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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Ajuda aos pobres



Políticos, sociólogos, esquerdistas, economistas, anarquistas, petistas, sindicalistas e até mesmo vagabundos de plantão e bêbados de bar tem uma solução própria e infalível para resolver o problema da pobreza.

Perceba, via de regra todos os supracitados veem os pobres como coitados. Como seres desprovidos de... “sorte?!”.
A sociedade, de uma maneira geral, os trata como incapazes de buscarem as coisas por si.
Isso ocorre sobretudo pelos que não acreditam no modelo de recompensa meritocrático. (E aqui não entrarei no mérito de que quem não concorda é porque não estudou direito o conceito de geração de valor)
Para esses, os pobres são vítimas do sistema. Gente que mesmo que se esforce muito não tem condições de mudar de situação.
Pois mais uma vez reforço, isso não é verdade.
Todos os pobres que tenham verdadeira força de vontade tem sim condições de mudarem de vida econômico-financeira.
Então muitos me perguntam: Não devemos ajudá-los?
Podemos, não precisamos e eu não acredito que devamos. Ao menos não no modelo atrofiante que praticamos hoje.
Nossa realidade implica em dar esmolas aos pobres para que “consigam sobreviver”. Quem faz isso acredita estar ajudando quando na verdade está atrofiando. Quando o pobre não recebe esse tipo de esmola, ele aprende a buscar os recursos por si.
Nos debates, me dizem que se a esmola não for dada, o pobre morrerá de fome.
Se o cara tem condições de trabalhar e gerar sua própria renda, então porque precisamos ficar brincando de ONG?
Se, tendo condições, morrer de fome, então que morra mesmo. Porque poder fazer e não querer a ponto de passar necessidade, tem mesmo é que sumir do mundo. É o cúmulo da preguiça e vitimismo.
Se ele não tem condições, além de pobre é incapaz e inválido; e exceção eu não trato nesse texto.
Então não devemos fazer nada para ajudar os pobres?

Devemos sim.

Devemos fazer o que de melhor qualquer pessoa pode fazer. Evitar se tornar um deles.
Ajudemos os pobres empreendendo, gerando riqueza, criando empregos e gerando valor. Fazendo a nossa parte e aquecendo a economia.
Dizer que precisamos ajudá-los por esse ou aquele motivo é um pensamento assistencialista e só serve para políticos que buscam votos ou qualquer outro tipo de candidato que quer manter essas pessoas permanentemente dependentes de alguma forma de controle.
De resto, precisamos cuidar de nossa vida, fazendo nossa parte e garantindo que o que fazemos gere resultado no mundo em que vivemos de forma a respingar positivamente nas pessoas que não tem condições e torcer para que elas tenham a força de vontade necessária para mudar de status.
Caso a vontade delas seja menor que a preguiça, então só me resta lamentar.
Não somos obrigados a sustentar ninguém e principalmente não devemos nem sustentar nem ajudar de qualquer forma que seja quem não está disposto a fazer sua parte, quem não se ajuda.
Quer realmente ajudar os pobres? Evite tornar-se um deles.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 10.09.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Família são coisas privadas



