigo como se prestou a articular junto a muitas pessoas de mesma linha de pensamento para boicotarem meu posicionamento.
Primeiro que eu não entendo. Essas pessoas não tem argumentos para debater ideias então combatem o emissor, tentando o desqualificar enquanto pessoa. Isso não leva a nada.
Segundo que elas tentam convencer seu interlocutor xingando-o e ofendendo-o? Nem no fantástico mundo de Alice isso daria certo.
Mas o principal é que hoje não podemos mais falar o que pensamos mesmo que isso seja certo.
Teve gente que ameaçou me processar, alegando ilegalidade, citando Constituição e o escambau. Apelando para todo tipo de coerção moral na explícita intenção de me oprimir, boicotar e fazer com que me arrependesse e recuasse no comentário.
Muitos colegas de profissão, formadores de opinião, empregadores, empresários e gente pública vieram falar comigo dizendo que concordavam com o que escrevi, que me apoiavam em gênero, número e grau, mas que não podiam fazê-lo publicamente. Que não era bom para os seus negócios.
Que os militantes do PT, na primeira oportunidade, ao menor sinal de manifestação, criticam corrosivamente, unidos, e maculam a imagem da empresa.
Não se pode mais ter opinião, ou melhor, não se pode sequer falar o que se pensa.
Os manifestantes pró governo manifestam e sempre manifestaram tudo que quiseram, eles não têm emprego, não têm clientes, não têm o que perder. São terroristas sociais e morais.
Ficam à espreita apenas aguardando alguém ter coragem de se posicionar para, unidos, acoitarem de todas as formas.
E são muito bem organizados e articulados, tanto que funciona.
Quantas pessoas você vê hoje assumindo firmemente uma posição que fale verdades desconfortáveis e que seriam “politicamente incorretas”?
Hoje somos amordaçados. Se gostamos de assar uma carne e carnear, vem os direitos dos animais nos chamar de assassinos e nos mandar matar nosso filho que também é um ser vivo. Se falamos mal dos corruptos, reclamam que os outros partidos também são e que este partido ao menos tirou gente da pobreza e deu escola. Se falamos sobre os médicos, chove gente alegando que antes um cubano açougueiro do que ninguém.
E com isso cada vez mais quem deveria falar vai se acadelando, se achicando, se acovardando e emudecendo.
Enquanto isso quem defende a corrupção vai se multiplicando feito vírus, expande seu domínio nas escolas, nas faculdades, nas ruas e nas empresas.
Com o silêncio, empresas quebram, pois os empregados fazem o que bem entendem e isso é prejudicial em um nível tão profundo e extremo que não há saída.
Alunos na faculdade não podem ter opinião própria, senão o professor manda sair das sala, reprova e ainda humilha. Obviamente que isso se a posição for firmemente contra o PT, o atual governo e o MST.
O assistencialismo, conforme falei neste mesmo canal há mais de dois anos, chegou a um ponto insustentável e o país entrou em colapso.
Gente que defende corrupto, que defende bandido, é bandida também.
Gente que defende ganhar sem trabalhar, receber sem merecer, não merece emprego em empresa que visa lucro e produtividade.
São filosofias antagônicas, isso é absolutamente contraproducente e deve sim ser explícito.
Eu não tenho a obrigação de contratar em minha empresa gente que quer ganhar sem merecer, que quer um emprego sem precisar ser competente, gente que não quer estudar nem se qualificar para cada vez mais ser bom no que faz.
Eu não tenho obrigação de contratar pessoas que defendam assistencialismo, o ganhar por coitadismo, o receber mesmo sem trabalhar. Isso levaria minha empresa à bancarrota.
Precisamos SIM ficar de olho no mercado e no que acontece e contratarmos gente alinhada com a ideologia e filosofia da empresa, inclusive nas manifestações.
Precisamos ter coragem para falar o que todo mundo pensa mas ninguém quer.

A coragem não é que nem poeira que se agarra em qualquer pelo. Mostremos que os bons e os certos cansaram de se calar e estão começando o revide contra pelegos.
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 26.03.2016

