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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Assassinato



Tenho uma teoria sobre assassinos. Todos os tipos de assassinos. E talvez você se inclua nela!
Já ouvi muita gente falando coisas como: “você morreu para mim”, ou “matei tudo que sentia por ela”.
Considero isso impraticável, impossível e inviável para “pessoas normais”. Não se mata alguém. Não se mata um sentimento. Não se mata. A menos que de fato se esteja disposto a matar, e nesse caso, você é um assassino.
Pensemos pela seguinte ótica: olhe para dentro, esqueça os outros, esqueça sociedade, esqueça as relações, pense apenas em si e no que sente. Mergulhe em seu mais obscuro universo interior.
Avaliando tudo que sente, se realmente pensa que é possível matar uma pessoa dentro de si, estamos falando de morte. E morte é definitiva. Para sempre. Essa pessoa realmente terá morrido para você!
Quando alguém morre dentro da gente não se sente mais nada por ela, nem raiva, nem saudades, nem amor. Ela morreu e para sempre. É como se a tivesse matado na vida real, só que ao invés de não mais a poder ver ou falar, nunca mais poderá sentir. É o fim definitivo.
Se você acredita realmente que poderia matar alguém em seu coração e sua mente, não pensar ou sentir em algum momento algo pela pessoa, então necessariamente assume que a mataria na vida real também.
Se possui a coragem e frieza para matá-la dentro de si, nada o impediria de matá-la realmente. Lembrando que que estamos olhando apenas para dentro de nós e não levando em consideração a sociedade ou relações com outras pessoas.
Acredito que psicopatas sejam assim, realmente matam. E como não poderia deixar de ser, isso ocorre primeiro no mais obscuro interior de cada um.
Acredito piamente que as pessoas levam para sempre consigo um pouco de cada um. Entendo que ninguém mata de fato alguém dentro de si.
É importante frisar aqui que não estou falando de situações impensadas, em acidentes onde uma pessoa tira a vida de outra sem querer. Falo aqui de atos deliberados e conscientes.
Minha teoria aqui tem o propósito único de defender a ideia de que se você realmente acredita que pode matar alguém dentro de si, então é porque seguramente seria capaz de matar uma pessoa no “mundo real”.  Se para você, matar alguém na “realidade”, é algo inconcebível, então tenha certeza, jamais matará dentro de si.
Não se preocupe, a princípio isso é bom. Você está dentro da normalidade. Agora... se você realmente acredita que seria capaz, então peço que por favor me avise e então cuidarei para jamais lhe desapontar profundamente.
E então? Você é um assassino? Ou você é “normal”?

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 10.01.2015
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A empresa certa



Não são todas as empresas que possuem seus valores definidos em um quadro e visível a todos os clientes e colaboradores. E independente disso, não significa que eles não existam.
Normalmente esses valores são norteados pelos proprietários ou acionistas.
O que muita gente ainda não faz é certificar-se, antes de trabalhar em algum lugar ou mesmo contratar uma empresa por um longo período, de que esses valores refletem também os seus.
Já trabalhei em uma empresa onde a honestidade não era importante, e isso me fazia mal. Eu estava sempre insatisfeito. Via porém que muitos colegas não se importavam com isso e eram plenamente felizes com o que faziam. Então entendi que aquele não era meu lugar.
Quando fui servidor público, ao menos no que eu trabalhava, a eficiência ficava absolutamente abafada. O que valia era politicagem. Também não durei.
Trabalhei para o Terra, fiquei 4 anos, lá a meritocracia era extremamente valorizada, havia comprometimento com o cliente, a simplicidade nos processos era invocada em todas as reuniões. Adorava! Mas tinha colegas que odiavam. Alegavam que a empresa era honesta demais com o cliente e que estes acabavam abusando.
Isso significa que se você está infeliz onde está, as chances de seus valores serem diferentes dos da instituição são grandes. Se está descontente com algum serviço contratado, confira-os.
Em minha empresa, no processo seletivo e mesmo com as parcerias que fechamos, sempre apresento nossos valores, peço que avaliem e reflitam com cautela e que decidam se compartilham.
Entendo que para dar certo é necessário alinhamento, e isso passa necessariamente pelo que é mais importante: os valores.
No nosso caso: simplicidade, honestidade, inquietação, comprometimento e eficiência. Esses valores norteiam tudo que fazemos. Nenhum colaborador tem dúvida quanto a como agir, basta que olhem para o quadro na parede, nossa espinha dorsal, e entenderão a forma correta de agir.
Obviamente, como em qualquer lugar, um ou outro não compactua de determinado valor. Essa pessoa acaba destoando da equipe e recebe uma atenção especial e uma ação de coaching.
Mas por que estou falando isso justamente em época de ano novo? Porque essa é a data que as pessoas costumam refletir sobre a vida, sobre o ano que passou, o que foi conquistado e o que querem para o ano seguinte.
Trago esse assunto à pauta justamente para instiga-los a pensar sobre o local em que trabalham e as empresas com quem mantém negócios. Isso certamente influencia sua satisfação enquanto cliente e profissional e reflete diretamente em sua felicidade.
Opte sempre por dedicar seu tempo a pessoas que tenham o mesmo ideal. “Diga-me com quem andas...”
Fantástico 2015 a todos, repleto de felicidade e realizações!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 02.01.2015
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Jogos e guerras I