Vejo muita gente trazer a família ao assunto do trabalho e querendo misturar as coisas como forma de justificar o não fazimento de algo ou uma entrega ineficiente.
Pessoas que não se qualificam, não estudam, não se dedicam, não fazem o algo mais com a desculpa de que a família é o mais importante e que isso não é negociável.
O que elas não entendem é que a família nunca competiu com o trabalho, bem como o inverso também é verdadeiro.
Trazer o assunto família ao trabalho é tão ultrajante quanto falar sobre intimidades sexuais de seu matrimônio. Simplesmente não tem razão ou sentido algum.
A família está em uma esfera, e o trabalho em outra. E elas só se fundem no espaço do indivíduo que é membro de ambas.
É habitual ouvirmos comentar que a família é mais importante, por isso não me dedico como poderia ao trabalho.
Quem faz isso normalmente dá atenção para família no trabalho mas não o inverso. E com isso sua competência e eficiência profissional acabam sendo comprometidas.
Ter família é lindo, mágico, maravilhoso e incomparável. Precisa ser tratado com o devido respeito e zelo. O que não pode ocorrer é tratar de sua profissão como algo que não é importante.
O fato de em minha cabeça a família estar em primeiro lugar não me dá o direito de enquanto estou no trabalho colocá-lo em segundo plano.
A família é uma coisa. É privada. É particular e está fora da empresa.
O trabalho é outra. É o sustento. É profissional.
Colocar a família em uma negociação profissional como limitador de oportunidade ou de qualificação é imaturidade.
Conheço pessoas que recusaram fantásticas oportunidades de colocação profissional pois iam ficar longe da mãe, ou porque o pai estava já em idade avançada, ou mesmo porque seu filho estava na escola e trocar no meio do ano não é legal.
O mundo não é assim. Talvez fosse no passado, mas hoje quem não se adapta, atrofia e castra.
Se uma mãe declina propostas pois o filho não gosta dos EUA, ela está, invariavelmente, misturando as coisas e se atrofiando profissionalmente.
Você pode alegar que ela pode conseguir algo tão bom quanto em outro lugar sem abrir mão da família.
Como supracitado, não é uma competição. O fato é que mais uma oportunidade foi perdida e quando isto ocorre o profissional mais uma vez foi amputado.
Passamos a maior parte de nossas vidas no trabalho. A segunda maior parte, dormindo. E a terceira dividimos entre todo o resto, incluindo família.
Pode sim ser conciliado. Aliás, deve ser conciliado. Sob pena de frustração profissional. Imaginou passar a maior parte do tempo de sua vida frustrado?
Levar esses valores privados de família para os negócios só é bom em um ou outro aspecto. Na maior parte do tempo devemos saber separar.
Se enquanto trabalho estou pensando que aquilo não é tão importante quanto algo, invariavelmente meu cérebro entende que pode ser relapso.
A grande questão é que quem quer ser um grande e bom profissional. Realmente qualificado e competente. Não usa a família como desculpa para procrastinação.
Simplesmente encontra uma maneira de fazer acontecer.
Veja os maiores profissionais do mundo. Possuem família. Convivem tanto com seus filhos que conseguem multiplicar seus valores.
Não competem com a família e entendem que não há como crescer e sair da linha da mediocridade pensando coitadistamente.
Deixo aqui uma reflexão a todos que querem ser ricos, viver bem, morar bem, viajar o mundo e proporcionar muitas coisas para família: Se quer o mundo e pretende ter o que muitos não tem, é necessário fazer o que os outros não fazem. E isso é saber separar o pessoal do profissional. É saber correr atrás do que realmente importa para quem quer sucesso.

Se o objetivo é o sucesso, pare de usar a família como bengala ou desculpa. Tenha a hombridade de fazer o seu melhor independente de mimimis.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 03.09.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Sindicatos. Aliados? Ou inimigos?

O sindicato tanto fez e intercedeu, articulou e pressionou, utilizou de todo tipo de estratégia ao seu alcance que finalmente conseguiu.
Mercados fechados aos domingos!
O sindicato não está nem aí para os interesses dos trabalhadores.
E se isso não fosse verdade, eles estariam preocupados com o desemprego que será desencadeado com esse tipo de ação, tanto direto quanto indireto.
Teriam ao menos feito uma pesquisa com os funcionários dos mercados para entender o que preferem. E essa pesquisa deveria ser quantitativa.
No dia em que um candidato foi até um dos mercados anunciar efusivamente aos empregados que agora eles teriam finalmente o direito ao descanso aos domingos, quem estava entre eles ouviu praticamente todos dizerem: “queremos é ter direito a comida na mesa e a emprego”.
Ou seja, os empregados, segundo o sindicato, são incompetentes até para terem voz e opinião. E isso fica evidente quando a vontade dos “beneficiados” é exatamente oposta ao que o sindicato enfiou goela abaixo.
Absolutamente contraprodutivo e contraevolutivo.
Com isso nossa cidade está na contra mão do que ocorre no mundo e o que ninguém está publicitando são os efeitos colaterais de uma ação desse tipo.
Os grandes mercados não podem abrir porque os “coitadinhos” dos trabalhadores precisam descansar aos domingos. Então o mercado demite em massa, e assim fica bom para os gênios sindicalistas.
O que ninguém questiona é quem fez isso acontecer nos bastidores. Os pequenos mercados, que continuarão abertos aos domingos, votaram pelo fechamento. E um pequeno tem o mesmo peso de voto de um grande que gera 150 vezes mais empregos.
Curioso como as coisas funcionam. Mas ninguém questiona quanto ao descanso do pobre trabalhador empresário. Ninguém quer saber se ele vai ter ou não seu domingo para relaxar. Por quê?
Empresário não é trabalhador? Não é gente? Não merece também um dia de descanso? É uma máquina que deve apenas se autoescravisar?
E os familiares do empresário do minimercadinho? Esses também trabalharão. Também não entram nessa súbita e imaculada preocupação dos sindicatos?
Tudo bem, digamos que o sindicato também tenha sido manipulado por algumas pessoas que queriam a todo custo fechar os mercados aos domingos.
Ninguém percebe o que isso representa para a cidade e para nosso futuro?
Hoje começou com os mercados. Mas há muito mais tipos de estabelecimentos abertos aos domingos. Todos fecharão? E quanto aos que operam 24 horas?
Seguindo o raciocínio dessas pessoas nada mais abre aos domingos. Nem o vendedor de pipoca e churros na praça deveria fazê-lo, pois é dia de descanso.
Postos de gasolina não abrirão mais domingos, nem padarias, lancherias, restaurantes ou qualquer outro tipo de negócio.
Os empresários já se atentaram a isto?
A população percebeu que esses inteligentes estão querendo nos transformar em uma colônia novamente?
Enquanto o mundo está cada vez mais online, ligado e vivo, atuante 24 horas em todos os pontos do mundo, Santo Ângelo está no retrocesso.
Querendo fechar aos domingos, e certamente os próximos passos será fechar tudo, caso ao menos não nos considerem imbecis e alienados, afinal de contas se o objetivo é o “zelo com o empregado que precisa descansar” então que seja com todos e não apenas por birra com três mercados municipais.
E mais. A vontade da maioria não deveria prevalecer a vontade de poucos?
Não só os empregados querem abrir aos domingos mas também toda a população deseja continuar consumindo.
E todo mundo vai continuar assistindo sem fazer nada?
A atrocidade explícita atentada contra a evolução e o mundo atual, e ninguém se manifesta?
Depois reclamam de tanta gente indo embora daqui. Reclamam que não há emprego porque ninguém empreende aqui.
Não empreendem e continuarão não empreendendo. Desse jeito cada vez mais gente vai embora. Continuaremos exportando mão de obra qualificada, pois estes inteligentes que aqui operam atuando fortemente contra a evolução continuarão expulsando e reprimindo quem quer gerar valor e riqueza.
Estamos lutando por um passado que não serve mais? Ou por um futuro que invariavelmente nos atingirá?

