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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O relho do vereador




Aconteceu um fato pitoresco no interior do estado do Rio Grande do Sul. Coincidentemente foi aqui ao lado de Santo Ângelo.
Duvido muito que alguém não tenha ficado sabendo visto que houve ampla divulgação, tanto na mídia local quanto na nacional.
Um servidor público jovem, ativista e idealista viu que muitos vereadores estavam sem nenhuma cerimônia infringindo a lei em frente a toda população.
Veja bem, não era apenas um vereador, eram vários. Todos fazendo coisas erradas descaradamente como que afrontando a sociedade dizendo: “olhem, eu estou acima da lei e faço o que bem entender e ousem me repreender para verem o que acontece”.
Pois bem, este rapaz ousou. Começou a tirar fotos denunciando as pequenas coisas. Atitudes óbvias e visíveis a todos mas que ninguém tinha coragem de chamar a atenção a público repreendendo os infratores.
Não bastasse o fato desses “meliantes” fazerem a coisa errada, ainda se deram ao trabalho de se ofender quando foram expostos à mídia. E se isso já não fosse absurdo suficiente, sentiram-se no direito de, além de infringirem a lei e sentirem-se acima dela, tomarem para si e de acordo com suas vontades, fazer “justiça” com as próprias mãos. Ou com o próprio relho.
Agora pense um pouco comigo, eu faço coisas erradas e se alguém me expõe eu pego meu relho e surro. Isso é o que? Tempo das cavernas?
O servidor levou uma surra de relho do vereador por ter postado fotos que denunciavam as irregularidades dos vereadores.
Como pode gente assim se eleger?
Em que mundo estamos vivendo?
Não bastasse o cara estar completamente errado no ato da infração, também estava errado ao sair agredindo outra pessoa.
E como se tudo isso já não fosse suficiente para, no mínimo, prender um maníaco desses, ele ainda sai dando entrevista em rede nacional dizendo que o guri estava precisando de uma lição mesmo. Que o que ele fez foi certo, "onde já se viu sair por aí divulgando na internet as coisas erradas que os políticos fazem".
Pose orgulhosa, dando risada debochadamente, peito estufado sabendo que nada iria acontecer e vendendo a ideia de que o que fez foi certo e que o rapaz estava errado.
Sério isso?! Prestem atenção no absurdo que é isso. Pelo amor de Deus, isso é um ultraje.
Mas tchê, esse tipo de ser não pode conviver em sociedade. Eu não sei em que mundo ele vive, mas certamente não é civilizado.
Agora imagina se todo mundo se achasse no direito de fazer coisas erradas e quando fosse repreendido, surrar. Voltaríamos a época dos bárbaros?
Se eu to armado e um cara desses resolve dar uma de machinho pra cima de mim, não penso duas vezes e passo fogo no cara. O desaforo dum loco desses achar que vai sair surrando todo mundo e ninguém vai reagir.
Será que ele pensa que todo mundo vai ficar quieto?
Muita gente me disse: “melhor não escrever sobre isso, vai que esse cara queira te surrar”. Olha que coisa mais sem cabimento isso.
Então eu não posso falar a verdade, comentar e dar minha opinião sobre um fato público por medo do cara que fez todas essas porcarias vir me bater?
Aliás não sei porque o servidor deixou isso acontecer. O vereador sabia onde estava atando o burro. Pega um cara mais estourado já dá um laço nele de pronto.
Não sei como ficou a situação do servidor. Não sei se há algum tipo de ação na justiça. Mas sei que esse cara errou mais vezes do que poderia para ser perdoado e a sociedade não pode deixar por isso mesmo.
Gente assim precisa ser expurgada do convívio social.
Cadeia no mínimo.

Ou algo acontece, ou cadeirantes continuarão apanhando de motoristas ao reclamarem por terem estacionado na vaga e tudo mais que ocorre nesse sentido.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 12.12.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O perfeito imperfeito