Era uma tarde de quarta feira, ninguém ousaria esquecer uma data tão memorável quanto aquela. O que acontecera nesse dia ainda hoje é contado entre as pessoas e certamente assim será por gerações sem fim, de avô para netos, de copo em copo nos bares e como referência ao que é uma briga feia de fato. Bochincho? Era festa de criança, todos dizem....
Estava ele lá, no meio da cidade, um gigante, o fogo do ódio em seus olhos era tão forte que irradiava calor na direção em que olhasse. Um ser de pura maldade e mágoa. Era tudo tão expressivo que irradiava ânsia, fazendo com que as pessoas conseguissem sentir sua fúria derretendo tudo.
A situação estava cada vez mais ficando tensa, ninguém conseguiria resistir àquela situação por muito tempo. Era tão forte e todos sentiam de forma tão intensa aquela queimação, que havia clareza coletiva de que os limites da cidade já haviam sido cruzados há tempos.
Chegou ao ponto de ninguém mais aguentar. Todos já com a boca seca. O clima passara de pesado fazia dias e ele insistia em permanecer prostrado bem no meio da cidade, aguardando alguém que tivesse coragem de enfrenta-lo.
Os que se achavam fortes, tentaram oferecer algum tipo de resistência - aqueles que acreditavam ter o coração frio ou um olhar gelado -, mas não foram páreos nem para chegar perto. A simples aproximação já os fazia sucumbir deixando todos molhados e impotentes.
Foi quando o Minuanito, proxeneta de plantão daqueles rincões, resolveu dar as caras. Normalmente, quando ele vinha correndo tanto a ponto de levantar terra do chão e fazer folhas e papéis revolverem-se, todos sabiam o que esperar. O tirano faminto se aproximava.
E quando a fome de alguém sem qualquer sentimento bate à sua porta, prepare-se para chuva em prantos, pois a desgraça é grande.
Aliás, falando nisso, esse era o motivo do gigante estar ali. Sabia que cedo ou tarde o mais frio dos guerreiros deveria dar as caras por ali. Já havia espantado nesse pequeno tempo, de cerca de dois meses, todos que se diziam fortes o suficiente para peitá-lo.
Cada passo que o anunciado pelo proxenetinha dava em direção a cidade, era ouvido por todos. Seu coração era tão profundamente tomado pela frieza que nenhum humano em qualquer momento conseguiu ficar sem espasmos de frio, apenas ao aproximar-se.
Ao cruzar os limites da cidade, conhecedor dos meandros das pelejas, sentiu que o estavam aguardando. Conseguia sentir o calor proveniente de um ódio genuíno e de um amante de guerra.
Sorriu trovejantemente. Esses infelizes amantes e adoradores desse tal de inferno quente precisavam sempre de sua lição. Fechou o cenho escurecendo até os limites do horizonte e tomou ar com tanta força que as árvores balançaram e algumas casas foram destelhadas.
Seu prazer em obliterar esse tipo de adversários chamuscava relâmpagos resplandecentes em seus olhos. Tão intensos que transformavam a escuridão de todo o infinito horizonte de seu cenho, antes negro como a noite, agora em claro como o dia.
Dirigiu-se ao encontro de seu rival guiado pelo ódio, até finalmente encontra-lo. A população estava aterrorizada, temendo pela cidade, por suas vidas e até pensando no fim do mundo. O tempo fechou.
A raiva do gigante era agora mais forte do que antes, chegando a esquentar o vento mesmo depois de todo aquele alvoroço do Minuanito. Olhou como de costume a todos os adversários que, apenas por estarem em sua presença, já sucumbiam antecipadamente, regozijando-se por humilhar mais um. Mas foi subitamente surpreendido. O famoso tirano tinha lindos olhos claros. Profundos e envolventes e cabelos delicados e lindos, tal e qual sua face. Sim... era uma guerreira.
Não acreditava que se preparara tanto tempo para enfrentar uma mulher. Não desistiria agora de sua vingança. Veio para um duelo e era isso que teria.
Mas dessa vez a história era diferente. O frio nos olhos de sua oponente era tão inacreditavelmente intenso e profundo que ele sentia como se as nuvens estivessem fechando-se sobre si e o céu escurecesse o ambiente, esfriando suas esperanças.
Mastigou a mágoa juntando todo seu ódio como se ruminasse uma vida de tormenta antes de vomitá-la toda de uma vez só sobre aquela tirana.
Nesse momento, ela sentiu que todo aquele ódio parecia sumir. Sabia no entanto que aquele gigante não era como os demais e não sucumbiria apenas pela sua presença. Posicionou-se preparando-se para briga.
O vento soprou frio e quente, rajando sem direção. O gigante agora parecia apenas um humano grande. Mal dava para sentir toda aquela maldade. Quanto mais a tirana concentrava forças, mais ele segurava seu vômito de ódio.
Foi então que o calor retornou, dessa vez com uma força avassaladora. O gigante colocou para fora tudo o que tinha, partindo colérico em direção a enigmática tirana.
Cada passo que dava, sentia seu fogo arrefecer, não porque seu ódio também o fizesse, mas pela simples presença da oponente. Percebeu que aqueles lindos cabelos esvoaçavam - agora molhados - e que o frio de seu coração era algo sem parâmetros.
Antes de chegar a cinco passos, percebeu que seu calor e fogo já não passavam de uma mera brisa. Seu fôlego outrora forte e contumaz, agora não passava de uma brisa morna que se desfazia facilmente nos pequenos redemoinhos gelados.
Entendeu o que todos sempre falavam. Jamais enfrente ou se envolva, mesmo que seja em uma batalha de vida e morte, com uma mulher com coração frio. Não há como vencer!
A três passos de distância cometeu o erro de a olhar nos olhos e foi então que perdeu-se em um universo ártico, eliminando todo e qualquer resquício de seu fogo. Quando deu por si, estava de joelhos, sem forças para respirar e sequer conseguia levantar. Bradou algumas palavras de ódio, tombando em seguida aos pés de sua algoz.
Não pense você leitor que ela nada fez. Seus olhos estavam acesos, a chuva já havia tomado conta de todas as cidades da região. Seus cabelos incandesciam de poder. E mais uma vez, a tempestade tirana obliterou o calor missioneiro, deixando um rastro de pessoas desabrigadas, muitas crianças sem pai e futuros gigantes cheios de ódio os quais ela teria certeza, um dia voltariam para vingar-se.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 20.12.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.b