Por um futuro melhor para Santo Ângelo.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 27.08.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Homens trabalham mais que mulheres


Esta foi a declaração do ministro Ricardo Barros. Imediatamente uma avalanche de "mimimis" e feministas caíram em cima, crucificando-o. 
Está cada vez mais difícil emitir opinião nesse Brasil "politicamente correto" onde quase nada correto acontece. 
Sempre questionei a tal dupla jornada de trabalho feminina, a aposentadoria antecipada e outras vantagens oriundas desse desgaste extra das mulheres. 
Sei que isso acontecia há algum tempo. Sei que algumas mulheres ainda fazem isso. 
O que questiono é: O que acontece com pais solteiros? Com quem cuida dos filhos em casa e ainda trabalha? Com quem mora sozinho e tem dupla jornada de trabalho? 
Falam muito da oprimida e coitada mulher, mas nunca ouvi falar dos homens que fazem tudo que elas fazem e ainda trabalham muito mais. 
Na lei em momento algum há qualquer menção sobre empresários que trabalham 10, 12 ou 14 horas por dia. Nada referente a jornada excessiva de trabalho. A períodos desgastantes gerindo empresa. 
Então falam em sexo frágil. Frágil que tem uma expectativa de vida muito superior ao homem? Ninguém sequer parou para pensar ainda qual seria o motivo dos homens morrerem antes? 
Não estou, absolutamente, desmerecendo o trabalho das mulheres. Reconheço, entendo, respeito e valorizo. 
Estou justamente falando que o inverso não ocorre. 
Homens realmente trabalham muito. 
Trabalhei com muita gente em muitos lugares e ainda não conheci pessoalmente uma mulher que gostasse de trabalhar tanto quanto os homens, ficando meses realizando uma jornada diária de mais de 14 horas. E aqui me refiro a quantidade. Gostar de trabalhar muito e não gostar muito do trabalho. 
Um dia ou outro, eventualmente, tudo bem. 
Sei que elas existem, leio a respeito, assisto e acompanho-as no que posso. São minhas referências em muitas coisas. Mas em outra realidade, outro contexto. 
Mulheres executivas do Vale do Silício. Diretoras de grandes multinacionais. Empreendedoras "normais" só em regime de exceção. 
Mas independente disso. Falando dos homens. 
Esses comprovadamente trabalham muito. Investem pesado em qualificação. Estudam bastante. E no final ainda são vistos como menos merecedores que as mulheres que, nesse contexto segundo a lei, trabalham mais. 
Evidente que não são todos os homens que trabalham um monte ou que se qualificam ou qualquer dos pontos supracitados. Estou falando da regra e não da exceção. Afinal, exceção deve ser tratado como exceção. 
Então escrevo justamente para manifestar minha espécie frente a uma indignação tão atroz que na verdade nem deveria existir. 
E os tais direitos iguais nunca foram genuinamente requisitados pelo povo. São iguais para o que convém e não para tudo devido as condicionantes excludentes.     


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 20.08.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A felicidade é minha!