Todo mundo fala que procura perfeição. Que quer um relacionamento perfeito, o emprego perfeito e a vida perfeita.
Será mesmo que é a perfeição que todos buscam?
Aprendi em um casamento que o que buscamos é justamente o contrário. Buscamos o imperfeito. (E só aqui entendi o que o Renato Tobias sempre disse)
A perfeição é chata, entediante. Mas é a busca por ela que é legal e vale a pena.
O imperfeito é o que faz a vida valer a pena. Aprendemos com o imperfeito.
Ele machuca, nos faz evoluir e entender o mundo sob uma perspectiva que não conseguiríamos ler em qualquer livro ou manual.
O cachorro perfeito não ensinaria nossos filhos, ou a nós mesmos, sobre relacionamento incondicional, sobre a dor da perda, sobre perdão, sobre ira por ter estragado um móvel caro.
A mulher perfeita não precisa aprender, não há algo a ser acrescentado pelo par ou mesmo a acrescentar para com esta troca evoluir, ela já é perfeita, está pronta. Não combina com o imperfeito.
A casa perfeita, o carro e qualquer outro bem perfeito matam dentro de nós aquela sede em busca de algo melhor.
A vida perfeita seria o que? O fim? Fazer o que agora que não há mais o que buscar e almejar?
Certamente há aqueles que dirão que a vida perfeita deve ser aproveitada em sua plenitude e eu rebato dizendo que não há como aproveitar na plenitude algo que já está pronto e se basta por si.
As interrelações decorrentes das interações entre as coisas, os fatos, os seres, os tempos e locais são o que tornam o mundo imperfeito.
É a imperfeita chuva em um dia que imperfeitamente eu esqueci de verificar a previsão do tempo e saí sem guarda chuvas pois estava calor, molhando as roupas, o corpo e os cabelos. Essa chuva me ensinou sobre meu corpo, sobre a gripe, sobre sensações, sobre anticorpos, sentir a água molhando meu corpo, correr na sarjeta, abraçar...
É um tropeção dos mais imperfeitos na rua, um salto que se quebra (e isso não pode ser perfeito), um joelho esfolado, uma luxação dolorosa que faz eu conhecer a pobre mulher machucada no chão e ajudá-la até um pronto socorro.
E se eu conseguisse chegar a perfeição? Então tudo que eu tinha e considerava perfeito antes não o era? Sendo assim será que essa perfeição é finalmente a perfeita? O que vem depois?
E se depois de eu chegar a perfeição eu ver que aquilo não é o que eu quero, então o perfeito não é perfeito? Então será perfeito quando for imperfeito?
Sim, na minha concepção o imperfeito é o que colore nossos dias, o que “despenteia meu cabelo ao vento”, o que me emociona.
E se a vida não fosse assim, seria perfeita, ou seja, não está perfeito ainda pois falta ficar imperfeito.
Longa vida à imperfeição das coisas, dos relacionamentos e da convivência entre os humanos.
Ideia roubada de um discurso de casamento do Taio Zucco. Um dos Zuccos que finalmente conseguiu casar. Obviamente não porque não conseguimos candidatas, certamente é porque preferimos ficar solteiros. Todos garantem que chove mulher querendo casar.
Parabéns Taio e Tine! Que a imperfeição desse relacionamento todo errado se perpetue até ficarem bem velhinhos. Parabéns por abraçarem o imperfeito e o aceitarem com toda a alegria e positividade que ele merece.

Parabéns Tine pela coragem de casar com um cara que nem o Taio, com esse calhamaço de defeitos. Parabéns por conquistar alguém tão sensacional quanto ele, um dos nossos melhores.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 05.12.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Empresários e Novos Empreendedores