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Saudades




Sempre relutei em escrever sobre saudades... Não sei se porque me provoca nostalgia, se por manifestar sentimentos tão contraditórios como felicidade e tristeza, falta e preenchimento, ou se simplesmente porque é difícil mesmo.
Mas nesses últimos dias - época de final de ano, natal, lembranças de família, fechamento de ano, planejamento de próximos - acabei caindo em suas graças e ela não só me abraçou, mas também segurou forte e apertou firme.
Nesse caso em especial lembrei-me do Maninho (Ricardo, para quem não conhece. Irmão que não resistiu à intensidade que impingiu à vida) e senti uma vontade enorme de poder conversar sobre o que estou passando, os sonhos que estão se realizando, a fase maravilhosa que estou vivendo, trocar ideias sobre planos, pedir conselhos sobre as pessoas que me cercam, comentar sobre músicas, tergiversar sobre o que esperar do futuro – principalmente tecnológico – ir junto a shows, ficar sentado vendo a chuva cair, falar e entender tudo apenas com um olhar e ser surpreendido com ideias criativas e pensamentos absolutamente inusitados sobre quase tudo, entre tantas outras coisas maravilhosas que fazíamos juntos.
É... Saudade é assim... Quando percebemos já estamos nadando em um mar de lembranças de todos os tipos. Somos transportados para lugares e momentos que não gostaríamos que acabassem.
É vontade de viver de novo algo que nunca mais voltará. É sentir o peito apertar e a garganta doer. Querer mais uma vez, pequena e efêmera que seja, fazer algo que nunca mais acontecerá.
Penso que não há saudade boa. Não pode ser bom algo que provoca sentimentos tristes e confusos na maioria das vezes. Sentir falta é doloroso.
Algumas pessoas dizem que é saudável. Já eu prefiro viver intensamente todos os momentos para não ter que ficar utilizando apenas a memória. Se afastar para curtir mais depois? A vida é uma só e é agora. O amanhã eu não sei e o hoje é o que eu posso fazer de melhor.
Sempre que ela me atormenta, não há como não pensar em como poderia ter feito diferente, curtido mais, vivido melhor esse ou aquele momento. E isso me dá mais estímulo para viver intensamente cada instante. Tanto que frequentemente canso as pessoas.
Esse transporte instantâneo para algum momento do passado, essa vontade de estar novamente com alguém, não deveria existir!
O ideal seria lembrarmos das coisas apenas com felicidade, sem vontade de reviver. Pensando que o que fizemos era o que de melhor poderia ter sido e focarmos sempre no agora.
Só que a vida não facilita, e quando percebemos estamos vivendo no passado e no futuro, e esquecemos do agora.
Desconheço alguém que não sinta a tal saudade e por convivermos com ela desde sempre, a consideramos normal e boa. Esse texto é apenas para sugerir a todos que a abandonem, lembrem das coisas boas sem a vontade de que acontecesse de novo, e busquem uma vida de felicidade plena, no agora.
E a minha parte? Bem... Ainda não sou tão maduro emocionalmente para tanto, mas estou no caminho e ao menos venho me esforçando. E você? Está aqui?

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 13.06.2014
Revisado por Josiane Brustolin
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.b

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Odeio desistir!