@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 14 de junho de 2016

Estupro político


Fomos estuprados nos dias 16 e 17 de março de 2016.
Chutaram nosso cachorro, passaram a mão em nossa bunda, cuspiram em nós, bateram em nossa cara, espancaram nossa mãe, atearam fogo na moralidade e com cachaça.
Não tem cabimento o que está acontecendo no Brasil.
As passeatas, camisetas amarelas, vestir preto, panelaços, isso não chega aos ouvidos do Lula e da Dilma.
Tenho certeza que eles não tem a menor ideia do que está acontecendo em Santo Ângelo, uma ilha localizada no noroeste do estado do Rio Grande do Sul.
Entretanto entendo claramente a importância desses levantes populares. Todos os networks são acionados e funcionam como uma onda.
As pessoas aqui em nossa cidade saem para protestar, manifestam sua indignação nas redes sociais, formam opiniões, influenciam conhecidos.
Essa ação invariavelmente respinga na área jurídica, ou seja, OAB, juízes, advogados e todos aqueles que hoje são os únicos que poderiam dar um fim nessa palhaçada toda. Eles começam a entender que precisam dar jeito na coisa.
As classes influenciadoras como proprietários, médicos, empresários e afins também começam a sofrer e manifestar ativamente seu descontentamento, utilizando suas conexões, apoiando a revolta do povo e as decisões judiciais.
O jornal só divulga a manifestação em POA ou em São Paulo porque sabe que isso está acontecendo em POA, em Passo Fundo, em Erexim, Santo Ângelo...
Se não estivesse acontecendo em todo Brasil, nas cidades pequenas inclusive, entenderiam como eventos isolados em capitais e sem representatividade significativa.
Quando o movimento ganha corpo, ganha escala, quando a notícia chega aos salafrários lá em cima, a mídia é OBRIGADA a se manifestar.
Quando o povo reivindica algo, a mídia divulga e tudo estremece, necessariamente os representantes da justiça acabam entendendo a importância de se posicionarem.
Quando toda uma nação está posicionada de forma firme e segura contra corrupção e não a favor de partidos ou ideologias partidárias, ou seja, pró justiça, não há como advogados e juízes irem contra. Eles precisam seguir as leis.
Você pode argumentar que sempre tem como, e de fato, sempre tem. Mas some-se a tudo isso os políticos e a coerção social que todo esse movimento representa.
Sim, os políticos, eles querem votos e o povo não quer mais saber da pujança, então eles articulam para que os juízes façam o que o povo pede e assim se reelejam.
Outra coisa que fica, independente do resultado, é o exemplo para as gerações atuais. Jovens que sabem sobre política, entendem sobre justiça (ou a falta dela), sabem o poder que tem nas mãos, veem a consequência de um péssimo voto.
Ao menos em teoria nossos jovens serão empreendedores, focarão em conhecimento e estudo, serão mais qualificados e mais preparados para o futuro.
A parte boa de tudo isso é, o Lula caindo ou não, mantendo ou não a suspensão desse ministério, os jovens entenderam que PT é do mal e que comunistas continuam comendo criancinhas como ouvíamos quando éramos crianças.
E sabendo disso, revolucionarão nosso país em 10 anos.

Façamos com que todos sempre lembrem desse dia, dessa raça, desse mar de lama de corrupção, do maior escândalo de roubo já registrado na história da humanidade que é o PT no governo roubando do BNDES e da Petrobrás.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 19.03.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Incompatibilidade profissional