Reativamos neste ano de 2015 o projeto Miniempresa da Junior Achievement.
Este projeto visa fomentar o empreendedorismo nas escolas, ou seja, mostrar aos jovens que existem alternativas viáveis, que eles podem empreender, como funciona uma empresa, como é o marketing, como é a logística, os impostos, o controle ponto, o rh, o financeiro, etc.
Santo Ângelo tradicionalmente sempre ganhou muitas premiações tanto no regional quanto no estadual, pois há uma competição entre as escolas do Brasil inteiro para identificar o melhor achiever, o melhor vendedor, o produto mais inovador entre outros. Contudo nos últimos 10 anos nossa cidade não participou do projeto.
Acreditem, o fato de nossos jovens ainda na escola não entenderem o que é empreender, saber como funciona a constituição de uma empresa, quão pesadas são as cargas tributárias, ver como é lucrativo, viável e legal, acabou fazendo com que uma “leva” grande de pessoas evadissem.
Muita gente qualificada não viu oportunidade aqui e foi empreender fora, muitos optaram por concurso não por preferência ou vocação mas por acreditar que era o único caminho ou mesmo desconhecer a possibilidade e viabilidade de empreender aqui.
Na verdade se fossemos desmembrar todas as consequências ou oportunidades eu escreveria umas boas páginas.
Nesse texto quero destacar um ponto específico: Como os empresários interferem no desenvolvimento municipal.
Em todos os grupos de discussão fica muito claro que a solução para o Brasil é investirmos em educação e acabarmos com a corrupção antes que ela floresça no coração das crianças e que para isso precisamos não só sermos vigilantes mas ativamente fazermos o que for possível para proporcionar esse acontecimento.
Acontece que Santo Ângelo está no estado em que está não só por culpa dos políticos. Na verdade acho até que eles possuem a menor parcela de culpa nessa novela toda.
Os empresários não fazem sua parte, e faz tempo.
Todos reclamam muito, falam mal da administração pública, mas fazem muito pouco. Na hora que precisam dar a cara a tapa, fazer a diferença, realmente interferir positivamente para que algo aconteça na cidade, quase todos se omitem.
É ridículo ver um bando de demagogos falando muito, cuspindo xingamentos, mas fazendo nada para mudar a situação municipal.
Falo obviamente pelo que vi nesse projeto, mas fui atrás e percebi que nada acontece também em qualquer outro projeto, via de regra.
Os empresários usam influência  e network, mas não desembolsam um tostão para fomentar a evolução da cidade, nem mesmo disponibilizam colaboradores ou eles mesmos para fazerem algo em qualquer projeto.
Entretanto, continuam reclamando cheios de razão.
Em tempos de crise muitos patrocinadores pararam de repassar dinheiro ao projeto. Entrei em contato com os empresários municipais informando inclusive que poderia ser abatido no imposto da empresa (obviamente dependendo da modalidade de arrecadação como eles bem sabem), e muito poucos vieram falar comigo.
Para cada aluno precisamos de R$ 30,00, e são 35 alunos por escola. Este ano serão 9 escolas e mais um projeto piloto em uma única instituição onde atuaremos desde a 5ª série.
Isso dá um investimento insignificante frente a arrecadação de várias empresas.
Os empresários não se importam, preferem que vá para o governo a ter que fazer algo que possa retornar ao município em forma de projeto social.
E mesmo que não fosse abatido, pretendem gerar mudança e transformação fazendo o que sempre foi feito?
As pessoas não fazem a sua parte e continuam hipocritamente com sua fulgas indignação passiva.
Menos teoria e mais prática. Precisamos acreditar na cidade e ter atitudes diferentes para começarmos a ter resultados diferentes.
Em 2015 contamos com o apoio de muitos empresários, muitos voluntários e algumas empresas e tudo isso foi determinante e decisivo para o sucesso do projeto. Todos oportunamente foram reconhecidos e agradecidos e sempre serão. Para 2016 outras pessoas já entraram em contato querendo participar, ou seja, estamos ganhando corpo. As pessoas estão começando a acreditar.
Caso alguém queira saber mais sobre o projeto, queira ser voluntário (apenas 15 encontros por ano) ou principalmente auxiliar financeiramente, me procurem.

O projeto sai! Mesmo que muitos não acreditem ou incentivem, e isso eu garanto. Quem está comigo?

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 28.11.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Cleanskin em Paris



Você sabe o que significa Cleanskin?
Cleanskin são “agentes secretos” ou pessoas “normais”. São gente sem antecedentes criminais, sem qualquer tipo de suspeita ou ficha. Pessoas que moram em qualquer lugar, com hábitos comuns e que passariam facilmente despercebidos por qualquer cidadão.
Pois bem, essas pessoas são, no caso da França, muçulmanos que nasceram na Europa, nunca viveram a realidade e o terror dos conflitos e na maioria dos casos não teriam necessidade alguma de “comprarem a ideia” desse horror todo.
Ocorre que os mais antigos, sobreviventes de muitos conflitos em solo “sagrado” e que não são clenskins, difundem e recrutam jovens para darem continuidade a matança irracional.
Alguns mais esclarecidos resistem um pouco, não aceitando tranquilamente as palavras dos difusores. Esses são enviados à sua “terra mãe” para entenderem o que é sofrimento, verem amigos morrendo, terem seu ódio alimentado e semeado bem fundo em seus corações, receberem treinamento e finalmente voltarem com cérebro lavado, tendo certeza que matar todos os “infiéis” é a única solução para o mundo.
Normalmente não me manifesto sobre religião, mas convenhamos, quantos neurônios precisa ter para entender que matar outro ser humano é errado?
Defender um Deus tirano que quer a vingança?
Se o cara a quem eles devotam toda sua fé é onipotente, então por que não faz todo o mal dos corações humanos desaparecer em um piscar de olhos? Por que criou pessoas de outras raças e outras religiões se só uma é certa e o resto deve sofrer?
Se ele está ao lado dos homens bomba, então como permite que haja rechaçassão de seu povo protegido?
São questionamentos primários que gente ignorante não consegue articular.
Mas eles sofreram e suas famílias foram mortas?!
Desde quando isso justifica fazer o mesmo? Desde quando um erro começou a justificar outro?
E por mais contraditório que pareça, para acabar com isso só quando todos morrerem. Ou se prende todos e impede que se reproduzam até definitivamente acabar com esse tipo de conduta, ou se elimina todos da face da terra, tal e qual Hitler tentou com os judeus.
A diplomacia não funciona, não funcionou e está claro que não funcionará junto a esse tipo.
Dois anos antes dos atentados de 11 de setembro nos estados unidos já haviam alguns “muçulmanos” aqui em Santo Ângelo que profetizavam o acontecido. Diziam: “esperem para ver o que acontecerá com os estados unidos daqui dois anos, eles estão comprando briga com o povo errado”.
Missioneiros, brasileiros, gaúchos. Gente que nasceu aqui e não teria definitivamente o menor propósito em odiar seus conterrâneos/compatriotas ou mesmo pessoas de outras religiões.
Isso significa que o perigo está sim espalhado em todo o mundo. Ninguém está seguro! Espero que o anonymous realmente cumpra o prometido, exponha esses terroristas, roube todo o dinheiro de suas operações e entregue-os para a polícia.
Em meio a esse contexto todo, o ministro das relações exteriores do decide que será facilitada a entrada no Brasil com liberação instantânea para pessoas oriundas do Afeganistão, Paquistão, Síria, Iraque.
O mundo inteiro afastando, temendo, se protegendo e tentando evitar a disseminação desse mal, e o Brasil querendo que eles venham explodir as coisas aqui?
Se a intenção não é explodir os políticos e Brasília, então definitivamente não faz sentido.