Ultimamente tenho conversado com algumas pessoas sobre o que é ser feliz. Planejamento de vida. Objetivos pessoais, profissionais e financeiros... 
Muitos me dizem que precisam estar casados, acompanhados ou namorando para se sentirem felizes e completos. 
Isso é um erro grave. 
Se eu entregar a minha felicidade a alguém estarei respirando por aparelhos. A felicidade é minha. Precisa partir de mim. 
Quando condiciono colocar a felicidade no colo de outra pessoa e terceirizo a responsabilidade disso, estou invariavelmente optando por não ser feliz. 
Se preciso de outras pessoas para ser feliz, é porque a felicidade nunca esteve aqui comigo. 
E não significa, absolutamente, que não gosto da companhia de outras pessoas ou que queira viver uma vida de solidão. 
O fato de eu saber que não preciso de outras pessoas para viver, não significa que não goste de tê-las por perto. 
É diferente "precisar porque gosta" de "gostar porque precisa". 
Não sou antissocial e nem quero estar sozinho. Adoro companhia. Gosto de sempre estar com amigos. Gosto de ter uma companheira. 
E nada disso significa que em qualquer momento eu precise disso para viver. 
Pessoa nenhuma vive sem o convívio social. É enlouquecedor. 
Ter amigos, família, colegas e quaisquer outros tipos de companhia sempre por perto porque gosta do auê é ótimo. Precisar ter pessoas por perto senão não estará feliz, não.  Tem gente que passa a vida inteira se decepcionando com os "amores", mas não pensa que esperava que viesse de fora o que deveria ter dentro e que, não tendo dentro, não sustentou o fora. 
Mesmo para aqueles que se dizem muito felizes com sua família e que não se imaginam mais vivendo sem seus filhos é basilar que se entenda a visceral necessidade de se bastar em si. 
É poder ficar por longos períodos (e isso são dias, meses ou anos, e não horas) sem precisar de alguém. É chegar em casa, não ter alguém lhe esperando e não achar ruim. 
É ser feliz. 
Independente de outra pessoa. 
Se houvesse essa condição de outra pessoa para ser feliz, quando a família de alguém fosse abruptamente arrancada em uma fatalidade, esta não aguentaria e morreria junto. Não que isso não aconteça em alguns casos. 
Também não haveria pessoas solteiras felizes no mundo. 
Então pense bem daqui para frente sempre que acreditar que precisa de alguém para ser feliz. Aprenda a se bancar e se bastar. 
Aprenda a ser feliz com sua própria companhia e um mundo muito mais firme e consistente se abrirá para você. 
Quando a nossa companhia é suficiente, qualquer lugar é bom, qualquer momento é mágico e qualquer evento pode ser memorável. 
Tanta coisa acontece, tantas oportunidades se desenham, tantos caminhos se abrem que honestamente fica difícil respirar por aparelhos novamente após respirar o ar puro e a tranquilidade que é aceitar-se e saber conviver com seu silêncio ou barulhos próprios. 
Felicidade vem de dentro!



Publicado em: A Tribuna Regional no dia 30.07.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Não me importo com os outros

Frequentemente converso com pessoas ou as vejo manifestando desdém quanto a opinião alheia.
Muita gente se diz autossuficiente e confiante o bastante para fazer o que quiser e bem entender de sua vida sem precisar do aval de mais ninguém.
“Cuide da sua vida que da minha cuido eu”, é o que dizem.
“Não estou nem aí para o que os outros vão falar ou pensar, o que falam a meu respeito não é verdade e por isso não me atinge”.
O que me revolta nesse tipo de discurso infantil é que algumas pessoas realmente acreditam que não se importam com a opinião alheia.
Não percebem que tudo o que fazem o tempo inteiro desde que começaram a desenvolver consciência está relacionado a aceitação social e ao que os outros vão pensar a seu respeito.
As roupas que veste são diferentes? Se não importasse a opinião dos outros, isso mudaria. Se fosse um eremita haveria preocupação apenas em funcionalidade e conforto, e não com estética e afins.
As convenções sociais são coercitivas e pressionam muito para que seja feito o que é “certo”. Quando alguém se diz diferente, talvez esteja considerando um ou outro aspecto. Viver sem qualquer preocupação com o que os outros pensam é só para autistas, e ainda assim, em grau elevado.
Se você ainda não concorda comigo e se ilude que realmente pode levar uma vida sem se preocupar com a opinião dos outros, e que inclusive o faz com atitudes bem autênticas e nada convencionais, então desafio-o a fazer nudes.
Grave um vídeo erótico ou mesmo pornográfico fazendo sexo.
Tenho certeza que a partir de agora o desconforto começou a tomar conta de você. Então vamos mais longe um pouco, se o gravar por si só já não fosse ruim o suficiente, então agora publique, divulgue e compartilhe esses vídeos e fotos com qualquer pessoa.
Lembra que o argumento era: “não me importo com o que os outros pensam e falam”?
Então... eles estão ávidos por consumir seus vídeos e fotos, compartilhar e comentar com montes de gente, emitir impressões e tecer comentários venenosos. Comentários esses que não fazem a menor diferença para você que não se importa.
Afinal de contas, que olhem mesmo e compartilhem, isso não faz a menor diferença para você de qualquer jeito.
Aliás, poderia até fazer um sanitário de vidro. Que se lixem todos, você não está nem aí para o que vão falar ou pensar mesmo, não é?!
Não é!
Nossas vidas são mais norteadas para o social do que a maioria imagina. Quem estuda antropologia e comportamento humano e social entende que tudo que fazemos é buscar aceitação de algum tipo de grupo.
Então, na próxima vez que você for falar que não se importa com o que os outros pensam, falam ou fazem quanto a suas atitudes, pense e pondere bem. Pois isso não é uma verdade.
Considere que é uma defesa, uma mentira ou mesmo uma desculpa.
Ninguém consegue enganar a si mesmo.
Ninguém consegue enganar a todos por muito tempo.
Se você está tentando se enganar ou enganar os outros de que não se importa com o que pensam e falam, reveja seus conceitos. Ninguém acredita.