Odeio é uma das palavras que menos costumo proferir. Praticamente extinta do meu vocabulário. Inclusive sempre que vejo alguém a utilizando, aconselho não fazê-lo pois carrega consigo uma carga negativa extremamente pesada.
Como bom descendente de alemães e italianos, confesso sem cerimônia que sou um “pouquinho” teimoso, afinal de contas teimoso mesmo é quem teima comigo.
Pois com essas características, habituei-me a concluir todos meus projetos de vida. Quando início algo, vou até o fim. Dou um jeito, articulo, flexibilizo, penso em alternativas, mas nunca desisto. Desistir, na minha opinião é fracassar, e se entro em algo, obviamente é para ganhar.
Ninguém em sã consciência entra em algum tipo de desafio pensando em perder.
Investir tempo, energia, pensamento, dedicação, atenção, envolver pessoas, investir dinheiro em algo e ter que desistir, consome comigo. Fico mal. Fico triste!
Percebo que a maioria das pessoas não se preocupa, sobretudo a nova geração, em virar as costas para algo ou alguém. Já citei aqui, inclusive falando sobre o desapego.
Isso tem muitos pontos negativos. Hoje possuímos um mar de gente que não está nem aí para o comprometimento e para responsabilidade. São pessoas que estão “curtindo” a vida. Gente que quando não quer mais, larga e vai fazer outra coisa.
Só que o mundo não para até que as pessoas amadureçam e decidam brincar de ser adultas. Enquanto isso, os que estão como adultos veem e catalogam...
Gente sem garra, sem persistência, incapaz de levar algo adiante por causa de alguma dificuldade ou contratempo, é descartada pelos players - os competentes - assim como as novas gerações descartam o que não lhes serve mais, sem cerimônia.
É mais ou menos uma vingança do mercado com a má postura inicial desses jovens de hoje.
Mas isso não se resume apenas aos mais novos. Tem muita gente com experiência que não quer saber e vira as costas para os desafios, por não estar disposto a enfrentar as dificuldades.
Justamente esses desafios que me deixam vivo. Sou um inveterado apaixonado por causas impossíveis (e quem não é?!), embora isso seja contraditório, eu sei. Afinal de contas, ser obstinado por algo impossível não faz sentido para a maioria das pessoas. Só quem sabe brigar entende que quanto maior o desafio, maior a vitória. Quanto mais preparado e difícil for o adversário, mais precisará de treino e mais terá que se esforçar, superar-se e ser melhor. E quando há a conquista... ah essa vale a pena!
Mas voltando a falar em desistir. Treinar muito, preparar-me, pensar, sentir, viver, dedicar-me a algo, visualizar realizado, concretizar mentalmente, e depois ter que desistir, entristece-me profundamente. Como um dia inteiro de chuva!
Reluto, repenso, reavalio, procuro outra forma, às vezes rastejo e me humilho para não ter que desistir de um objetivo, que quando alcançado, compensa qualquer esforço.
Entretanto infelizmente em algumas situações não há o que fazer. Não há escolhas ou alternativas. Não há volta. Desistir é a única opção. Os humanos possuem vocação para limitar suas possibilidades e enclausurar quem precisa decidir. E desistir me frustra, mesmo que seja a única opção.
Entristeço-me mais ao desistir de pessoas do que quando desisto de projetos, pois pessoas são agentes vivos e retroalimentadores.
Se houver qualquer alternativa que seja, não desista. Desistir é para fracos e amadores. Enquanto ainda tiver condições, tente. E quando desistir, desista de vez! Quando tomar finalmente a decisão, pense bem, decida e não volte atrás. Faz parte de ser maduro.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 06.12.2014
Revisado por Cristiano Zucco
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Para abraçar?!