Mas se for, confesso que estou ao lado dele.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 21.11.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Sem mercado aos domingos!



Santo Ângelo tinha começado a evoluir neste sentido. Estava tudo muito bom e legal com a população indo aos mercados em massa aos domingos, dias em que alguns tinham tempo e todo mundo estava feliz.
Todo mundo mesmo, tanto a população de uma maneira geral, quanto os proprietários e principalmente os funcionários.
Os empregados ganhavam 100% de hora extra. Nenhum era obrigado a trabalhar aos domingos, entrando na escala quem quisesse. Todos queriam. TODOS!
Com essa sandice sem cabimento, por causa de algumas pessoas que não tem noção do que fazem e não pensam na coletividade, preocupando-se apenas com seu umbigo e negócio, um “acordo” foi firmado.
O sindicato patronal escolheu dentre todas as possibilidades possíveis, a mais danosa para a coletividade. Danos coletivos onde no máximo 100 pessoas foram beneficiadas e mais de 60.000 foram prejudicados.
Isso sem contar todas as demissões oriundas do fechamento do domingo.
É de espumar de brabo de tão óbvio que muita gente seria demitida com isso. Mais óbvio ainda é que esses sindicatos ignorantes preferem que as pessoas fiquem sem emprego a deixa-las trabalhar como e quando bem entendem.
Bolas, se o sindicato acha que o empregado deve ficar em casa que nem eles coçando o domingo inteiro, então que possibilite, pergunte, mas não proíba-os de trabalharem.
E a liberdade tão fortemente defendida na constituição?
Então, quer dizer agora que tenho o meu negócio, quero abrir e atender ao público, meus empregados também querem, todo mundo vai ganhar com isso - principalmente o cliente - mas por causa de alguns representantes que claramente não entendem o que seus representados querem, definem de acordo com suas vontades pela mais imbecil e burra das soluções.
Criem escalas! Adequem-se a realidade. O mundo mudou, evoluiu, e as pessoas e o mercado precisam também fazê-lo.
Os mercados grandes fecharam, os pequenos não. Mas a fiscalização não está em cima deles. Curioso os fiscais do ministério do trabalho não fecharem os pequenos. Fechem tudo então. Vamos ouvir a chiadeira e vamos ver se a coisa continua.
Imaginem todos os estabelecimentos fechados aos domingos? Até os pequenos armazéns?!
Lembro-me ainda das empresas de cinema protestando contra o youtube. Que coisa mais pequena, tacanha, medíocre, ridícula. Coisa de quem pensa pequeno e não tem capacidade de conseguir algo por competência, então precisa que os outros também não façam. Se eu não consigo, então tu não pode fazer também!
Ora, mas que diabos! Em que mundo vivemos? Em que era vivemos? Ateando fogo em “bruxas” apenas porque não entendemos que elas cozinham bem ou o que seja?
Sindicalistas ignorantes que pensam pequeno! Nem um pouco preocupados com as demissões ou o extra que essas pessoas ganhavam ou mesmo com a qualidade de vida da coletividade municipal. Mas seus ideais foram atendidos, então está tudo bem.
Vi ainda no face de uma “socialista de Iphone” falando que os coitadinhos precisam ter um dia para descansar com a família. Pois bem, agora terão meses. Estão na rua.
Mas para esse tipo de gente isso não importa. Pois obviamente trabalham em funções que exploram muito bem toda essa manobra assistencialista. Não são eles que precisam de um extra do domingo para conseguir pagar a conta com muito esforço no final do mês.
Para eles sobra salário enquanto para os empregados dos mercados sobra mês.
Se é dada a opção de trabalhar aos finais de semana, se isso não é imposto, se gera uma importante renda extra, se isso faz com que mais de 150 empregos diretos e no mínimo o triplo de indiretos continuem existindo, então por que diabos cancelar?
Capricho, inveja e incompetência da concorrência? Isso é suficiente em algum lugar do mundo, além daqui?