Mas... cada um faz com sua vida o que bem entende, apenas saiba que a sociedade está aí e ela não perdoa.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 23.07.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sábado, 5 de novembro de 2016

Geração Facebook 2


Li um texto fabuloso de uma garota da geração Facebook explicando o porquê de seus relacionamentos e tentando justificar sua volubilidade. 
Tudo faz sentido em minha cabeça, talvez por estar na geração intermediária entre a nova e a antiga e ter pego um pouco de cada. Ela alega que sua geração não é preguiçosa, que não querem conquistar tudo sem trabalhar por isso, que não se acham especiais, que sabem se relacionar com pessoas, que estão quebrando protocolos sociais, que estão de saco cheio de relações tóxicas, não querem preservar relações familiares ou conjugais que não sejam totalmente satisfatórias, que tem laços intensos com seus amigos virtuais, que dedicam o pouco tempo que possuem fazendo o que amam, que relacionamentos não precisam durar e que participam ativamente de projetos sociais virtuais para causas lindas e nobres 
A geração nova é sim preguiçosa, independente do que digam. Quando alguém faz só o que gosta, está vivendo em seu mundinho imaginário, não em sociedade. Viver em sociedade significa ceder, flexibilizar, fazer o que precisa ser feito eventualmente mesmo que não goste. Se todo mundo fizesse apenas o que gosta então teríamos escassez de quase tudo no que se refere a qualificação profissional.       
Preguiçosa porque só estuda o que quer, só faz o que gosta e quando gosta, só trabalha quando está afim e se o chefe olhar atravessado ou falar algo que ela não goste, não se dará ao trabalho de utilizar seus vinte centavos de inteligência emocional para gerenciar a situação. 
Querem sim conquistar tudo sem trabalhar duro por isso. Salvo exceções, a maioria quer que invistam, acreditem e comprem suas ideias simplesmente porque existem, sem demonstrar qualquer tipo de garantia ou segurança. Afinal de contas em sua cabeça está tudo certo e o mundo tem obrigação de lhes aceitar, entendem-se a evolução da espécie e os dinossauros é que não sabem como lidar com eles. (E ainda assim entendo que é fundamental fazer o que gosta e trabalhar com o que se quer.) 
Essa nova geração acredita que falar virtualmente é se relacionar. Entendem que é a nova maneira de relacionamento e que as gerações passadas não entendem nada. Que ficar dois anos conversando com um chinês pelo Steam nos torna namorados ou melhores amigos. 
Não entendem de fato como as conexões neurais funcionam e o que significa relacionamento. Não sabem o que é ser diplomático. Articular. Flexibilizar e contemporizar algum dilema a fim de manter a relação. Preservar algo de longa data e que sempre foi bom mesmo quando alguém faz algo de errado. Perceber as coisas positivas nas pessoas, mesmo que ultimamente ela esteja sendo uma imbecil. 
E não é por causa do tinder ou o que quer que seja dessas ferramentas digitais modernas. É porque simplesmente essa nova geração não se importa. Como eles mesmo dizem, estão c@g... pras pessoas que não são legais. 
Alegam que são mais livres em sua forma de se relacionar. Livres para eles significa absolutamente desapegada. Relação sem apego? Desculpe, isso não é relação. Alegam que estão quebrando protocolos sociais e introduzindo uma nova forma de relacionamento que os dinossauros não entendem. Será que isto é relacionamento? Considerar descartável? Descartar pessoas? 
Ouso afirmar que isso jamais será substituído. Relacionamentos e pessoas não mudam. Ao menos não nesse nível. 
Vale do silício, que é o que há de mais moderno no mundo no que tange a nova tendência de relacionamento e network é assim justamente por estreitar os laços entre as pessoas. 
Experimente negociar com alguém sem empatia, sem utilizar os princípios básicos carnegianos, sem entender de pessoas, agindo de forma desapegada e descartando. Não terá sucesso. 
Experimente entender o que é um sentimento profundo e sério sem se descobrir um pouco mais a cada crise. Explique-me como se evolui emocionalmente sem viver e enfrentar seus demônios internos? Sempre trocando quando começa a não ficar conforme sua projeção? 
É claro que muitos protocolos estão sendo quebrados e gosto disso. O que não pode ser feito é tratar relacionamentos e sentimentos feito fast-food. 
Se os parentes, familiares, amigos ou quem quer que seja estiver sendo tóxico, se afastar é a "solução" mais imatura possível. Até discutir é melhor que isso. 
Aceitar as pessoas como elas são sem julgá-las faz parte do que a humanidade é e de seus inter-relacionamentos sociais. 
Se você não aprende a lidar com o tio chato que é um imbecil sem noção, a culpa é sua. Aprenda a lidar com pessoas e tire de letra. Tão mais fácil colocar a culpa nos outros não é?! 
Impossível haver só alegrias e felicidades em qualquer tipo de relação. Isso é contra a lógica da existência humana que é falha e imperfeita. 
Se entendem sem tempo mas não o dedicam a coisas efetivamente produtivas. Estão sem tempo pois não sabem focar. A não ser que seja em videogame e em coisas que gostam, tipo tablet e smartphone. 
Nunca tem tempo para nada, mas não se qualificam e também não produzem algo. Falam que estão tirando tempo para si, quando na verdade estão alimentando suas obesidades mentais com enlatados virtuais recheados de cultura inútil - mas que eles escolheram consumir gulosamente. 
Relacionamentos precisam durar sim. Ninguém é uma ilha e também não somos bonecos de estante. Somos pessoas e precisamos de pessoas que nos tratem com respeito e que tenham zelo pelos nossos sentimentos. Simplesmente consumir pessoas como se fossem produtos de prateleiras não dará certo em tempo algum. 
Causas sociais virtuais são bem legais e lindas, mas com o tempo essa nova geração aprenderá que não adianta mudar aquele negócio virtual que ninguém sabe direito mesmo se existe ou se o recurso realmente alcança o objetivo sem mudar primeiro sua família, sua casa, sua vila, seu bairro, sua cidade, seu país. 
Entendo que muitos paradigmas estão sendo quebrados com novas posturas de gente que nasceu em um mundo totalmente diferente. Entendo que essas pessoas precisam aprender a se relacionar com as pessoas que sempre estiveram e sempre estarão no mundo. 
Ou os humanos aprendem a conviver entre si, ou teremos em muito pouco tempo mais uma onda de guerras. Será um retrocesso evolutivo. O mundo é feito de pessoas e os novos PRECISAM aprender a se relacionar entendendo maduramente o que sentem. 
Enquanto a geração Facebook não passar por provações, certamente não forçará seu cérebro a entender o que é inteligência emocional. Afinal de contas ela só amadurece exercitando, e de nenhuma outra forma. 
E hoje eles fogem disso usando desculpas como quebra de protocolos sociais.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 16.07.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Geração Facebook