Tem uma menininha chamada Raissa que possui uma doença raríssima e não pode abraçar. Imagino como deve estar sendo ruim para a família dela. Muito legal ver a movimentação das pessoas para angariar fundos para o tratamento.
São empresas, palestrantes, universidades, entidades de classe e mais um monte de gente trabalhando em prol das arrecadações de fundos para custear o tratamento - que diga-se de passagem não é garantido, é experimental - para que a criança consiga abraçar as pessoas.
Honestamente acho o máximo essa união e movimentação das pessoas que abraçaram a causa e a dor da situação, mas... pasmem! A quantia de dinheiro levantada para tratar apenas uma criança, fora do Brasil, e ainda sem garantias de sucesso é absurda. Entendo até como ofensivo.
Não vejo a comunidade reunida para falar sobre os votos da última eleição e como cobrar seus representantes por um sistema de saúde melhor. Também não os vejo articulando por maior investimento em educação. Ou pior, não vejo todo esse furor e boa vontade para angariar fundos para comprar comida a quem morre de fome todos os dias.
Será que ninguém parou para pensar a respeito disso? Que esse dinheiro todo poderia ser melhor direcionado de forma a abranger mais pessoas, ajudar mais gente e resolver mais problemas de uma vez só ao invés de ficar tentando salvar uma causa semi perdida?
Eu sei que faz parte dos humanos apaixonarem-se por uma boa causa perdida, mas então que seja com algo que possa “abraçar” muito mais gente e que tenha resultado garantido.
Não faz sentido direcionar tanto dinheiro para alguém que pode não sobreviver, sendo que muito mais pessoas poderiam se beneficiar desses recursos. E veja, estou sendo prático, afinal de contas nenhuma decisão importante deve ser tomada com emoção.
Não, eu não sou um monstro desalmado e sem coração. Eu me preocupo com a Raíssa, sou empático com sua família, tento me colocar no lugar e entender a situação, mas alguém precisa fazer o papel de enxergar todo o cenário e mostrar as pessoas que talvez não estejam direcionando seus esforços da melhor maneira.
É cruel com a menina querer abandoná-la? Sim e não. Sim se formos egoístas e pensarmos só nela, mas não se formos práticos e pensarmos em todas as outras pessoas que, assim como ela, precisam muito ser assistidas e não tem a menor condição.
Em alguns países, certas doenças terminais (como câncer) não são assistidas como aqui, eles subsidiam acompanhamento psicológico para o enfermo e seus familiares a fim de não ocupar a máquina pública com causas perdidas e abreviar o sofrimento do paciente e dos seus, proporcionando assim que outras pessoas com condições de melhora possam receber atendimento.
Reforço. Não sou contra a campanha dela. Meu intuito aqui é apenas trazer a discussão uma outra visão a respeito de algo que, pelo que tenho percebido – ou melhor, não tenho percebido – as pessoas não se atentaram.
Na prática seria mais ou menos como se o governo disponibilizasse atendimento apenas para pessoas com determinada doença por não ter dinheiro para atender a todos. Onde fica a justiça com os demais?
Certamente virão alguns argumentar que os outros poderiam ter feito o mesmo movimento e tentado angariar fundos também. E de fato poderiam! Assim como as pessoas que recebem bolsa e recusam empregos poderiam trabalhar ao invés de ficar em casa. Poderiam! Mas a vida não funciona tão logicamente assim, e por isso existem esses movimentos sociais.
Eu os entendo como uma forma de manifestação ativa contra a omissão do Estado em relação a coisas que deveriam ser por ele providas e não são.
Então entendo que cabe a nós, enquanto sociedade, cobrar nossos representantes, eleitos ou natos no meio em que vivemos, uma política e raciocínio menos específico e mais generalista. Só assim conseguiremos alinhar essa torta e podre matemática financeira que existe entre pessoas, políticos e Estado.
Boa sorte Raíssa. E se dependesse de mim, esse dinheiro ia para o lar da menina e do menino, na pior das hipóteses, e na melhor em projetos de melhoria na educação.
Parabéns aos pais da menina que conseguiram articular e mover mundos e fundos para ajuda-la. Eles são exemplo do que força de vontade pode fazer.

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 29.11.2014
Revisado por Cristiano Zucco
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Intolerantes



As pessoas estão cada vez mais sendo intolerantes com tudo quanto é tipo de assunto. E de uma maneira assombrosa.
Escrevi uma vez sobre amamentação em público e falaram em me linchar em praça pública. Na época das eleições um amigo me excluiu do facebook e parou de falar comigo. Fiquei sabendo de casos de pessoas que se agrediram fisicamente. Teve um episódio em que um vizinho maltratou um cachorrinho e falaram em torturá-lo com requintes de crueldade e psicopatia.
Esse final de semana alguém postou sobre um acidente que ocorreu na RS com alguns jovens que estavam voltando de uma festa e acarretou em morte.
Ninguém pensa que, independente da atrocidade, da negligencia e da irresponsabilidade de quem praticou, é óbvio que eles não tinham intenção de matar alguém?
É evidente que eu entendo que gerou uma morte e não estou entrando no mérito de se o cara estava certo ou não, – mesmo que eu tenha opinião formada a respeito e já citei em outros textos bem explicitamente qual é. O que quero aqui é chamar a atenção para a sede de vingança de todo mundo.
Uma pessoa postou no facebook que deviam pegar o condutor, deitá-lo no chão e passar com o carro por cima até quebrar todos os seus ossos. Outro, que deveriam pegar seu rosto e esfregar no asfalto até sangrar. Outro, em pendurar pelo saco e tocar fogo. Só eu vejo o absurdo que é isso? Isso é crime! Incitar a violência nesse nível é uma das coisas mais insanas que tenho visto nos últimos tempos.
Ninguém mais acredita na justiça. De tanto verem os representantes roubando e nada acontecer, querem fazer vingança com as próprias mãos. Sim, porque justiça é algo totalmente diferente do que é reivindicado pela massa raivosa.
Hoje em dia se eu falo algo que alguém não concorda, não há diálogo. Os outros já vem com um mandato de execução por fuzilamento, sem direito a... pensar!?
Ninguém pode pensar diferente. Se eu penso, preciso ser apedrejado, fuzilado, esfolado vivo, molestado.
Eu espero, honestamente, que as pessoas não sintam isso lá no fundo. Pois se sentirem, temos uma geração de psicopatas maníacos como nunca antes visto na história da humanidade. Alias... Humanidade?!
Será que realmente essas pessoas se veem atropelando alguém infinitas vezes? Ou esfaqueando? Ou surrando? Ou violentando? Ou torturando? Isso realmente me preocupa.
Ao menos verbalmente voltamos a lei de Talião então, é isso?
É tudo muito sem sentido, sem medida. Uma reação extremamente desproporcional. Onde está a justiça? Onde está o juízo das pessoas? Onde está a fé no sistema? (ok, essa eu peguei pesado, confesso!)
Essas pessoas precisam de terapia urgente, ou parar de falar bobagens descabidas. Precisam aprender a conversar e respeitar a opinião alheia. Ou então, precisam ser indiciadas, pois incitar assassinato, incitar violência e fomentar suicídio até onde sei é crime.
Na verdade, pessoas felizes, de bem com a vida, sem recalque e resolvidas dificilmente se prestam a esse tipo de comentário. Principalmente esses baixos. Sequer pensam em coisas assim. O que significa que o nível intelectual e/ou seus valores estão cada vez piores em nossa sociedade. O que chamam de medíocre, é o topo. Essas pessoas estão abaixo disso, são muito menos que medíocres. São tão fracas, baixas, mesquinhas e vazias que acabam sintonizando com a própria pessoa que estão ofendendo em nível sociocultural.
As pessoas desaprenderam a dialogar. “Existe sempre apenas uma verdade e se não for a minha eu te espanco”.
É muita falta de discernimento, de cultura, de esclarecimento e de educação pra pouco Facebook.
Aprendam a viver em sociedade, Humanos! Existe todo um sistema criado justamente para prover freios e contrapesos aos que não se comportam como deveriam. E segue o baile... Ou como diz sempre o amigo Luciano: “Em Frente!”