Enquanto a cidade se curvar a atitudes medíocres de humanos medíocres, seremos sempre um povo medíocre.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 14.11.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

O fim dos ciclos II



Terminar um relacionamento não é fácil, sobretudo quando passa dos 10 anos.
Terminei um relacionamento de 13 anos e ainda estou me adaptando à nova realidade.
São muitas coisas que fazemos durante muito tempo e que acabam moldando nossos hábitos, nossa personalidade, nossos gostos e nossa vida.
É engraçado ver as reações dos amigos, cada um recebe a notícia sob uma ótica muito particular.
Um amigo me parabenizou, disse que era meu fã. Outro só disse: Bora! Uns três me convidaram pra me largar na vida e “mulherear”. Os mais chegados se colocaram ao meu lado para o que eu precisasse e me aconselharam a olhar para dentro e lamber as feridas. Uns dois perguntaram o que poderiam fazer para evitar que ocorresse, mesmo eu tendo dito que já havia ocorrido. E um disse que com o tempo voltaríamos.
Um relacionamento de tantos anos envolve família, amigos, bens e etc. Todo mundo fica perdido. Sempre acaba mal, em briga e desafeto e ninguém sabe para que lado correr, quem amparar ou quem defender.
Felizmente em meu caso ficou tudo bem, acabamos com muita amizade, carinho e respeito. Ambos com uma sincera preocupação em não machucar o outro e preservar de desnecessidades.
Nenhum colaborador meu perguntou uma vírgula, o que evidencia uma maturidade fora do normal. (Se bem que pode significar também que sou um mau gestor e que eles não se sentem à vontade para conversar esse tipo de assunto comigo. Ou que sou um excelente gestor e deixo claro que profissional é profissional.)
Mas enfim, o próprio coaching ensina, não adianta ficarmos remoendo o passado ou nos afligindo com o futuro. Precisamos sim é pensar no agora, focar em projetos imediatos ou de curto prazo, colocar em dia a bagunça, tanto da casa nova quanto mental e emocional.
A melhor solução é tirar algum ensinamento disso, virar a página, almejar o futuro e focar no momento.
Fiquei surpreso e impressionado com a forma como acabou. Realmente continuamos nos dando muito bem, nos respeitando mesmo que a situação seja estranha agora e isso facilita muito a passagem dessa fase tão delicada.
Dizem que a pior parte está por vir, a da solidão, da casa vazia, do apoio nas dificuldades, da companhia e das conversas. Que quando essa fase chega o mundo desaba e o coração aperta tanto, mas tanto que transborda pelos olhos.
Tenho certeza que quando isso acontecer não só meus amigos como os dela estarão de prontidão esperando para nos darem colo e força.
Afinal de contas, não foram 13 dias ou 13 meses e sim 13 anos compartilhando amigos e momentos, e eles fazem uma significativa diferença em momentos de turbulência emocional, sobretudo quando não temos mais o nosso habitual porto seguro.
Fico feliz em ter conseguido encerrar mantendo uma boa relação, pois alguém que ficou tanto tempo comigo, se de uma hora para outra fosse expurgado, seria traumático.
Só tenho a  agradecer pelos 13 anos de muita felicidade e desejar que sejamos muito felizes daqui para frente.

O relacionamento encerra, mas a amizade e o carinho estão fortes como sempre.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 07.11.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O fim dos ciclos