Muita gente fala que eu falo mal dos servidores públicos.
Ok, reconheço que pego pesado generalizando e fazendo parecer que todo mundo está no mesmo cesto. Entretanto, isso não é verdade. Conheço uma boa quantia de profissionais que realmente servem o público.
São pessoas que passaram em concurso porque queriam fazer a diferença. Gente que quer acabar com essa barbaridade toda que impera hoje no mundo público.
Na iniciativa privada a coisa é diferente. Quem não está satisfeito, não fica no trabalho.
Via de regra, ou as pessoas pedem demissão ou fazem de tudo para serem demitidas.
Fato é que na iniciativa privada quem não entrega resultado não dura.
Entretanto, como vivemos em uma cidade eminentemente de servidores públicos, onde há, infelizmente, uma cultura do ganhar por um emprego e não pelo trabalho efetuado. Do ganhar pelo título e pela prova, e não por competência, experiência, conhecimento ou eficiência.
Aqui, invariavelmente, muita gente que não quer trabalho e quer apenas um emprego acaba caindo na iniciativa privada e declinando a curva de produtividade de onde entraram.
Reparem, reforço que não sou, absolutamente, contra o serviço público e principalmente contra servidores públicos. São eles que fazem a nação andar.
Sou natural de Santo Ângelo e cresci aqui convivendo com muita gente que hoje é concursada; converso com muita gente em função pública e sei das mazelas e das frustrações de quem quer fazer a diferença, quem quer trabalhar, quem quer mudar o mundo e entregar resultado e não consegue porque ou o sistema não permite ou porque os colegas impedem.
Essas pessoas são dignas de troféu, porque eu no lugar delas teria pedido as contas e ido trabalhar na iniciativa privada, como de fato fiz.
Me irrita ver gente trabalhando e reclamando da função, do salário, do chefe, das tarefas, dos colegas e do que mais aparecer na frente.
Que peça demissão, pelo amor de Deus, e vá procurar algo que esteja de acordo com suas expectativas então, bolas! Isso, claro, se tiver competência para isso.
Greve por salário? Cara... Troca de emprego!
Há também aqui muita gente empreendedora e batalhadora, que dá o sangue pelo que faz, que realmente se esforça e faz a diferença. Essas pessoas são as mais indignadas com improdutividade e incompetência. Elas tendem a não saberem se relacionar com quem quer apenas bater o ponto e fazer o básico.
Recentemente entramos em contato com uma certa funcionária pública, que tem feito um excelente trabalho. De pronto, a elogiamos e comunicamos a todos do louvável trabalho no desempenho de suas funções. Infelizemente, ainda não tive a oportunidade de falar isso pessoalmente, mas certamente o farei.
Vejo conflitos de casais onde uma das partes se vitimiza e quer apenas a estabilidade e um emprego com bom salário e a outra parte quer mudar o mundo, quer entregar resultado, quer iniciativa privada, quer colocar ideias em prática e empreender, mesmo que isso envolva grandes riscos. Nesse fogo cruzado entre uma grande carreira profissional, com superação de si próprio  versus um  emprego razoável que ofereça uma certa garantia sem riscos, fica a formação de uma família, com os filhos e seus sonhos particulares e até mesmo animais de estimação, e um desejo incontrolável de acomodação.
Normalmente, não há compatibilidade entre ambas. Enquanto uma quer apenas trabalhar em horário comercial (ou menos que isso) e ganhar seu dinheirinho fixo no final do mês, a outra quer dar vazão à insaciável sede por desafios, conhecimento, superação.
Via de regra, alguém que tem sucesso na iniciativa privada precisa dedicar muito mais tempo para o lado  profissional do que para o pessoal. Estuda muito, está sempre em treinamentos e qualificações, dorme menos, trabalha de madrugada, finais de semana e feriados. Faz a coisa acontecer.
Não conheci nem um executivo de sucesso durante os quase 15 anos que morei em Porto Alegre que tivesse chegado ao topo sem muito esforço, dedicação, finais de semana, feriados e noites em claro.
Para ser melhor que os outros é necessário fazer o que os outros não fazem. Se você faz o que todo mundo faz, será na melhor das hipóteses igual a todo mundo.
Quem pensa assim não tolera ganhar a mesma coisa que o colega ao lado sendo que é mais qualificado e entrega maior resultado.
Quem não pensa assim prefere a tranquilidade da estabilidade, o conforto do tempo para desfrutar o dinheiro do mês viajando ou comprando o que bem entende. Prefere priorizar uma vida tradicional, com família e pets.
Perceba, não há certo e errado nisso. Há pontos de vista e opiniões. Claro que, invariavelmente, eu vou puxar a brasa mais para um lado por ser o que eu mais gosto, mas trago aqui a luz do contraponto.
Há também que se ressaltar a parte mais importante disso tudo. O meio termo.
Sim, ele existe e é possível!
Obviamente que no meio termo o meio termo precisa ser utilizado. Não se é um executivo top sendo meio termo. Se é um bom executivo, se é um executivo. Mas não o top. Para ser top é necessário abrir mão de algumas coisas que o meio termo não admite.
O mesmo serve para o que busca apenas estabilidade e horas a menos de trabalho ou apenas aquele horário de trabalho. Para se conviver com alguém que ambiciona um mundo e uma realidade diferente, é necessário flexibilizar quanto a filosofia de vida.
Para manter uma união em meio a esse conflito de filosofias é necessário o mais precioso dos ingredientes em relacionamentos. Não, não é o amor. É a inteligência!
Alguns chamam de bom senso. Eu chamo de tentar encantar o outro todos os dias. Sobretudo nesse tipo de relação, quando uma parte se acomoda, o relacionamento desanda.
Não desistir, cada um fazer sempre a sua parte sem esperar que o outro também faça, por quanto tempo aguentar, faz com que a união sempre se fortaleça e eventualmente os cônjuges se apaixonem novamente de tempos em tempos.
Escolha seu caminho, e para fazê-lo, é necessário saber exatamente o que se quer da vida e para seu futuro.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 05.03.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Camisa de força verbal