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 22.11.2014
Revisado por Cristiano Zucco
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O novo e o velho mundo

Trabalhei no Terra, na Dell, no Matone, e essa experiência em “call centers” me propicia hoje fazer coisas que muita gente considera impossível. Eu atendia seis clientes ao mesmo tempo via chat, enquanto falava com mais um pelo telefone e respondia um dos 150 e-mails que precisavam ser respondidos, ainda no mesmo dia. Em outra empresa, tinham dois telefones e dois monitores, e conseguia falar com duas pessoas diferentes, sobre assuntos diferentes, ao mesmo tempo, enquanto monitorava duas telas e ainda passava orientações para uma colega. Também cheguei a monitorar cinco andares, com uma média de 1200 pessoas por andar para saber escala, absenteísmo, nível de serviço de atendimento, etc.
Hoje, estava conversando com uma amiga que me disse que, se ela vai a um bar com amigas ou quem quer que seja, e alguém da mesa dá atenção ao celular, ela levanta e vai embora, pois considera inadmissível que as pessoas sentem para confraternizar e interagir, quando, na verdade, acabam interagindo com outras.
Confesso que isso me incomodou. Eu me sinto como num limbo etário, visto que não me encaixo completamente na “geração X”, entretanto tenho muitas características dela, e também não me encaixo, totalmente na “Y”, apesar de, também, ter muitas características desta.
Se eu saio com uma turma e converso ao celular, é porque sei que consigo fazer tudo ao mesmo tempo, além do que meu perfil (“tipo 7” para quem entende) demanda que eu interaja com vários grupos e de várias formas, tudo ao mesmo tempo. Além disso, eu nunca prometi exclusividade de minha atenção a qualquer amigo. Ninguém promete!
Pode acontecer de saírem, sentarem em um bar, e uma amiga conhecer um cara bonitão em outra mesa e dar atenção só para ele. E daí? Levanta e vai embora?
Sei lá! Essas pessoas que são resistentes a conviver com quem utiliza o mundo virtual e o mundo real concomitantemente são, além de carentes, egoístas. Acham que apenas um dos mundos deva ser acessado por vez. Não admitem a nova realidade multifunção e multitarefa - agora multi-mundo também.
Lembrei de quando era novo, e tentavam criar patologias para crianças e adolescentes que ficavam muito tempo em frente ao computador. Pensei, também, na geração do meu pai, quando as pessoas ignorantes (no bom sentido) acreditavam que o conhecimento que tinham era suficiente. “Fazer faculdade pra que? Os dotorzinho não entendem nada da vida. Na prática é tudo diferente”.
Hoje, ninguém, nas suas condições mentais plenas, concebe a falta de graduação, quando há oportunidade. Ou seja, os tempos mudaram e os conceitos com ele. E isso sempre vai acontecer. A sociedade adapta-se. Tudo está sempre em uma mutação constante. É preciso que estejamos prontos para encarar as novidades que as novas gerações trazem e que os tempos atuais demandam.
Ficar enclausurado, em um pensamento que se considera certo, calcado em valores outrora seguramente corretos, não, necessariamente hoje, seja bom.
Qual o problema em aceitar que as interações mudaram, a sociedade mudou, as pessoas mudaram e que é necessário adaptar-se? O que se ganha fechando-se no que se acha que é certo e indo de encontro ao coletivo? Por que não flexibilizar e até mesmo aderir aos novos comportamentos?
Ficar preso a conceitos antigos com a dinâmica atual é visto, por mim, como uma afronta social. O mesmo que discriminar a todos.
No fim das contas, todo mundo perde. Quem está no celular “surfando” na nova “onda” tecnológica perde uma amiga, a amiga perde uma pessoa legal e cada vez mais vai restringindo seu círculo entre poucos que, subservientemente, sujeitam-se às regras melancólicas de alguém que age, tiranamente, dentro nele.
O mundo é muito mais próspero e amistoso, quando aceitamos as mudanças. Adapte-se, ou veja a realidade lhe oprimir!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 15.11.2014
Revisado por Cristiano Zucco
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Cuidado com o que desejas!