Reza a lenda que tudo na vida das pessoas segue um ciclo de sete anos. De sete em sete anos no mesmo trabalho se revê postura ou troca e/ou almeja promoção, de sete em sete anos no relacionamento se tem as “crises”, de sete em sete anos há uma mudança interna em nós enquanto pessoas (mais drástica do que as quotidianas), etc.
Pode acontecer de eu estar no meio do ciclo no trabalho, no fim em um relacionamento, no início junto a família. Cada ciclo é independente.
Isso explica muita coisa como por exemplo por que depois de tanto tempo em um relacionamento as coisas mudam abruptamente e quando se percebe já não nos vemos mais adequados aquela nova realidade.
Explica também porque depois de tanto tempo em determinada empresa, emprego ou função cansamos e decidimos alçar novos voos.
Explica porque em determinadas fases estamos super bem com a família e em outras estamos brigando sistematicamente por besteiras.
O mais interessante de tudo isso é que mesmo que isso seja trazido à consciência e explique muita coisa, nada arrefece a dor do fim de uma relação, independente se amorosa, familiar, profissional ou mesmo de amizade.
É muito triste quando um ciclo se encerra e entendemos que precisamos virar a página e seguir novos rumos “abandonando” as pessoas que faziam parte de nossa realidade.
É extremamente difícil desprender-se e desapegar-se de antigos hábitos. Sair da zona de conforto e encarar novos desafios sem as mesmas pessoas que nos proviam segurança durante os últimos sete ou quatorze anos. (as vezes mais)
Muito poucas pessoas sabem lidar bem com o desapego, a dor e a metamorfose. Entretanto isso faz parte do mundo adulto.
Obviamente que há muita coisa positiva também nisso. Toda mudança gera resistência, mas também traz novas oportunidades e desafios.
Dale Carnegie já dizia que “O barco da 'segurança' nunca vai muito além da margem”, então para atingir novos patamares, alcançar sonhos e angariar novas conquistas é necessário coragem e desprendimento.
Quando novos horizontes se abrem e estamos dispostos a encará-los com esperança e percebendo que essa oportunidade é boa, começamos a ver o lado positivo de tudo e só então toda a dor e tristeza começa a ser percebida como algo irrelevante frente ao contexto.
Por mais difícil que seja a situação, por pior que seja o final de cada ciclo, qualquer que seja, não permita que seja lá o que for lhe impeça de atingir seus objetivos. Nada pode ficar no caminho de seus sonhos e lhe impedir de ser feliz.
Sonhe grande, vislumbre seu objetivo. Trace a meta de sua vida e agarre-se a esse sonho com todas suas forças.
Você é responsável pelo seu sucesso e pelo seu fracasso. Se algo não deu certo, se um ciclo encerrou sem que você quisesse, veja o que pode fazer diferente daqui para frente.
Quando assumimos a responsabilidade por nossos atos e nossa vida, entendemos que nossa felicidade depende apenas de nós.
Escolha ser feliz e aceite resilientemente as mudanças. Sempre vem com algo positivo.



Publicado em: A Tribuna Regional no dia 31.10.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Tendência ao ostracismo

Nosso corpo tende ao ostracismo e normalmente não sabemos.
Você certamente já viu alguém e pensou, puxa como essa pessoa se boicota. Poderia fazer tanta coisa, conseguir sucesso e resultado, mas nunca consegue, quando quase chega lá acaba desistindo ou algo do tipo.
Um bom exemplo é a vontade que nos dá de comer coisas calóricas no inverno. Quando sentimos frio nosso cérebro entende que o corpo precisará trabalhar mais e queimar mais gordura para produzir calor e com isso precisará de mais reservas, então acaba emitindo um “sinal” ao cérebro, e a vontade de comer “engordantes” aumenta, ou seja, mais calorias com menos comida.[Z.1] 
Quem nunca sentiu sono quando tinha que estudar para alguma prova difícil? Quem não arranjou alguma desculpa mental para não ter que se esforçar aprendendo algo que definitivamente não gosta?
Vestibulando sente muito sono quando precisa estudar as matérias que não gosta. Estudante protela conteúdos que não gosta.
Isso é o cérebro trabalhando “contra”.
Nosso cérebro quer economizar a maior quantidade de energia possível. Ele funciona de forma a produzir mais com menos.
Entende que cansará muito mais e gastará muito mais energia para aprender algo que não quer, então tenta evitar o esforço.
Gastar menos energia possível para manter o corpo vivo. E ponto final, essa é sua lógica.
Isso explica porque tanta gente desiste antes sequer de tentar. Explica porque muita gente se entrega ao derrotismo.
Faz também com que entendamos porque sempre preferimos o caminho mais curto, o jeitinho, o lado mais fácil de chegar.
As pessoas negligenciam a maravilhosa capacidade que essa estupenda máquina chamada cérebro possui.
Ele calcula uma infinidade de variáveis e faz incontáveis cálculos avaliando qual a maneira mais “preguiçosa” de se atingir o resultado mais fácil.
Isso não é justificativa para corrupção e comportamentos tortos ou preguiçosos, mas que explica muita coisa, explica.
Nada disso é achismo ou suposição. Isso se chama neurociência e há uma quantidade cada vez maior de estudos comprovando esses e outros fatos.
Ok, mas e qual a moral de tudo isso? Qual o ponto do texto?
A moral é que se você quer ser melhor, quer ganhar mais, quer ser promovido, atingir o sucesso, deverá lutar principalmente contra si mesmo. Seu cérebro luta a favor do ostracismo.
Para sair da linha da mediocridade, precisará se esforçar muito. Ir contra a opinião de todos, ir contra o boicote de seu cérebro e ir contra um bando de gente que tenta te puxar para baixo. E acredite, isso é absolutamente possível.
Prova? Veja todas as pessoas de sucesso no mundo. Nenhuma delas ganhou do céu. Nenhuma! Todas fazem aquele algo mais, se esforçam um pouco mais, dormem menos, se preocupam, se dedicam, estudam, erram e não desistem, teimam e... perseveram!
Persevere! Faça aquele algo mais e realize seus sonhos. Nada vem de graça e todo esforço é recompensado.
Ninguém conquista grandes objetivos sem esforço ou com preguiça. Faça o seu melhor e não ouça as súplicas de seu cérebro tentando lhe convencer a não se esforçar.