Estou revoltado e sinto necessidade de escrever.
Hoje em dia não se pode mais ter opinião. Quando alguém tem, é linchado publicamente, independente se verbal, moral ou fisicamente.
Não se pode mais manifestar o que se pensa. Os valores são relativizados. Se sou heterossexual convicto, não posso manifestar pois serei enquadrado como homofóbico.
Se tenho algum tipo de preconceito (e todos têm) preciso negar e dizer que não tenho sob pena de ser processado.
Ter opinião própria hoje em dia é crime.
Muitas pessoas quando leem meus textos antes de eu publicar perguntam: "Vai mesmo publicar isso?"; "Tem certeza que quer comprar essa briga?". Ou ainda: "Acho que você não deve publicar isso, vai perder clientes".
Prestem atenção nisso gente. Eu não posso ter opinião. Sim, pois, afinal de contas, ter opinião e não poder manifestá-la, amarrando-a com uma camisa de força verbal, é o mesmo que não poder tê-las.
A alegação é de que se eu manifestar publicamente o que penso, certamente divulgarei ideia adversa a de alguns clientes. E segundo uma forte linha de raciocínio, isso os afastará.
Isso é um absurdo. É uma afronta, um ultraje, um estupro moral.
Então quer dizer agora que, se eu penso diferente de você, não podemos fazer negócios?
Então significa que você prefere que eu seja hipócrita e demagogo a saber o que penso de fato?
Então você prefere que eu minta para você ou omita, senão vai fazer negócios com outra pessoa, que possivelmente vai lhe mentir ou omitir?
Sim, porque afinal de contas, a pratica hoje em dia é não falar o que se pensa e quem fala é imediatamente punido.
Quando manifesto algo "polêmico" ou mesmo diferente, muita gente me chama de corajoso, de kamikaze, de irresponsável, louco...
Não é mais permitido pensar fora da caixa. Não podemos ser uma vírgula diferente da maioria e da massa, pois do contrário estamos colocando nosso negócio em risco, estamos sendo preconceituosos e politicamente incorretos.
Se eu escrevesse um texto falando da concorrência certamente não seria publicado pois atrapalharia os negócios de quem o publica. Se falasse mal de alguma religião então, nunca mais esses fieis viriam a mim. Se escrevo sobre política, os defensores desse ou daquele partido ficariam tão ofendidos que não me olhariam mais na cara.
Isso que nem estou considerando a incoerência disso. Aceitar a opinião alheia está fora de cogitação. Argumentar sem ofender ou sem tem um acesso de raiva também não.
Onde está a educação do povo? Onde está o meio termo? Onde está o respeito pela opinião alheia?
E meu direito de falar o que bem entendo onde fica?
A censura impera em todos os canais e com todas as pessoas. Um dos poucos locais onde posso publicar o que bem entendo é em meu blog, e ainda assim não sobre observações "haters" de muita gente.
Aceitar a opinião alheia deveria ser regra social. O "politicamente correto" está matando as opiniões e desencorajando mentes pensantes. Estamos atrofiando nossas ideias e nossas sociedades.
Se inventassem uma máquina de ler pensamentos com punição de prisão para quem pensasse o politicamente incorreto, não sobraria uma pessoa livre.
Por um mundo livre! Pela manifestação livre do livre pensamento!
Pelo fim do politicamente correto!
Quero poder falar o que penso, manifestando minhas ideias sem que ninguém tome como pessoal e me odeie ou se manifeste como se eu houvesse desferido um soco. Quero poder voltar a debater com pessoas que pensam diferente e que me façam enxergar o contraponto, que me façam mudar de opinião, e que para isso eu não precise ser censurado, preso ou mesmo espancado.
Longa vida aos blogs.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 27.02.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Inadimplência


Muitos clientes nos questionam por que cobramos tanta documentação. Por que somos tão inflexíveis quanto a garantias. Por que assinamos um contrato com os proprietários se isso nos gera insatisfação.
Muitos clientes ao saberem que precisam fazer a coisa certa, tentam a sorte na concorrência.
Muita gente que não possui fiador ou não quer oferecer garantias, opta por outra empresa.
Muitos de nossos proprietários ou são exclusivos conosco, ou estão gradativamente voltando. Sobretudo em tempos de crise.
Quando determinado imóvel está conosco e com outra empresa do ramo, muita gente acaba alugando da outra empresa que “dá o jeitinho” e isenta alguma garantia, quando não toda.
Isso a princípio é percebido pelo proprietário como eficiência e competência, afinal de contas alugou mais rápido que as outras imobiliárias. Mas, após, torna-se uma interminável dor de cabeça quando o cliente fica inadimplente.
Recentemente um dos proprietários que mais admiro nos visitou questionando quanto a um de seus imóveis que estava em atraso já em fase de ingresso na justiça.
Neste ponto informamos o quão doloroso é um processo judicial, quão insatisfeitos ficam todas as partes envolvidas, quão moroso é, etc.
Nesta oportunidade me foi questionado como poderia demorar tanto um despejo, visto que o cliente já está inadimplente a mais de seis meses, e a lei do inquilinato é clara: despejo em 15 dias.
Expliquei que na prática a teoria não funciona.
Quando um cliente não paga seu aluguel, cobramos de várias formas extrajudiciais. Não havendo sucesso, judicializamos.
Ao fazê-lo, penhoramos os bens dos fiadores, os inserimos, bem como os inquilinos, no processo. Buscamos todo e qualquer bem que estiver em nome das partes afim de encerrar o débito.
Quando se ajuíza um processo desses ele vai para uma pilha na mesa do juiz que, sobrecarregado, demora na melhor das hipóteses 90 dias para ver e dar encaminhamento mandando informar as partes de que foram acionadas.
Depois de acionadas elas se defendem, mais 90 dias. A imobiliária argumenta, mais 90 dias. E essa função segue por mais de dois anos, necessariamente, até que o despejo ocorra.
Enquanto isso a dívida do inquilino só aumenta chegando num ponto onde ele não tem mais condições de pagar sem ter seu bem leiloado, e/ou de seus fiadores.
O proprietário fica insatisfeito, o inquilino também e a imobiliária mais ainda.
Isso que pegamos todas as garantias necessárias com documentações e assinaturas, logo conseguimos fazer a cobrança e forçar o pagamento.
As imobiliárias que não o fazem, e que são maioria na cidade, quando da inadimplência, não conseguem cobrar.
Todos esses clientes que foram lesados em outros locais acabam voltando para imobiliárias como a nossa tida como caxias.
O que não me entra na cabeça e nem na dos proprietários é, se está com dívidas, se não consegue arcar com o custo do aluguel e esse montante só tende a aumentar então por que afinal de contas não entrega o imóvel e deixa as contas a serem negociadas futuramente?
As pessoas tem o hábito de esperar que alguém resolva tudo magicamente para elas, quando na verdade em casos de inadimplência junto à empresa séria, a consequência vem, mais cedo ou mais tarde.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 20.02.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Cartilha sobre como usar drogas