Esses dias, estava conversando com uma amiga, enquanto caminhava pela rua. Ela viu um casal passar de carro com a mulher dirigindo e o cara no banco do carona. Ao ver aquilo minha amiga disse: “nossa, queria muito estar no lugar dela”.
Na hora, achei melhor não comentar, mas fiquei pensando muito a respeito. As pessoas não sabem o que querem. Não têm noção do que pedem.
Fiquei pensando, por conhecer o casal: será que ela se sujeitaria a tudo o que aquela mulher se sujeita? Será que seria tão competente quanto aquela mulher - profissionalmente falando – para construir e manter aquele patrimônio? Será que realmente aquele cara era tudo aquilo? Será que ela conseguiria atender as expectativas daquele cara? Será que aquele tipo de vida a faria feliz? Será que ele vale a pena? Será que ele seria suficiente para ela? Será que ele atenderia suas expectativas? Será que ele daria conta? Será? São tantas condicionais que não temos como saber e, ainda assim, as pessoas desejam sedentas, por algo que às vezes não podem ter. Conforme o dito popular, “roubar e não conseguir carregar”.
Um amigo me disse uma vez que queria muito ganhar uma Ferrari numa promoção, sabe-se lá do que. Então, eu comecei a questioná-lo: Queria mesmo? Para quê? Você tem carteira de motorista? (não) Você tem, ao menos, um emprego? (não) Quem vai pagar o IPVA? E o emplacamento? E a gasolina? E o Seguro? Você ao menos sabe dirigir? (não) Você deseja o carro para ficar parado exposto, estragando? (não) Você quer o carro para vendê-lo? (não)
Ou seja, ele achava que queria o carro, quando, na verdade, ele sequer havia pensado a respeito. Por isso, mulher muito bonita e gostosa tem que ficar com homem malandro e experiente. O cara que quer muito e não parou para pensar nos problemas que vem com algo tão bom, pode não estar preparado para bancar...
Não vou citar quem, no terceiro exemplo, por ser parente, mas ela, sempre que vê um cara saradinho na televisão, larga alguma expressão do tipo “ô lá em casa”, ou “esse é meu tipo de homem”. Eu sempre contorço o pâncreas com os rins num esforço para manter silêncio e não me expressar, pois, ao fazê-lo, estaria, necessariamente, destilando bile corrosiva sobre uma auto-imagem, absolutamente, falha.
Oras, a guria preza família, preza amigos, preza valores retos, preza transparência e preza honestidade. Gosta de ler – normalmente romance e dramas mela cueca – assiste a comédias românticas, gosta de conversar “papo cabeça” e vem me dizer que quer um cara que só pensa em músculos? Para conversar sobre supino e suplementos? Para malhar junto? São mundos e realidades diferentes. Enquanto os “saradinhos” malham o corpo, outros malham o cérebro. Claro que algumas pessoas conseguem fazer os dois, mas quem foca num, acaba dedicando menos tempo ao outro.
É preciso que as pessoas entendam o peso de uma escolha e de um desejo. Costuma-se desejar o que não se tem. Um pouco fomentado pelo consumismo, outro pouco pela cultura da inveja, mas é certo que nada disso tem sentido, se o que deseja não foi realmente avaliado antes.
É necessário que se faça uma análise profunda e reflexiva antes de se desejar algo. A exemplo de Midas, que desejou que em tudo que tocasse virasse ouro e acabou morrendo por isso.
Mais do que escolher o que se quer (para não querer apenas por querer e depois não querer mais), para evitar que se consiga algo que se quer e depois não saiba como lidar ou o que fazer com o que se consegue, há ainda outro ponto. Depois que desejamos algo e não conseguimos administrar as consequências disso, desorganizamos nossa vida e, quem sabe, até a de outras pessoas, numa sanha por satisfação e conseguimos apenas frustração.
Tem gente que define errado o que acha que a fará feliz. Foca no futuro, trilha um caminho que deixa um “rastro de sangue” e caos e, depois que chega onde havia imaginado, entende que a epopeia não valeu a pena, não justificou o esforço, ou nem mesmo trouxe metade da alegria e felicidade esperados.
Fiquei anos estudando para concursos, só depois que passei e trabalhei em um cargo público entendi o quanto não tenho perfil para a função. Isso, depois de estudar anos, de abrir mão de muita coisa e de me estressar muito. Hoje, estou recuperando o tempo perdido. Alguns não têm a segunda chance.