Percebo que muita gente hoje está contaminada pela geração Facebook.
Essa nova geração que se criou aprendendo o funcionamento da timeline acabou aprendendo uma coisa que as gerações anteriores só conheceram por quem tinha desvio de caráter.
Não por mal, mas as novas gerações que cresceram rolando postagens e treinando o cérebro a ignorar o que não gostavam, a parar de seguir o que não era mais interessante e a descartar o que não era atrativo treinaram também descartar pessoas.
O que muita gente não entende é que essas redes sociais virtuais são redes de relacionamentos, feitas entre pessoas.
Isso manda informações perigosas aos cérebros dos usuários, e os mais novos não sabem como diferenciar as coisas.
Quando eu rolo uma timeline e paro de seguir pessoas, e desconsidero o que muita gente fala. Quando tenho um mundo de pessoas ao meu dispor para acessar e descartar, acabo me acostumando a me desapegar de pessoas reais também.
Isso ensina as novas gerações que as pessoas são descartáveis. Que os relacionamentos, a família, o emprego e os amigos podem ser rolados tela abaixo até encontrar algo melhor.
A mensagem é tão forte e profunda que mudou a forma de nos relacionarmos. Mesmo que não pertençamos a essa nova geração, ao sermos descartados por elas acabamos entendendo a nova sistemática e, ou aderimos e começamos a fazer o mesmo, ou começamos a nos proteger criando barreiras que nos impedem de termos os mesmos vínculos afetivos que aprendemos desde cedo.
Resumindo, ou descartamos, ou nos bloqueamos.
Aí você pode dizer que não se aplica a nenhum dos dois e que continua tendo o mesmo tipo de laço e vínculo que sempre teve com todo mundo.
Pois sinto lhe informar que isso respingou em todos.
É assustador imaginar que um site muda o comportamento de um mundo inteiro, eu sei. Mas repare em como as pessoas estão se relacionando atualmente.
Pense em quantos relacionamentos conhecidos acabam por besteiras a cada dia. Aquilo que ocorria no tempo de nossos pais, coisa de lenda de livros onde as pessoas casavam para a vida toda e eram fiéis e felizes, hoje não passa de meras palavras no livro da história.