Foi disponibilizado em São Paulo um kit com orientações sobre como se drogar da melhor forma afim de não contrair doenças e ter um “barato” seguro.
A cartilha explica quais são os tipos de drogas, como utilizar passo-a-passo, como evitar overdose ou agir nessas situações, etc.
”Para cheirar, prefira um canudo individual a notas de dinheiro”, diz o material, que também traz dicas sobre outras drogas: “Faça uma piteira de papel se for rolar um baseado”; “Compartilhe a droga, nunca o material a ser usado”
Ela foi desenvolvida pela comunidade GLBTT e distribuída durante a Feira Cultural GLBTT (sigla para Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros).
Tem uma parte que fala sobre como inserir a agulha no braço, dar batidas na veia, e por aí vai...
 “Se caiu nas mãos de pessoas que não eram o público-alvo, a gente está investigando como isso aconteceu e vai estar conversando com as equipes para ter mais cuidado. Também dizer por que eventualmente caiu na mão de alguma pessoa que não é usuária, que lê aquilo e vai fazer com que ela comece a usar droga, eu acho que é uma visão totalmente ingênua do problema”, afirmou a secretária municipal de Juventude de Sorocaba, Edith di Giorgi.
Isso é apologia deslavada ao uso de drogas.
A cartilha estampa o selo colorido do governo federal, aquele do slogan “Brasil – Um País de Todos”. O Ministério da Saúde confirma que os dados utilizados no texto são coerentes com a sua política de redução de danos. Também estão impressos na cartilha logotipos dos programas contra DST/Aids do governo estadual e da Prefeitura de São Paulo, do Ministério do Turismo e da Embratur.
“É a ideia de redução de danos para afastar riscos de doenças transmissíveis, como a Aids”, diz Fachini.
Sério isso?
Uma óva. Então quer dizer que chegamos a esse ponto? Depois me repreendem por pegar pesado com o PT e o atual governo de uma maneira geral, mas dai-me paciência.
Os caras da maneira mais errada possível querem impor radicalmente goela abaixo sua filosofia de vida, e ainda saem orientando nossos jovens a como adentrar no mundo da drogadição de maneira “segura”.
Tchê! Que isso? Desde quando existe segurança quando se fala em drogas?
Tem que surrar as pessoas que estão subvertendo nossos valores morais e sociais e corroendo a estrutura clássica do respeito aos valores familiares.
“Mas os valores estão errados. A sociedade é retrógrada. O atual modelo não funciona e TEM QUE ser extinto.”
Quem disse? Nada do que for extremo serve. Radicalismo não funciona em lugar algum. O caminho do meio sempre é o melhor para todos.
Apologia ao consumo de drogas, ao uso e a prática, PRECISAM ser encerrados imediatamente.
O consumo de drogas é ilegal. É nocivo não apenas para a pessoa mas para a sociedade.
Já que agora pode fazer apologia a algo errado “pensando no bem maior”, então que tal começarmos a distribuir cartilhas de como mulher deve apanhar em casa. Como gays devem sofrer assedio moral e bulling de forma a não serem espancados.
Como ser estuprada para que não seja morta. Como ser assaltado ou achacado no semáforo para não ser agredido.
Percebe o caminho pelo qual esse governo obtuso vem nos conduzindo?
E o pior, há um complô pró minorias e coisas erradas tão nefasto e forte que está fazendo os bons e corretos se calarem.
Cada vez que escrevo algo verdadeiro e desconfortável muita gente vem me perguntar se não temo repreensões.
Sigo a máxima de Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”
Está tudo errado! A sociedade precisa urgentemente de uma limpeza ética. Um ajuste moral.
A minoria precisa entender que é minoria e que como tal possui um papel coadjuvante e não principal. Que é errado privilegiar poucos em detrimento de muitos.
Abram os olhos, vejam através dessa cortina de fumaça midiática, entendam que não há outra forma senão o enfrentamento.
Ou encaramos de peito ereto esses desafios cotidianos ou viraremos uma realidade “Mad Max”.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 13.02.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Liberdade, Igualdade e Fraternidade!