Significado de Neurociência
s.f. Estudo do sistema nervoso, da organização cerebral, da anatomia e da fisiologia do cérebro e sua relação com as demais áreas do conhecimento que tratam do comportamento, dos processos de aprendizagem e da cognição humana.


Publicado em: A Tribuna Regional no dia 24.10.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Greve dos servidores



Essa semana conversei com uma servidora pública. Ela é nova e está em estágio probatório ainda nessa função, mas já havia conquistado estabilidade em outra antes dessa aprovação.
Ela reclamava fervorosamente sobre como a morosidade dos servidores atrapalham a nação e o povo. Falou que gente que está há anos no cargo não tem pressa, não se preocupa com o povo, não tem prazos, tem pilhas e pilhas de coisas para dar encaminhamento e não se prestam sequer a tentar uma melhora em produtividade.
Então conversávamos sobre a diferença entre o concursado e o privado e falando ainda sobre meu texto dos servidores públicos.
Na iniciativa privada ou se trabalha ou é demitido (a menos, é claro, que tenha estabilidade por algum sindicato. Daí a pessoa não trabalha MEEESMO, ainda que em empresa privada, pois não pode ser demitida).
Mas o ponto mais importante que quero citar hoje é a reivindicação por melhores salários por parte dos servidores públicos.
Essa servidora me fez pensar algo de uma forma que não havia feito ainda.
Se eu estudo para um concurso é porque aceito os termos daquela função, incluindo o salário. Então um ano depois de aprovado, fico insatisfeito e quero fazer greve ou afins?! Mas pelo amor de Deus, gente. Isso na iniciativa privada funciona diferente.
Se eu não estou satisfeito com o salário no local em que estou, não fundo um sindicato, ou me associo a algum, nem convenço meus colegas a fazerem greve. Eu simplesmente peço as contas e vou trabalhar em algum lugar que me pague melhor.
É isso que, ao meu ver (e dessa minha amiga que diz estar acompanhada por inúmeros outros que pensam igual) deveriam fazer os servidores públicos que estão insatisfeitos com sua remuneração.
Exonerem-se!
Peçam as contas e vão trabalhar em outro local. Simples assim!
Afinal de contas, é assim que o mundo funciona. Se não está satisfeito, troque.
Mas, nesse Brasil assistencialista todo mundo quer ganhar. E digo mais, ganhar sem entregar um resultado condizente.
Alguém que na iniciativa privada ganha mais de 10 mil reais produz espetacularmente. Verifiquem por si.
Atendem bem os clientes, preocupam-se com os clientes, investem em qualificação, produzem, entregam resultado.
Quantos servidores públicos você conhece que realmente são eficazes? Ou mesmo eficientes?
E digo mais, muita gente entra com todo o gás, quer realmente fazer a coisa andar, então começa a ser boicotada pelos mais antigos e “forçosamente” entra no ritmo.
Muitos antigos também já estão cansados de remar contra a maré, ou de verem tanta gente entrar em busca apenas de um cabide, sem qualquer forma que possibilite cobrar uma produtividade maior.
Penso que está na hora de as pessoas pararem de acreditar que é dever do estado sustenta-las, dar melhores salários e condições de trabalho e começar a pensar o que elas podem fazer por sua nação, cidade e estado. Parar de querer forçar seu empregador a dar mais dinheiro por algo que normalmente não vale.
Está na hora do nosso povo tomar vergonha na cara e começar a fazer ao invés de esperar cair no colo.
Chega! Vamos fazer a nossa parte.
O povo precisa perder essa ideia de que parasitar está certo. Para rir temos que fazer rir. Precisamos fazer a nossa parte para então conquistarmos algo.
Sei que uma grande parte dos servidores pensa como eu e compartilho de muitas frustrações deles.