Hoje todo mundo já está revendo seus valores, seu caráter e seus princípios. Quem ainda os mantém incólume, sofrem muito com essas novas gerações.

É muito doloroso ter valores e caráter “a moda antiga” e perceber que todas as novas gerações sequer consideram o “fio do bigode”.
A palavra não vale mais. Mentir e se corromper é normal. Não gostou de algo que a pessoa fez, basta não falar mais com ela e tudo bem. O videogame ou o mundo virtual são toda a companhia que se precisa.
Não sei qual será o resultado desses novos valores, mas sei que certamente não estão combinando com os da minha geração para trás. Por isso os mais antigos ainda estão dando as cartas.
Quando isso mudar, teremos um mundo bem diferente do que conhecemos hoje, com princípios e valores novos.
É um rompimento severo que precisa ser acompanhado de perto.
Ainda sou do tempo da credibilidade e de fazer o certo sempre. Estou certo que as novas gerações não se preocupam com isso, se analisado profundamente.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 09.07.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Finanças




Tradicionalmente, planejamento e finanças são os setores mais difíceis para os empresários brasileiros. Um pouco por cultura e outro pouco por falta de educação desde o ensino fundamental a respeito destes temas. 
Ocorre, entretanto, que quando alguém pretende efetuar algum tipo de gasto, qualquer que seja, independente se um financiamento de 30 anos ou um vale na esquina até a semana que vem, qualquer pessoa responsável e consequente avalia sua capacidade de pagamento. 
Se não fosse assim, sempre que quiséssemos sairíamos comprando desenfreadamente tudo o que nos desse vontade sem sequer avaliar o financeiro. 
O governo durante a administração do PT não levou em consideração que a economia mundial estava em forte aquecimento e que o dinheiro oriundo dessa boa maré não se sustentaria por muito tempo. E planejou suas contas com o que ainda não tinha em caixa. Caixa este que já estava com mais dinheiro do que o habitual. 
A economia voltou ao normal e o Brasil, mais por má administração do que por interações geopolíticas, perdeu espaço econômico no mercado mundial. 
As contas não diminuíram. O governo resolveu que iria distribuir dinheiro para todos, tipo o Silvio Santos em seu programa de auditório, com claros propósitos eleitoreiros. 
Insustentável. 
Hoje o país entrou em colapso. A crise, que é mais política que econômica, veio e está apertando o cinto de muita gente. Sobretudo daqueles que não planejaram e não sabem administrar suas finanças. 
Neste cenário, ficar distribuindo bolsas, comida, gás, propinas, faculdade, incentivo, subsídio, aumentos, concessões, etc., não é viável. 
O governo assumiu um custo monstruoso e como qualquer pessoa que conhece um mínimo de administração financeira entende que  agora não tem como pagar. 
Então veio o Temer com o Meirelles. 
A ideia era de que com outro presidente as inacreditáveis incompetências efetuadas por Dilma cessassem. 
Entretanto nem sempre o que esperamos acontece. 
Ululante que Temer não é pior que Dilma. Não há como ser. Nem Tiririca seria. Mas então um ministro seu anuncia um pacote de aumento nos salários de alguns servidores que gerarão um acréscimo aos cofres públicos de 40 BILHÕES até 2019. 
Pense comigo. Não temos dinheiro. Crise. Mercado global recuando. Dificuldade. E o cara dá aumento de 40 bilhões? 
Quando questionado sobre como será efetuado o pagamento ele afirma que depois vão dar algum jeito. Que isso depois eles veem. 
COMO ASSIM? 
Então eu vou agora mesmo comprar uma Lamborghini e depois vejo como será pago. 
E não para por aí. Não satisfeito em aumentar os custos, ele anunciou e certificou-se de que reduzirá os lucros. 
Informou que vai retirar os incentivos aos empresários que são hoje os únicos que produzem dinheiro no país e que geram empregos e riqueza. 
Toda a nação vive dos empresários. Os serviços públicos recebem salários porque os empresários geram receita em impostos e o governo transforma isso em salário. As pessoas têm empregos porque os empresários instituíram empresas e disponibilizaram vagas pagando o salário que injeta dinheiro no mercado. 
Não toda, mas a maior parte dos recursos circulantes no país hoje é oriunda da classe empresária, ou seja, é a fonte de renda da nação. E esse governo além de aumentar os gastos inconsequentemente, também reduz os ganhos. 
É... realmente está cada dia mais difícil morar no Brasil. 
Não vejo futuro para uma nação onde endemicamente a corrupção, o jeitinho, a preguiça, o menor esforço e o paternalismo valem mais do que a competência e o esforço.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 02.07.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Bairrismo