Essa máxima tão fortemente difundida e tão utopicamente defendida existe há anos em nosso mundo com uma bandeira acenada principalmente pelos franceses. Foi o lema da Revolução Francesa. O slogan sobreviveu à revolução, tornando-se o grito de ativistas
Esses três pontos não podem coexistir. Simplesmente não há possibilidade. A condição para um existir é a inexistência do outro.
Bem simples e lhes explico.
Liberdade não existe com igualdade.
Se eu quero ser livre, poder tomar minhas decisões e optar por que caminho seguir e que destino traçar, não posso ser parametrizado como todos os outros. Logo, não posso ser igual.
Isso nos leva à inquestionável conclusão de que para ser livre é necessário que não haja igualdade.
A liberdade respeita a individualidade de cada um, o direito de escolha e de ser diferente e pensar por si, ter opiniões próprias, o indivíduo enquanto indivíduo.
A igualdade segue um viés socialista, do tipo que prefere que todos sejam iguais em condições dignas a ter gente morrendo de fome e passando necessidades enquanto alguns gozam de extremo luxo. Mas não considera a livre escolha e consequentemente a livre iniciativa. Simplesmente atropela a vontade de cada um, forçando que todos ”escolham” a mesma coisa. Assim, aqueles que produzem pouco ou nada, gozam os mesmos benefícios dos que se qualificam mais, produzem mais e se esforçam mais. Nesse contexto, acaba que os que produzem cansam de ver quem não produz ganhar a mesma coisa, e aderem à indolência.
Enfim, igualdade só existe sem liberdade.
Fraternidade:
Se existe igualdade, não há como existir fraternidade pois as diferenças individuais se evidenciam emergindo do mar interno de cada um com o que entregam e o que são para o todo. E isso não agrada quem pensa no contexto, no social e no coletivo.
Se liberdade existe então não há fraternidade, pois mesmo que a liberdade de um vá até onde começar a liberdade do outro, nem todo mundo respeita essa regra.
O ser humano enquanto livre, invariavelmente acaba agredindo de alguma forma seu semelhante.
A liberdade gera uma quebra de limites e um eterno ensaio em águas desconhecidas. Águas que ou já tem dono ou afogam.
Então pense sempre nessas três “premissas” da revolução francesa como algo que não pode ser seguido simplesmente porque é impossível.
Se existe um, então necessariamente não existe outro.
Busquemos a igualdade respeitando a liberdade, ou seja uma parte de liberdade com um pouco de igualdade, mesmo que para isso precisemos abrir mão da igualdade para ter liberdade e da liberdade para ter igualdade. Confuso né?
É, a primeira vez também deu um nó na minha cabeça. Mas para a convivência pacífica, precisamos abrir mão e flexibilizar constantemente, buscando sempre coisas que teoricamente seriam impossíveis de existirem.
Esse é o grande trunfo dessa complexa e inigualável raça humana. A de surpreender a evolução encontrando sempre uma forma de sobreviver e se adaptar.
Sejamos fraternos, fomentemos a liberdade e busquemos uma igualdade meritocrática. Sei que fui meio tosco, mas é mais ou menos na linha de Mises.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 06.02.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Bolha imobiliária