Vamos mudar, eu acredito!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 10.10.2015
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Trabalhista



A justiça é cega!
Quem disse isso não conhecia a realidade brasileira, ou era um cego funcional.
A justiça é absolutamente tendenciosa.
Quem tem empresa sabe, quem tem empregada em casa sabe, quem tem funcionários sabe. Desde quem trabalha em seu condomínio, na sua casa, em seu trabalho... Todos sabem que algum dia serão contemplados.
E sabe o que é certo?
Garantia de que o funcionário irá receber alguma coisa. Alguma coisa, qualquer que seja.
Todo mundo já ouviu alguém falar sobre gente que é demitida e entra na justiça pedindo rios de dinheiro. Absurdos.
Pessoas que passaram três anos ganhando salário mínimo e entram na justiça pedindo 300 mil, inventando mil e uma coisas que não ocorreram.
E a empresa que vá atrás para provar que o que o cara falou é mentira.
Tenho certeza que muitos juízes sabem que os caras estão tirando vantagem da empresa. Explorando. Fazendo a empresa pagar por algo que eles sabem que não aconteceu. E ainda assim favorecem o colaborador.
Honestamente tudo me leva a crer que o magistrado dessa área entende que as empresas todas são opressoras, escravizadoras, exploradoras, malvadas e que querem apenas a infelicidade de seus empregados.
Quem é que fica quatro anos tomando chicotada de boa vontade e apenas depois que sai entende isso?
As empresas tem uma função social que se não for "A" mais importante, é certamente uma delas. Gerar emprego, dinheiro, riqueza, fazer a máquina girar.
Acabe com a iniciativa privada e com as empresas e veja o que acontece com o mundo.
Veja como ficou Cuba quando isso aconteceu!
Então a pessoa entra na justiça pedindo o que sabe que não merece. Recebe muito mais do que imaginava, sabendo que não teria direito, por certo, a nada daquilo. Os responsáveis endossam esse tipo de conduta. E a empresa que se lasque.
Depois que uma empresa “perde” uma causa na justiça, é notificada a pagar seja lá quanto for em um prazo de 48 horas.
E dane-se de onde vai tirar, se tem o dinheiro ou não, se vai quebrar ou não, se vai penhorar algo ou não.
Então acompanhe comigo. Sou empregado, roubei da empresa e fui descoberto. Não deixei provas, mas a empresa descobriu e eu confessei. Judicialmente não pode ser comprovado, então não fui demitido por justa causa.
Não gostei de ser demitido, mesmo tendo roubado, e resolvi prejudicar um pouco mais a empresa colocando uma ação trabalhista e pedindo um milhão. O juiz entendeu que era um absurdo e mandou pagar “apenas” 100 mil de algo que no fundo sabia que não era verdade mas que a empresa não tinha como provar o contrário.
Esta recebe uma notificação para pagar os 100 mil em 48 horas, tirando do reto de quem quer que seja sob pena de penhorar todos os bens da empresa e inclusive as contas. Mesmo que isso faça com que ninguém dos atuais 50 colaboradores receba salário.
Mesmo que a empresa quebre e coloque 50 colaboradores na rua.
Mesmo que a coletividade seja muito mais importante que aquele filho da mãe que roubou da empresa e mentiu na justiça.
Então a empresa quebra, e dizem que a culpa é da crise, do governo, de má administração, do passarinho que cagou no poste... sei lá...
Sinto profundo desprezo por pessoas que cospem no prato que comeram, onerando empresas que um dia ofereceram oportunidade de trabalho e sempre fizeram tudo conforme o acordo inicial do contrato, mas que quando saem, querem mais é prejudicar.
Fica meu desabafo e a reflexão.
Se todo mundo sabe que qualquer um que entra na justiça contra empresa leva, SEMPRE, será que todas as empresas do Brasil estão erradas?
Proponho revermos nossos conceitos. A má fé impera e quem está pagando a conta, mais uma vez, é a classe empresarial.
Se todos resolvessem fechar as portas e ir embora, como ameaçou a Alibem quando o pessoal trabalhista estava assediando-os despropositadamente, a cidade teria sentido um baque muito forte.
Se a Fundimisa fosse embora quando os fiscais do trabalho não paravam de procurar irregularidades sem sentido, todos teríamos sofrido.
O curtume quebrou por isso na cidade.
Depois ninguém fala que quem quebrou a empresa foram as ações trabalhistas.

Há que se rever muita coisa nesse arremedo de país.

PS:Estou desconsiderando nesse texto os quase extintos empregados que realmente são prejudicados pela empresa.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 01.10.2015
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