O bairrismo é positivo ou negativo? 
Vejo muita gente sofrendo com a discriminação apenas por determinada pessoa ser de algum lugar específico, como argentinos, nordestinos, cubanos... 
O bairrismo fez a cidade de Santo Ângelo se isolar da região. Ijuí e Santa Rosa que antigamente eram fortes parceiros comerciais, hoje abandonaram a capital das missões por incompetência política de muitos gestores praticada por décadas a fio. Santo Ângelo foi bairrista e hoje sofre com isso. 
Os gaúchos são extremamente bairristas. A ponto de não enxergarem o quão limitados somos em tanta coisa. A maioria do nosso povo vai para as praias do Nordeste e Santa Catarina e fica comparando tudo com o sul, como se fosse uma competição. 
De uma maneira geral vejo o bairrismo como algo arcaico. Do tempo das cavernas onde os homens brigavam por território. 
Hoje em dia o mundo mudou e o mercado se transforma a cada dois anos. 
As empresas que continuam fazendo as coisas de ontem hoje, estão definhando. 
Vivemos em um mundo globalizado onde a cultura de parceria comercial é muito forte. Onde se faz negócios com o vizinho aqui do outro lado do mundo. 
Dentro desse contexto ainda vejo pessoas defendendo que precisamos criar proteções para o comércio local e nos fecharmos unidos contra essa maléfica conduta liberalista contemporânea. 
Sinto informar que o novo modelo de negócios do mundo veio para ficar. Não adianta tentar criar barreiras. 
Hoje quem compra, pesquisa. Vai para a internet. Busca preço, qualidade, variedade. Quer ser bem atendido. Procura vantagens. 
Habitualmente as cidades do interior não qualificam seus colaboradores. Não fazem ideia do que esteja acontecendo no mundo das vendas. Não estão atualizadas com novas ferramentas e políticas comercias voltadas ao consumidor final. E reclamam que as grandes empresas estão roubando seus clientes. 
Será que não seria mais inteligente rever sua política corporativa e tentar, tal e qual o exemplo do Mercado Brasco de POA, propor aos seus clientes justamente o que eles buscam? 
Vejo comerciantes propondo uma barreira para que os consumidores comprem apenas da cidade a fim de garantir a circulação de capital e aquecer o consumo. 
Entendo o raciocínio e ele faz sentido. Na medida que isso ocorre, certamente há um fortalecimento comercial e isso sustenta o progresso. 
Mas isso não pode ocorrer onerando nosso cliente. Prejudicando nosso povo. 
Se a população se conscientizar em ao menos priorizar suas compras no mercado local e apenas quando for muito vantajoso comprar fora, tudo resolve. 
Mas querer convencer o povo a comprar aqui o que o cliente encontra fora pela metade do preço e com qualidade maior, além de estar mais alinhado as novas tendências de moda, não tem cabimento. 
Comprar aqui a mesma coisa que se compra fora, a uma pequena diferença de valor, eu apoio. 
Alguns empresários nessa discussão alegam não terem condições de competir com grandes empresas e que se não for feito um trabalho de conscientização da população, todas as lojas vão quebrar. 
Pois então preparem-se, todas as lojas vão quebrar! 
Se os comerciantes locais não estão prontos a adaptarem-se à nova realidade de mercado, se não souberem se mostrar competitivos frente aos grandes, se não conseguem entregar aos clientes o que os clientes buscam, serão invariavelmente absorvidos pelo mercado. 
É preciso repensar rapidamente o atual modelo de negócios. Todos os dias empresas pequenas despontam e tornam-se gigantes, enquanto outra quantidade enorme reclama. 
Se você não está preparado para competir com o mundo, troque de profissão. Se seu negócio não tem diferenciais competitivos, feche as portas. 
Conhecemos nossos clientes melhor do que qualquer grande empresa. Temos network. Temos vantagens significativas e se nada disso é suficiente para desenharmos propostas de valor aos nossos clientes que os persuada a consumirem conosco, o melhor a fazermos é realmente nos retirarmos do mercado. Isso será um grande favor a evolução, a economia e aos clientes. 
Longa vida a livre competição que proporciona aos clientes melhores benefícios a menores custos com cada vez mais respeito e encantamento. 
"Não são as espécies mais fortes que sobrevivem nem as mais inteligentes, e sim as mais suscetíveis a mudanças." Charles Darwin



Publicado em: A Tribuna Regional no dia 25.06.2016
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br