Vai estourar a bolha! A situação é insustentável! O Brasil vai entrar em crise e a economia vai quebrar tal e qual aconteceu nos EUA.
Será?
Muito me perguntam sobra a bolha e a crise, se haverá um estouro de bolha e etc.
Você sabe o que é bolha imobiliária?
Você entende algo do mercado e entende sistemicamente o que ocorre para multiplicar essa informação?
Primeiro deixe-me explicar o que aconteceu nos Estados Unidos para que fique claro o que é bolha imobiliária, para então responder se isso está ocorrendo por aqui ou não.
Os valores aumentaram muito e depois, quando as pessoas quiseram vender por uma série de fatores como inadimplência e afins, acabou ocorrendo queda de até 60% do valor dos imóveis para quem comprou no pico.
Só que preço alto não significa bolha. É um dos ingredientes, mas não é suficiente. É necessário que isso seja insustentável e que os motivos que levem a isso sejam erros estratégicos governamentais. Se não for insustentável de forma alguma, é bolha!
Os americanos não tinham limite de comprometimento de renda para financiamentos, então muita gente comprometeu mais de 60% da renda familiar, faltando dinheiro para o restante (como agua, luz, comida, roupas, etc.).
Outro ponto chave é o fato de eles terem comprometido 90% do PIB americano com empréstimos. Nesse caso quando as pessoas começaram a não pagar, o Estado se viu sem recursos para garantir.
Outro fator crítico foram as garantias. Emprestaram dinheiro para gente que não tinha condições de arcar até o final.
Daí o pessoal endividado tentou torrar o imóvel o quanto antes para não ficar com dívidas, forçando a queda de preços e esculhambando o mercado.
Já aqui no Brasil, houve sim um aumento surreal de preços. Alguns imóveis chegaram a ficar seis vezes mais caros (coincidentemente também foi a proporção que o governo aumentou de recursos para financiamento).
O montante de recursos no Brasil para fins de financiamento não representa mais do que 10% do nosso PIB. Ou seja, em caso de total inadimplência, o país não quebra.
O máximo que um brasileiro pode comprometer de sua renda era 30%, agora já está em 35% quando for compartilhado com cartão de crédito (não morre de fome).
A inadimplência brasileira é muito baixa. Atualmente está em menos de 2%. Isso gera menos leilões que consequentemente não pressionam o mercado.
Dizer que não existe bolha seria audacioso da parte de qualquer um, assim como dizer que existe significará um "adivinhacionismo" futurológico só visto por Nostradamus.
O efeito manada que fez os preços dos imóveis subir ainda não se manifestou quanto a queda que poderia gerar um colapso na economia e então se consolidar como uma bolha. Fora isso, apenas mais dois fatores poderiam forçar e eles já ocorreram.
Primeiro: Investidores pararam de comprar imóveis. Segundo: O governo parou de liberar crédito indiscriminadamente, fazendo com que muita gente não tenha mais acesso aos recursos.
O que podemos afirmar com certeza é que só vai vender imóveis agora quem está com a corda no pescoço ou quem é consciente e aceita vender pelo real valor de mercado (e que pese esse valor não é, ainda, mais baixo do que as pessoas pagaram na aquisição). E no Brasil isso não é representado pelos usuários finais, visto que as garantias foram tomadas corretamente.
Construtoras e alguns investidores sazonais – oportunistas – precisarão vender com urgência e esses casos acontecem mais em grandes centros. De resto, as pessoas esperarão o mercado normalizar.
Minha opinião? Não há bolha. Nunca existiu e não existirá.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 30.01.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 31 de março de 2016

Estupro político


Fomos estuprados nos dias 16 e 17 de março de 2016.
Chutaram nosso cachorro, passaram a mão em nossa bunda, cuspiram em nós, bateram em nossa cara, espancaram nossa mãe, atearam fogo na moralidade e com cachaça.
Não tem cabimento o que está acontecendo no Brasil.
As passeatas, camisetas amarelas, vestir preto, panelaços, isso não chega aos ouvidos do Lula e da Dilma.
Tenho certeza que eles não tem a menor ideia do que está acontecendo em Santo Ângelo, uma ilha localizada no noroeste do estado do Rio Grande do Sul.
Entretanto entendo claramente a importância desses levantes populares. Todos os networks são acionados e funcionam como uma onda.
As pessoas aqui em nossa cidade saem para protestar, manifestam sua indignação nas redes sociais, formam opiniões, influenciam conhecidos.
Essa ação invariavelmente respinga na área jurídica, ou seja, OAB, juízes, advogados e todos aqueles que hoje são os únicos que poderiam dar um fim nessa palhaçada toda. Eles começam a entender que precisam dar jeito na coisa.
As classes influenciadoras como proprietários, médicos, empresários e afins também começam a sofrer e manifestar ativamente seu descontentamento, utilizando suas conexões, apoiando a revolta do povo e as decisões judiciais.
O jornal só divulga a manifestação em POA ou em São Paulo porque sabe que isso está acontecendo em POA, em Passo Fundo, em Erexim, Santo Ângelo...
Se não estivesse acontecendo em todo Brasil, nas cidades pequenas inclusive, entenderiam como eventos isolados em capitais e sem representatividade significativa.
Quando o movimento ganha corpo, ganha escala, quando a notícia chega aos salafrários lá em cima, a mídia é OBRIGADA a se manifestar.
Quando o povo reivindica algo, a mídia divulga e tudo estremece, necessariamente os representantes da justiça acabam entendendo a importância de se posicionarem.
Quando toda uma nação está posicionada de forma firme e segura contra corrupção e não a favor de partidos ou ideologias partidárias, ou seja, pró justiça, não há como advogados e juízes irem contra. Eles precisam seguir as leis.
Você pode argumentar que sempre tem como, e de fato, sempre tem. Mas some-se a tudo isso os políticos e a coerção social que todo esse movimento representa.
Sim, os políticos, eles querem votos e o povo não quer mais saber da pujança, então eles articulam para que os juízes façam o que o povo pede e assim se reelejam.
Outra coisa que fica, independente do resultado, é o exemplo para as gerações atuais. Jovens que sabem sobre política, entendem sobre justiça (ou a falta dela), sabem o poder que tem nas mãos, veem a consequência de um péssimo voto.
Ao menos em teoria nossos jovens serão empreendedores, focarão em conhecimento e estudo, serão mais qualificados e mais preparados para o futuro.
A parte boa de tudo isso é, o Lula caindo ou não, mantendo ou não a suspensão desse ministério, os jovens entenderam que PT é do mal e que comunistas continuam comendo criancinhas como ouvíamos quando éramos crianças.
E sabendo disso, revolucionarão nosso país em 10 anos.
Façamos com que todos sempre lembrem desse dia, dessa raça, desse mar de lama de corrupção, do maior escândalo de roubo já registrado na história da humanidade que é o PT no governo roubando do BNDES e da Petrobrás.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 19.03.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