Publicado em: A Tribuna Regional no dia 08.11.2014
Revisado por Cristiano Zucco
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Duro golpe!

No final de semana do dia 26 de outubro de 2014, uma das maiores catástrofes ocorreu nessa lambança que chamam de nação.
Nada foi suficiente para arrancar um povo ignorante de sua estupidez e burrice, muito bem articulada pela situação.
Nem todos os aliados são expostos como corruptos. Mesmo com a inacreditável impunidade brasileira foram presos, ou seja, fizeram um estrago sem precedentes, por crimes contra a administração pública, por corrupção ativa e passiva, contra o patrimônio, etc.
Ou a corrupção sem precedentes instaurada no país. (vide Petrobrás, mensalão e outros tantos escândalos que, obviamente, todos sabiam, e não sejamos hipócritas em repetir que o Lula e a Dilma não estavam cientes ou lucraram com isso. Não é, Friboi?)
- A volta da inflação, devido a um governo sem preparo, para administrar ou entender geopolítica e economia mundial.
- O roubo descarado e superfaturamento na Copa do Mundo, gastando até 7 vezes mais do que precisaria, para um evento que nem deveria ter acontecido em solo tupiniquim.
- A perpetuação da pobreza, dando o peixe e não ensinando a pescar. Fomentando o assistencialismo, sem oferecer alguma opção aos “famigerados” para saírem da tal situação.
O que foi feito pelo povo? A saúde melhorou? A segurança aumentou? Os impostos reduziram? As infraestruturas estão com melhor qualidade? As ruas estão sem buracos? As escolas estão com mais qualidade? Não, para todas as perguntas anteriores!
Pegam dinheiro de uns para custear a preguiça e o parasitismo de outros. Você acha certo isso? Se sim, proponho que pegue o seu dinheiro e dos outros que concordam com você e custeiem esse bolsismo todo. Deixe quem produz e quem pretende levar o Brasil a um patamar melhor aplicar seu dinheiro em algo com mais retorno.
Tiram dinheiro do nosso bolso, do nosso povo, dos nossos hospitais, dos nossos aeroportos e dos portos, para investir em Cuba e Venezuela? E a nação acéfala acha isso bonito ou certo? Meu Deus, o que é isso? Que se abram os céus e desçam os 4 cavaleiros do apocalipse, porque isso não tem cabimento. Tem que explodir tudo e começar de novo! Oremos por outro asteroide?
Estagnação econômica, desde que Dilma assumiu. Compare com os países vizinhos que cresceram muito mais com muito menos. A época era fantástica! Deveríamos ter crescido muito, mas não aconteceu.
Um governo que demite integrantes por suspeitas de roubo e não manda investigar é cumplice.
Um governo que chama médicos de fora sem condições de atender aos pacientes e não incentiva ou não auxilia aos médicos internos.
Por exemplo, o vídeo da Dilma e Michel Temer que foi exposto em dois escândalos de corrupção. E quem vai assumir, quando o câncer da Dilma voltar e ela não conseguir mais trabalhar? Porque vai voltar.
É muito ódio contra uma pessoa que está acabando com muita coisa, com muita gente, com muitos negócios, com muitas famílias, com muita história, para ser reeleita e não sofrer com isso. A doença volta!
Nosso povo idolatra os ladrões. Nosso povo é preguiçoso. Nosso povo quer ser malandro e quer passar a perna em alguém sempre. Prezam mais pelo bolsa família do que pela moralidade, pois é melhor viver às custas de quem trabalha do que trabalhar.
Sugiro seguir a linha de uma corrente do “Whatsapp”, já que esse povo quer tanto viver do governo. Vivam APENAS do governo. Chega de doações, já que elegeram o “querido” governo que faz tudo pelo social; recorram a ele, portanto. Chega de ajudar as instituições comandadas por quem “mama nas tetas” do governo, os que elegem o “bolsismo”, mas, na hora de pedir dinheiro, veem recorrer aos empresários. Chega de auxiliar classes de trabalhadores que elegeram esse tipo de governança, se é o que querem mesmo, mesmo sabendo que prejudicam quem produz. Então, quem produz parará de ajudar quem não os auxilia. Chega de contratar gente que segue a filosofia do ganhar sem esforço. Chega de esmola e gorjeta. Abandonemos e boicotemos as empresas que apoiam o “bolsismo”, façamos um acordo com a concorrência.
Preparem-se para a maior recessão que vocês já viram nesse país no primeiro semestre de 2015 e não se espantem, se as pessoas que produzem cansem de sustentar a parte vadia do Brasil e comecem a patrocinar uma revolução ou algo que o valha. Desde o “impeachment” até o golpe militar. Tudo pela sobrevivência!
E digo mais. Se for para acabar com essa lavagem cerebral pseudo-comunista-socialista, chamem a mim.
Alguém mais vem comigo? Ou você pretende continuar tomando tapa na cara quietinho, no canto, feito um guri “bundão” de apartamento? Chega de indignação passiva!

Publicado em: A Tribuna Regional no dia 01.11.2014
Revisado por Cristiano Zucco
@rjzucco
rodrigo.zucco@terra.com.br