segunda-feira, 21 de março de 2016

Novo Mundo

Durante a história da humanidade muitos eventos desencadearam uma drástica e radical mudança nos rumos do que seria o caminho certo.
Hitler foi derrotado e com isso muita coisa mudou, não só na Alemanha como no mundo. Ele falava muito bem, convencia as massas, era esperto e escorregadio feito uma cobra.
Na Argentina, depois de muitos anos sob o comando de uma linha ideológica não tão distante da do ditador alemão, finalmente o povo conseguiu trocar por um liberalista.
Liberalista este que em dois meses fez mais pela Argentina do que os presidentes anteriores fizeram em duas décadas.
Isto meus amigos, chama-se competência. Chama-se quebra de paradigmas. Chama-se revolução.
Em Cuba, desde que a ditadura impera, as pessoas não têm roupa decente, nem carro, nem comida, nem casas. Vivem numa miséria incrível, tentam fugir a nado, de barco, do que for. Atletas olímpicos aproveitam a oportunidade para ficarem onde der. Qualquer coisa é melhor que voltar a Cuba. Nem a tão elogiada e difundida saúde é, na prática, perto de ser razoável.
Este país precisa de uma revolução.
Revolta socialista? Socialismo para todos? A cadeia é o melhor exemplo de socialismo. E você gosta disso? Todos com a mesma roupa, mesma comida, mesma cama, mesmo tratamento, tudo disponibilizado pelo Estado. Se gosta, bom pra você, cometa um crime e seja feliz.
Lembram do episódio do Berlusconi na Itália? Foi o maior escândalo de corrupção já noticiado na história até o então momento. Até o então momento...
Foi espetacular pois todos acreditavam que não tinha saída. Que o país estava fadado ao fracasso. Que nada do que fosse feito desinfetaria a podridão bolorenta que havia impregnado nas entranhas da política.
Estavam todos errados. Lá haviam pessoas que não desistiram e não descansaram enquanto os corruptos não foram presos.
Há em nosso país uma boa quantidade de gente que acredita que a mudança é possível. Que não podemos baixar a cabeça e nos calar. Que precisamos ir as ruas e gritar a plenos pulmões que não estamos satisfeitos com a impunidade. Que não queremos mais a injustiça. Que a roubalheira e a falta de caráter estão com os dias contados.
Há aí um novo juiz que em toda sua vida traz uma trajetória exemplar de carreira, e que está caçando os corruptos. Este senhor está dando esperança e coragem a todo um povo calejado de tanto trabalhar feito escravo para que alguns vivam na mamata.
Esse povo que cansou de ser feito de idiota, agora quer ver a coisa acontecer. Não quer mais saber de esperar nem de indignação passiva. Está indo para as ruas com a cara pintada, bandeiras e cartazes em mãos, apitos, cornetas, carros, som, megafones...
O levante realmente está acontecendo. A história está sendo escrita bem diante de nossos olhos. O maior caso de corrupção da história da humanidade está sendo combatido hoje, no Brasil, com garra, pelo povo, com fé.
E você, vai ficar comendo pipoca e assistindo pela televisão?
Vai continuar de costas e inclinado esperando o governo continuar fazendo o que vem fazendo há tanto tempo?
Ou vai fazer o seu papel e somar corpo ao movimento?
Você está conformado com o que está acontecendo? Está feliz com a falta de dinheiro e com a crise gerados pela corrupção ativa de alguns dos nossos políticos?
Estou acompanhando a movimentação daqui de Santo Ângelo e vai ser uma das maiores e mais ativas que já tive notícias. Os líderes resolveram comprar a briga e se revoltar e agora vão MESMO nem que seja com seus familiares e filhos apenas.
Vai contar aos seus netos que assistiu pela televisão o maior acontecimento político dos últimos 200 anos? Ou vai falar orgulhosamente que pintou a cara e foi junto para a rua protestar, e ainda vai mostrar fotos aos netos com os olhos marejados de emoção e orgulho contando o que estava sentindo ao fazer a diferença?
A escolha é sua!
Domingo às 17:30 na Praça do Brique em Santo Ângelo!
Publicado em: A Tribuna Regional no dia 13.03.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br